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Portugal está de luto. Pelo menos 64* pessoas perderam a vida nos fogos florestais de Pedrógão. E Marcelo Rebelo de Sousa abraça a Ministra da Administração Interna, o Secretário de Estado da Administração Interna e o Presidente de Câmara. No lugar dos afectos e compaixão política desmesurados, EXIGE-SE que haja demissões. Houve pelo menos um socialista, em análoga situação de tragédia, que soube interpretar o que os eventos demandavam - Jorge Coelho. O então Ministro das Obras Públicas, assim que ruiu a ponte de Entre-os-Rios, pôs o lugar à disposição. Mas o Presidente da República tem razão - não há falta de competência nem de audácia dos bombeiros  e da população que tentaram defender-se o melhor que souberam. O que temos é outra coisa: dolo político, irresponsabilidade governativa e administração danosa das florestas portuguesas. Enquanto os atrasados mentais dos jornalistas perguntam aos banhistas molhados se estes vão ao mar para se refrescarem, tantas questões certeiras deixam de ser colocadas. Das perguntas que devem ser colocadas em plena câmara ardente, uma delas será: "Sr. António Costa, vai sugerir a demissão de responsáveis políticos?", em vez disso, ficámos sem saber se os gelados tiram a sede. Vergonhoso, trágico e para além de lamentável.

 

* número em actualização constante

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publicado às 07:12


2 comentários

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De Daniel a 18.06.2017 às 07:55


Hoje acordei e imediatamente fui assolado que morreram 25 pessoas e encontram-se várias pessoas desaparecidas devido a um incêndio de grandes dimensões na Zona do Pinhal, neste caso Pedrógão Grande e Castanheira de Pêra. 
Este incêndio surgiu numa altura de grande calor, mas  numa altura em que a quantidade de ignicoes são inferiores às que vão ocorrer na Fase Charlie.
Desde que me conheço que é sempre este fado no verão, mas o engraçado é que os interessados neste negócio definiram por decreto em que fase deveriam ocorrer os incêndios, ignorando por completo os vários factores que levaram a esta tragédia. 
Já foi dito em vários meios de comunicação social que houve falta de bombeiros a combater o incêndio, deduzo também que houve falta de efectivos da GNR no terreno a apoiar as populações civis, na sua evacuação assim como no corte de estradas ( mas isso é outra guerra ).
Além dos sucessivos governos não quererem que a Força Aérea se intrometa no negócios dos meios aéreos, também nada fazem de útil, pois a máquina está montada para servir os interesses de certos quintais.
Vocês até podem achar que eu sou contra os bombeiros voluntários,  e de uma maneira até sou, mas sou a favor da sua profissionalização, nem que isso signifique estarem nos quartéis durante a maior parte do ano a coçar a micose, sendo que a sua dependência devia mudar de mãos e acabar com coisas inúteis tipo liga dos bombeiros e afins.
Vou explicar: existem na época dos incêndios ( que ocorre entre 15 de Maio e 15 de Outubro)  duas fases distintas, Bravo e Charlie, na Fase Charlie que ocorre entre 1 de Julho e 30 de Setembro é a fase os são empenhados mais meios operacionais, quer humanos, quer materiais. Isto tudo é apresentado cada ano com pompa e circunstância. 
Mas deixo uma pergunta: onde vão a buscar homens, que não são empenhados na Fase Bravo? Homens que vão receber mais qualquer coisa durante 3 meses? Claro que muitos desses homens tiram as sua férias ou dispensa do trabalho só a partir de 1 de Julho... 
Portanto não poderemos contar que a situação mude. Os sucessivos desgovernos e as suas negociatas, assim como os chefes de cada quintal não permitem isso. No meio disto tudo os interesses relacionados com meios aéreos,  bombeiros, indústria madeireira e afins fazem de nós palhaços a cada ano que passa. 
Mas as vítimas, essas já socumbiram às mãos desses assassinos. Paz às suas almas 😔
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De JgMenos a 18.06.2017 às 10:06


Pôr ao senhorios a praticar assistência social é a normalidade abrilesca.
Mas pôr as matas abandonadas por particulares sob gestão pública e ordenar e limpar as matas não dá votos nem receita que alimente clientelas.


A choradeira vai ser enorme mas as acções serão anunciadas para nunca.

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