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Criminosas sacanices francesas

por Nuno Castelo-Branco, em 03.09.14

Num país onde diariamente e não sei quantas vezes se ouve o zurrar de alucinados de turbante.

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publicado às 21:00

Criminosas sacanices francesas

por Nuno Castelo-Branco, em 25.08.14

Igreja de Nossa Senhora da Paz, Verdun, França

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publicado às 21:26

Criminosas sacanices francesas

por Nuno Castelo-Branco, em 19.08.14

Demolição da igreja de São José em Roubaix, França

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publicado às 20:31

Criminosas sacanices francesas

por Nuno Castelo-Branco, em 16.08.14

Demolição da igreja de Gesté, Anjou, França. 

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publicado às 20:20

Criminosas sacanices francesas

por Nuno Castelo-Branco, em 12.08.14

 

Demolida, a igreja de Saint-Jacques d' Abbeville. Um dia destes, não se admirem com o que por lá acontecerá. É tão infalível como a rotação da Terra. 

 

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publicado às 20:06

Criminosas sacanices francesas

por Nuno Castelo-Branco, em 04.08.14

No país do costume., burkalheirada à vista. 

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publicado às 21:00

Bitte schön

por Nuno Castelo-Branco, em 30.06.14

Se vivêssemos normalmente, este seria apenas um jogo tão relevante como uma jantarada com alguns amigos. Não é assim. Esperemos que esta noite os Fritz zelosamente façam aquilo que se tornou imperioso, eliminando certos delírios. É desejável um resultado muito folgado, arrogante e sem margem para dúvidas. 

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publicado às 07:21

A reactivação da crise europeia

por Samuel de Paiva Pires, em 29.05.14

Viriato Soromenho-Marques, "Entre o abismo e o milagre":

 

"A expressão "terramoto" usada pelo primeiro-ministro francês Manuel Valls para classificar a vitória esmagadora da Frente Nacional de Marine le Pen em França não é uma metáfora. Apenas uma descrição realista. Atravessando o canal da Mancha em TGV, quem desembarcar na estação de Waterloo encontrará uma Grã-Bretanha onde o arqui-inimigo da União Europeia, Nigel Farage, líder do UKIP, encostou à rede os donos do sistema bipartidário que reina há muitas gerações na Velha Albion. Estas eleições europeias iniciaram uma reativação da crise europeia, com duas diferenças. Em primeiro lugar, a crise que até agora estava localizada essencialmente na periferia europeia (de Portugal até à Grécia) passou para o núcleo duro carolíngio do projeto europeu, para os países centrais da Declaração Schuman. Em segundo lugar, a crise que era capturada por um discurso dominantemente económico e financeiro vai agora traduzir-se numa linguagem política sobre o poder, os direitos, as instituições. Até que ponto é que o governo da chanceler Merkel percebe a mensagem que lhe está a ser enviada pelos novos e bizarros bárbaros do Ocidente? Será que ela perceberá que se persistir na atual "Europa alemã", baseada na austeridade, irá acelerar a destruição da própria ideia da unidade europeia, por muitos e dolorosos anos? Não basta dizer que importa criar emprego. É preciso rasgar o império do Tratado Orçamental, com o seu calendário de destruição económica e sofrimento social, sob pena de enlouquecer os europeus com o velho vírus da doença autoimune que, se não for combatido, acabará por incendiar a Europa."

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publicado às 23:13

C´est la République!

por Pedro Quartin Graça, em 02.04.14

Ségolène Royal, ex-mulher do presidente Hollande, nomeada ministra do Ambiente em França

 

Lá, como cá, a semelhança total no que de pior há em política. Não aprendem mesmo nada! E vamos andando...

