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  <title>Estado Sentido</title>
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  <description>Estado Sentido - SAPO Blogs</description>
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  <pubDate>Thu, 17 May 2012 18:33:25 GMT</pubDate>
  <title>Preussischer präsentiermarsch</title>
  <author>Nuno Castelo-Branco</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;iframe src=&quot;http://www.youtube.com/embed/KZtYVPhcKvM&quot; width=&quot;480&quot; height=&quot;360&quot; frameborder=&quot;0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Num tempo em que os símbolos são ignorados pelas sapiências deste nosso já longo momento histórico, a Chanceler da Alemanha acolheu o recém eleito presidente francês com esta marcha prussiana que nos enche os tímpanos com duas vezes Sedan, Verdun e mais duas entradas em Paris. Poucos terão reparado na ironia subjacente à criteriosa escolha da composição executada pela banda da guarda de honra.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A nova &lt;em&gt;Grande Europa&lt;/em&gt; é mesmo assim, nela marca o ritmo &lt;a href=&quot;http://economia.publico.pt/Noticia/alemanha-rejeita-renegociar-ajuda-a-grecia_1546271&quot;&gt;quem pode e manda&lt;/a&gt;. O resto não percebe, é idiota.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 16 May 2012 23:57:58 GMT</pubDate>
  <title>“Eu sou eu e a minha circunstância”</title>
  <author>Samuel de Paiva Pires</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/samuelppires/fotos/?uid=y1ZIEAfbpl8SdemPDZgR&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-color: initial; border-image: initial; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; border-width: 0px; border-style: none;&quot; src=&quot;http://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B5506170f/12301160_uGT2f.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;400&quot; height=&quot;430&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;(imagem &lt;a href=&quot;http://www.bookdepository.co.uk/Federalist-Alexander-Hamilton/9780674035737&quot;&gt;daqui&lt;/a&gt;) &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quando me iniciei na actividade blogosférica, há quase 5 anos, poucos eram os blogs que lia. Entre estes figurava o &lt;a href=&quot;http://combustoes.blogspot.pt/&quot;&gt;Combustões&lt;/a&gt;, que foi o segundo blog a linkar o Estado Sentido. E o Miguel Castelo-Branco foi uma das primeiras pessoas deste meio a quem tive o atrevimento de endereçar um e-mail. O seu blog constitui leitura obrigatória e, como já por várias vezes afirmei, o Miguel é certamente uma das melhores penas da língua portuguesa, o que alia a um conhecimento profundo das matérias que trata e a uma paixão notável por aquilo que faz. &lt;a href=&quot;http://combustoes.blogspot.pt/2012/05/pensamento-colonial-e-liberalismo.html&quot;&gt;Ontem o Miguel&lt;/a&gt; teceu um elogio à minha pessoa que ainda continua a deixar-me ruborizado e que, por tudo o que escrevi, muito me sensibilizou. Não estando habituado a lidar com elogios, creio que a melhor forma de o retribuir é através de uma réplica cuidada e fundamentada em relação ao tema em apreço, que permita contribuir para o debate sobre o federalismo americano e europeu.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Miguel critica o meu elogio de James Madison, afirmando que não existe tal coisa como pensamento americano, que “uma colónia produz &quot;pensamento&quot; coincidente com a sua circunstância”, e que mesmo a obra mais importante da teoria política americana, &lt;em&gt;The Federalist&lt;/em&gt;, é apenas um pequeno livro quando comparada com o pensamento de Hume ou outros pensadores europeus. Ora eu não estou em desacordo, nem poderia estar. Mas parece-me que a crítica à falta de originalidade é manifestamente injusta. Como o Miguel bem sabe, não existe pensamento filosófico completamente original, isto é, elaborado a partir do nada. Todo o pensamento ocorre dentro de uma tradição. Socorrendo-me de Michael Polanyi, entre tantos outros, é de notar que a razão não se opõe à tradição e que, de facto, todo o pensamento tem de ocorrer dentro de uma tradição, de um enquadramento fiduciário que não é estático mas dinâmico, visto que incorpora a possibilidade de conflito interno, a capacidade de rebeldia contra o consenso e a possibilidade de cultivar o progresso radical dentro de um contexto de continuidade. A tradição é um pré-requisito da racionalidade e da condição humana, pois como Polanyi assinala em &lt;em&gt;Knowing and Being&lt;/em&gt;, “nenhuma mente humana pode funcionar sem aceitar a autoridade, o costume, e a tradição: tem de depender destes para o mero uso da linguagem.”&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ora Madison é um produto da cultura britânica, e filosoficamente é um discípulo do Iluminismo Escocês. John Gray faz notar isto em &lt;em&gt;Liberalism&lt;/em&gt;. E se diversos autores têm preferido salientar a influência do particular contexto que emergiu da Revolução Americana no pensamento de Madison, esquecendo a influência do pensamento europeu, outros, como &lt;a href=&quot;http://www.jstor.org/stable/10.2307/2709150&quot;&gt;Roy Branson&lt;/a&gt;, preferem destacar precisamente a influência dos iluministas escoceses no constitucionalismo americano. Foi através de John Witherspoon, presidente de Princeton quando Madison aí estudou, que este viria a incluir na sua biblioteca diversos volumes dos escoceses, trazidos por Witherspoon. E quando o Congresso Federal o encarregou de elaborar uma lista dos livros a adquirir para uso do Congresso, Madison incluiu nesta várias obras de Hume, Smith, Ferguson e Millar. Não é, contudo, despiciendo referir o particularismo do constitucionalismo americano, como Hamilton salienta no Federalist N. 1 (tradução minha): «Tem sido frequentemente observado que parece ter sido reservado às pessoas deste país, pela sua conduta e exemplo, decidir a importante questão, se as sociedades dos homens são realmente capazes ou não de constituir um bom governo a partir da reflexão e escolha, ou se estão para sempre destinadas a fazer depender as suas constituições políticas do acidente e da força.»&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Miguel prossegue criticando a defesa da propriedade privada pelo pensamento americano, culminando na recomendação de que este não é exemplo para nada. A este respeito, não poderia estar mais em desacordo. Como salienta &lt;a href=&quot;http://www.jstor.org/stable/10.2307/2707952&quot;&gt;Ralph Ketcham&lt;/a&gt; a partir de Aristóteles, a forma como um filósofo encara a natureza humana, quer de facto quer potencialmente, é o bastante para antecipar os seus argumentos noutras áreas. Enquanto Rousseau parte do optimismo antropológico para chegar a um esquema de perfeição, Madison radica o seu pensamento na ideia de imperfeição humana dos iluministas escoceses, procurando de forma moderada adaptar o exercício do poder às características humanas, conforme a sua célebre citação no Federalist N. 51 (tradução do &lt;a href=&quot;http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/&quot;&gt;José Gomes André&lt;/a&gt;): «Se os homens fossem anjos nenhuma espécie de governo seria necessária. Se fossem os anjos a governarem os homens, não seriam necessários controlos externos nem internos sobre o governo. Ao construir um governo em que a administração será feita por homens sobre outros homens, a maior dificuldade reside nisto: primeiro é preciso habilitar o governo a controlar os governados; e, seguidamente, obrigar o governo a controlar-se a si próprio. A dependência do povo é, sem dúvida, o controlo primário sobre o governo; mas a experiência ensinou à humanidade a necessidade de precauções auxiliares.»