Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Futeboladas

por João Pinto Bastos, em 13.03.13

 

O Porto do Mister Pereira vai a Málaga entregar uma eliminatória de mão beijada aos insolventes capitaneados pelo chileno que não gosta de Mourinho. Mais a norte, o Barça, para alguns a melhor equipa de sempre - caramba, a memória é sempre tão curta-, dá uma remontada histórica a um clube que, noutras eras, e que eras, propinava a esse mesmo Barcelona goleadas de chapa 4, com direito, no fim, ao tão ansiado caneco. O futebol anda estranho. Muito estranho. Mas mais estranho ainda, é verificar que Jorge Jesus, sim, Jorge Jesus, quem mais?, tornou-se num palestrante fortemente requisitado pela academia. Ah, pois é. Não é, de facto, para todos. Da teoria para a prática, e da prática para a teoria, Jesus sentou-se finalmente no seu tão requisitado trono de ideólogo-mor do futebol pátrio. O que é que falta para o puzzle completar-se? O Galatasaray ser campeão europeu com Altintop a furar as redes do desistente Valdés? Stoichkov treinar o Sporting, com Severino a liderar a queda no abismo da falência? Ou Jesus escrever um livro com a epistemologia do futebol-arte? O futebol anda estranho, muito, muito estranho.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:52

Cuidado com o coração de D. Pedro IV

por Pedro Quartin Graça, em 12.03.13

 Veja aqui o que nunca viu: o coração do ex-monarca, doado à cidade do Porto devido à gratidão pela resistência do Porto na luta das forças liberais contra as tropas absolutistas de D. Miguel, irmão de D. Pedro IV. Agora os brasileiros querem descobrir a causa da morte do, também seu, ex-rei. Os cientistas brasileiros pretendem fazer-lhe uma biópsia para detectar eventuais doenças no miocárdio, inclusivamente as provocadas por processos infecciosos noutros órgãos. Mas tudo isto é muito complexo, como pode ler aqui.

Veja-se, também, o vídeo da sua exumação aqui.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 08:02

Porto, "a Barcelona do ocidente peninsular"

por Nuno Castelo-Branco, em 28.02.13

Eis o eleiçoeiro projecto do senhor Menezes de Gaia. Talvez fosse uma boa ideia darmos uma vista de olhos nas contas do município de Barcelona, pois por aquilo que os jornais espanhóis dizem, o buraco financeiro parece ser tão largo como o da cratera de Vredefort. Não tarda muito e teremos uma lusa reedição do sr. Mas em menêzica versão.

 

Uma entrevista a resvalar para o bueiro da esquina e rançosas insinuações acerca do "despesismo do dr. Paulo Portas" - decerto a caquética questão dos dois submarinos que num caso de normalidade deveriam ser uns oito, pelo menos -, mostra bem o quão baixo desceu a alegada "classe" política caseira. Sempre lestos a apontarmos o dedo a Berlusconis e quejandos, deveríamos estar muitíssimo mais preocupados em alijarmos muita desta tralha borda fora. A nau portuguesa mete água pelos costados, há que torná-la mais leve e segura. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 14:14

E se de repente...

por Pedro Quartin Graça, em 08.02.13

...os candidatos a Lisboa e Porto forem Relvas e Marco António, respectivamente, o tal Plano B de Passos?