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publicado às 11:49

O sr. que se segue

por Nuno Castelo-Branco, em 04.03.14

Embora o sistema presidencial-bonapartista - nem sequer falando da descarada fraude das eleições em "duas voltas" - seja execrável e estar em decadência, este cavalheiro parece perfilar-se como o mais provável sucessor da inutilidade Hollande. Em politiquês, inutilidade diz-se decepção

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publicado às 16:01

A censura do Monsieur

por João Pinto Bastos, em 10.01.14

 

A liberdade é um conceito tramado que serve, as mais das vezes, de suporte a agendas políticas ridiculamente banditizadas. A mais recente atoarda censória de Hollande não é, a este propósito, uma grande surpresa, pelo facto singelo de toda a "obra" legada pelo président estar ferreteada pela mais completa e estupidificante inépcia política. Nesse sentido, o banditismo constituído pela censura, política e judicialmente chancelada, de um cómico não é, bem vistas as coisas, uma novidade. Numa presidência inicialmente votada à recuperação do grandeur da França, o falhanço no cumprimento das grandes metas macroeconómicas, acompanhado da deriva geoestratégica de uma elite demencialmente perdida, deu lugar, como o Miguel Castelo Branco sublinhou aqui, a manobras de diversão múltiplas, votadas, primacialmente, a desviar a atenção do povinho francês do cerne claudicante da política hollandista. O problema é que censuras deste jaez, com maior ou menor brado mediático, tenderão, a médio e longo prazo, a supurar os alicerces das liberdades democráticas. O fantasma do liberticídio anda por aí, ameaçando, a miúdo sub-repticiamente, os fundamentos do contrato social.  E Hollande, com a sua costumeira inabilidade política, voltou, para não variar, a dar voz, espaço e luzes aos que tão inclementemente criticam o ocaso da República. Seria bom que, pelo menos, uma única vez, o socialismo francês fosse capaz de distinguir o trigo do joio.

 

Publicado aqui.

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publicado às 14:20

Antes que a Maria Luís Albuquerque e o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho cantem vitória em relação ao sucesso da emissão de dívida a 5 anos com juros perto dos 4,6%, convém olhar para ambos os pratos da balança, e não apenas para os aspectos favoráveis que têm grande utilidade política. Sem dúvida que é uma boa notícia conseguir realizar um bom negócio a um preço mais baixo do que o esperado, mas mesmo que as necessidades de tesouraria estejam cobertas neste período de maturidade, não deixa de ser dívida. Para além deste facto isolado, respeitante ao comportamento do mercado internacional em relação a Portugal e a percepção optimista que tem para com este país, somos invariavelmente obrigados a realizar a leitura do quadro económico, financeiro e social num contexto mais alargado. O dinheiro, como se sabe, obedece parcialmente à lei de Lavoisier. Embora possa ser criado através da impressão por bancos centrais mundo fora, este não se perde, mas fica sujeito a processos de transformação, que em maior rigor deveriam ser chamados de mecanismos de transferência. E é precisamente esse movimento de dinheiros e percepções que está a acontecer. A periferia que se encontrava no fundo da classificação, com o pior comportamento económico possível, apenas tem uma direcção a percorrer - o caminho da melhoria gradual. Contudo, essa expressão não acontece sem que hajam vítimas noutras paragens económicas e monetárias. Neste sentido, o que começa a acontecer em França e na Alemanha deve ser acompanhado com atenção, uma vez que os juros de dívida desses dois países correm em sentido contrário aos ponteiros de Portugal ou da Irlanda. Neste dia em particular, um ligeiro efeito de anulação fez-se sentir, se atendermos ao agravamento dos juros  naqueles países. Não devemos esquecer, por um instante sequer, que a União Europeia, funciona de acordo com esse princípio de lastro financeiro, de transferências de uma paragem para a seguinte. Parece-me que à medida que a periferia melhora do seu estado clínico, o núcleo da União Europeia começa a sentir os efeitos secundários desse esforço. O mercado é uma dama caprichosa, que muito embora a queiram domesticar, acaba por revelar a sua verdadeira intenção. Existe até uma expressão que capta, de um modo imperfeito, a volatilidade que resulta das percepções, da procura e oferta do mercado, da reflexologia a que estamos todos sujeitos, mas não sei se se adequa aos tempos de incerteza que vivemos, por isso não a irei alvitrar. Só começarei a acreditar na recuperação firme quando vir o crescimento do emprego a entrar no esplendor das equações, dos resultados. Enquanto isso não acontece, parece-me um prémio menor o sucesso da emissão de dívida. Prefiro ser realista do que enbandeirar no arco da promessa do fim dos tempos difíceis. Deixo isso aos outros. Aos profissionais. Àqueles que precisam de ser eleitos ou reeleitos. Aos que seguem para candidaturas e recandidaturas.

