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" (... ) Morrêo o Senhor D. João VI: seu filho primogenito lhe deve suceder, pelos direitos da primogenitura. Esta he a ordem natural e legal. Mas onde está este filho primogenito? A Lei constitutiva da Monarchia determina que seja um Principe deste Reino; elle se fez voluntariamente estrangeiro. A Lei determina que o Rei, que houver de succeder no Throno permaneça neste Reino; mas elle se separou do Reino, e se fez independente, e protestou nada mais querer da herança, por elle voluntaria e solemnemente abandonada.
Está vago o Throno, de facto e de direito.
Existe um segundo-genito, que se não desnaturalisou, e no Reino ha permanencia, logo elle he o Rei legitimo, perdidos que são os direitos de D. Pedro. ( ... )
Na segunda parte deste doutissimo Escripto, se descobre, não pela integra, mas em grande parte, a fatal carta em que o Senhor D. Pedro offende seu Pai, declara-lhe guerra, e protesta que nada quer, nem quererá jamais de Portugal..."

« Prefação » de José Agostinho de Macedo.

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publicado às 21:57

« Paradoxo de Thiers »

por Cristina Ribeiro, em 25.10.13

" Quando Thiers apresentou pela primeira vez na tribuna francesa a sua célebre máxima de que " o rei reina mas não governa, tal profundidade, ou antes, tal sal, acharam os filosofantes da época no dito do dizidor que, sem mais enxame, foi recebido por todos e transformado em aforismo político.

O princípio de Thiers é falso, e não pode deixar de ser seguido de péssimas consequências, ainda nas monarquias representativas para que foi inventado.

Realeza sem " realidade ", ou poder régio sem ser " real ", não vejo para que possa servir. Se se quer dar ao aforismo do publicista francês sentido verdadeiro, profundo, e cheio de úteis consequências práticas, é preciso transformá-lo neste outro: O REI GOVERNA, MAS NÃO ADMINIISTRA. "

Gama e Castro, « O Novo Príncipe »

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publicado às 00:44

A ditadura do número.

por Cristina Ribeiro, em 22.10.13
O povo que habitava as antigas províncias lusitanas do reino de Leão nunca se teria constituído em nação independente se não fora dirigido para esse ideal pelo filho de D. Teresa e seus cavaleiros o que só foi possível porque o número, a multidão, se submeteu à qualidade; e nem tal domínio da qualidade sobre a quantidade se poderá dizer incompatível com a democracia. Esclarece-a e enobrece-a. Corrige-a dos seus erros. Não querer a inteligência escravizada pela ignorância não equivale a desdenhar dos humildes. Para atingir tão monstruosa concepção da convivência humana seria preciso que nos divorciássemos do Cristianismo, que renegássemos a moral em que fomos criados.
( Adaptação de texto de Carlos Malheiro Dias )

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publicado às 23:51

Tudo esquecemos, nada aprendemos ( 2 )

por Cristina Ribeiro, em 21.10.13
Para os que ainda duvidam de que está no ar um segundo « rotativismo » partidário, tal como o cunhou João Franco. O primeiro aconteceu durante a famigerada monarquia parlamentar, que, verdadeiramente, acabou com o assassínio de D.Carlos. Em certos aspectos da vida, a mesma água passa debaixo da mesma ponte, sim senhor! Basta não aprendermos com a História.
E, como as coisas estão, também este acabará em tragédia.
Temos de nos consciencializar de que os partidos são uma máquina de destruição.

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publicado às 11:02

A Monarquia que " é ".

por Cristina Ribeiro, em 19.10.13

Sei que vou ferir muitas sensibilidades " monárquicas ", onde eu já estive, aliás, mas de que vale uma monarquia em que quem dita o futuro da Nação são partidos como os nossos? Olhem Espanha, por exemplo, onde o Rei não pode " meter bedelho ", simplesmente porque a Constituição diz que para aí não é chamado; lembro-me que há uns dois anos disseram isso mesmo, com todas as letras, ao Príncipe Carlos, da Grã-Bretanha, quando ele achou que devia participar nos assuntos de Estado.
Nos países nórdicos o sistema é o mesmo, e as coisas só têm funcionado - reparemos que apenas no âmbito económico - porque as mentalidades são muito outras.
Monarquia, senhores monárquicos, na Europa, com o monarca a governar, como lhe compete, só no Mónaco, e no Liechtenstein! No resto, " O Rei vai nu ".
E querem maior democracia- esta sim! -do que a que tem o povo a dizer, directamente, da sua justiça, via Municipalismo?
É uma Monarquia moderna, mas Tradicional. A única que " é "!

