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Caos em Colónia

por João Quaresma, em 08.01.16

A revista Der Spiegel noticiou ontem o relatório da polícia federal alemã sobre os distúrbios e ataques de muçulmanos contra mulheres na noite da passagem de ano em Colónia, que qualifica a situação vivida como caótica e vergonhosa, tendo as forças policiais sido completamente ultrapassadas pela dimensão dos acontecimentos e pela atitude desobediente e desafiadora dos desordeiros, e ainda a impossibilidade de socorrer pessoas que pediam ajuda. Citando:

"According to the report, officers encountered many distraught, crying, frightened pedestrians, particularly women and girls. They reported "fights, thefts, sexual assaults against women, etc." Groups of male migrants were repeatedly named as perpetrators.

(...)

The report lists several examples of police officers' experiences:

  • Officers were hindered from pushing their way through to people calling for help by tight clusters of men.
  • A man is quoted as saying: "I'm a Syrian! You have to treat me kindly! Mrs. Merkel invited me."
  • Witnesses were threatened when they provided the names of perpetrators.
  • People reportedly demonstratively tore up residence permits in front of the police, grinned and said: "You can't touch me. I'll just go back tomorrow and get a new one." The report did not, however, confirm the authenticity of the documents.
  • Orders for people to leave the premises were ignored; taking repeat offenders into custody was not possible due to lack of resources.
  • After track closures due to overcrowding, people simply forced their way over adjacent platforms and train tracks back to the closed platform.
  • Physical fights broke out as trains were being boarded; it was "every man for himself."

O artigo completo: Cologne Assaults: Police Report Outlines 'Chaotic and Shameful' New Year's Eve

 

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publicado às 02:25


7 comentários

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De Nuno Castelo-Branco a 08.01.2016 às 08:53


Nunca mais publicarei nada que tenha a ver com este tema ou outros do mesmo género, reconhecendo e ressalvando que o padrão esteja estabelecido em qualquer um dos principais receptores desta vaga que terá sido mais visível em 2015. Assistiremos a um acelerar de notícias de factos deste tipo, quanto isso não existe a menor dúvida.
Os imbecis - para não lhes chamar traidores, Quislings, etc - a soldo bem elevado, decidiram insultar todos aqueles que se atrevam a chamar a a atenção da Europa, num arrogante desprezo pelos interesses da imensa maioria de quem vive neste acanhado espaço que é a UE. Começaram por mediaticamente assediar os húngaros, quando estes apenas aplicaram as medidas impostas pelos acordos de Dublin. Daí aos checos, eslovacos e agora, aos polacos - não se iluda, João Quaresma, sabe bem que o cerne da questão não é a liberdade de imprensa na Polónia, é a questão presente no seu post -, foi apenas uma questão de tempo. 


São eles os principais aliados de Mme. Le Pen e não estranharia muito se fosse intencional, pois há oito décadas fizeram precisamente o mesmo com Hitler, financiando-o através de empresas e "contribuições de amigos" que lhe proporcionaram a chancelaria. Depois, foi o que se sabe.


Há quarenta anos, aconteceu algo que significou uma catástrofe para a Europa e nem por isso Portugal pôde então contar com um milésimo das ajudas que agora prodigalizam à Turquia, por exemplo. Muito gostosamente financiaram os aviões que procederam à limpeza étnica. Em menos de um ano, foi este país o destino de um incontabilizável número de refugiados - quem poderá hoje comparar um número que varia mas que certamente nunca seria inferior aos 500.000 concentrados num só país liquidado pela desordem política, económica e social, com o milhão de refugiados que acorreram à Europa de 2015? - que para mais, foram pessimamente recebidos por uma população ostensiva e intencionalmente açulada pela rádio e televisão controladas pelos mesmos patetas que agora insistem na incondicional recepção de tudo e todos. No preciso momento em que o SEF é conhecido por estabelecer humilhantes obstáculos a quem há muitos anos reside e trabalha em Portugal, vem a sua prestimosa acção a ser contornada pela histeria ilegal e abusivamente induzida.


A chanceler Merkel poderá ficar para a história, como alguém que escancarou as portas do edifício do Reichstag a deputados pertencentes ao NPD e na melhor das hipóteses, ao AfD, estilhaçando a estabilidade institucional na Alemanha. E mais não digo.
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De João Quaresma a 09.01.2016 às 23:23

Eu sempre quero ver, daqui por uns meses quando decorrer o Europeu de futebol em França (logo em França!), se a Merkel estiver presente nos jogos da selecção alemã, qual irá ser a reacção dos adeptos à presença dela.
Aliás, deverá ser um campeonato muito interessante de seguir e não por razões futebolísticas.
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De xico a 08.01.2016 às 14:38

Numa Europa em alerta máximo na noite de fim de Ano, pelas capitais e grandes cidades, não se percebe como é que grupos daquela dimensão puderam fazer o que fizeram numa noite que supostamente estaria super vigiada. Alguma coisa me escapa!
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De Nuno Castelo-Branco a 09.01.2016 às 09:10

…a polícia diz que a convocatória foi feita a partir das redes sociais - não esquecer os telemóveis - e como um grupo puxa sempre a atenção de outros que nestas ocasiões estão sempre presentes, criou-se a sopa perfeita. 
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De João Quaresma a 09.01.2016 às 23:28

Recordo que houve um alerta de ameaça terrorista na passagem de ano para várias cidades europeias (incluindo Lisboa), lançado pela polícia austríaca.
Esta situação claramente escapou à vigilância, o que é compreensível: deverá ser impossível para a infraestrutura de segurança na Europa manter a vigilância sobre estes grupos (um milhão de pessoas, num ano, na Alemanha), não só por falarem Árabe como por saberem que estão a ser seguidos e naturalmente tomam as suas precauções. Em qualquer dos casos, é um falhanço retumbante das políticas europeias. O governo alemão perdeu completamente a face na questão da imigração.
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De José Lima a 09.01.2016 às 10:30

Se porventura Angela Merkel tivesse colocado no controlo da crise dos “refugiados” - na verdade, uma autêntica invasão islâmica… - um décimo da intransigência que colocou nas políticas de austeridade que impôs aos países do Sul da Europa, certamente que acontecimentos repugnantes como os da noite de Ano Novo em Colónia jamais teriam sucedido. E, portanto, o grande responsável moral dos mesmos não é a o oportuníssimo bode expiatório do Comandante da Polícia de Colónia, mas a própria Chanceler alemã, sendo legítimo perguntar, em face dos comportamentos desta de que acima se dão conta, o que e quem a faz agir da forma que age? De resto, diga-se, uma antiga comunista leste alemã convertida na vigésima quinta hora à democracia-cristã (o que pensaria Adenauer de Merkel?..,) não me parece ser alguém merecedor da mínima confiança e muito menos de exercer o cargo que exerce…

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De João Quaresma a 09.01.2016 às 23:49

Exactamente, que diferença de atitude nos dois assuntos. E repare na ironia: este milhão de refugiados/migrantes chegou à Alemanha em parte porque a Grécia a dada altura deixou-os simplesmente passar, por falta de meios para os travar mas obviamente por se livrar da "batata quente". Amor com amor se paga. 
A fibra dos governantes é nestas alturas que se vê, e a demissão do chefe da polícia de Colónia é não só uma cobardia mas o sintoma de que o governo de Merkel está sem capacidade para lidar com o problema, a ponto de se socorrer de um bode expiatório. É claro que isto é arrasador para a confiança das forças policiais no poder político. Mais gasolina para a fogueira.
Obrigado pelo seu comentário.
Cordialmente,
JQ

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