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É impossível não pensar na Noruega

por Cristina Ribeiro, em 23.11.09

 

quando leio esta notícia. Por lá, aquele País de que já todos ouvimos falar só por boas razões, um lugar onde não passam, nem ao de leve, as preocupações financeiras que afligem este jardim, tal como ela à beira-mar plantado, mas onde as ervas ruins, ao contrário do que lá sucede, alastram, perante a passividade dos seus habitantes, existem SÓ as auto-estradas estritamente necessárias. Por cá, pelo contrário, sabendo todos do excessivo despesismo público, damo-nos ao luxo de ter coisas destas.

Sabendo, do mesmo modo, que o tal de buraco financeiro vai ter de ser pago à custa de subida de impostos, os senhores persistem no mesmo erro. E quando não se aprende com os erros...( mas, afinal, não custa repeti-los, quando são os outros que os pagam ).

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publicado às 13:19


13 comentários

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De Luísa a 23.11.2009 às 15:21

Deve haver uma maneira de poder recusar o pagamento de impostos para subsídio de auto-estradas, Cristina. Ou de TGV's. Afinal, o povo votou maioritariamente (embora dispersamente) contra as obras públicas do PS! :-)
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De Cristina Ribeiro a 23.11.2009 às 18:29

Mas ele assobia para o lado, e finge que não, Luísa: pretende ter, ainda, a faca e o queijo na mão - vamos lá a ver se a oposição embarca nessa
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De João Pedro a 23.11.2009 às 16:36

Cristina, ao contrário de muitas obras faraónicas ou que são um fim em si mesmas, estas auto-estradas são mais do que úteis. Não sei qual o traçado da do Alentejo, mas a transmontana servirá uma população que está muito carenciada delas. O IP4 passará a ser finalmente uma via decente e o distrito de Bragança (o único no país que não tem um metro de auto-estrada) quebrará algum do seu isolamento. Para se ir da capital do distrito a Miranda do Douro, por exemplo, toda a gente dá a volta por Espanha. Pena é que haja complicações logo com estas vias, quando a região de Lisboa é a que tem mais kms de auto-estrada na UE. Também por aí se avalia a diferença entre investimentos no litoral urbano e no interior.
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De Cristina Ribeiro a 23.11.2009 às 18:52

Muito longe de mim ser contra essa quebra de isolamento, vergonhoso, João Pedro: o meu receio é, por ter visto já tanta coisa mal parida neste rectângulo, se faça coisas disparatadas, que, no fim, não sirvam as pessoas, que sejam apenas mais um bibelô; isso leva-nos a outra questão - porque é que o Tribunal de Contas, presidido por uma pessoa de bem ( fiquei com muito boa impressão de Oliveira Martins quando foi meu professor ) chumbou esses projectos? Não se livram do cheiro a esturro - importa, realmente, saber de onde vem.
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De Nuno Castelo-Branco a 23.11.2009 às 19:50

e a 3ª para o Porto? Também é estritamente necessária? Meçam a distância que vai de Oslo a Trondheim e comparem o tamanho dos dois países. Coisas...
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De João Pedro a 24.11.2009 às 01:23

Essa é precisamente uma das que não faz falta nenhuma. Mas as que referi, e que estão em causa, são importantes para as suas regiões. E são logo essas que estão sob fogo. De resto, não acho nada que o problema sejam as auto-estradas em si, mas sim o excesso, como as duplicações por outros caminhos. Quando penso nas curvas do Marão, e na hora e meia que se demorava a atravessar a Lixa por causa de uma festa qualquer até sinto arrepios...
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De António de Almeida a 23.11.2009 às 18:54

Concordo que algumas AE's possam ser fundamentais para o desenvolvimento regional e nacional, desconheço em concreto a necessidade destas, mas não me parece que o governo possa avançar contra o parecer do TC, está instalada uma cultura de chico-espertismo.
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De Cristina Ribeiro a 23.11.2009 às 19:36

Chico-espertismo? Então não se enganou no pa´s, António - é mesmo neste Portugal.
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De José António Abreu a 23.11.2009 às 22:40

O sonho é asfaltar todo o país.

Sejamos sérios: as auto-estradas estão já longe de ser fundamentais. Mesmo a Transmontana (e conheço bem o IP4), sendo provavelmente a única que ainda se justifica, não vai resolver nada. Veja-se a Beira-Interior: não é pela existência da auto-estrada (que, obviamente, não prejudica) que Castelo Branco, o Fundão ou a Covilhã tiveram um desenvolvimento astronómico nos últimos anos. E o problema é precisamente que, com ou sem benefícios económicos notórios, vamos ter que as pagar.
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De Cristina Ribeiro a 23.11.2009 às 23:09

Nem mais, JAA. Nesse país " de que ouvimos falar por boas razões " vi zonas mais recônditas ligadas a grandes centros por simples estradas, e respirava-se desenvolvimento. O problema é bem outro.
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De cbo a 24.11.2009 às 00:00

Há dias, durante uma entrevista, dizia-me o entrevistado, envolvido num programa de empreendedorismo.
Se há 20 anos tivessem apostado nas pessoas, em vez de apostarem nas auto-estradas, o país estaria muito melhor. Como não lhe dar razão?
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De Cristina Ribeiro a 24.11.2009 às 00:03

Como, Carlos, como?
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De Gi a 24.11.2009 às 17:38

Não esqueçamos que a Noruega está pelo menos metade do ano coberta de neve, e que as distâncias são tão grandes que faz mais sentido, se se tem pressa, viajar de avião, a preços decentes naquele contexto, do que numa hipotética auto-estrada.

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