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publicado às 15:30

A raiz do Mal.

por Cristina Ribeiro, em 15.10.13

No livro « Exortação à Mocidade », escrevia, estava-se nos anos vinte do século XX, Carlos Malheiro Dias:
" Insisto em declarar-vos que a doença nacional tem mais de um século, e o seu primeiro e alarmante sintoma remonta a 1807, quando uma deputação da maçonaria foi indecorosamente a Sacavém, vestida à francesa, apresentar as boas vindas a Junot. Gomes Freire, que a literatura romântica vos apresentou como um mártir do patriotismo, foi a encarnação maléfica e desventurada da geração portuguesa da Revolução de França; e essa Revolução ateia e regicida ainda hoje a temos no sangue, a intoxicar-nos.
Como pôde adornar-se com o título de patriota o antigo oficial de Junot e de Massena, o soldado fanático de Napoleão?.......................................
Foi por se haver consentido em tão inauditas aberrações que D. João VI andou por tanto tempo na nossa história como poltrão desprezível, expiando o crime de não se ter constituído prisioneiro de Bonaparte.
Hoje, como dantes, a história portuguesa, manancial de ensinamentos edificantes, fonte de Juvecência da nossa fé, anda mal contada! "

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publicado às 20:26


" A inteligente política religiosa de D. Afonso, ajudado por D. João Peculiar, continua. Ambos sentem vivamente que o pequeno Reino ocidental, confinado entre o leonês, o sarraceno e o mar, deve ter um sólido apoio externo. Esse ponto de apoio será Roma, cabeça da Cristandade, sede indiscutida do governo espiritual dos povos, fonte donde emana para todo o Ocidente, a legitimidade dos Príncipes ( ... ) Vários legados pontifícios são enviados em missão a Portugal. D. Afonso aproveita a visita de Guido de Vico para atar mais estreitas relações e prestar juramento de vassalagem a Inocêncio II. Quando, em Outubro de 1143, na conferência de Zamora ( cujo fim é regular a Paz de Tui, fortalecida após a batalha de Val de Vez) o imperador lhe reconhece expressamente o título de Rei na presença de Guido, é de supor que o legado-cardeal, seguro já das suas boas intenções para com a Igreja, tenha influído no acto. "

João Ameal, « História de Portugal »

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publicado às 13:13

Bafienta, a Tradição???!!!

por Cristina Ribeiro, em 02.10.13

É contra essa ideia, tão propagada, porque bem sucedidos os que, sempre com interesseiros motivos, se votaram a impingi-la, se revolta, a dado passo do opúsculo « A Nação », Henrique Martins de Carvalho.

                        " Não é o Passado, e muito menos um campo de ruínas e saudades: é o elemento permanente na mutabilidade da Vida Nacional, é aquilo que faz com que um país, através dos séculos, dos graus de civilização, nunca deixe de ser o mesmo país. Conjunto de caracteres, é evidente que os seus modos de adaptação às realidades variam, mas, em todos os casos, de harmonia com uma linha-de-força que lhes assegura um substracto constante, que a inteligência abraça quando conjuga intuição e raciocínio. ( ... )

E não se julgue que ela age por natureza como simples força conservadora: grande parte dos seus caracteres constitutivos têm conteúdo activo ou até revolucionário, como sucede, por exemplo, com o culto da liberdade. "

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publicado às 20:54

Como se fora hoje.

por Cristina Ribeiro, em 20.09.13

" Hoje, quando teríamos de reconcentrar a seiva da velha raça, como as árvores que se restauram no Inverno, eis-nos pulverizando em vis discórdias as forças sobreviventes, esgotando-as em lutas fratricidas, desnacionalizando-nos em contacto com doutrinas dissolventes, apossadas de um delírio suicida, atraiçoando as virtudes tradicionais.

Chegou a hora intransferível de voltarmos a ser portugueses, despojando-nos das várias denominações sectárias que nos esfarrapam, pois só na unidade da acção e patriotismo encontraremos as forças resistentes e estimulantes da salvação. "



    Escrevia assim, em 1925, Carlos Malheiro Dias na « Exaltação à Mocidade », mas, como acontece com tantos escritos contemporâneos, ou anteriores, estas palavras poderiam bem ser proferidas em dias de hoje, flagrante que é a similitude entre os tempos então vividos, com os mesmos males a afligirem a sociedade portuguesa, e os que hoje, desgraçadamente, vivemos.