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 21:24

Menezes, o elogio da loucura

por João Pinto Bastos, em 20.01.13

Luís Filipe Menezes tem o dom, sim, trata-se mesmo de um dom, de com poucas palavras apelar ao nosso riso mais despudorado. São poucos, muito poucos mesmo, aqueles que podem arrogar-se tal privilégio. O busílis da veia humorística de Menezes, exercitada a miúdo, muitas vezes nas circunstâncias mais impróprias, prende-se com o singelo facto de que em política, isto é, na governação da Cidade, a comédia e a jocosidade devem ser executadas "cum grano salis". Com parcimónia, temperança e moderação, qualidades que, como é sabido, não abonam na persona pública de Luís Filipe Menezes. Um candidato que se apresenta com um programa em que figuram coisas como "pôr as crianças do Porto a aprender mandarim e hebraico e levá-las à ópera uma tarde por semana” é um candidato que brinca com os eleitores, que mente, trapaceia e engana deliberadamente, ou como diziam os antigos, um candidato que, na prática, não passa de um verdadeiro demagogós - que, para quem não sabe, é aquele que lidera e estimula as paixões mais exacerbadas do populacho. Quanto ao conteúdo das propostas nem vale a pena gastar uma linha que seja a comentá-las, pois, elas, na sua incomensurável estupidez, falam por si mesmas, o que me incomoda, e não é pouco, é o apoio que este populista, que, note-se, em nada difere de Sócrates, granjeou no PSD e em algumas franjas da pseudo-sociedade civil. Esse apoio é sintomático do estado de degradação moral a que chegámos. Mais grave ainda é assistir ao suporte político dado por alguns ditos liberais - somos pródigos neste género de homúnculos -, que há bem pouco tempo atrás zurziam implacavelmente na desorientação socrática, à sanha demagoga de Menezes. Perante este pão e circo nortenho o que há a fazer, e quando digo fazer refiro-me ao presente imediato, é congregar esforços e forças no combate a esta deriva antidemocrática que, caso não seja travada a tempo, destruirá o que de bom e positivo Rui Rio desenvolveu à frente da Câmara Municipal do Porto. Esperemos que Rui Moreira seja o "ecce homo"que salvará o Porto e as suas gentes da desgraça anunciada.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:23

Que Natal?

por joshua, em 24.12.12

Ontem cansei-me de prazer, do meio da tarde até ao começo da noite, caminhando pelas ruas do meu Porto. De comboio até São Bento, depois subindo a 31 de Janeiro, com uma cena de 'civismo' a empatar o percurso do eléctrico, Santa Catarina, Aliados, Mousinho, Ribeira, e, para findar, travessia da Luíz I para o lado de lá, Gaia, que, na verdade é o meu lado de cá, onde um autocarro veio mesmo a jeito. Éramos seis. Filhas, esposa, irmã mais nova, sobrinho. Especámos a olhar para as montras das lojas mais tradicionais no Bolhão, os queijos, os Barca Velha, os frutos secos, os enchidos, um olhar à Charles Dickens. Não me foi pago o subsídio de desemprego, não há Natal.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 13:00

Caminhávamos eu e um amigo no Saldanha, depois de uma refeição tardia no Galeto, quando um carro parou ao nosso lado. Pensámos ambos que desejavam indicações. Ficámos estupefactos ao sermos cercados por quatro benfiquistas que queriam ver os cachecóis que não tínhamos. Murmuraram sabe-se lá o quê, mas deixaram um precioso conselho: escondam-se esta noite mas avisem toda a gente. Parece que o fim do mundo chegou mais cedo.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 01:25

Acontece no Porto - Festival de Arte Feminista

por Silvia Vermelho, em 02.09.10

Apela-se à participação e à ampla divulgação do Festival de Arte Feminista, que terá lugar entre os dias 8 e 11 de Setembro, em diversos espaços da cidade do Porto (Rota do Chá, Labirinto e Cadeira de Van Gogh).

 

(clique na imagem para aceder ao perfil no facebook deste festival).

 

Enquadrado na segunda edição do projecto "de Mulher para Mulher" (dMpM2), promovido pela Rede Portuguesa de Jovens para a Igualdade de Oportunidades entre Mulheres e Homens, e organizado pelas mentoradas Ana Forte, Lucinda Saldanha e Rita Machado, o Festival de Arte Feminista procura reunir sinergias em torno da temática da (des)igualdade de género, sensibilizar para a actualidade do movimento feminista, reflectir sobre a visibilidade das mulheres no mundo artístico e ainda promover o envolvimento de homens e jovens rapazes nas questões de género.

