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Catarina Martins é simplesmente ignorante

por John Wolf, em 15.09.17

 

Catarina Martins nunca produziu o que quer que fosse na sua vida (incluindo ideias originais). Catarina Martins nunca gerou um emprego (a não ser aquele que abarbatou na geringonça e que deve ao Costa). Catarina Martins não estudou economia nem finanças (andou pelo teatro). Catarina Martins não entende o que representa um risco de investimento (nem sabe o que é uma start-up). Catarina Martins não sabe gerar riqueza (e muito menos repartí-la). O que Catarina Martins sabe, e bem, é tirar do bolso dos outros. A afirmação que produz: "Há rendimentos que não são do trabalho, que não são salários nem pensões. São pessoas que têm muitos rendimentos de capital ou de propriedade e que deviam ser obrigadas a englobá-los para pagarem uma taxa proporcional” confirma inequivocamente que a menina não percebe patavina sobre o significado de capital, meios financeiros e muito menos rendimentos. Os rendimentos de capital que refere (acções e títulos financeiros de outra natureza) correspondem à retribuição devida àqueles que se dispuseram a acreditar nas virtudes de uma unidade produtiva. Quando um indivíduo adquire uma posição accionista (seja pequena ou seja grande) de uma empresa, está de facto a financiar a operação, está a conceder um empréstimo e está a correr um risco (a operação produtiva pode correr bem ou não) e, naturalmente, de acordo com o desempenho (se positivo) da empresa em causa, o retorno há-de acontecer, quer na forma de dividendos, quer na expressão de mais-valias. Ora ao penalizar quem empresta à economia de um país, e em particular os privados, o ónus do risco e do investimento recai sobre o Estado de um modo ainda mais intenso. E é aqui que reside grande parte da sua argumentação falida. A missão do Estado não é a geração de riqueza ou a obtenção de mais-valias - esse papel é da responsabilidade do sector privado. Subsiste porém outra contradição infantil no seu enunciado. Como se pode beneficiar a classe média, se é esta mesmo que tem a propensão para investir em veículos financeiros como acções? Ou seja, Catarina Martins propõe uma bastonada na classe média para depois lhe passar a mão de admoestação pelo mesmo coiro. Por outras palavras, não se pode tirar a quem nos dá pão para a boca - a classe média não pode ser simultaneamente castigada e premiada. Eu já disse vezes sem conta: erros de casting pagam-se caro. Mas ignorância deste calibre não tem preço. Não existe mercado para tal. Se deixarem a rapariga se esticar, ela matará o tecido empresarial do país que deixará de se poder financiar em condições e gerar emprego. Catarina Martins é mesmo ignorante. Se ao mesmo tivesse lido Marx, saberia que a teoria do valor (e onde o mesmo reside) é complexa. Mas ela não faz caso disso. Leva tudo pela frente.

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publicado às 15:25


7 comentários

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De Alain Bick a 15.09.2017 às 19:02

censo 2011: 1/2 tem no máximo 4 anos de escolaridade
peso morto e iliteracia


por isso se associam:
ignorância
estupidez
má-fé 
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De Anónimo a 15.09.2017 às 19:41

Fora do poder político nem mereceria um suspiro de indiferença.
Constituição que confere mensurável desempenho político -na administração política da vida de 10 milhões de cidadãos- sob a influência do personagem em questão, isso, já é um caso assaz interessante.
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De Anónimo a 15.09.2017 às 19:42

Fora do poder político nem mereceria um suspiro de indiferença.
Constituição que confere mensurável desempenho político -na administração política da vida de 10 milhões de cidadãos- sob a influência do personagem em questão, isso, já é um caso assaz interessante.
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De JS a 15.09.2017 às 23:09

Na verdade o problema não é discutir a criação, subtil, de mais escalões. Isso são apenas mal disfarçadas políticas inspiradas numa evidente dor de cotovelo e incompetência dos seus promotores. Apenas distração. Demagogicamente conduzir as opiniões públicas para o lado errado da solução. Ganhar votos.

Se, ao contrário do que as esquerdas propõem, o Legislativo iniciar um processo de diminuição dos impostos de quem tem dinheiro, via reduções no  IRS e IRC -de forma credível e sustentada- haverá mais investimento, mais emprego, mais riqueza.
Esses, os impostos, deveriam tender para uma -sempre mais justa e simples de executar- "flat tax", sempre igual qualquer que seja o valor do tributado. O tradicional "dízimo". 
Não vale a pena tentar re-inventar a roda. 

O problema é que os partidos de esquerda utilizam, para se manter no poder, a  fábula do "tirar aos ricos para dar aos pobres".
A primeira parte de esta frase é fácil para quem tem o poder. A segunda, o dar aos pobres, nunca é bem assim. Duvidam ?.
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De Alves a 16.09.2017 às 11:33

Ignorante com B.... de broco...
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De oscar maximo a 19.09.2017 às 15:20

Concordo e não. O risco neste país é pouco, e há sempre a possibilidade de esconder o dinheiro. No tempo dos romanos sim, quem não pagava a dívida ia para escravo.
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De JS a 25.09.2017 às 12:37

Aparece, hoje(!), alguém mais que tenta analizar o como poderá evoluir o inevitável colapso de ESTE Euro, no que respeita o Países como Portugal.

Não estando afiliado aos projectos de um qualquer BE, PCP, PS, PSD o CDS sobre a ESTA UE ou sobre ESTE Euro, é óbvio que apenas sigo, interessado, a realidade que vai passando (e as potenciais implicações futuras) como casos históricos. 

"...If a crash occurs and those countries leave the euro, their national central banks are likely to go bankrupt because much of their debt is denominated in euro, whereas their claims against the respective states and the banks will be converted to the new depreciating currency. The Target claims of the remaining euro system will then vanish into thin air, and the Bundesbank and the Dutch central bank will only be able to hope that other surviving central banks participate in their losses. At that time, German and Dutch asset sellers who now hold central bank money will notice that their stocks are claims against their central banks that are no longer covered....".
Sublinho: ...surviving...

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