Nada aprendemos.

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publicado às 20:12

Democracia e tradição

por Samuel de Paiva Pires, em 20.09.13


G. K. Chesterton, Orthodoxy

«But there is one thing that I have never from my youth up been able to understand. I have never been able to understand where people got the idea that democracy was in some way opposed to tradition. It is obvious that tradition is only democracy extended through time. It is trusting to a consensus of common human voices rather than to some isolated or arbitrary record. The man who quotes some German historian against the tradition of the Catholic Church, for instance, is strictly appealing to aristocracy. He is appealing to the superiority of one expert against the awful authority of a mob. It is quite easy to see why a legend is treated, and ought to be treated, more respectfully than a book of history. The legend is generally made by the majority of people in the village, who are sane. The book is generally written by the one man in the village who is mad. Those who urge against tradition that men in the past were ignorant may go and urge it at the Carlton Club, along with the statement that voters in the slums are ignorant. It will not do for us. If we attach great importance to the opinion of ordinary men in great unanimity when we are dealing with daily matters, there is no reason why we should disregard it when we are dealing with history or fable. Tradition may be defined as an extension of the franchise. Tradition means giving votes to the most obscure of all classes, our ancestors. It is the democracy of the dead. Tradition refuses to submit to the small and arrogant oligarchy of those who merely happen to be walking about. All democrats object to men being disqualified by the accident of birth; tradition objects to their being disqualified by the accident of death. Democracy tells us not to neglect a good man's opinion, even if he is our groom; tradition asks us not to neglect a good man's opinion, even if he is our father. I, at any rate, cannot separate the two ideas of democracy and tradition; it seems evident to me that they are the same idea. We will have the dead at our councils. The ancient Greeks voted by stones; these shall vote by tombstones. It is all quite regular and official, for most tombstones, like most ballot papers, are marked with a cross.»

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publicado às 13:31

A morte do Ocidente

por Samuel de Paiva Pires, em 02.09.13

Tim Stanley, Conservatives: don't despair of our corrupted, decadent age. Write about it:

«Again, I cannot agree. Suicide is a nihilistic act that communicates not art but despair. But, again, as an Englishman and a Catholic I do share Mishima's instinctive dislike of all things contemporary. At times, it's like living in the ruins of a once great culture. All around you are the bare bones of a civilisation – the cathedrals, the municipal buildings, the art collections, the piers, the hotels, and the palaces. But the heart beats no more and the breath of life is gone.

In the words of Joe Orton, "Cleanse my heart … let me rage correctly." So what do I rage against? I hate our economic system that speculates on people as if they were cattle in a market. I hate modern art that swaps form for dead sharks; and modern music that exchanges harmony for noise. I hate our Conservative Party that preserves nothing and our Left that would destroy everything. I hate religious leaders who think that God is found "in the spaces" and that worship is therapy. I hate our pornographic culture, our tasteless battery foods, and our TV that treats adults like children and children like adults. I hate our obsession with irony, as if a shrug of the shoulders is cleverer than serious inquiry. I hate the death of chivalry, manners and the doffed hats. I hate our promotion of sex over romance – today's Brief Encounters are very different things. I hate the eradication of guilt and shame, very useful concepts that hold us back from indulgence. I hate the populism that passes for patriotism. I hate our obsession with youth, as if life ends after 30 (I'm 31). And most of all, I hate the new series of Doctor Who. It's the Death of the West in a nutshell.»

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publicado às 23:05

" O POVO PARA GOVERNAR-SE NÃO PRECISA DE INTERMEDIÁRIOS (os partidos) " - grande frase, grande verdade, esta evidência relembrada por Nuno Cardoso da Silva ( Acção Monárquica Tradicionalista ) .

Basta procurarmos na História pátria, e temos a resposta no municipalismo.


                                 « A Tradição que merece ser Futuro »




  

 

* Savigny

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publicado às 01:13

a actualidade do manifesto da Junta do Integralismo Lusitano:
                                 
" Precisamos de restaurar Portugal na pureza das instituições que fizeram a sua glória e que provieram em linha recta do seu génio social e político. Se a sua vida se desnacionalizou, se deixou de ser bem portuguesa em algumas das suas mais belas manifestações do seu espírito, nas suas actuais maneiras e tendências, urge que o nacionalizemos , o reaportuguesemos, o reconduzamos à claridade do caminho por onde outrora seguiam seus passos, na firmeza tranquila de quem não conhece tortuosidades ou desvios. Façamos que Portugal se ponha de acordo consigo mesmo, que regresse à sua linha de evolução natural, marcada pelo íntimo sentido do seu melhor passado. ( ... )
Desta forma se compreende como é monárquica por conclusão uma aspiração de portuguesismo integral. "

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publicado às 14:02

Frases com Sentido.

por Cristina Ribeiro, em 13.08.13

Como viria, depois, a escrever Rui Ramos, D. Carlos era um rei diferente dos que actualmente quase só dão notícias para as revistas cor-de-rosa. Achava, bem, que não subira ao trono apenas para " reinar ".

