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" mas que a liberdade religiosa foi atingida, foi."

por Cristina Ribeiro, em 08.12.09

diz o Manuel, referindo-se ao referendo suíço. Não creio. A liberdade de culto não foi posta em causa; os seguidores do Islão continuarão, livremente, a frequentar as suas mesquitas. O que se visou neste referendo terá sido algo que, por nele verem um símbolo intimidatório, as pessoas mais rapidamente associam à Sharia,  a lei que assusta os ocidentais, e não terá sido por acaso que o não foi maioritariamente feminino ( " reminders of Islam’s oppression of women " ), sabendo-se que já houve tentativas - Londres - de a impor; entre muçulmanos, eu sei, mas indo contra a lei que vigora no país de acolhimento.

 

 

 

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publicado às 16:10


8 comentários

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De Manuel Pinto de Rezende a 08.12.2009 às 17:30

mas Cristina, a Liberdade religiosa implica o uso livre de símbolos religiosos.

O minarete é fundamental na arquitectura sagrada islâmica. Sem ele, a aparência de templo religioso fica comprometido.

Só nos tempos da idade Média era requisitado que as minorias religiosas não exteriorizassem o seu culto além dos seus templos.

nada me tira da cabeça que isto tudo serve para julgar uma comunidade pelos actos de uma minoria...

e o estado de direito não deve julgar comunidades, deve julgar indivíduos.

acho que não vamos mesmo concordar neste ponto :)
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De Cristina Ribeiro a 08.12.2009 às 20:56

Numa coisa concordamos, Manuel: " actos de uma minoria "- mas não tão pequena quanto possamos pensar, receio, e que pode ser devastadora- lembre-se do 11 de Setembro: não acho, nem de perto, que tenha sido querido por todos os muçulmanos e no entanto...

E a a liberdade religiosa tem de subentender o respeito pelo outro, que nessa minoria- não tão pequena como isso- não existe, por a confundirem totalmente com a política que querem impor aos outros.
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De Daniel João Santos a 08.12.2009 às 19:34

em 180 mesquitas só 4 tinham o dito minarete sendo assim irrelevante a construção ou não de mais um.

Além disso, estamos a falar de uma proposta de um partido que defende a expulsão dos estrangeiros da Suiça.
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De Cristina Ribeiro a 08.12.2009 às 21:00

Daniel, a proposta até pode ter tido origem num partido xenófobo, não sei, mas não acredito que 57%5 dos suiços o sejam.
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De António de Almeida a 08.12.2009 às 22:03

-Quer-me parecer que tanto a Cristina como o Manuel erram um pouco o alvo, vamos por partes:
-Em centenas de mesquitas existentes na Suíça, apenas 4 têm minaretes, das duas uma, ou a liberdade religiosa da maioria dos muçulmanos já estava colocada em causa, ou os minaretes não são uma peça fundamental da liberdade religiosa (a meu ver não são
-Os minaretes fazem parte da arquitectura, tanto quanto eu saiba as construções não podem ser feitas á là carte (excepto em Portugal), têm de ser enquadradas, talvez isso explique o porquê de serem apenas 4.
-Os suíços disseram mesmo que os muçulmanos não são bem vindos, vale a pena ler o post anterior da Cristina com o qual concordo, existem razões, mas os suíços não querem ver a sua cultura alterada. Experimentem realizar igual referendo na França, Bélgica, Holanda ou UK e talvez entrem em choque.
-Os próprios muçulmanos (Kadhafi dixit) acreditam que irão dominar a Europa até final deste século, pela força dos números (taxa de natalidade).
-Para não desenvolver mais, evitando ser maçador, o óbvio, os suíços têm inteira legitimidade para proibirem minaretes e até mesquitas se assim o entenderem (desde que não utilizem violência), os mulçumanos (petróleo $$$) também podem depositar o seu dinheiro nos Bancos de países amigos.
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De Cristina Ribeiro a 08.12.2009 às 22:41

António, quando digo que os que professam livremente a sua religião tinha em mente a segunda parte do seu primeiro ponto: se não houvesse liberdade religiosa na Suíça já há muito o mundo o saberia.

E só quem anda com os ouvidos tapados não percebeu ainda que os muçulmanos fundamentalistas têm como desígnio o domínio da Europa: disseram já que querem restaurar o califado na Península Ibérica, por exemplo

Há, além disso, uma enorme desproporção de tratamento numa cultura e noutra- e a Europa fecha os olhos.
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De Manuel Pinto de Rezende a 09.12.2009 às 00:50

Os minaretes servem para anunciar as cinco chamadas diárias à oração pelos muçulmanos.
Costuma ser, por isso, estraegicamente colocados entre as cidades com comunidades islãmicas.

não podem pulular minaretes como torres de igreja porque pelos parâmetros islâmicos isso não faz sentido, não seria prático nem apropriado.

no entanto, à medida que as comunidades crescem, é necessário construir mais minaretes.

portanto sim, é algo essencial, faz parte da sua cultura.

Mas isto é uma questão de princípio que me parece dificil de engolir.

A populaça decidiu negar um direito a uma minoria, um direito a construir algo no seu terreno.
Usou para isso uma lei discriminadora, medievalista e que afecta toda a doutrina construída à volta do Estado de Direito.

Dou Graças a Deus por Portugal estar inserido na União Europeia, onde existe um tribunal de alta instância europeu que não permitiria os países tomarem tal decisão para com as minorias religiosas e os indivíduos.

Só prova que, deixados a si mesmos, os Europeus são um caldinho de ódio racial e social.
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De João Pedro a 09.12.2009 às 01:41

Não sei se um referendo igual teria os mesmos resultados noutros estados europeus. Os suíços são um povo muito estranho, e que como se sabe, nunca se querem comprometer com nada, até para manter a sua actividade bancária.
Não por acaso, a Igreja católica e outras ficaram pouco agradadas com o resultado.
Quantos aos muçulmanos da Suiça, são maioritariamente bósnios, albaneses e turcos, e não árabes ou paquistaneses.

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