Quinta-feira, 26 de Novembro de 2009
Passava-se, decerto, a largada da barca no mar de Lisboa,

 

pois que o piloto era São Vicente, o padroeiro da cidade. Do cancioneiro popular, talvez, constavam estes versos de um Livro da Primária usado por um irmão, mas que todos lá em casa cantavam, cada um com a música que melhor achava enquadrá-los:

 

Quem quer  ver a barca à vela,

Que se vai deitar ao mar,

Nossa senhora vai nela,

E os anjinhos a remar

 

São Vicente é o piloto,

Jesus Cristo o general,

Que linda bandeira leva,

A bandeira de Portugal !


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publicado por Cristina Mendes Ribeiro às 19:18
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15 comentários:
De António de Almeida a 26 de Novembro de 2009 às 20:46
De repente, ao ler este post senti-me a recuar no tempo, e sorri.


De Cristina Mendes Ribeiro a 26 de Novembro de 2009 às 20:52
António, é esse o efeito que as memórias - boas, como é o caso, exercem em mim :)


De António de Almeida a 26 de Novembro de 2009 às 21:34
As minhas memórias não serão boas nem más, apenas inocentes, só que voltei ao tempo da pré-adolescência, quando por exemplo a curiosidade me levava a ler os livros de escola da minha mãe. Fez-me sorrir, nem sempre tenho motivos para sorrir, mas foi bom, obrigado!


De Cristina Mendes Ribeiro a 26 de Novembro de 2009 às 21:47
Ora essa :)
Ah, mas nem sempre as minhas memórias me fazem sorrir.
As da infância, apesar dos " apertos "; sempre fazem :)


De Nuno Castelo-Branco a 26 de Novembro de 2009 às 22:16
Depende, depende da bandeira que for. Se for a réplica da Gucci, dispenso!


De António de Almeida a 26 de Novembro de 2009 às 22:24
Agora para o Nuno, um dos livros da minha mãe tinha na capa 4 bandeiras de Portugal (desconheço se tivemos apenas essas, mas presumo que sim), acabava na actual, mas também lá estava a azul e branca, infelizmente já não me lembro das outras, apenas sei que efectivamente eram 4.


De Cristina Mendes Ribeiro a 26 de Novembro de 2009 às 22:39
Tenho a forte ideia de na imagem se via a bandeira com a cruz de D. Afonso Henriques, Nuno :)


De Daniel Santos a 26 de Novembro de 2009 às 23:12
mais uma vez, delicioso.


De Cristina Mendes Ribeiro a 27 de Novembro de 2009 às 09:38
Obrigada, Daniel :)


De Luísa a 27 de Novembro de 2009 às 01:39
Eu, lisboeta de gema, me penitencio, Cristina, que esta não conhecia. :-)


De Cristina Mendes Ribeiro a 27 de Novembro de 2009 às 09:40
É natural, Luísa - vinha num livro mais antigo :)


De mike a 27 de Novembro de 2009 às 18:43
Não me lembro nada disso, Cristina. E somos da mesma criação. Acho que a menina está inspirada e dá-lhe para inventar. (risos)


De Cristina Mendes Ribeiro a 27 de Novembro de 2009 às 18:53
Isso queria eu, Mike. Vinham num livro de um irmão mais velho. Mas obrigadinha pelos créditos :)))


De Helena Branco a 27 de Novembro de 2009 às 19:21
EU fui das que li e cantei...para mim era tudo um conto de fadas...mais ainda um sentimento de beleza e liberdade( estava na infância)...desconhecia o que por detrás das bandeiras se urdia...


Mas de repente a MENINA fez-me voltar ás emoções que tão bem sabem...vindas de si...OBRIGADA


De Cristina Mendes Ribeiro a 27 de Novembro de 2009 às 20:11
Versos bonitos, Helena, fáceis de cantar Coisa que nos fazem reencontrar um pouco os verdadeiros anos dourados.
Grata eu.
Abraço


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