No mesmo sentido escrevera já Henrique Barrilaro Ruas: 

                      " Como poucos soberanos dos tempos modernos, El-Rei D. Carlos teve a consciência muito clara do que é ser Rei. Condenado a uma existência puramente simbólica, o Rei guardava o carácter essencial da Realeza de sempre. ( ... ) Em El-Rei D. Carlos era muito viva a consciência da irmandade com todos os homens, sem distinções de classes ou de ideias......................................................................................

........................................... . E , no entanto, que alta figura a de El-Rei! Mostram-no aos olhos serenos da História documentos sem número, em que D. Carlos I se revela a corpo inteiro. « Um caso exemplar de Humanismo Português » - lhe chamou, certeiramente, o Dr. Carlos de Soveral. ( ... ) Chegada a hora das decisões extremas, o Rei não recua perante nenhuma responsabilidade. Quer a Constituição que ele seja irresponsável; D. Carlos I assume a plena responsabilidade [ que entende caber-lhe no exercício do governo da Nação ]. Incompreendido por quase todos os chefes monárquicos, El-Rei escolhe o caminho mais difícil - o caminho do poder pessoal. "

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publicado às 00:23

Um sítio altamente recomendável.

por Cristina Ribeiro, em 12.08.13

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publicado às 20:58

Figura proeminente da 4ª geração do Integralismo Lusitano, Barrilaro Ruas espelha neste livro muito do seu pensamento monárquico tradicionalista.

Não há documento que ateste o terem-se realizado as cortes em que tal « grito da liberdade portuguesa » - " Nos liberi sumus, Rex noster liber est, manus nostrae nos liberverunt " -  terá sido proclamado, é certo, mas nenhum documento é necessário para que o saibamos como a tradução, genuína, do pensamento dos portugueses de então, contemporâneos das ditas Cortes de Lamego ( até porque outros documentos da mesma altura são suficientemente elucidativos ); pensamento que nunca, ao longo dos tempos foi deixado cair, até que ventos malfazejos começaram a soprar d'além fronteiras.

 Como refere este autor, ele define " a alma da Nação portuguesa " e " roubar o Rei à Nação é condenar esta a uma existência anárquica. ( ... ) A liberdade do Rei é inseparável da liberdade dos Portugueses ".


Ora, por força do liberalismo triunfante em 1820, foi o Rei expoliado do papel que tradicionalmente cumpria na sociedade portuguesa ao passo que a aparente liberdade dos cidadãos " tinha no seu carácter ilimitado o princípio da própria destruição "; dá  lugar a uma falsa liberdade. O tradicional municipalismo, em que os cidadãos exerciam plenamente essas liberdades, a partir dos concelhos, é substituida pela centralização da administração, tendo essa ruptura com a Tradição acontecido apenas, e por curto espaço de tempo, durante o despotismo iluminado, com o governo do, também maçom, Marquês de Pombal. Como nessa altura " o Rei perde a sua natureza  "; a realeza perde a tradicional natureza de  instituição histórica aberta a outras instituições. 

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publicado às 18:05

Ocultações.

por Cristina Ribeiro, em 09.08.13

Em 1939, pretendendo os dois historiadores repor a verdade histórica, tendo em conta que a versão oficial era, maioritariamente, porta-voz de uma versão muito adulterada dos factos, dão à estampa livro por muitos, certamente, tido como " politicamente incorrecto ", na medida em que vinha pôr em causa muitos dos mitos impingidos desde o século XIX, e que interessava manter.

Propósito que expõem, desde logo, no prefácio:

                                     "  Antes de mais nada, é oportuno recordar que durante o século XIX, após o largo período das guerras civis, os representantas da facção liberal vitoriosa se entregaram a uma deformação sistemática da nossa História. Os vencidos não eram apenas os soldados de D. Miguel; eram os princípios fundamentais da Tradição portuguesa, as suas crenças, as suas instituições, os seus costumes. E a ofensiva do liberalismo triunfante foi implacável; foi - como se diz agora - « totalitário ». É essa absurda « História de Portugal » que nos propomos desmentir, sublinhando as invenções e falsidades em relação ao século XVIII e ao primeiro terço do XIX ".


