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Assédio Digital do Panteão Nacional

por John Wolf, em 11.11.17

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A devassa privada do Panteão Nacional é da exclusiva responsabilidade do governo, do actual governo. António Costa afirma (que): "Apesar de enquadrado legalmente, através de despacho proferido pelo anterior Governo, é ofensivo utilizar deste modo um monumento nacional com as características e particularidades do Panteão Nacional". Se aqueles que jazem no Panteão Nacional tivessem sido evocados no WebSummit, de um modo digno, em jeito de homenagem-app, com aparições virtuais da Amália Rodrigues ou do Eusébio, poder-se-ia, com alguma mestria, realizar um encerramento honrado do evento no mausoléu daqueles que escreveram a História de Portugal. Seria um modo de Paddy Cosgrave e companhia renderem homenagem aos anfitriões, a Portugal. O problema do WebSummit, do ponto vista conceptual, tem a ver com esta tumular contradição. O WebSummit está totalmente virado para o Futuro enquanto o Panteão Nacional é o Passado na sua máxima expressão. Com tanto génio organizativo, não foram capazes de gizar um alinhamento que levasse em conta a mitologia dos heróis portugueses e a sua conjugação com a epopeia dos descobrimentos digitais - não pensaram na originalidade de um Panteão Digital. Por isso volto a reiterar; a sofisticação, e o glamour tecnológico dos nossos tempos e seus agentes, pecam por falta de substância cultural. Por outras palavras, é possível ser hiper-tecnológico e simultaneamente azelha -   smartphone na mão, e pouco mais. A Geringonça, ao remeter o corpo ardente da responsabilidade política ao governo de Passos Coelho, passa um atestado de burrice e incompetência às suas hostes. O governo, e por extensão, o ministério da cultura, tinham a obrigação de verificar preventivamente os contornos da requisição do arrendamento temporário do Panteão Nacional. Os mortos, os simbólicos, os de Pedrógão, os da Legionella, os de Arganil ou os do velório arrestado foram todos implicados nesta orgia festiva do WebSummit - degradante. O Panteão Nacional foi vítima de assédio digital.

 

foto: DR/JORNAL DE NOTÍCIAS

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publicado às 17:26


4 comentários

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De Weltenbummler a 11.11.2017 às 19:04

Rocha Martins mostrou no Arquivo Nacional
que no túmulo de Pedro Álvares Cabral havia vários corpos
Eusébio deve ter pensado que era o refeitório duns vendedores de banha da cobra
'-não estou aqui para enganar ninguém'


versão desta república na Odissseia e no Frei Luís
'-rameira! rameira! quem és tu?
-ninguém!!!!'
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De Anónimo a 11.11.2017 às 19:58

É triste tomar decisões vergonhosas e atirar as culpas para os outros ... Quando será que este desgoverno assume a bosta que faz? Já agora gostava de saber por que limparam o meu histórico de comentários no Observador ... estamos com uma nova pide ? foi para isto que participei de G3 na mão, no 25-A ?
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De The Mole a 13.11.2017 às 11:54

Sim, é evidente (sempre foi) que foi para esta pouca vergonha que se fez o 25-A.
Se achou diferente ou é/era ingénuo ou tolo...
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De Anónimo a 11.11.2017 às 23:51

Tendo em conta que a web é universal e o Panteao nacional será talvez uma forma de se dizer que acabaram os herois nacionais.


Pode ser também uma homenagem à cultur chinesa neste mundo globalizado homenageando os mortos , no mes dos mortos, indo comer junto aos seus tumulos.


Na pior das hipóteses teremos os abutres no seu lugar preferido.

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