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publicado às 17:48

El País, o descaramento da falsificação

por Nuno Castelo-Branco, em 08.11.13

 

"Pero lo más alarmante es que la xenofobia y el racismo vuelan libremente desde los cafés y los medios hasta los pasillos del poder, aunque las últimas cifras de Eurostat nieguen de plano que Francia esté sufriendo una invasión de inmigrantes: entre los 65,7 millones de franceses, viven 2,5 millones de extracomunitarios, un 3,8% del total."


A manipulação segue sem peias. Sabendo-se da rejeição que a parte audível da população magrebina - o jornalista esconde-a através do bilhete de identidade francês - nutre por aquilo que sempre foi A França!, o jornal de propaganda  do "politicamente correcto" destes tempos, trunca uma realidade de perto de 10 milhões de efectivos sob sequestro moral dos radicais, um dado absoluto que já roça a catástrofe. O Público segue alegremente a mesma marcha, ocultando o facto de o anti-semitismo que aponta como pecha europeia, se dever essencialmente à acção dos grupos islamitas - hoje faz-se a distinção entre muçulmanos e islamitas - que atacam judeus e já se atrevem a contestar abertamente o legado cristão na Europa, pretendendo a sua completa erradicação. A debandada dos judeus franceses é apenas um entre múltiplos indícios vertiginosamente acumulados. A guerra aberta à República, entendida esta como comunidade nacional e não como mero apêndice de representação do Estado, é violentamente perpetrado por aqueles que pretendem sobrepor a sua superstição às leis do país que os acolheu e que em muitos casos, lhes concedeu a nacionalidade e os benefícios a ela inerentes. Pelos vistos, Ester Mucznik também está a fazer vista grossa, omitindo aquilo que importaria dizer abertamente. 

 

Na alvorada do século XX, o Império Otomano era designado como o "homem doente da Europa". Hoje esse papel pertence à França, tratando-se de uma ameaça global.

 

Há setenta anos, a França estava ocupada por cerca de 250.000 soldados alemães, uma situação resolvida pelo desfecho da guerra. O que poderemos então dizer da actual situação halal, quando os líderes "religiosos" dizem em alto e bom som que ..."a nossa primeira lei é o islão. A nossa segunda lei é a do nosso país de origem e a terceira será a francesa, se com ela concordarmos"?

 

Aqui estão os mais abnegados promotores de Marinne Le Pen. 

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publicado às 17:32

Há seis dias...

por Nuno Castelo-Branco, em 14.10.13

... aqui se disse o que devia ser dito. Lembram-se

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publicado às 00:11

De eleição em eleição

por Nuno Castelo-Branco, em 08.10.13

 

Muito se escandalizam os meus amigos franceses quando lhes digo ser o sofisma do politicamente correcto, o melhor aliado do Front National. A contínua cedência aos apetites bestiais dos descaradamente radicais islamitas, significa uma mangueirada de gasolina no fogo que há muito vai crepitando em França. O sistema engendrado pela V República, conseguiu construir um esquema eleitoral que funcionou normalmente durante as primeiras três décadas de vigência do regime. As alianças e desistências mútuas entre partidos da direita e entre os seus oponentes da esquerda, pareciam estabelecer  uma inalterável estabilidade. Mas então o que fez despoletar o fenómeno Le Pen, por Mitterrand erroneamente julgado como fugaz e óptimo recurso para aquilo que o presidente sonhava ser um golpe fatal na direita dita clássica? Todos sabemos onde está a causa do sucesso do FN.