E fazem-no com a seriedade exigida a um historiador; com recurso frequente a documentos e testemunhos escritos contemporâneos dos factos. Por mais que tenham querido escondê-los.

                                                   

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publicado às 16:40

O cerco.

por Cristina Ribeiro, em 07.08.13

       " D. João VI não foi o que se pode chamar um grande soberano, de quem seja lícito referir brilhantes proezas militares ou golpes audaciosos de administração, mas o que fez, o que conseguiu, e não foi afinal pouco, fê-lo e conseguiu-o pelo exercício combinado de dois predicados, que, cada um deles, denota superioridade: um de carácter, a bondade, o outro de inteligência, o  senso prático ou de governo - Cada um dos seus ministros governava por si e o Rei governava a todos "

Oliveira Lima, « D. João VI no Brasil »



A sua boa índole, bonomia e pusilanimidade terão levado os inimigos da monarquia tradicional, dominados já pelas seitas maçónicas - como se vê claramente nas " Instruções maçónicas do Grande Oriente Espanhol ao Grande Conselho de Portugal ", de 1823, publicadas na « Historischen Politischen Blatz », citada no livro de Artur Herchen « Dom Miguel I, König von Portugal » - a olhar D. João VI como alvo fácil, e chegaram até ao Rei infiltrando-se no ânimo do filho primogénito, D. Pedro: " A Revolução apoderava-se do Rei. Nobres, traidores à sua missão e ao seu dever, eram na Corte instrumentos da Revolução satânica " Alfredo Pimenta.



No livro « Erratas à História de Portugal, de D. João V a D. Miguel », de que é co-autor Rodrigues Cavalheiro, escreve João Ameal:

" Os monarcas tradicionais eram, pouco a pouco, reduzidos a meros figurantes inertes, a quem se punha um dilema categórico: ceder, era o primeiro passo no caminho da guilhotina, como para Luís XVI, dar batalha, era sujeitar-se, caso a sorte fosse adversa, ao exílio honroso, como aconteceria a um Carlos X e a um D. Miguel I ". Quando [ incentivado pelo duque de Palmela] o Rei regressou a Lisboa, " ficou prisioneiro. ( ... )  Ao recapitular os factos, não se contém um autor de bem provado liberalismo [ 6º Marquês de Lavradio, D. José de Almeida Corrêa de Sá ]: ' É deveras doloroso lembrar as medidas humilhantes que as Cortes tomaram por esta ocasião, e que foram devidas à influência das sociedades secretas; era evidente que se queria aniquilar [ na Constituição de 22 ] o poder real, deixando ao Rei apenas um simulacro de Majestade, sendo notória a tendência para a destruição da Realeza - decretava-se uma Constituição republicana para reger uma monarquia '

    Em resumo: D. João VI estava prisioneiro: - viera entregar os pulsos às algemas forjadas pelos « emancipadores » a soldo da maçonaria. "

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publicado às 17:13

Frases com Sentido

por Cristina Ribeiro, em 20.07.13


" Uma Nação só existe quando há tradição quando há história . A negação sistemática em que vimos vivendo destrói a tradição, destrói a história: logo destrói a Nação ( ...) O povo português só se erguerá injectando-lhe princípios despertando--lhe intensamente os seus elementos tradicionais, aquilo que ele tem de fundamental, de básico, de estrutural "
Alfredo Pimenta

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publicado às 00:08

Monarquia versus Rep'ublica ** Coroada.

por Cristina Ribeiro, em 18.07.13



Num artigo de opinião, no Expresso d'hoje, e sem ser esse o seu propósito , Henrique Raposo " confirma " que com a Monarquia Constitucional começava um novo regime: o da Rep'ublica Coroada: " Sim, o regime mais parecido com a nossa democracia e' a monarquia constitucional (... ) Não por acaso os poderes do Presidente são parecidos com os poderes do Rei ( ... ) esta imprecisão foi uma das causas da queda do constitucionalismo monárquico. "
Assim e'. E quando D. Carlos quis acabar com essa imprecisão mataram-no. Como teriam matado, antes, D.Pedro V, não tivesse ele morrido precocemente, pois que, tal como aquele,estava certo de que o monarca tem a obrigação de governar






** Estou a escrever num teclado que não dispõe de todos os acentos

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publicado às 14:29






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