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Catarina Martins, comissária do não

por John Wolf, em 13.09.17

 

Catarina Martins deve fazer as malas e sair da União Europeia. Julga que o projecto europeu é um Airbnb - ora ficamos uma semana ora nem por isso. O Bloco de Esquerda deve assumir as suas responsabilidades perante o governo que viabilizou - a Geringonça que, goste-se ou não, é pró-europeu. Se é o aprofundamento da integração o caminho a tomar, então um Ministro Europeu das Finanças (ou da Economia) faz todo o sentido. Será uma visão holística que permitirá alinhar sistemas dísparos (e tantas vezes contraditórios) que polvilham a paisagem política e administrativa dos países-membro da União Europeia. Imaginem um sistema pan-europeu de Segurança Social e um Sistema Europeu de Saúde que serviria para aproximar o modo como os cidadãos da União Europeia são tratados. Catarina Martins sofre de miopia ideológica. Não consegue ver para além de Gaspar ou Albuquerque. Ao criar os cargos em questão, transferir-se-ia uma parte do ónus das assimetrias para a centralidade europeia. Deixaria de fazer sentido aquele discurso de periferias desalinhadas e o atribuir de culpas em exclusivo aos governantes "locais". Chame-se a isto, ou não, aproximação a uma Federação, a verdade é que o cidadão comum, dotado das suas ferramentas de percepção, sabe comparar regimes tributários e níveis de rendimento. E há mais que se relaciona intensamente com o princípio de liberdade movimento de pessoas, bens, capitais e serviços. São cada vez mais os que adoptam residências excêntricas, longe dos países de origem. São cada vez mais os que emigram, e nesse sentido, uma função niveladora seria o desejável. No entanto, Catarina Martins não pode ser visionária. O Bloco de Esquerda tem no seu ADN algo de contraditório à ideia de progresso. Diria mesmo, se me tapassem os olhos com uma venda, que aquele partido era conservador, ortodoxo, fundamentalista, retrógrado, desconfiado, desprovido de optimismo, descrente no homem (e na mulher), pessimista....querem que continue? Catarina Martins não defende os interesses dos portugueses. Defende outra coisa qualquer.

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publicado às 14:28


1 comentário

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De Anónimo a 13.09.2017 às 16:59

Um MINFIN "europeu" na prática já existe, não em persona, mas em sistema. Ou não é verdade que os Países endividados fazem o que o MINFIN Sr. Shauble ordena ?. E os outros pouco mais podem fazer.
Mas qual "União Europeia" ?. Esta versão da União Europeia, "de Espanha à Bulgária", está moribunda. Não é um nenhum MINFIN "europeu" que a vai salvar. Juncker é apenas (mais) um funcionário dos poderes que realmente existem.
Ou atirou este inútil barro à parede a mando dos seus mandantes (para ver se pega destraindo o povoléu), ou apeteceu-lhe diletante e toscamente dar prova de vida, agora que já percebeu que o RU vai mesmo brexitar "with a stiff upper lip" e sem pagar as (merecidas e principescas) reformas dos funcionários da dita UE?. 
Madame Catarina utiliza um "sair" da .... OK. Sim. Tudo bem. Mas sair de quê?. Como ?. E pagará (a quem, ad aeternum?) o que deve?. Em "escudos novos"?. A dívida é devida ao BCE (que diz que a comprou com o papel das suas impressoras) ou às instituições que emprestaram?.

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