&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Madison contraria a noção de bem comum positivado e interpretado pela elite governamental de Rousseau (que Schumpeter &lt;a href=&quot;http://estadosentido.blogs.sapo.pt/1015646.html&quot;&gt;mostrou ser uma falácia&lt;/a&gt;), adoptando a perspectiva anglo-saxónica da liberdade negativa, da ausência de coerção por terceiros, e do governo limitado para desenhar uma solução governamental em que converte vícios em virtudes e procura fragmentar e difundir o poder. Conforme Hayek faz notar, a primeira e mais básica condição para a prevenção da coerção é o reconhecimento do conceito de propriedade privada. A propriedade privada é um elemento fundamental para alcançar a liberdade individual, tal como Locke já havia teorizado, e como Gray assinala em &lt;em&gt;Liberalism&lt;/em&gt; ao considerá-la como “um veículo institucional para um processo de decisão descentralizado” em estreita ligação com a capacidade de um indivíduo dispor de si próprio, das suas capacidades e talentos. Contudo, ainda de acordo com Hayek, embora a propriedade privada seja essencial para assegurar a condição de liberdade individual, tal não significa que os indivíduos tenham de ser titulares de bens passíveis de serem apropriados de forma privada. Por outras palavras, para evitar a coerção, não é necessário que um indivíduo possua propriedade, mas sim que tenha ao seu dispor os meios materiais que lhe permitam prosseguir os seus fins privados, e que estes meios não sejam detidos exclusivamente por um único agente. Tal como o poder deve ser suficientemente fragmentado para evitar a sua perigosidade para o cidadão, também a propriedade deve ser dispersa o suficiente para que o indivíduo não esteja exclusivamente dependente de alguém ou alguma entidade em particular que possa providenciar-lhe o que necessita para alcançar os seus fins ou, por exemplo, empregá-lo.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Importa ainda notar que sendo certo que Madison estudou os clássicos para poder aplicar a filosofia à prática política, não é inteiramente verdade que não tenha sido inovador, dentro da tradição em que se encontrava, e é no que se segue que, contrariando o Miguel, Madison parece-me exemplar – assim como no seu carácter vigoroso. Socorro-me aqui da introdução de Cass R. Sunstein à &lt;a href=&quot;http://www.bookdepository.co.uk/Federalist-Alexander-Hamilton/9780674035737&quot;&gt;edição que possuo de &lt;em&gt;The Federalist&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;. Tanto os federalistas como os anti-federalistas inspiraram-se em Montesquieu. Os segundos apontaram o problema da corrupção como sendo originado pelo espírito de facção, que temiam tomasse conta da federação. A solução dos mesmos é inspirada directamente pelo republicanismo de Montesquieu, consistindo na inculcação da virtude cívica e na defesa de repúblicas de pequena dimensão e da importância da homogeneidade.  A resposta de Madison foi uma inversão da perspectiva em termos morais e antropológicos, considerando que a corrupção que cria facções é natural, e que embora seja indesejável, é um produto da liberdade e desigualdade humanas. Isto significa que as ideias de inculcação da virtude e da educação como forma de minorar este problema são desadequadas. Além disto, o problema tende a ser mais grave nas pequenas repúblicas do que nas grandes, já que nas pequenas é mais fácil que um pequeno grupo privado tome o poder político e distribua riqueza e oportunidades como bem entenda, que foi precisamente o que aconteceu nos anos imediatamente seguintes à Revolução Americana. Foi a partir da observação deste período que Madison repudiou as concepções clássicas referidas, considerando que estas não seriam defesa suficiente contra a tirania. Radicando na natureza humana o interesse próprio, resultado das diferenças de talento e propriedade, este é a causa do espírito de facção, pelo que tentar debelá-lo através da indução de preferências por via do governo comportaria um risco ainda maior de tirania, acabando por destruir a liberdade individual. A solução, original, de Madison para este problema foi a de considerar que em grandes espaços, numa grande república, o espírito de facção não é prejudicial mas sim benéfico, visto que a diversidade de interesses obstaria à tentação de oprimir minorias, de interferir nos direitos de terceiros, acabando o tamanho e a diversidade por criar um sistema de protecção contra a opressão. A isto Madison acrescentou ainda o princípio da representação, teorizado no Federalist N. 10 (tradução minha), que teria como efeito «aperfeiçoar e ampliar os pontos de vista públicos, passando-os por meio de um corpo escolhido de cidadãos, cuja sabedoria pode discernir melhor os verdadeiros interesses do seu país, e cujo patriotismo e amor à justiça são menos prováveis de ser sacrificados a considerações temporárias ou parciais.» Esta defesa da diversidade é ainda feita pelos federalistas no que concerne à diferença de opiniões – também esta vista como um vício pelos anti-federalistas –, que serve o propósito de promover a deliberação e circunspecção, sendo um &lt;em&gt;check &lt;/em&gt;à maioria (Federalist N. 70).&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para finalizar este já longo texto, note-se que esta original concepção do republicanismo, segundo Sunstein, é provavelmente responsável pela longevidade da Constituição americana, e é esta perspectiva pluralista, defensora do individualismo e céptica em relação à natureza humana e ao exercício do poder que me parece poder servir de inspiração para algo que possa vir a ser um verdadeiro federalismo europeu. Conforme o José Gomes André &lt;a href=&quot;http://expresso.sapo.pt/uniao-europeia-essa-crianca-mimada-ou-a-via-do-federalismo=f696369&quot;&gt;salientou há uns meses&lt;/a&gt;, “Digo &quot;verdadeiro&quot; para o separar dos habituais adjectivos pejorativos que lhe atribuem, sem perceberem que federalismo não corresponde a um &quot;centralismo unitário e jacobino&quot;, nem à destruição dos Estados-membros, mas sim à instituição de vários eixos de poder complementares - convivendo sob uma mesma entidade política autoridades distintas, democraticamente legitimadas.”&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Como muito bem questiona o &lt;a href=&quot;http://31daarmada.blogs.sapo.pt/5576889.html&quot;&gt;João Vacas&lt;/a&gt; acerca da eventual &lt;a href=&quot;http://cachimbodemagritte.com/3530828.html&quot;&gt;saída&lt;/a&gt; &lt;a href=&quot;http://estadosentido.blogs.sapo.pt/2060517.html&quot;&gt;federal&lt;/a&gt;, “esta respeitaria o princípio da igualdade entre os Estados federados? Em termos práticos, estes teriam o mesmo peso numa das futuras câmaras parlamentares? Sem isto, não se trataria de uma verdadeira federação mas de centralização disfarçada. Com a subsidiariedade como flor de lapela. Mais do mesmo, portanto.”&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 16 May 2012 17:22:45 GMT</pubDate>
  <title>O mundo às avessas</title>
