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Britânicos "como os portugueses"

por Nuno Castelo-Branco, em 24.11.09

 

 Pelos mais recentes relatórios que na imprensa surgiram, as clivagens entre os militares do Reino Unido e dos EUA foram profundas, logo desde o início da Guerra do Iraque. Estas divergências têm antecedentes bastante conhecidos e para não irmos muito longe, bastará recordar o gáudio dos oficiais ingleses perante a tremenda derrota sofrida pelos G.I. às mãos de Rommel, na batalha do Passo de Kasserine. Para citarmos outro exemplo, a inépcia do comandante-em-chefe Aliado, o sr. Einsenhower, provocou uma investida das forças da Wehrmacht na Bélgica (Dezembro de 1944), quase comprometendo a viabilidade da Frente Ocidental. Montgomery zurziu violentamente na capacidade de discerrnimento dos seus aliados de além-Atlântico e as considerações tecidas pelos comandantes de campo ingleses, em relação à capacidade dos mastigadores de chewing-gum, foram tema de conversa nos clubes militares londrinos ao longo de décadas.

 

Uma poderosa logística, onde não faltam loções para a barba e quiçá depilatórios, oferece imensas possibilidades de contentamento pessoal às tropas em campanha. No entanto, para o sucesso, os EUA sempre recorreram muito legitimamente à força da sua indústria, carpetes de bombas, desfolhamento maciço, o 30 para 1. Por vezes, poderemos ser tentados a pensar no que teria sido a Guerra de África, se os aliados americanos tivessem facultado a Portugal uma ínfima parte do equipamento desperdiçado no Vietname e que era necessário às nossas forças?

 

Não se duvida da valentia e abnegação do soldado americano, mas este frenesim em tudo controlar através de um descarado exibicionismo, é simplesmente caricatural.

 

Quem não se lembra das públicas e grosseiras reprimendas do general Schwarzkopf  ao comandante-em-chefe do exército saudita, Kalhid bin Sultan durante a 1ª Guerra do Golfo? O truculento germano-yankee, não suportava a ideia de poder ser sublimado aos olhos dos soldados árabes, por um "cameleiro qualquer" que para cúmulo, era um príncipe, um pecado mortal. In God We Trust!

 

Estórias que a História não se cansará de repetir. Agora, os ingleses provam do remédio que costumavam administrar a certos Aliados. É a lei das compensações. Bem feito!

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publicado às 15:45







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