Quinta-feira, 26 de Novembro de 2009
vigilância democrática

There is, indeed, some force in such arguments. David Brin, the US writer and academic, argued in his 1999 book, The Transparent Society, that the unsurpassed opportunities for surveillance that technology offered us could be entirely benign.

He suggested, like Bentham before him, that there was nothing intrinsically wrong in encouraging people to give up their privacy if it was for their own good. In an ideal community, everyone would be watched and everyone would be accountable. This, he posited, could even be seen as a return to a tranquil and pre-lapsarian sort of life. The idea of anonymity, he pointed out, is "an illusion". In the village life of pre-industrial society, everyone knew everyone else's business, and this intimate surveillance offered a level of personal accountability that only technology could now return us to. All this, to critics of Labour's controlling and centralising tendencies, sounds impossibly idealistic. Interestingly, though, Brin would be the first to agree that this was the case.

 

He argues that, unless stalwartly resisted, "the biggest threat to our freedom is that surveillance technology will be used by too few people, not too many." He warns that a surveillance society run by bureaucratic edict will be too open to corruption. A truly transparent society trains its cameras, real and philosophical, on the people who are doing the surveillance just as mercilessly as it does on those who are being surveyed. In formulating his argument, he trawls back even further than Foucault managed, to assert that the essential question that needs to be asked was first put by the Roman poet Juvenal at the turn of the 1st century AD, in one of his most quoted maxims: "Who will watch the watchers?"



publicado por Manuel Pinto de Rezende às 23:23
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5 comentários:
De Anónimo a 27 de Novembro de 2009 às 00:35
Mon Cher D. Rezende,

Vide bem Vossa Mercê! Nem todos aprenderam a falar e a escrever inglês como o nosso primeiro - ministro. Além disso, o ensino do inglês em Portugal não passa sempre da mesma caca! Vem vosmicê agora com um texto tão erudito? Sobretudo numa altura onde só se houvem rappers, mother fuckers e damn you asshole...com as calças ao fundo do rabo a mostrar boxers de marca duvidosa...

Olhe, traduza lá isso, que o google é muito mau tradutor...

Diga lá, onde é que estudou inglês...


De Pedro Félix a 27 de Novembro de 2009 às 02:52
A privacidade, vista de modo absoluto, é uma utopia mais irrealista do que a da erradicação da pobreza e a dos amanhãs que cantam. Os que julgam e gritam estridentemente que é o Estado que a viola esquecem-se da vivência comunitária do passado e do presente e respectivo risco de situações intrusivas e mesmo coercivas; os que bradam contra as câmaras no metro e na via pública esquecem-se que o Banco de Portugal em conjunto com o banco no qual têm conta têm acesso a todos os movimentos respeitantes à utilização dos cartões, hoje instrumento indispensável de gestão financeira individual e familiar.
Acho muita graça aos zeladores das vidas privadas, pois nunca abdicariam de afocinhar a do próximo se tal lhes conviesse. Os que têm a respectiva privacidade mais intocável são precisamente os que não olham a dos outros nem têm nada a esconder que prejudique os demais.


De Manuel Pinto de Rezende a 27 de Novembro de 2009 às 21:19
Pra não esquecer que o cidadão, nos dias de hoje, confessa-se ao Estado sempre que preenche a declaração de impostos.


De Anónimo a 27 de Novembro de 2009 às 21:53
O cidadão não se confessa, porque a confissão é um acto de vontade espontâneo. O cidadão é forçado a entrar no sistema imposto pela maioria...E aí sim, essa maioria, pode ser ignorante e/ou burra, como é a portuguesa, aquela que vota recorrentemente nos asnos que compõem a Assembleia da república...aqueles que envelhecem e se alimentam ao ritmo dos meus impostos, incluindo aqueles que o Estado me cobra sem sequer ter participado na queima das minhas lindas pestanas.

O cidadão, esse burro ou ignorante que se deixa ir na conversa de um asno que tem inteligência suficiente para continuar a enganar outros mais asnos do que ele, caso de Sócrates (o político, o português, não aquele outro da Antiguidade), é perfeitamente traçavel pelo cartão único e outros desenvolvimentos da moderna inteligerdice administrativa portuguesa.
Claro está que a privacidade...deve ser dos conceitos mais interessantes dos últimos tempos. Eu sei de alguns senhores arguidos que usavam a privacidade como eu uso as reticências...só que eles diziam-se empre inocentes e quem os acusava eram os papões conspiracistas, monstros e outros adjectivos que tais...Eu gostei sempre muito de os ver na televisão, porque pareciam sempre tão bem no écran...a defender o bom nome, a honra e o .. caraças.



De Anónimo a 27 de Novembro de 2009 às 21:56
E... depois...arranjavam a melhor advogada de todos os tempos - a PRESCRIÇÃO! Com a benção constitucional, que clama a defesa dos direitos, liberdades e garantias.



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