  <author>Nuno Castelo-Branco</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/nunocastelobran/fotos/?uid=7jZEg0VZtlwjp2tJkTcL&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Pf2084999/12298212_NFwap.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;260&quot; height=&quot;235&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O agora hiperactivo dr. Mário Soares, naturalmente embandeira em arco com a mais que previsível vitória obtida pelo sr. Hollande, esse &quot;&lt;em&gt;bom socialista&lt;/em&gt; e com uma formação académica e política excepcionais&quot; (sic).&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Estas festas de sucessos eleitorais têm as mais diversas leituras e entre uma certa orfandade sovietista que bem conhecemos, saldam-se sempre por esmagadoras vitórias, mesmo perdendo votos e aproveitando-se os actos para lerem as maiorias ao contrário. O &lt;a href=&quot;http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=2517564&amp;amp;seccao=M%E1rio%20Soares&amp;amp;tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco&quot;&gt;dr. Mário Soares&lt;/a&gt; evita a contagem dos votos esquerda-direita, pois sabe perfeitamente que o sr. Hollande deve o passeio pelos salões do &lt;em&gt;Eliseu Napoleão&lt;/em&gt;, à boa vontade e teimosia sabotadora anti-Sarkozy da sra. Le Pen. Talvez o ex-presidente acabe por ter alguma razão neste separar de águas entre a direita que no seu douto saber é sempre neo-liberal, ultra-conservadora e populista e a esquerda sempre generosa, nada amiga da plutocracia - essas pérfidas agências pejadas de &lt;em&gt;bons socialistas&lt;/em&gt; como o sr. Strauss-Kahn, por exemplo - e completamente blindada aos desvarios do capitalismo selvagem. Essa verdade é tão escusa, como verdadeiro foi o vórtice capitaleiro dos senhores Blair, Brown, González, Zapatero, Fabius, Jospin, Craxi, Prodi, Soares dos anos 76-85, Guterres, Sócrates e claro está, do agora &lt;em&gt;haupt-&lt;/em&gt;agente de gás russo Gerhard Schröder. Tudo boa gente, impoluta quanto à finança das negociatas de rumo PPP que acabam sempre cobertas a expensas dos contribuintes. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O dr. Soares não pode reconhecer o papel da senhora Le Pen, aliás largamente beneficiada no constante aumento das suas hostes, por gente que ainda não há muito tempo andava de punho erguido e delirava pela criação do &lt;em&gt;homem novo&lt;/em&gt; e de uma &quot;Terra sem amos&quot;. Da &lt;em&gt;Internacional&lt;/em&gt; ao &lt;em&gt;Horst Wessel Lied&lt;/em&gt; vai apenas um passo de ganso e o dr. Soares sabe do que se trata. A Frente Nacional, nos anos oitenta impulsionada por um Mitterrand ansioso por  criar uma clivagem na direita &lt;em&gt;gaullista,&lt;/em&gt; pela sua notória abstenção no acto eleitoral de 6 de Maio,  graciosamente ofereceu a vitória a Hollande. A FN fica assim num limbo, naquele espaço de impossível classificação pelos Mários Soares desta Europa sempre em demanda de contrastes branco-preto. Se o nacionalismo, essa invenção da velha esquerda de entusiasmos bastilheiros que estilhaçou a Europa, incluída a portuguesa, é hoje a pecha da direita, a FN é sem qualquer dúvida, de direita. Mas o que dizer então do seu discurso tendencialmente hermético no campo da economia e finanças? O que dizer do subir da parada quanto à intervenção estatal em todos os sectores da sociedade? Como poderemos então classificar aquela mole de gente, aliás pouco dada a molezas burguesas &lt;em&gt;café et croissant au&lt;/em&gt; &lt;em&gt;16º arrondisement&lt;/em&gt; e bastante belicosa ao estilo das barricadas parisienses de outros tempos? Ora, a FN aparece nas ruas, como um típico movimento de massas que a esquerda gosta de apresentar como exclusividade sua e sociologicamente, além de uns pós católicos e tradicionalistas reminiscentes de Vichy - outro alfobre de ex-comunistas e&lt;em&gt; bons socialistas&lt;/em&gt; como Mitterrand, entre muitos, muitos outros -, os eleitores &lt;em&gt;banlieu&lt;/em&gt; de Le Pen, pensam e agem como os comunistas e a &quot;ala esquerda&quot; da antiga SFIO pensavam e agiam. Se assim é, o dr. Soares está perante um democrático dilema: ou ignora completamente a existência de um quinto do eleitorado francês e apenas soma à direita as forças que imbecilmente são crismadas de &quot;clássicas&quot;, ou então deverá adicionar aos maoístas, estalinistas, trotsquistas, rebotalho pretensamente &quot;verde&quot; e piratarias diversas, a &quot;esquerda clássica&quot; socialista PS, até agora nitidamente bastante minoritária em França. Para o observador mais distraído, a gente que corre atrás do populista Mellenchon e das migalhas sobreviventes da Guerra Fria correspondem à esquerda, aquilo que a FN é para a direita. Em suma, se Le Pen é de direita, então é visível o estado de inferioridade eleitoral em que a &quot;esquerda&quot; se encontra em França, pois a aritmética é simples: 48% + 20% = 68%.  No entanto, com o empurrão presidencial e mercê do retorcido e escabroso sistema de eleição de duas voltas, o PS poderá talvez surgir na Assembleia Nacional, com algum renovado vigor. A França é &lt;em&gt;uma democracia&lt;/em&gt; onde o facto de um candidato ter votos, tal não significar ter possibilidades de ser eleito, devido à política de boicotes orquestrados sob a mesa.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas sejamos generosos e deixemos todo o espaço para aquelas alegrias pueris que ainda há poucos anos saudaram o advento de Obama - e de Mitterrand, Blair, Schröder, Zapatero ou Sócrates - como o regresso do verdadeiro Messias. A cegueira chegou ao ponto de um chamada - em diplomacia diz-se convite para consultas - de Merkel que convoca Hollande no próprio dia da sua tomada de posse, é vista quase como uma reedição da assinatura de Compiègne naquele já longínquo Outono de 1918. Claro que para os alemães, uns poucos &lt;em&gt;noventa milhões de pacóvios &lt;/em&gt;que na ideia do dr. Mário Soares pagam e têm de continuar a pagar, a apressada e solícita chegada de Hollande à &lt;em&gt;Bundeskanzlei &lt;/em&gt;de Berlim&lt;em&gt;,&lt;/em&gt; soa demasiadamente a uma espécie de Rethondes do Verão de 1940. Aguardemos pelas notícias quanto aos &quot;dinheiros da França&quot;, porque as próximas semanas não deixarão de mostrar a realidade que todos intimamente reconhecem, dr. Mário Soares incluído.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 16 May 2012 16:33:44 GMT</pubDate>
  <title>Pintos...da...costa...</title>
  <author>Pedro Quartin Graça</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/pedroquartin/fotos/?uid=8eMk3tORN3dPp8SzN2zS&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-color: initial; border-image: initial; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; border-width: 0px; border-style: none;&quot; src=&quot;http://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B8609a0f4/12297722_AZzkp.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;316&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Uma das mais interessantes Resoluções do Conselho de Ministros do &quot;consulado&quot; de José Sócrates.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 16 May 2012 11:52:16 GMT</pubDate>
  <title>Raios e coriscos...</title>
  <author>Pedro Quartin Graça</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/pedroquartin/fotos/?uid=AdtyTj21bN1wQUZjLD2D&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px none; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot; src=&quot;http://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B50081365/12295476_LRHOZ.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;343&quot; /&gt;&lt;/a&gt;...Ou quem anda à chuva molha-se...&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 16 May 2012 11:50:48 GMT</pubDate>
  <title>Maradona em grande</title>
  <author>Samuel de Paiva Pires</author>
