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Keep calm

por Samuel de Paiva Pires, em 24.06.16

Estamos a viver um momento histórico, cujas consequências, na sua totalidade, são ainda desconhecidas. Só conseguiremos ter uma noção holística do impacto do Brexit daqui a uns anos, quando percebermos o que terá acontecido ao Reino Unido e à União Europeia. Pelo meio, convinha começar a pensar no que se poderá seguir, como se faz neste artigo do The Guardian, e tentar evitar a histeria e as alegadas análises de quem, na verdade, dá essencialmente voz aos seus vieses ideológicos e preferências pessoais. Neste momento, ainda é cedo para saber se o Reino Unido se desagregará – apesar de o governo escocês parecer querer realizar um novo referendo sobre a sua independência em relação ao Reino Unido –, se ocorrerá um efeito dominó na União Europeia com vários países a procurarem seguir o mesmo caminho do Reino Unido, ou se, pelo contrário, o Brexit poderá levar a um reforço do papel do Reino Unido no mundo e/ou a uma reforma das instituições europeias no sentido de as tornar mais democráticas e accountable perante os Estados Membros. Por ora, resta apenas apreciar, goste-se ou não do resultado, a forma como se vive e respeita o processo democrático no Reino Unido, e relembrar o célebre póster datado de 1939:

 

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publicado às 13:15


1 comentário

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De Anónimo a 24.06.2016 às 18:14

Agora vai começar outra "guerra" porque os ingleses querem sair devagar, enquanto os continentais querem que saiam depressa, para estancar a pressão.
Se tivesse optado por ficar, o país teria ficado com um estatuto especial, o que mesmo assim já era difícil de engolir para quem defende a igualdade entre os Estados, como é o caso do nosso país. Mas uma vez que venceu o "Brexit", a UE não lhes deve nada. Desculpem, mas os ingleses não são mais do que os outros.


Tudo aponta para que a classe política inglesa não estivesse à espera deste resultado. Agora já há deputados conservadores a pedir para que Cameron volte atrás com a demissão. Isso seria absurdo. Há limites para a teatralidade. Se ele já tinha pouca autoridade, agora não tem nenhuma. Não perdeu a Escócia há dois por "milagre", e agora já não existe respeito nenhum por ele na cena internacional. 


Por fim, podemos todos achar saudável que haja outro caminho fora da UE, mas os argumentos que levaram os ingleses a optar por isso não deixam de ser desprezíveis, e isso traz um preço de reputação. Eles não votaram apenas contra Bruxelas, votaram contra os outros europeus, porque são contra a livre circulação de pessoas da UE para o seu país. Hoje embirram com os polacos, amanhã embirram que há lá muitos portugueses, no que é pura filha-da-putice. Lamento, mas não vejo porque  devemos facilitar a vida ao que no fundo é uma mentalidade imperialista. 

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