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Serviço Cívico Obrigatório?

por Manuel Pinto de Rezende, em 02.12.09

“Poderá um serviço cívico obrigatório ser implementado em Portugal, como resposta a uma cidadania cada vez mais descomprometida e desresponsabilizada, em que já há mais direitos que deveres e em que o serviço militar deixou de ser obrigatório?”

 

 

Uma conferência subordinada a este tema está prestes a dar-se aqui, na Faculdade de Direito da UP.

 

Enquanto relator da FDUP para este evento, tenho vindo a reunir algumas opiniões e questionários sobre o tema, para saber a posição dos alunos desta casa.

 

Num Universo de 52 pessoas inquiridas, a grande maioria acredita na falta de civismo dos portugueses, e culpam o descrédito na classe política como fonte maior da falta de interesse dos jovens nos assuntos do Estado.

 

Há duas perspectivas em combate, como se pode ver nestes dois excertos de comentários de alunos:

 

a primeira é contrária ao serviço cívico -

-“O interesse do Estado não tem que ser superior ao interesse dos cidadãos, pelo que o estado não tem autoridade para restringir este tipo de liberdade pois não estamos num país totalitarista.”

 

a outra é-lhe favorável -

“-A formação cívica é um elemento essencial no desenvolvimento de qualquer cidadão e de facto se não forem transmitidos pelo meio social este começo de má educação irá prolongar-se para as gerações futuras."

 

A não perder...

 

 

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publicado às 11:43


4 comentários

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De Anónimo a 02.12.2009 às 13:40

Acrescentaria à discussão, a postura dos docentes de Direito e a forma como as pautas de Direito em Portugal, pelo menos em Lisboa, são classicamente deficitárias para não dizer anormalmente visionárias da incapacidade dos estudantes de direito para assumirem a vocação escolhida (ou imposta) - a de juristas....
Poltergeist
ou
Educadinha
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De Manuel Pinto de Rezende a 02.12.2009 às 13:50

hoje está muito calma, cara Polti.

temos de marcar um almoço de discussão.

já andam aí a dizer que a propriedade não é um direito absoluto, a confundir função social da propriedade com relativização de um direito, o Oliveira Ascensão, se estivesse morto, estaria a rolar na tumba.
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De Anónimo a 03.12.2009 às 00:53

D. Rezende,

Oiça...a propriedade é sem dúvida um direito absoluto ... imprescritível... Mas olhe, que com os banquetes socialistas e o plat de resistance de alguns, eu «respeitaria» a relativização da propriedade.

Não esqueça que afinal o Fisco é o primeiro a relativizar a propriedade da coisa, aquela que alegadamente está plasmada no livro de histórias do Tribunal Constitucional... eles chamam-lhe CRP.

Sabe? Eu sei de alguns casos em que a Administração tributária penhorou a torto e a direito ... sem motivo e título...tá a ver? Não há como separar sociedade, direito e prática de uma e outro.

O Oliveira Ascensão? Esse nem sequer liga... afinal quando o espirito é inferior...só temos que ser benevolentes.
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De Anónimo a 04.12.2009 às 00:37

Também penso que podemos iniciar com força uma espécie de Estudos Gerais em Formação Cívica. Alunos não nos faltam, e certamente, podemos inscrever figuras públicas sabedoras e experientes como docentes e tão importante área do comportamento humano... sei lá a ranhosice socialista toda, assim como os psdocas e outros que por lá se sentam ao pé, mas de cuja côr me esqueço, tal o verbo deles ....aqueles que falam sempre com um ar de foice e martelo e um ar muito zangado, como se ainda houvesse fábricas e agrários em Portugal.... podíamos inscrever - dizia eu- nesses cursos de formação de novas mentalidades, pessoas ciosas de novos saberes.
Várias disciplinas certamente surgem obrigatórias:
Como gamar sem ser apanhado, suborno e consequências, como ser arguido, cometer o crime e não ser apanhado, como ser arguido, acusado, pronunciado, muitas vezes pronunciado, e ser conselheiro de Estado; como tornar os crimes contra a vida prescritíveis em duas penadas do Tribunal Constitucional; penhoras sem título executivo; exercício de força muscular nas esquadras portuguesas; prisões preventivas dos poveiros e dos gajos com dinheiro para pagar custas; como usar a pulseira electrónica sem ser mal visto na sociedade; bons costumes e boa moral, sem pedofilia pelo meio...

gostos culinários, o peixe como alimento de enriquecimento e o fato d etreino como meio de perder calorias....



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