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  <description>&lt;p&gt;Ou de como os comunistas não são capazes de ver o óbvio, &quot;&lt;a href=&quot;http://acausafoimodificada.blogs.sapo.pt/568757.html&quot;&gt;Qual é o valor da tua ferramenta?&lt;/a&gt;&quot;:&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;«150 ou coisa assim anos depois do início da luta comunista propriamente estruturada contra o capitalismo, ainda existem comunistas que escrevem &lt;a href=&quot;http://5dias.net/2012/05/16/e-o-capitalismo-estupido/&quot;&gt;coisas assim&lt;/a&gt;: &quot;&lt;em&gt;Até para o mais fiel defensor da boa fé dos mercados e do capitalismo, &lt;/em&gt;[não sei quê não sei que mais]&quot;. Isto significa que o Tiago Mota Saraiva vê o defensor do capitalismo, ou seja, a pessoa contra a qual dedica grande parte da sua energia ideológica, como alguém que alimenta as suas tácticas e estratégias políticas segundo o pressuposto de que &quot;&lt;em&gt;os mercados&lt;/em&gt;&quot; possuem, ou são capazes de gerar, uma moral e justiça inquestionáveis, as quais devem ser preservadas e emolduradas em talha dourada. Ora, excepto para uma meia dúzia de excêntricos, nenhum defensor do capitalismo possui qualquer ilusão quanto à verdadeira competência do capitalismo: é, de muito longe, a forma de organização que mais informação consegue produzir para uso efectivo das relações económicas entre pessoas, organizações e países; e que, em consequência disso, a diferença de capacidade produtiva entre uma sociedade comunista e uma sociedade capitalista é tal que mesmo uma ideologia de inequívoca &quot;&lt;em&gt;boa fé&lt;/em&gt;&quot; como o comunismo nunca jamais conseguirá oferecer aos seus súbditos condições de vida comparáveis ao capitalismo mais escandalosamente amoral e selvagem, e isto mesmo descontanto as mundialmente famosas desigualdades. E é só isto, um gajo não se põe a protestar &lt;em&gt;boas fés&lt;/em&gt;, muito menos a nossa. Enquanto o Tiago Mota Saraiva não for a banhos com esta simples observação, a sua luta será sempre contra uma mera meia dúzia de fantasmas da raia capitalista, que com certeza lhe permitirão viver sem atribulações dialécticas, mas que muito dificilmente avançarão a sua causa (...)»&lt;/p&gt;</description>
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  <category>5 dias</category>
  <category>comunismo</category>
  <category>capitalismo</category>
  <category>liberalismo</category>
  <category>maradona</category>
  <category>mercados</category>
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  <pubDate>Wed, 16 May 2012 06:30:01 GMT</pubDate>
  <title>A cauda da Europa</title>
  <author>Pedro Quartin Graça</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/pedroquartin/fotos/?uid=suz4sthcZU5QZjVi0UHm&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px none; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot; src=&quot;http://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B33085daa/12294827_Sdm91.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;461&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 15 May 2012 21:19:14 GMT</pubDate>
  <title>Feliz Aniversário, Senhor D. Duarte!</title>
  <author>Nuno Castelo-Branco</author>
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  <description>&lt;iframe src=&quot;http://www.youtube.com/embed/MRpHHbybjTY&quot; width=&quot;480&quot; height=&quot;360&quot; frameborder=&quot;0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;E ainda prometemos que após a Instauração, o 15 de Maio será feriado. Fica assim reposto o necessário equilíbrio.</description>
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  <category>casa de bragança</category>
  <category>d. duarte</category>
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  <pubDate>Tue, 15 May 2012 12:00:58 GMT</pubDate>
  <title>A saída federal</title>
  <author>Samuel de Paiva Pires</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/samuelppires/fotos/?uid=tLQoYSMzpIkMBm79QIFZ&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot; src=&quot;http://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bb5080818/12291369_lkfml.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;300&quot; height=&quot;278&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;(James Madison, imagem &lt;a href=&quot;http://www.visitingdc.com/president/james-madison-picture.htm&quot;&gt;daqui&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://economico.sapo.pt/noticias/a-unica-saida-e-federal_144528.html&quot;&gt;Uma oportuna reflexão &lt;/a&gt;de &lt;a href=&quot;http://cachimbodemagritte.com/3530828.html&quot;&gt;Paulo Marcelo&lt;/a&gt;, sobre uma possível saída para a crise do euro e a União Europeia:&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;span class=&quot;mainText&quot;&gt;«Hollande prometeu um novo &quot;quadro político europeu&quot;, mas o que quer isso dizer? Estou convencido que só saímos disto com uma profunda reforma institucional. Confirma-se que a esta união monetária (incompleta) não subsiste sem uma união fiscal e orçamental, legitimada por uma união política. Só isso convencerá os mercados e porá fim à turbulência que alastra da periferia para o centro. A união está coxa e só pode ser salva com um orçamento comum, aprovado por representantes eleitos, o que implica uma profunda reforma constitucional, ao estilo da Convenção de Filadélfia (1787), na origem do federalismo americano.&lt;/span&gt;»&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Porém, dada a forte tendência racionalista construtivista da filosofia política continental, tenho sérias dúvidas que o federalismo europeu seja semelhante ao americano, isto é, que tenha no seu cerne uma concepção antropologicamente pessimista e metodológica e politicamente individualista da natureza humana e do exercício do poder, procurando fragmentá-lo e difundi-lo para evitar a perigosidade para o cidadão que resulta da sua centralização. É preciso não esquecer que através do método comunitário a União Europeia tem vindo a arrogar-se cada vez mais competências em cada vez mais domínios da vida pública e privada, ao passo que as principais prerrogativas do Estado Federal americano são nas áreas da moeda, política externa e defesa. Dificilmente Bruxelas abrirá mão do poder que tem. E há ainda dois obstáculos por ultrapassar: um, salientado recentemente por &lt;a href=&quot;http://www.hoover.org/publications/hoover-digest/article/112906&quot;&gt;Robert J. Barro&lt;/a&gt;, é o custo potencialmente proibitivo e em grande parte desconhecido de juntar populações heterogéneas com diferentes culturas, línguas e histórias sob a égide de um só estado - daí ser necessário que a maior parte das competências na administração directa dos diversos países seja retida pelos estados federados; o outro, e que salta à vista de todos, é que não temos líderes com um mínimo de preparação para uma empreitada destas. Não digo que não possam aparecer, especialmente se for adoptado o estilo da Convenção de Filadélfia, em que não sejam os actuais governos automaticamente mandatados (por eles próprios, claro) para representar os estados, mas tenham lugar eleições para os delegados. Mas mesmo assim, será difícil que apareça alguém da craveira de Madison, Hamilton, Jefferson, Franklin ou Washington.&lt;/p&gt;</description>
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  <category>europa</category>
  <category>estados unidos</category>
  <category>federalismo</category>
  <category>união europeia</category>
  <category>crise da zona euro</category>
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  <pubDate>Tue, 15 May 2012 11:59:49 GMT</pubDate>
  <title>Populismo sinapista</title>
  <author>Nuno Castelo-Branco</author>
