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Excursões "Maria de Belém": inscreva-se

por John Wolf, em 07.01.16

Fatima 12 Janeiro 001.jpg

 

A madre Maria de Belém de Calcultá e arredores quer levar os chefes de Estado estrangeiros a visitar os lares de terceira idade para mostrar que Portugal é uma pobre vítima dos mauzões da Troika e do governo anterior. Por outras palavras já está a entornar o socialismo que lhe vai na alma e a culpar os que estiveram antes. É esta a imagem que Portugal deseja projectar? Não me parece que os portugueses queiram isso. Claro, ainda existem uns velhacos do Restelo, mas estou em crer que têm os dias numerados. Por esta razão, e tantas outras carregadas de disparate e narcisismo, Maria de Belém nunca será presidente da república portuguesa. Mas existe outro fardo um pouco mais penoso. Por mais que deseje sacudir do capote a ligação ao Grupo Espírito Santo, a verdade é que o caldo já se entornou sobre a sua saia. A senhora ainda não percebeu que há uma diferença entre aquilo que se pode fazer e aquilo que se deve fazer - força do carácter, uma gaita. Os chefes de Estado que visitarem Portugal não se devem quedar pelo Inatel, devem acampar em Monsanto, e pela mão da Maria de Belém devem visitar a Casa Pia para que nenhuma parte do roteiro de ascensão e queda de Portugal fique de fora. Não tenho muito mais a acrescentar. Apenas o seguinte; nutria um sentimento de "tanto me faz" em relação à senhora, mas agora não a posso ver pela frente. Não tem nada a ver com o candidato à nomeação republicana Donald Trump, mas a analogia do não-nunca serve na perfeição. Já basta termos um governo de repetentes, para termos de aturar alguém que afirma ter tido uma carreira gloriosa ao serviço da nação. Poupem-me a estas excursões. Não quero ver. Nem quero saber.

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publicado às 17:49


1 comentário

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De Anónimo a 07.01.2016 às 22:27

Estas presidenciais são uma vergonha. Mas há anos que se sabia que iria ser assim, porque não haveria figuras com prestígio e com capacidade para mobilizar o povo nesta altura. Durão Barroso não quer e saiu mal do governo. António Guterres não quer e saiu ainda pior do governo. Ambos foram um falhanço como Primeiros-ministros e isso devia afastá-los de querer voltar à política, por isso ainda bem que não querem concorrer à presidência da República.
Sobra o Marcelo, mas acho que lhe falta profundidade intelectual e política, além de que enquanto político no activo não fez nada de jeito, apesar de não ter estragado como outros.


O que é que se faz a este regime? O que é que se faz a este cargo? Acredito que a maioria dos candidatos nem sequer conhece os poderes do presidente. Falam de coisas para as quais não teriam competências se fossem eleitos. E muitas pessoas vão votar no presidente como se fossem votar para outro "primeiro-ministro".


Há países nos quais os presidentes têm poderes semelhantes ao nosso que, para poupar estas figuras, elegem o presidente no Parlamento. Outros há, como a Irlanda, em que o presidente é eleito apenas por um mandato. Nós, como somos muito "ricos", elegemos uma "côrte" por dois mandatos (o orçamento da República Portuguesa é superior ao da Monarquia Espanhola...).


Francamente preferia que Portugal fosse uma Monarquia. A bandeira nacional seria mais bonita, e figura decorativa por figura decorativa, a Monarquia tem mais mística. Agora isto? Isto é uma chungaria!

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