Reflectindo sobre a arte como um instrumento privilegiado de activismo, intervenção e mudança social, estão previstos espaços de partilha informal de experiências, ideias e percursos de vida entre artistas e público em geral, momentos de exposição de várias linguagens artísticas, destacando-se a performance, fotografia, pintura, música e literatura, contando ainda com a presença de activistas em questões de género: Ana Paula Canotilho, Luísa Salgueiro, Maria José Magalhães, Ana Luísa Amaral, Manuel Albano, entre outras/os.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:24

Saramago só depois

por João Pedro, em 12.08.10
As homenagens artísticas tanto podem ser legítimas e compreensíveis como se podem revestir de um oportunismo com intenções várias, a começar pelas ideológicas. A recente proposta da CDU de de dar o nome o nome de Saramago a uma rua do Porto encaixa-se nas duas. Já a sua recusa pela câmara tanto se pode justificar por ressabiamento político como por sensatez numa altura em que a morte do escritor é muito recente, e dá azo a qualquer aproveitamento ideológico e a análise sem a devida distância. Não me aquece nem me arrefece que Saramago tenha uma artéria com o seu nome no município, desde que seja um novo arruamento e não uma rua central, como os seus camaradas fizeram por breves dias, quando em pleno PREC trocaram os nomes das Ruas Júlio Dinis e D. Manuel II por rua Catarina Eufémia e rua...José Estaline (toponímia que como é óbvio, não colou). Também acho que a desculpa da câmara para não dar esse nome, em "apenas aceitar nomes de cidadãos com ligação directa ao Porto para ruas da cidade", escudando-se numa mais que discutível e limitativa decisão da Comissão de Toponímia, é patética e apenas ridiculariza a cidade. A seguir esse critério,a rua de Camões teria de mudar de nome. Mas se tomarmos em devida conta a decisão da comissão, conjugada com o súbito entusiasmo da CDU na atribuição de novos nomes de ruas, é caso para se perguntar porque é que ninguém propôs os nomes de Sophia de Mello Breyner e de Eugénio de Andrade? Não só tiveram uma ligação directa com o Porto como foram vultos literários ilustres. Curiosamente, os seus nomes não constam da toponímia portuense, ao passo que noutros concelhos, como Lisboa (mais precisamente o miradouro da Graça), ou Matosinhos, já lá estão. Assim, permita-se algum hiato de tempo após a morte de Saramago, dê-se-lhe a devida distância, e já agora, altere-se a bizarra decisão da Comissão de Toponímia. Entretanto, vamos imortalizar Sophia e Eugénio no Porto, como eles merecem. E depois, mas só depois, é que o nome do homem de Azinhaga poderá ser tido na devida conta.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:44

Mitos Republicanos pouco Invictos

por P.F., em 26.01.10

Existe uma minoria ruidosa na minha terra - o Porto - que faz gáudio da Revolução de 1820 e, em especial, do 31 de Janeiro. Como é uma minoria de intenções mais ou menos bem definidas, querem falar em nome dos outros cidadãos e em nome da cidade dizendo que por esse motivo ela ama a liberdade. Neste último ponto estão correctos, penso eu. O que posso acrescentar é que, devido a essa fama, tenha sido a Invicta um joguete de interesses que lhe foram e são alheios e prejudiciais.

Se não vejamos: após 1820, Mousinho da Silveira lançou mão a uma chuva de decretos administrativos mais centralistas, macrocéfalos e burocratas do que a França de Luís XIV – mas desta vez sem ênfase no monarca mas sim num corpo estatal controlador e formatado em Lisboa – tirando toda a autonomia municipalista que até aí o Porto e outros burgos gozavam. Vá lá que a decretite aguda foi atenuada em 1823 e foi-lhe posto cobro na Vilafrancada passados poucos anos.