  <link>http://estadosentido.blogs.sapo.pt/2060602.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/nunocastelobran/fotos/?uid=EPi7FqMrnBqlBnlKPBg6&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/P2d096c6f/12291534_2zUms.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;260&quot; height=&quot;218&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O mais rasteiro populismo tem &lt;a href=&quot;http://www.dn.pt/politica/interior.aspx?content_id=2518835&quot;&gt;destas originalidades&lt;/a&gt;. O sr. Louçã anda muito aflito pela falta de atenção que os chamados &quot;mercados&quot; têm dado Portugal. Não há dia em que os manigantes da plutocracia não falem da Grécia e de Espanha. Quanto ao nosso país, este momentâneo esquecimento talvez queira significar algo que nada convém aos &lt;em&gt;partisans&lt;/em&gt; do &quot;quanto pior, melhor&quot;. Sonham com o caos que hipoteticamente lhes daria algum poder. Os garotos crescidos do &lt;em&gt;BE,&lt;/em&gt; deviam ter bem presente o facto deste país não ser um retalho de qualquer uma possessão do Sultão de Constantinopla, subitamente trazido ao concerto dos Estados independentes pelo interesse e vontade da Rússia, França e Inglaterra. Por isso mesmo, bem podem as conhecidas milícias de choque bloquistas acender um ou outro fogacho, pois esta população não partiu montras, não roubou lojas, nem incendiou viaturas. São mesmo uns maçadores, estes portugueses velhotes de nove séculos.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Aquilo que esta diminuta imitação barata do &lt;em&gt;Syriza&lt;/em&gt; devia increpar, é o porquê da situação criada por um Estado tentacular e patrocinador de ruinosas PPP, sugador de impostos e controleiro de todo e qualquer tipo de actividade. É o famoso círculo vicioso, pois se Louçã quer sempre &quot;mais serviços públicos&quot;, não existirá outra alternativa senão o constante exigir de mais e mais impostos a cobrar a uma população onde os &lt;em&gt;ricos&lt;/em&gt; são uma ínfima minoria. A menos que &lt;em&gt;rico&lt;/em&gt; signifique auferir 1500€ mensais. Ora, este é um dos cavalos de batalha de Louçã, oportunistamente acenando com o &quot;roubo dos subsídios de férias e de Natal&quot;. Não se entende qualquer coerência no discurso: o&lt;em&gt; BE&lt;/em&gt;, partido comunizante, é obviamente favorável a nacionalizações sem quartel, quer rasgar o acordo com a &lt;em&gt;troika&lt;/em&gt; cujo dinheiro mensalmente paga os salários e reformas, apoia uma imparável e forte taxação e em simultâneo, pretende um Estado paternalista que invista, subsidie e onde tudo deverá ser grátis? Como?&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em pleno século XXI e num país de pequenos proprietários o &lt;em&gt;BE&lt;/em&gt; pretende, sem ousar dizê-lo, sovietizar a sociedade. Só visto!&lt;iframe src=&quot;http://www.youtube.com/embed/Ei6fRQoov60&quot; width=&quot;480&quot; height=&quot;360&quot; frameborder=&quot;0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>louçã</category>
  <category>comunismo</category>
  <category>bloco de esquerda</category>
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  <pubDate>Tue, 15 May 2012 08:21:20 GMT</pubDate>
  <title>Normalização francesa</title>
  <author>Nuno Castelo-Branco</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/nunocastelobran/fotos/?uid=ArcEbDY3A1scoF0Zbfoh&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/P3f08dfb9/12290758_4E3UD.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;198&quot; height=&quot;260&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O &lt;em&gt;normal&lt;/em&gt; Sr. Hollande toma hoje posse do Palácio do Eliseu, local que nos seus melhores dias foi habitado por Bourbons e Bonapartes. Como seria de esperar após o encerramento da sessão, o &lt;em&gt;normal&lt;/em&gt; Sr. Hollande partirá em &lt;a href=&quot;http://www.publico.pt/Mundo/hollande-toma-posse-em-paris-e-enfrenta-teste-em-berlim-1546111&quot;&gt;velocidade de jacto&lt;/a&gt; para a Alemanha, onde &quot;apresentará credenciais&quot; à Chanceler Merkel.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Se ainda há uns dias &lt;em&gt;falava forte&lt;/em&gt; e pretendeu mostrar ao mundo uma pose &quot;à De Gaulle&quot;, vamos a ver se não regressa de Berlim completamente &lt;em&gt;normalizado&lt;/em&gt;, mais um perfeito sucessor de Pierre Laval. Em matéria de Vichy, os &lt;a href=&quot;http://www.ambafrance-pt.org/&quot;&gt;socialistas franceses&lt;/a&gt; são peritos.  O Sr. Mitterrand e o próprio pai de Hollande, foram dois entre os muitos milhares de consumidores daquelas cristalinas águas.&lt;/p&gt;</description>
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  <category>frança</category>
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  <pubDate>Tue, 15 May 2012 01:59:38 GMT</pubDate>
  <title>Scala Regia</title>
  <author>Nuno Castelo-Branco</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/nunocastelobran/fotos/?uid=l0KEUY63JGj9JChJ2aTd&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B5d0831c0/12289342_Z87e8.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;331&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Bem podem gastar algumas horas no desfolhar deste extraordinário &lt;em&gt;&lt;a href=&quot;http://scalaregia.blogspot.pt/&quot;&gt;blog.&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; Em matéria de estilo, é o melhor &lt;em&gt;postado&lt;/em&gt; em Portugal.&lt;/p&gt;</description>
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  <category>estilo</category>
  <category>curiosidades</category>
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  <pubDate>Mon, 14 May 2012 23:20:05 GMT</pubDate>
  <title>Ele não gosta de ricos</title>
  <author>João Quaresma</author>
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  <description>&lt;p&gt;Em 1976, quando François Hollande se apresentou para cumprir o Serviço Militar, nos exames físicos foi-lhe detectada miopia, o que levou a que fosse dispensado. No entanto, o jovem Hollande preparava já uma carreira política e estava consciente que o facto de não ter cumprido o Serviço Militar poderia prejudicá-lo mais tarde. Logo após se inscrever na ENA (École Nationale d&apos;Administration, o principal viveiro da classe dirigente francesa) pediu um novo exame físico que desta vez lhe foi favorável. Incorporado, foi colocado com a patente de aspirante no 71º Regimento de Engenharia de Oissel, perto de Rouen, sua terra-natal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas para isso teve antes que receber formação como oficial, ingressando na Academia Militar de Coetquidan, onde teve como colegas de pelotão de instrução Michel Sapin (também aluno da ENA; ministro em vários governos socialistas), Jean-Pierre Jouyet (colega de François Hollande, Ségolène Royal e Dominique de Villepin na ENA, Curso Voltaire; ex-chefe de gabinete de Jacques Delors na Comissão Europeia; ex-director do Tesouro; secretário pessoal do primeiro-ministro socialista Lionel Jospin aquando da adesão ao Euro; ex-presidente do Clube de Paris; ex-administrador não-executivo do Barclays Bank France; ex-chefe da Inspecção Geral de Finanças; ex-Secretário de Estado dos Assuntos Europeus do governo François Fillon; actual presidente da Autoridade dos Mercados Financeiros; casado com Brigitte Taittinger, da família dona da famosa marca de champanhe Taittinger) e Henri de Castries (Conde de Castries; colega de François Hollande na ENA, do mesmo Curso Voltaire [nome do curso escolhido pelos alunos]; ex-membro da direcção do Tesouro; inicia a carreira na seguradora AXA em 1989 e é CEO desde 2000; é director da Comissão de Coordenação do Clube de Bilderberg; próximo de Nicolas Sarkozy e de François Hollande; descendente do Marquês de Sade).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como se vê, tudo gente de meios modestos e com um percurso de vida perfeitamente normal.&lt;/p&gt;</description>
