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No dia em que se entrega, formalmente, de bandeja,

por Cristina Ribeiro, em 01.12.09

o que aos portugueses de 1640 tanto custou a restaurar, outra ironia da História, e porque é obrigação de cada um de nós contribuir para o sair do estado lastimoso em que nos encontramos, reflectir sobre este post do Pedro;

Questão pertinente a trazida por Joshua :  " não temos Educação no terreno para produzir cidadãos activos, interventores na Pólis, maximizando os novos meios imediatos de decisão participada. O que temos e se promove é uma massa de dependentes, uma mole de passivos, ondulando espectralmente nas praças como uma seara negra ".

Verdade. Mas quem conhece a sua combatividade não acredita que pense ele ser essa Educação um trabalho de Sísifo, condenado a ser abandonado no lugar reservado ao impossível.

Tarefa mais própria de Hércules, tanto mais que esse ser permissivo, abúlico, aí retratado tem encontrado nos últimos tempos, que já vão longos, o terreno fértil para proliferar: tudo lhe parece  andar sobre rodas, apenas porque não se consciencializou da possibilidade de não- futuro, e essa ilusão é criminosamente, alimentada por aqueles a quem ele, confiadamente, entregou esse futuro. Cabe, pois, a cada um de nós, ultrapassando as nossas fraquezas, assumir um bocado da heroicidade do grego, na tentativa de mudarmos o rumo que nos têm incutido.

 

Adenda - ler este post de Paulo Morais no Blasfémias.

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publicado às 00:05


6 comentários

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De PF a 01.12.2009 às 02:47

Desde o remoto e para muitos saudoso 25 de Novembro de 75, passado o tempo de contestação à ditadura e ao romantismo da fase pós-revolucionária, instalou-se neste país uim nihilismo que reduz a mentalidade e o modo de agir português a uma lassidão, indolência, resignação e egoísmo levados da breca e que tem ajudado a afundar Portugal em conjunto com os maus governos que são fruto deste estado de coisas. Continuemos, portanto, a encolher os ombros, desconfiados de tudo e de todos, em especial de nós mesmos, entregues ao hedonismo baratucho. A chusma de escroques continuará a grunhir: porreiro, pá!
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De Cristina Ribeiro a 01.12.2009 às 03:00

Eles agradecem este nosso porreirismo carneiral, Pedro.
Sem que ninguém faça ondas, sempre, sempre, até ao fundo. Não há-de estar muito longe.
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De Manuel Pinto de Rezende a 01.12.2009 às 12:45

Nada está perdido, Cristina.

Tal como nos outros países da Europa, estão a surgir grupos e movimentos de cidadãos que reagem ao Tratado, estudam-no e procuram influenciar a sua deriva federativa.

É da responsabilidade de pessoas como a Cristina, e os outros autores do Estado Sentido, fazer parte desta elite pensadora :)

Baixar os braços nunca.
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De Cristina Ribeiro a 01.12.2009 às 14:42

Manuel, temos todos a obrigação de fazermos o melhor para honrar os nossos egrégios avós, entre os quais figuram aqueles que em 1640 nos devolveram a soberania.
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De António de Almeida a 01.12.2009 às 16:57

Estamos em sintonia, todos pela independência nacional contra o Tratado de Lisboa.
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De PALAVROSSAVRVS REX a 01.12.2009 às 23:41

Vamos resisitir, Cristina. Criando uma consciência mais alargada do rumo a seguir pela nossa máxima independência, contra os estrangulamentos da nacionalidade dentro do Tratado; contra a insignificação de Portugal reduzido a arrebaldes californianos para europeus ricos.

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