Sexta-feira, 27 de Novembro de 2009
Que não pagava a pena interromper o trabalho que tinha em mãos;

 

até gostávamos de ver...; esperaríamos.

E o oleiro continuou a moldar o barro, sempre com o pé no pedal da roda. Das suas mãos, sujas de uma terra acastanhada, saía já quase perfeita uma  cantarinha.

 

Era mais um daqueles fins-de-semana que aproveitávamos para ir por aí fora. Paráramos no Crato, e, depois de tudo visitarmos, tínhamos entrado naquela pequena oficina; comprar um ou dois pratos para fazer doce igual ao que acabáramos de comer: sericaia, tinham dito, e que era preciso um prato grande de barro.


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publicado por Cristina Mendes Ribeiro às 19:11
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8 comentários:
De mike a 27 de Novembro de 2009 às 20:55
Ainda estou para saber o que andava Sua Exa a fazer em terras mouriscas... ;)
Gostei de ler. :)


De Cristina Mendes Ribeiro a 27 de Novembro de 2009 às 21:03
Quando era criança, Mike, aprendi uma canção cujo refrão dizia " Portugal é nosso/ E nós temos obrigação/ De o conhecer/ Pois de Norte a Sul/ Muito tem que ver " e assim fizemos.
Obrigada :)


De Daniel Santos a 27 de Novembro de 2009 às 21:32
destas tradições já existem poucas.

(voltou a retirar os comentários lá nas sua memorias?)


De Cristina Mendes Ribeiro a 27 de Novembro de 2009 às 21:43
Se as procurarmos encontram-se, Daniel, mas nos locais mais esquecidos.

Desta vez fi-lo propositadamente, porque se trata de um mero arquivo, de coisas já vistas :)


De Daniel Santos a 27 de Novembro de 2009 às 22:13
O meu estado neste momento é sentido.


De Cristina Mendes Ribeiro a 27 de Novembro de 2009 às 22:21
Então, Daniel, está no lugar certo :)


De António de Almeida a 28 de Novembro de 2009 às 11:59
Há uma boa quinzena de anos que não passo no Crato. É fascinante ver trabalhar, quer o barro quer o vidro.


De Cristina Mendes Ribeiro a 28 de Novembro de 2009 às 16:20
E eu que nunca vi trabalhar o vidro, António.


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