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  <category>frança</category>
  <category>françois hollande</category>
  <category>socialistas de trazer por casa</category>
  <category>socialistas</category>
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  <pubDate>Mon, 14 May 2012 20:57:39 GMT</pubDate>
  <title>A melhor descrição que já li dos indignados meninos burgueses</title>
  <author>Samuel de Paiva Pires</author>
  <link>http://estadosentido.blogs.sapo.pt/2059488.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Miguel Castelo-Branco, &quot;&lt;a href=&quot;http://combustoes.blogspot.pt/&quot;&gt;Caterva&lt;/a&gt;&quot;:&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;«Os meninos indignados - essa burguesia inútil, reivindicativa e parasitária produzida por um regime que acanalhou os portugueses até às fezes - podiam por de lado os seus ipod, as mesadas dos pais que os alimentaram e pagaram os estudos até aos 30 - e fazer uma revolução a sério. Não, essa gente não vai fazer revolução alguma, pois em Portugal, as revoluções não passam de alterações à ordem pública, começam às 10 e acabam às 13, quando a fome convida a uma passagem pelo fast food.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É uma cobardia insultar um homem público no espaço público, sobretudo quando se tem a quase certeza da impunidade. Passos Coelho, pelo menos, não está indiciado em terríveis casos de roubo organizado, não fugiu para o estrangeiro e tenta, talvez tolamente, ser fiel ao seu fardo.»&lt;/div&gt;</description>
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  <category>indignados</category>
  <category>passos coelho</category>
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  <pubDate>Mon, 14 May 2012 20:21:44 GMT</pubDate>
  <title>O normalíssimo François Hollande (2)</title>
  <author>Samuel de Paiva Pires</author>
  <link>http://estadosentido.blogs.sapo.pt/2059204.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O &quot;normal&quot; herói da esquerda indígena só possui &lt;a href=&quot;http://www.thisislondon.co.uk/news/world/socialist-hollande-owns-three-homes-on-the-riviera-7737519.html&quot;&gt;3 casas na Riviera&lt;/a&gt;, avaliadas em cerca de 1 milhão de libras, fora o restante património. Isto vindo de quem afirma odiar os ricos. Esquerda caviar no seu melhor.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Leitura complementar: &lt;a href=&quot;http://estadosentido.blogs.sapo.pt/2057951.html&quot;&gt;O normalíssimo François Hollande&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>frança</category>
  <category>esquerda caviar</category>
  <category>socialismo</category>
  <category>françois hollande</category>
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  <pubDate>Mon, 14 May 2012 17:34:25 GMT</pubDate>
  <title>Um bom vento soprado de Espanha</title>
  <author>Nuno Castelo-Branco</author>
  <link>http://estadosentido.blogs.sapo.pt/2058864.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/nunocastelobran/fotos/?uid=zOLNnvikThuQ02GvA3N5&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/P70088ddb/12287361_AyEaZ.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;260&quot; height=&quot;174&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No dia da comemoração de 50 anos de um bom casamento institucional, também nos chega um bom vento autárquico. Foi detido um ex-alcaide de uma localidade da zona de Málaga, em Espanha. Este membro da I.U. - a &quot;CDU&quot; local, vulgo Partido Comunista -, prevaricou naquele tipo de decisões que aqui em Portugal sobejamente conhecemos. Já está a chegar a altura de no nosso país adoptarmos este género de &lt;a href=&quot;http://ccaa.elpais.com/ccaa/2012/05/14/andalucia/1336984967_264814.html&quot;&gt;razia dissuasora&lt;/a&gt;. Apenas na região metropolitana de Lisboa, a lista é densa e os desastres urbanísticos imensos, desde demolições, à ocupação indevida de terrenos agrícolas, construção especulativa, mancomunamento com a banca, etc. Tudo aquilo de que o ex-alcaide é acusado, não passa de um &lt;em&gt;fait-divers&lt;/em&gt; alfacinha, uma constante nos municípios portugueses. Comecemos por Lisboa e já!&lt;/p&gt;</description>
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  <category>poder local: mudar de vida</category>
  <category>câmaras municipais</category>
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  <pubDate>Mon, 14 May 2012 17:15:55 GMT</pubDate>
  <title>Religião, prazer, morte e razão</title>
  <author>Samuel de Paiva Pires</author>
  <link>http://estadosentido.blogs.sapo.pt/2058635.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tarrou, descrevendo Orão em &lt;em&gt;A Peste&lt;/em&gt;, de Albert Camus:&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;«Todos se precipitam, pelo contrário, para qualquer coisa que conhecem mal ou que lhes parece mais urgente do que Deus. Ao princípio, quando julgavam que era uma doença como as outras, a religião estava no seu lugar. Mas, quando viram que o caso era sério, lembraram-se do prazer. Toda a angústia que se pinta durante o dia nos rostos dissolve-se então, no crepúsculo ardente e poeirento, numa espécie de excitação desvairada, numa liberdade desusada que inflama todo um povo. E também eu sou como eles. Mas quê! A morte nada é para os homens como eu. É um acontecimento que lhes dá razão.»&lt;/p&gt;</description>
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  <category>religião</category>
  <category>morte</category>
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  <category>prazer</category>
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  <pubDate>Mon, 14 May 2012 11:56:48 GMT</pubDate>
  <title>Vale a pena lembrar que a Alemanha não está isenta de culpas no que se está a passar na Grécia</title>
  <author>Samuel de Paiva Pires</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em Novembro de 2011 assistimos a &lt;a href=&quot;http://estadosentido.blogs.sapo.pt/1764934.html&quot;&gt;um golpe de estado constitucional&lt;/a&gt;, operado pela UE (leia-se Berlim), quando Papandreou tentou levar a cabo o referendo ao pacote de resgate e, por consequência, à manutenção da Grécia no euro. Agora, &lt;a href=&quot;http://www.bloomberg.com/news/2012-05-13/euro-officials-begin-to-weigh-greek-exit-from-common-currency.html&quot;&gt;Wolfgang Schauble&lt;/a&gt; vem dizer que não se pode obrigar os gregos a permanecer no euro. Ou de como Merkel não sabe o que anda a fazer e isto já deveria estar mais que pensado e resolvido.&lt;/p&gt;</description>
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  <category>grécia</category>
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  <category>crise da zona euro</category>
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  <pubDate>Mon, 14 May 2012 08:00:39 GMT</pubDate>
  <title>Há 50 anos</title>