 

Logo após as primeiras eleições saídas da introdução do sistema proporcional, foi com estupor que os principais partidos do regime - socialistas e RPR - verificaram o quase desaparecimento do até então habitual parceiro PCF. Na banlieu, uma onda de eleitores comunistas passou-se com armas e bagagens para o partido de Le Pen. Note-se que entre estes adventícios, podemos encontrar uma insuspeitada quantidade de portugueses e luso-descendentes. Se o até então quase obsessivo discurso anti-emigrantes era um exclusivo de Charles Marchais, o tema foi habilidosamente arrebatado pelo chefe do Front National. O que há muito se passava nas cidades e bairros satélites de Paris, era coisa para depressa ser esquecida pela gente dos boulevards e zonas boémias, sempre na esperança de se tratar de uma "má fase" que depressa se desvaneceria como névoa de madrugada. Não foi assim e de tal forma o mainstream se assustou que resolveu regressar ao escrutínio das duas voltas, permitindo a representação no Palais Bourbon a organizações cujo peso eleitoral é diminuto, para não dizermos irrisório. O Front National ficou assim eliminado do areópago. A verdade é que a barreira foi erguida e por muito que a gente de Le Pen consiga obter 15% dos sufrágios, é tão raro encontrar um deputado FN na Assembleia Nacional francesa, como peixes voadores no Atlântico.

 

Este sistema das duas voltas  e desistências combinadas, serve para aquelas longas e aprazíveis temporadas de relativa abastança. Quando os problemas económicos tomam contam de toda a sociedade, eis que despoletam toda uma série de situações convenientemente relegadas para a marginalidade da discussão política. A verdade é que a França enfrenta a terrível perspectiva de falência, não se circunscrevendo esta aos por si já catastróficos aspectos económicos e financeiros. Algo de impensável poderá acontecer a breve trecho e quando escutamos um bastante controverso ministro socialista proferir imprudências que podem agravar uma situação que já há muito se tornou explosiva, então o que poderemos conjecturar?

 

Marinne Le Pen é astuta e ao contrário do seu progenitor, não cai na tentação de dichotes a propósito de paragens além-Mediterrâneo, nem faz trocadilhos Durafour (crématoire) a propósito deste ou daquele ministro. 

 

Uma simples frase destacada do contexto em que foi proferida - l'islam au coeur de la république -, pareceu sintetizar  duas gerações de todo o tipo de condescendências em relação àquilo que um estado de direito jamais poderá alguma vez negociar, quanto mais ceder. Por muito que isso nos possa surpreender, foram precisamente os sectores da quase religião da laicidade que mais se enervaram com esta espécie de "paninho quente" colocado na sempre febril fronte de uma comunidade auto-considerada como ultrajada não se sabe bem por quê e por quem. Pior ainda, o sistema de duas voltas, segundo bastas vezes declarei a esses supracitados amigos gauleses, poderá um dia ser bem capaz de fazer eleger uns cento e cinquenta parlamentares do Front National. Quando tal acontecer, como irá então o regime reagir? Apelar a um golpe militar ou a uma rebelião magrebina + extrema esquerda que conduza a confrontos civis? Eis uma questão à qual gostaria de obter uma resposta.

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publicado às 22:29

Há um ano e meio, não andava muito longe da verdade

por Nuno Castelo-Branco, em 08.10.13

Pois é, aqui.

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publicado às 12:15

O ça ira...

por Nuno Castelo-Branco, em 21.08.13

 

Um sonho do verão de 2025, segundo François Mahmud al-Hollande.

