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A propósito da proclamação do Rei de Espanha

por Felipe de Araujo Ribeiro, em 18.06.14

"Felipe rejeitou a posterior celebração de uma missa para respeitar a natureza secular do Estado. Pela mesma razão a Coroa de prata de 1775 e o ceptro expostos sobre uma almofada em frente ao novo Rei não estarão acompanhados de um Crucifixo. Felipe quis também evitar a pompa ou qualquer sinal de ostentação

 

Um Rei, ao que parece, miserabilista cheio de complexos e que não tem a noção do que representa a instituição que vai encabeçar amanhã. Isto ficou aliás evidente a partir do momento em que foi anunciado o casamento.

 

Hoje, rejeitando a celebração de uma missa, dá mais um passo no sentido de destruir a monarquia, cedendo às pressões progressistas de uma sociedade que mais do que nunca precisa de alguém que a inspire, a lidere, e lhe sirva de referência. Escolheu abraçar os valores liberais, sacrificando para isso a honra e a integridade. Escolheu o efémero dos valores biodegradáveis para satisfazer os inimigos da monarquia e, fazendo-o, traiu a Espanha e traiu a Deus.

 

Já o disse, é-me evidente que a monarquia é sempre melhor do que a república, mas cada vez encontro mais razões para alertar para as diferenças essenciais entre a monarquia tradicionalista e a monarquia liberal – e para me distanciar tanto mais deste modelo quanto ele se vai distanciando da representação e do serviço à nação.

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publicado às 19:07


6 comentários

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De teixeira a 19.06.2014 às 15:34

O post , com todo o respeito ao articulista, é conservador e, talvez ao meu juízo precipitado, invoca conceitos do remoto e banido absolutismo medieval. De há muito, uma das características do Estado Moderno e democrático, é ser laico. Reis e Rainhas não passam de figuras decorativas, alguns até simpáticos, no sistema de representação adoptado no mundo ocidental, em especial.
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De João Pedro a 20.06.2014 às 15:59

O absolutismo não é medieval, é próprio do mesmíssimo estado moderno. E quanto à figura "decorativa", a 23 de Fevereiro de 1981, o Rei de Espanha teve bem mais que fazer do que limitar-se a servir de decoração.
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De aanmu a 20.06.2014 às 00:17

Monarquia  ou Republica ? Qual a diferença ?Na Monarquia não escolho o Rei, mas na Republica acontece isso, nas eeições o cadidato a Presidente que seja eleito não o é por todos,e se considerarmos as abstençoes e voto em branco, talvez seja nomeado Presidente de todos os cidadões por cerca de 20% da população ou menos ainda. Na Monarquia não se pode fazer bluf, o herdeiro sera sempre o Rei (normalmente) na Republicagasta-se fortunas para se eleger alguem, mas  com  muitas jogadas nos bastidores,
Assim prefiro a Monarquia.
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De cristof a 20.06.2014 às 09:02

"valores liberais, sacrificando honra e integridade" .Esta é de mestre!! Grande pensador este blog!!
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De Simão a 20.06.2014 às 17:00

Este post é, por si só, um "Tratado".

Está aqui tudo. Não falta nada.


Sou um simpatizante das monarquias onde estas ainda imperam na Europa (em alguns dos seus  países mais civilizados e desenvolvidos). 
Este texto vem relembrar-me porque tenho "reservas" em relação à Monarquia em Portugal.
Não por causa da Família Real (por quem tenho estima e consideração) mas por causa de (alguns) monárquicos portugueses cuja defesa do mais anacrónico "absolutismo" é .......sem palavras.
(os velhos "preconceitos" , lol, estão lá todos, enfim.....)
Não aprendem nada. Não aprenderam nada........apenas uma vaga "relíquia" de um tempo que, felizmente, acabou.


Posto isto, naturalmente não vejo entrave a que República em Portugal, também ela, possa ser referendada. Caso saísse vitoriosa a Monarquia (o que com posts destes será impossível), D.Duarte (ou o seu herdeiro) deveria assumir o Trono, assistindo-lhe os mesmos poderes que, actualmente, tem o Presidente da República.
(não sei se o autor do post sabe mas isto, por si só, faria de um hipotético monarca português o monarca com mais poderes em toda a Europa em muitas décadas)


NOTA: associar este texto ao tempo "Medieval" é um erro e uma injustiça para com a Idade Média e para com as monarquias de tradição visigótica, por exemplo.
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De dario a 15.04.2015 às 14:55

Tem toda a razão quanto ao escreveu no seu post. Aguardamos o lúgubre momento em que o Felipinho irá renunciar ao tratamento de Majestade Católica que ainda é devido aos reis de Espanha. Sou profundamente monárquico e, por isso, é-me muito triste assistir a moderna decadência do único regime político natural, em especial na Europa.

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