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A pacifista Marisa Matias

por John Wolf, em 04.01.16

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Marisa Matias não tem a mínima ideia de como os EUA perderam a guerra do Vietname. Existe algo mais poderoso do que o financiamento de máquinas de guerra. Chama-se a isso a "vontade guerreira". Quando a candidata a presidente da república portuguesa se opõe veementemente à intervenção militar contra o Estado Islâmico (EI), esquece que militares nacionais já estão presentes em mais de 20 cenários de conflito. Por outras palavras, Portugal já é campeão da defesa dos valores democráticos, e, nessa medida, já está envolvido na derrota dos ideais totalitários do EI. Para se abster de participar na construção securitária do mundo livre, Portugal teria de se retirar de todos os cenários de guerra ou conflito em que participa, nas várias modalidades operativas ou de treino. Se existe país com um património militar assinalável, esse país é Portugal. Embora a lógica de remoção dos meios de financiamento do EI faça parte da grande estratégia, por si só não bastará. Não conheço a estirpe de idealismo perigoso que se infiltrou no espírito ingénuo da pequena Marisa, mas existe algo a que já assisti inúmeras vezes. Geralmente os pacifistas de inspiração woodstockiana são os piores quando a coisa corre mesmo mal. Viram o disco muito rapidamente para tocar outra música. Por outro lado, as revoluções de veludo do Leste Europeu, as transições de regime que ocorreram sem grandes incidentes com o descalabro da União Soviética, aconteceram desse modo suave com dinheiros. E não foi um dinheiro qualquer. Sabemos que o grande especulador George Soros esteve por detrás da construção democrática em países como a Húngria ou a República Checa. Talvez a Marisa Matias queira ir mais longe na exploração do seu conceito de saldo bancário nulo do EI. Talvez possa propor, quando não for primeira-dama, o financiamento da transição do regime de genocídio do EI para uma modalidade colectivista de Esquerda social. Marisa Matias esquece que foram guerras de libertação que lhe concederam o dom da palavra e da liberdade de expressão. Churchill não era membro do Bloco de Esquerda. Mas poderia ter sido.

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publicado às 09:05


2 comentários

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De Anónimo a 04.01.2016 às 13:59


Gabo-lhe a paciência de seguir as nossas presidenciais. Nem sei se vou votar. Se for, meto a cruz no Marcelo, para acabar com esta palhaçada o mais depressa possível.
A quantidade de candidatos, quase todos à esquerda, mostra bem a fantochada que é esta eleição, em que apesar de haver uma profusão de gente, não há verdadeiramente escolha, porque a esmagadora maioria nem tem credibilidade nenhuma para se candidatar. Os únicos pontos interesse serão saber se o Marcelo ganha à primeira volta, se o Nóvoa ainda tem menos votos do que a Belém, e qual a percentagem de PSDs que vão votar no candidato oficioso do Passos Coelho, o Henrique Neto.
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De Luis Moreira a 05.01.2016 às 01:17

Completamente de acordo. Na maior parte dos bloquistas há essa vertente comum. Não conseguem disfarçar que o que dizem lhes foi preparado numa folha A4 para a ocasião.

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