 

"L'espace vital republicain

 

As fronteiras abrangendo meia Europa, dos Pirenéus ao Elba, da Mancha ao Estreito da Sicilia. A Catalunha torna-se num departamento autónomo, os Bourbon são depostos em Madrid e a Alemanha ocidental desmembrada e etnicamente limpa de teutões, torna-se num Far East, numa colónia de povoamento. A Polónia fica como um governo-geral, enquanto a antiga Itália passa a ter o mesmo estatuto da Córsega. A vantagem demográfica, ditada pela crescente hegemonia magrebina, estabelece o novo parâmetro na relação de forças dentro da Europa, contando com a solidariedade da recentemente aderente Turquia e da abolição do controlo de fronteiras com os provenientes de países do norte de África.

 

Só a França poderá ter indústria pesada e de armamentos. Só a França poderá decidir acerca do valor internacional do Euro e o francês será a única língua presente na informação escrita ou televisiva, sendo também obrigatória a partir do ensino primário. Todas as publicações europeias serão escritas em francês, interditando-se a edição de obras e o ensino das antigas línguas dos desaparecidos Estados. 70% do orçamento comunitário pertencerá à indústria e agricultura da Grande France Na Europa apenas poderão circular viaturas Made in France, assim como todo o equipamento do Exército Europeu terá a marca das empresas francesas. A Marselhesa é o novo Hino da Europa e Paris tem o direito de vetar nomes de eleitos para a governação dos Estados-membro, podendo outrossim nomear os substitutos, sempre de origem francesa. A Igreja de La Madeleine, o novo e consagrado Grande Templo da Maçonaria Francesa.

 

L'islam au coeur de la république... ex-laique

 

A Igreja católica fica proibida de cerimoniar publicamente - transformando-se os principais templos em delegações sociais, mesquitas, armazéns e centros comerciais - e La Grande Mosquée de Parisé instalada na antiga Catedral de Notre Dâme. Destruição de sinos, retirada de cruzes de todos os edifícios, interdição de procissões e dos encontros públicos cristãos ou de outras religiões que ofendam o islão. O véu torna-se compulsivo, assim como a alimentação halal é obrigatória. Estando os baptizados cristãos definitivamente interditados, a sharia torna-se numa fonte essencial da ordenamento jurídico da república.

 

A tricolor tendo no centro o símbolo sagrado, é a nova bandeira da União Europeia."

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publicado às 00:40

Merkel deve estar satisfeita

por Nuno Castelo-Branco, em 25.06.13

 

Nous te voulons!

A Chanceler deixou de ser o alvo na carreira de tiro dos desesperados. Se em Portugal temos o sempre sintomático Mário Soares a assestar baterias contra Barroso, isso apenas consiste num reflexo do que se passa na sua "pátria de eleição", a França. Para onde quer que olhemos, o resultado da acção de Hollande não é de molde a agradar até aos seus mais ferrenhos aliados. Politicamente, o ocaso francês é patente, avassalador, confirmando plenamente aquilo que há muito se sabia e que Sarkozy procurava disfarçar. Em termos internos, o descalabro é total, desde as questões de segurança interna, até à catástrofe financeira que a maioria dos europeus prefere ignorar, tal é o pavor por aquilo que poderá acontecer. 

 

Há um quarto de século, Mitterrand escancarou as portas da Assembleia Nacional a uma enxurrada de deputados da Frente Nacional de Le Pen. Justamente argumentava com um sistema eleitoral mais consentâneo com a realidade da vontade dos franceses, pois o artifício das duas voltas roçava a farsa, sendo esta deliberadamente assumida pelos defensores do status quo. Num só golpe julgava poder dividir a chamada "direita clássica", não contando com a fuga maciça de comunistas para as hostes da FN. Mitterrand esqueceu-se das suas próprias origens, esqueceu-se de Jacques Doriot e de um passado não muito distante. Mais tarde, o aflito regresso ao velho sistema de eleição, o tal "dique republicano", pressupôs a distorção da representação, daí o estupor de numerosos eleitores que a par da crise económica e financeira, da crise de identidade - em França, Mohamed é hoje o nome mais comum no registo de recém-nascidos - e da cegueira daquilo que se convencionou ser o "politicamente correcto", inauguraria um irreversível caminho para a desordem e subversão do estado de coisas até hoje julgado eterno. Embora esta pareça ser uma hipótese ainda distante, há que considerar  a futura presença de uma enorme representação da FN no parlamento francês, pois o sistema eleitoral que lhe tem impedido o acesso aos lugares conquistados pelo voto, poderá muito bem servir para um dia lhe garantir uma maioria. A questão será adivinhar até quando funcionará o voto útil. 