 

Quanto ao 31 de Janeiro, a jactância republicana esquece-se que a intentona, envolvendo alguns intelectuais, muitos deles nem do Porto eram, e alguns militares mal preparados e mal remunerados teve como causa não a inspiração da Comuna de Paris, não o anarco-sindicalismo proudhoniano nem o primeiros ventos marxistas, mas sim um facto tão singelo e inevitável mas também tão triste como o Ultimato inglês que deitava por terra pretensões portuguesas de mapas cor de rosa no Ultramar e abalou o orgulho nacional.

Por outro lado, como já tive oportunidade de aqui referir, a Monarquia, que é dizer o País, estava em fase de letargia decadente, dado o caciquismo e o rotativismo partidário que denegria a imagem da classe política e subsequentemente da Coroa. A República, essa desconhecida, da qual os ecos revolucionários, ruidosos e pouco definidos,  diziam maravilhas, apresentava-se como a revolução regeneradora para alguma juventude civil e militar mais instintiva e temperamental do que culta e reflexiva.

Claro que o Regime em vigor aproveita esta página para criar mais alguns mártires e tentar construir uma cronologia que tenha eventos e intentonas significativos antes do momento decisivo.

Mais significativo talvez seja o facto de um dos principais ideólogos da revolta, João Pinheiro Chagas – membro destacado do Partido Republicano ao qual aderiu desde os tempos do Ultimato, e desde aí um dos mais importantes ideólogos do conceito de "República Liberal" –, após a Implantação da República, ainda em 1910, se ter demitido da sua representação diplomática por acentuadas discordâncias com o governo de então e em 1911 o governo por si chefiado não ter durado mais de dois meses...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 14:20

Outro S. João perdido

por João Pedro, em 23.06.09
Esta noite, de 23 para 24, tem lugar um dos mais grandiosos e genuínos festejos populares: o S. João. O profeta do Jordão, primo de Jesus, que segundo as escrituras vestia-se de pele de camelo, comia gafanhotos e mel e foi supliciado sob os caprichos de Salomé, tornou-se um santo popular e "rapioqueiro", ao qual são dedicadas as mais brejeiras quadras. É em Braga, Vila do Conde, Gaia (menos a Afurada, que prefere S. Pedro) e principalmente no Porto, além de outras localidades, que o santo é mais festejado. Nem sequer é o padroeiro portuense oficial (lugares ocupados por Nossa Senhora da Vandoma e pelo quase anónimo S. Pantaleão), mas nem por isso deixa de ser o patrono de uma das noites mais longas do ano.


 

Pelo quarto ano consecutivo, e por razões diferentes, não vou poder ir ao santo do meu nome e da minha cidade. Mais uma vez adio as sardinhas, o convívio, o martelo de plástico com o seu som característico, o espectáculo dos balões de ar quente a salpicar o céu e os bailaricos de rua, que nos últimos tempos acabavam em Nevogilde. Ou a repetição da única vez que do muro da Ribeira vi o fogo de artifício da meia-noite, lançado da ponte e do rio, fazendo depois o percurso pedestre até à Foz (parando em todos os arraiais), onde já no Molhe se via sempre o dia a nascer. E nem terei enfim a oportunidade de ver como são as Fontainhas nesta noite mágica, com a cascata sanjoanina e a sua vista para o Douro. E tantas, tantas tradições que vêm de longe e se mantêm.

 
                 (Fotos tiradas do Cidade Surpreendente).

 
A quem puder ir, que se divirta o mais que puder e um bom S. João!

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:34






Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2009
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2008
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2007
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D

Links

Estados protegidos

  •  
  • Estados amigos

  •  
  • Estados soberanos

  •  
  • Estados soberanos de outras línguas

  •  
  • Monarquia

  •  
  • Monarquia em outras línguas

  •  
  • Think tanks e organizações nacionais

  •  
  • Think tanks e organizações estrangeiros

  •  
  • Informação nacional

  •  
  • Informação internacional

  •  
  • Revistas


    subscrever feeds