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Imprecações e canonizações.

por Nuno Resende, em 07.02.17

Ainda bem que deixei o Facebook antes da era Trump. Foram nove anos desperdiçados, mas não é grave se pensarmos que o mandato do novo presidente dos EUA transformou aquela plataforma numa ainda pior expressão do cinismo humano.
Nestes nove anos não me lembro de uma campanha tão enjoativa de prós e contras, com opiniões, vídeos humorísticos e promessas de imolação. O homem é feio, ignorante, um troglodita e um agiota sem escrúpulos, mas isso é a característica do político norte-americano comum. Ou acham que eles fizeram a América com bolo e cházinho?
Há aqui, claro, o factor comunicação social. Nunca os media se sentiram tão pouco confortáveis com a figura. O 4.º poder deixou de poder e isso é que é grave - muito mais que o atropelo dos direitos humanos, se pensarmos bem.
Mas se formos a ver ignorantes e imbecis eram já os Bushs. Feio e claramente pouco ético foi Clinton e se recuarmos no passado, poucas são as virtudes que encontramos nos mandantes da América. Devo recordar, aliás, que as bombas atómicas lançadas sobre Nagasaki e Hiroshima foram-no com o assentimento de um presidente norte-americano.
Enfim, a era do imediato, exige que se eleja e destitue um presidente no menor período de tempo. Não há tempo a perder. Nesse aspecto, devo admitir, o sistema republicano é muito útil, pois satisfaz as necessidades básicas da fisiologia humana. Se comemos, temos necessariamente que evacuar. E quanto a isso, a democracia não pode esperar.
Nós por cá não temos necessidade de destituir o presidente da república. Todo ele é doçura, é candura, é disponibilidade. Já não são só afectos, são horas de voluntariado, de apoio e de serviço aos pobres e carenciados. Nas redes sociais não se fala de outra coisa. Donas de casa querem beijá-lo, velhinhos ardem em desejo por um abraço, adolescentes anseiam por tirar selfies com ele. No entretanto, Marcelo lê, escreve e fala, fala muito. Cura leprosos, ressuscita mortos e anima a Geringonça.
No meio disto tudo, nem é o enjoo da colagem a um Sousa Martins, ou o vestir da farda de um Presidente-Rei.
É que, ao contrário de Trump, que quer fazer a América grande «outra vez», o senhor professor Doutor Marcelo, quer procurar o melhor no Portugal pequenito, recuperando aquela ideia salazarista de pobres, mas alegres.
São os dois rídículos, mas cada um à escala do seu país.

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publicado às 11:51


3 comentários

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De Anónimo a 07.02.2017 às 14:47

Exacto. O anti-Trumpismo é maleita que provoca miopia mental, incapacidade de focar correctamente o que se pretende analizar. Abundam os casos desde um fatídico dia em Novembro de 2016.

Atinge o cidadão comum, o Juiz, o comentador, o jornalista. Pode ser perigoso, mas é certamente sumamente ridículo, quando dá na classe política establecida. Pior que um anti-Faragismo e o consequente Brexit.

Na corte do Sr. Juncker ter-se-á atingido um grau extremo de diopetrias com este enviar de uma plenipotenciária(?) jóvem menina, imberbe e loira claro, para tentar negociar com os colaboradores do Sr. Trump. Ou será algum exímio truque?. Afinal o homem tem fama de se deixar encantar pelo belo sexo.
Grande "Europa" esta.
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De Nuno Castelo-Branco a 08.02.2017 às 11:33

Exacto. Já que não foi um certo Nuno a escrevê-lo, que seja o outro Nuno. 
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De separatista-50-50 a 09.02.2017 às 09:51

POIS É, FICARAM RESSABIADOS!
.
.
Pode parecer pouco... mas, na realidade, é muito muito muito:
- Donald Trump enfrentou os psicopatas globalistas - que controlam os media - e salvou a liberdade de expressão!
Antes de Trump, quando se falava em fronteiras/Identidade os psicopatas globalistas - pretendem implementar NOVOS TABUS na civilização - vociferavam "fascistas, nazis, etc" até silenciarem as vozes desalinhadas.
Depois de Trump passou a ser possível falar em fronteiras/Identidade com naturalidade.
Trump ao impor o fim do tabu... fez com que os psicopatas globalistas, que controlam os media (nota: eles queriam implementar novos tabus na civilização), ficassem ressabiados.
.
.
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.
Anexo:
É NECESSÁRIO UM ACTIVISMO GLOBAL
(sem olhar a partidos políticos)
.
Sabendo que os não-nativos naturalizados estão com uma demografia imparável em relação aos nativos, Marine Le Pen (líder do partido FN) defende a criação dum imposto sobre contratos de trabalhadores estrangeiros... hum, pois, com licença, ahahihihahah.
Adiante.
É óbvio que a luta pela SOBREVIVÊNCIA duma Identidade não é coisa de partidos políticos (eles que apresentem ideias mais à Direita ou mais à Esquerda)... mas sim... a mobilização de pessoas SEM OLHAR A PARTIDOS POLÍTICOS:
-» Imagine-se manifestações (pró-Direito à Sobrevivência) na Europa, na América do Norte (Índios nativos), na América do Sul (Índios da Amazónia), na Ásia (Tibetanos), na Austrália (Aborígenes), ETC... manifestações essas envolvendo, lado a lado, participantes dos diversos continentes do planeta... tais manifestações teriam um impacto global muito forte.
.
.
.
P.S.
Todos Diferentes, Todos Iguais... isto é, ou seja, todas as Identidades Autóctones devem possuir o Direito de ter o SEU espaço no planeta.
Os 'globalization-lovers', UE-lovers e afins, que fiquem na sua... desde que respeitem os Direitos dos outros... e vice-versa!
---» ver blog http://separatismo--50--50.blogspot.com/.

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