 

Apesar de todo o seu manobrismo e fácil adaptação às situações que mais lhe convêm, Barroso foi e é útil a Portugal, disso não haja qualquer tipo de dúvida. O actual regime fez a sua escolha e pendeu fortemente para o continentalismo europeu, em detrimento daquilo que seria mais desejável e que agora a todos salta à vista. É Barroso o homem dos americanos? Muito provavelmente assim é, e a sua nomeação para a Comissão Europeia a isso se terá devido. Mas não será este equilíbrio entre Europa e América, aquele que mais interessa à segurança europeia? Há legados que são incontornáveis, pois Barroso provém de um país inegavelmente atlantista e historicamente aliado da potência marítima dominante. Neste posicionamento Barroso não estará só, apesar de todas as reticências que os deputados britânicos lhe colocam devido à sua condição de cabeça da Comissão. Quanto ao "mundialismo e a globalização", Barroso nada mais faz, senão confirmar aquilo que a esquerda europeia durante tantas décadas pregou. Um mundo idílico e de iguais, exigia essa quebra de barreiras comerciais de que a Europa era talvez o expoente máximo. Durante demasiado tempo escutámos a nossa esquerda ditar sentenças acerca da situação de chineses, indianos, africanos e de uma infinidade de povos submetidos à exploração que a nossa PAC e as pautas aduaneiras impunham como armas de privilégio para o velho mundo. O capitalismo internacional caiu na tentação do lucro fácil e ao mesmo tempo que retirava da miséria dezenas de milhões na China e na Índia, destruía a tradicional base do poder europeu e americano. Ao contrário daquilo que o desesperado Hollande alega, foi a esquerda europeia quem pugnou por essa abertura sem peias, sem aquelas necessárias precauções que garantissem a não-colaboração com os sistema de trabalho escravo, as tais situações de desigualdade com as quais a Europa do Estado Social não pode nem deve competir. Internamente, essas "aberturas" trouxeram o terceiro-mundo para as nossas periferias e o nosso sector progressista deu-se ao excelso artifício de criar um sector capitalista e empresarial que lhe é afecto e que sem a esquerda no poder, não pode medrar. Ofendendo as tais tradições pelas quais hoje ironicamente reclama, a esquerda empurrou para a extrema-direita uma até há pouco impensável quantidade de eleitores irritados pelo sistema do duplo critério, da manipulação da democracia eleitoral, da cedência perante aquilo - a islamização, há que afirmá-lo sem rodeios - que liminarmente todos rejeitam. 

 

A culpa é dos americanos, é de Barroso, dos ingleses e um dia destes, dos seus eternos aliados portugueses. Isto é afirmado por quem ainda não reparou que à sua volta existe uma sociedade razoavelmente americanizada. Das Levi's e t-shirts que "fizeram o Maio 68", até à música, inovações tecnológicas e correspondente língua dominante, cinema e ao horrendo fast-food, de tudo isso a esquerda se serviu para se impor como "diferente". Atacar os americanos por causa da "diversidade cultural", é de facto insólito. A esquerda é hoje quem mais brada pelo regresso ao consumo e à despesa, imagem de marca Made in USA, confirmando assim que Marx está enterrado em Londres, a múmia de Lenine é atacada por fungos e os seguidores de Trostky não passam de picaretas falantes. Mas do que estavam à espera?

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publicado às 10:40

Lórrible sábótage de léxtréme druáte!

por Nuno Castelo-Branco, em 06.06.13

Tré irrité pur navuar étre réconiu à lãtrê diu bátimã IUNESCÔ à Párí, Máriô Suárréze à éxplósê ávã de lá cêrimóní de consagráciõ diu nuvô guerriê áfricã, Ferrançuá Hólande. Apré lá féte, Suárréze à di  c' Hólande pê se vantê ê dir à Mérkél ... vuá cê que jé fé ã n'Afríque!