  <author>Nuno Castelo-Branco</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/nunocastelobran/fotos/?uid=MgDeKolDGu5W1an5fcy0&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B19097d02/12271078_mzelp.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;300&quot; height=&quot;348&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Muito se tem especulado acerca do relacionamento entre D. João Carlos I e D. Sofia, os monarcas espanhóis. Se a imprensa aproveita todos os motivos verídicos ou imaginários para vender papel aos maços de tipo &quot;higiénico&quot;, a opinião pública é também direccionada para episódios menores e completamente alheios às realidades institucionais. Tal como noutras monarquias europeias,&lt;a href=&quot;http://www.casareal.es/&quot;&gt; a Coroa&lt;/a&gt; tem sido um precioso elo de unidade do Estado, especialmente tratando-se de Espanha, onde os &quot;nacionalismos&quot; estão uma vez mais prontos para mortalmente se digladiarem por um &lt;em&gt;pueblocito&lt;/em&gt;, uma nascente de água, pelo Tesouro público do Estado, pelos navios da Armada, pela frota pesqueira ou pior ainda, por fronteiras medievais que satisfaçam pequenas vaidades de um ou outro candidato a caudilho de pacotilha.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;A Portugal interessa uma Espanha unida, próspera e feliz, a Espanha desta Monarquia. &lt;/strong&gt;Imaginemos o desastre que significaria uma Espanha fragmentada ao estilo jugoslavo, forçando o nosso governo a discutir águas fluviais, acessos à Europa, delimitação de fronteiras e enxames de refugiados em fuga de micro-potentados andaluzes, leoneses, castelhanos ou galegos?&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ao contrário daquilo que ignominiosamente ocorreu nos últimos anos da Monarquia Portuguesa, os Partidos espanhóis têm sabiamente conservado o respeito e intangibilidade da figura do monarca, deixando a iconoclastia para a marginalidade trauliteira, seja ela partidária de caducidades como a ETA, IU e ERC, ou ruidosamente &quot;indignada&quot; de &lt;em&gt;very expensive&lt;/em&gt; computador portátil e telemóvel em punho cerrado. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Num &lt;a href=&quot;http://www.abc.es/20120514/estilo-casas-reales/abci-boda-reyes-ceremonia-201205101801.html&quot;&gt;casamento&lt;/a&gt; presenciado toda a realeza europeia e asiática, João Carlos e Sofia uniram as suas vidas. Pouco nos importa ou interessa se existiu ou existe algo mais que o sentido do dever que juraram carregar até ao fim da sua presença terrena. São conhecidos os &lt;em&gt;flirts&lt;/em&gt; de S.M. o Rei de Espanha, assim como são estimadas as suas acções que beneficiam o seu país, tratando-se estas de exercícios de influência junto de governos estrangeiros, ou da eficaz contenção de um qualquer arrivista candidato a ditador perpétuo. O que deve ser criteriosamente analisado é o seu papel institucional e aqui nada existe a apontar. O Rei não interfere nos assuntos da governação, apenas o fazendo quando para tal é solicitado. D. João Carlos jamais se incompatibilizou com qualquer um dos Presidentes do Conselho que o povo espanhol nomeou para a Moncloa e pelo contrário, defendeu-os sempre que atacados por estrangeiros. O Rei jamais dissolveu &quot;por apetência&quot; ou interesse pessoal, qualquer um dos Parlamentos eleitos. O Rei &lt;a href=&quot;http://madespesapublica.blogspot.pt/2011/05/palacio-de-belem-mais-caro-que.html?spref=fb&quot;&gt;mantém baixo o preço&lt;/a&gt; do sustento da Casa Real a cargo dos contribuintes, em flagrante contraste com qualquer uma das repúblicas fronteiriças do Estado espanhol. O Rei mantém as Forças Armadas em passo constitucional, cumpriu e cumpre escrupulosamente a Constituição da qual é sem dúvida o inspirador e símbolo máximo. Internacionalmente, o reconhecimento abre-lhe as portas de todos os palácios de governo e é mesmo a imagem de uma Espanha que apesar de uma crise que decerto passará à história, vive o seu melhor momento desde há mais de quatro séculos. O mesmo se poderá dizer da Rainha Sofia, mulher excepcionalmente inteligente e culta - poliglota, é uma raridade em Espanha -, de uma moderação, rectidão de carácter e sentido de dever sem qualquer contestação. Se a Rainha dá que falar, isso apenas dever-se-á ao seu perfeito sentido do interesse do Estado, à sua acção no campo da cultura e em numerosas instituições dos mais variados cambiantes sociais, assim como ao completo interiorizar de emoções que perturbem a sua missão. Arriscamo-nos mesmo a afirmar que à influência de D. Sofia deve o Rei a Coroa, pois o círculo de hierarcas que rodeava o Generalíssimo Francisco Franco,  não parecia disposto a abrir mão de um poder conquistado pela força das baionetas. Nas Armas de Espanha presentes na Bandeira, existem dois símbolos heráldicos representados pelas colunas de Hércules, marca da soberania do Reino sobre a entrada do Mediterrâneo. Uma mostra a faixa com a inscrição &lt;em&gt;Plus&lt;/em&gt;, enquanto a outra ostenta o &lt;em&gt;Ultra&lt;/em&gt;. Podia bem ser esta a definição do já longo reinado de D. João Carlos e de D. Sofia.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Devido ao infeliz episódio de índole privada recentemente ocorrido e no qual esteve envolvida uma vulgaríssima pistoleira de mau porte e emprestado apelido, em Espanha não haverá qualquer comemoração oficial do cinquentenário do casamento real. É uma falta inexplicável, mesmo tratando-se do momento em que o país está mergulhado numa crise na qual &lt;a href=&quot;http://www.abc.es/historico-opinion/index.asp?ff=20120416&amp;amp;idn=1502669189837&quot;&gt;a Monarquia&lt;/a&gt; não arca com qualquer tipo de culpa. Mais ainda se pode dizer que a Monarquia representa o mais importante activo político do Estado espanhol, não havendo assim lugar para amuos ou a satisfação do rodízio de intrigas a que a imprensa de  barbudos &quot;intelectuais do &lt;em&gt;whisky&quot;&lt;/em&gt; e a imbecil &lt;em&gt;prensa del corazón&lt;/em&gt; se dedica. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;50 anos deste casamento, são bem o símbolo daquela&lt;a href=&quot;http://elpais.com/elpais/2012/05/11/gente/1336745818_691655.html&quot;&gt; nova Espanha&lt;/a&gt; acima referida e isto devia a Monarquia reter como marca indelével. Como egoístas populares que somos, pouco nos importarão os casos pessoais, os amores e desamores das régias figuras, pois o fulcro da sua existência é a sua permanência ao serviço e isso têm feito de forma exemplar.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Parabéns, Majestades.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/nunocastelobran/fotos/?uid=gIjIaHiZymWolASVnjTB&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Pa606e414/12283188_CrFyT.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;260&quot; height=&quot;174&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>espanha</category>
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  <pubDate>Sun, 13 May 2012 18:01:57 GMT</pubDate>
  <title>Manchester City vence Premier League em jogo histórico</title>
  <author>Pedro Quartin Graça</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;iframe src=&quot;http://www.youtube.com/embed/mFyy9pF6KCI?feature=player_embedded&quot; width=&quot;480&quot; height=&quot;360&quot; frameborder=&quot;0&quot; style=&quot;display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>premier legue</category>
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  <pubDate>Sun, 13 May 2012 13:23:17 GMT</pubDate>
  <title>O normalíssimo François Hollande</title>
  <author>Samuel de Paiva Pires</author>
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  <description>&lt;p&gt;Alberto Gonçalves, &quot;&lt;a href=&quot;http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=2514520&amp;amp;seccao=Alberto%20Gon%E7alves&amp;amp;tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco&amp;amp;page=-1&quot;&gt;Liberdade, igualdade, normalidade&lt;/a&gt;&quot;:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;«Enquanto obedece à tradição local e enche a boca de fanfarra nacionalista para falar de &quot;la France&quot;, François Hollande gosta de se proclamar &quot;um homem normal&quot;. A imprensa, por lá e por cá, gostou do auto-retrato e, decerto para evitar canseiras, desatou a usá-lo com abundância nas manchetes da vitória: &quot;uma presidência &apos;normal&apos;&quot;; &quot;um senhor &apos;normal&apos; no Eliseu&quot;; &quot;a vitória de um homem &apos;normal&apos;&quot;, etc. O adjectivo define menos o sr. Hol- lande do que a concepção que o sr. Hollande e, pelos vistos, boa parte dos jornalistas têm da normalidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Basta espreitar o currículo do sujeito. Em 1974, ainda estudante universitário, o sr. Hollande voluntariou-se para a campanha de François Mitterrand. Mal se licenciou, conseguiu emprego numa comissão governamental. Aos 25 anos, inscreveu-se no Partido Socialista. Aos 27, concorreu ao Parlamento nacional. Não ganhou, mas viu o esforço recompensado com um cargo de conselheiro do então recém-eleito Mitterrand. Em 1983 foi vereador de uma cidadezinha do interior e, em 1988, chegou enfim a deputado, posto que perdeu em 1993 e recuperou em 1997. Pelo meio, divertiu-se em tricas partidárias e Lionel Jospin escolheu-o para porta-voz do PS. Nem de propósito, em 1997 tornou-se líder do PS, honra que lhe caberia por mais de uma década. Em 2001, pairou pela autarquia de Tulle. Desde 2008, o sr. Hollande prosseguiu o tirocínio numa presidência regional. Agora, é presidente da República.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um homem normal? Normalíssimo, se a palavra definir as criaturas que passam a vida inteira sem, digamos, trabalhar. Esta linha de pensamento olha de viés os que algum dia arriscaram colocar o pé fora da política e experimentaram uma profissão a sério. O sector privado é coisa de excêntricos e, convenhamos, de excêntricos pouco confiáveis. Na França e aqui, o Estado é a norma.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As ideias do sr. Hollande também são normais. Naquilo que nos toca, conheço-lhe uma: a austeridade é má. E não custa nada encontrar gente, igualmente normal, que partilha a opinião. Só em Portugal, Francisco Louçã reclama o fim da austeridade, Mário Soares jura que a austeridade não faz sentido e António José Seguro, que naturalmente tomou o triunfo do sr. Hollande a título pessoal, acha a austeridade excessiva e dispõe-se a sair à rua em protesto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É inacreditável como é que ninguém se lembrou disto antes. Afinal, a solução não passa por apertos que nos atormentam a bolsa e a existência: passa, obviamente, pelo crescimento, definição lata para a estratégia que consiste em gastar acima das possibilidades, viver de prometidos mundos e fundos, contemplar a descida das promessas à Terra, acumular dívida, rebentar com estrondo e atribuir a culpa de tudo às agências de rating, à sra. Merkel e, grosso modo, ao capitalismo selvagem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para surpresa de uns poucos (muito poucos), a solução dos problemas implica o regresso ao estilo descontraído que alimentou os problemas. E se a solução talvez não seja o sr. Hollande, entretanto já empenhado em desmentir os delírios de campanha e prevenir os franceses para as maçadas que os esperam, é garantido que a solução virá, no mínimo espiritualmente, de França. Chama-se José Sócrates e é, para sermos educados, outro homem normal.»&lt;/p&gt;</description>
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  <category>frança</category>
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  <pubDate>Sun, 13 May 2012 13:16:43 GMT</pubDate>
  <title>Obrigado Sapo!</title>
  <author>Pedro Quartin Graça</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/pedroquartin/fotos/?uid=S0WNeiByadVNYYYPWykD&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-color: initial; border-image: initial; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; border-width: 0px; border-style: none;&quot; src=&quot;http://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bbf06e7a1/12276435_gra9L.png&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;252&quot; height=&quot;240&quot; /&gt;&lt;/a&gt;O post &quot;&lt;a href=&quot;http://estadosentido.blogs.sapo.pt/2055501.html&quot;&gt;Não há nada como mudar de vida...&lt;/a&gt;&quot; está hoje em grande destaque no &lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;http://blogs.sapo.pt/&quot;&gt;Portal dos Blogs &lt;/a&gt;do SAPO&lt;/strong&gt;: Obrigado SAPO!&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 13 May 2012 09:32:31 GMT</pubDate>
  <title>Ataque à Sala Thai</title>
  <author>Nuno Castelo-Branco</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/nunocastelobran/fotos/?uid=sMLcbl7aZJdFqJzKT9ZS&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bdc087704/12273596_6rI5U.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;400&quot; height=&quot;384&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Claro que era de esperar. Bem &quot;guardada e situada&quot;, a &lt;em&gt;Sala Thai&lt;/em&gt; já é um alvo da habitual depredação que a nossa gente dedica aos monumentos. Há uns dias, um bando de miúdos jogava à bola dentro do espaço e chamados à atenção, tiveram o descaramento de dizer que ...&quot;esta coisa é boa, até tem balizas para os guarda-redes&quot;. As &quot;balizas&quot; estão à vista e  numa oportuna interpretação da Sala, dão acesso ao recinto. No chão já existe uma grafitada e também já faltam alguns dos embutidos. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nada de espantar, até porque assim que se anunciou a chegada desta prenda, aventámos alguns locais onde poderia estar em segurança. Não quiseram saber e o resultado está à vista de todos. &lt;/p&gt;</description>
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  <category>câmara municipal de lisboa</category>
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  <pubDate>Sat, 12 May 2012 23:00:02 GMT</pubDate>
  <title>Boa onda</title>
  <author>João Quaresma</author>
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  <description>&lt;p&gt;1966. Surf rock português na altura em que o desporto chegava a Portugal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;iframe src=&quot;http://www.youtube.com/embed/SwrPB8FPeds&quot; width=&quot;420&quot; height=&quot;315&quot; frameborder=&quot;0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>anos 60</category>
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  <pubDate>Sat, 12 May 2012 15:29:32 GMT</pubDate>
  <title>O saque à descarada</title>
  <author>Nuno Castelo-Branco</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;text-decoration: underline;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/nunocastelobran/fotos/?uid=5ZfqUi2oaAoVjtFvS67p&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B3d06e4db/12272079_TthDp.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;276&quot; height=&quot;221&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;text-decoration: underline;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;http://www.vidaeconomica.pt/gen.pl?p=stories&amp;amp;op=view&amp;amp;fokey=ve.stories/81307&amp;amp;sid=ve.sections/17&amp;amp;skin=ve:ve:print&quot;&gt;A  Q  U  I&lt;/a&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;text-decoration: underline; background-color: #ffffff; color: #008000; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffffff; color: #008000;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://portadaloja.blogspot.pt/2012/05/mario-soares-e-policia-ao-seu-servico.html&quot;&gt;et ici &lt;/a&gt;c&apos;est pareil&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;/p&gt;</description>
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