 

Le pôvr'óme ná pá ãncóre comprí  quéce que lá Ferrance sinhifie pur lê dirijã africãs. Cê chér pêí, cé le sutã nêcêssére pur lá manutãciõ de lá sêcuritê európêéne - je vê dir, qui à bezuã dê Panzéres alemãs, si õ ná lê ferráncé pur férre lê travô sále? - , méme si lê méme dirijãs sõ tré conrrompius ê bruitôs pur lâr pâples. Cé lá trádicion néô-colôniáliste ferráncése ã n'Afrique ê tu le monde se suviã tré biã diu camelô de diámã ê pêterróle que Giscár, l'ámi Mitrã ê Chirác õ mantenu avéc lê gauleiters nuárs que lá Ferrance mantiã ã n'Afríque centrále. 

 

Pur terminê, il acuse Passôs Coêlhô de ne pansê ã riã dôtre qu'ã arjã! Cê méc à ã n'ãncróiáble cul ô, il çá dêjá ubliê de sá própre ácciõ ê de cêzámis à Emaudiô, Jambá, etcétêrá. Tu curr,  il é ã ãbarrá pur sê própre aliê.

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publicado às 18:36

Governo económico de Hollande

por John Wolf, em 17.05.13

Hollande propõe um governo económico para a zona euro, mas eu acho que não estou a interpretar correctamente o seu desejo. Ultimamente tenho-me sentido com tonturas e incapaz de pensar de um modo coerente. Estou a perder as minhas faculdades mentais, se é que alguma vez as tive. O que ele pretende, à luz da perda de influência da França e da sua demise económica, é inventar uma nova instituição onde o Elísio, perdão, o Eliseu, possa renascer das cinzas de um fénix, perdão, fónix europeu. A França tem sido secundarizada pela Alemanha e isso é considerado um ultraje pelos franceses. Jamais! Antes de ter de pedinchar uma boia de salvamento, os mestres da política externa francesa querem adiantar trabalho para não serem vítimas de um lindo serviço de resgate. Existe uma inevitabilidade em relação à situação francesa. Também vai pelo cano. Será apenas uma questão de quando e não de se. No entanto, se quisermos dar a volta ao texto, de um modo literal e prático, então a ideia de governo económico faz todo o sentido. Faz-me lembrar as sopas económicas da Knorr. Aqueles pacotes que satisfazem sem exagerar, que tiram a barriga de misérias sem enfardar. Se é um governo económico que ele quer, eu dou-lhe o governo económico. Toca a reduzir a quantidade de instituições e entidades europeias, a prescindir de serviços que operam no domínio da redundância. Se é de austeridade que ele fala, então que virem o feiticeiro contra a bruxa, contra Bruxelas. Vamos lá auditar os milhares e milhares de serviços burocráticos - a magnífica invenção das comunidades e uniões. Vamos atirar directamente da janela da Comissão Europeia para as bancadas do Parlamento Europeu, as fotocopiadoras, os Xeroxs e os zeros á esquerda e à direita. Quando o Hollande fala do plano europeu para a inserção de jovens no mercado de trabalho, será que ele significa que vão todos estagiar para esse tal governo económico? Será que os arquitectos e capatazes do projecto europeu ainda não entenderam que a solução do problema não passa por ampliar a casa, transformar um anexo em marquise? Mesmo que se defenda a integração, a mesma passou a significar algo diverso, um conceito paradoxal, de desmontagem, de sentido inverso, quase etimológico. A Europa assemelha-se mais a uma obra para desmanchar utopias. Um estaleiro de sonhos parecido com uma sucata. Ah...e há mais. O tal presidente do governo económico tem de ser a tempo inteiro. Não pode ser em part-time.

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publicado às 16:09






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