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Marcelo Rebelo de Sousa à meia-volta

por John Wolf, em 11.12.15

PT-PSD-PSD-AUD-015-1989-00005.jpg

 

Depois não digam que eu não avisei. No desfecho dos resultados das eleições presidenciais, Sampaio da Nóvoa, Maria de Belém e Marisa Matias podem chegar a "acordo" para derrubar Marcelo Rebelo de Sousa. Qual primeira qual segunda volta. Ao homem que apenas dorme quatro horas por dia (dizem que de noite), basta uma meia-volta para levar de vencida a competição. Nenhum dos "participantes" pode aspirar a Belém. Faz-me lembrar aqueles atletas de alta competição que trabalham no duro, mas que não perdem o tino. Aquele lançador de peso(s) ou o ginasta acrobático, que à luz da sua auto-percepção, afirma sempre, e de um modo humilde: "já é um privilégio participar nos jogos olímpicos" (ou), "vim para ganhar experiência" (ou então), "sou realista, não posso aspirar a ganhar medalhas". Mas aqui observamos algo diverso. Um candidato que cultivou a proximidade com o cidadão comum, que é capaz de estar à conversa com a Ofémia lá da praça, ou que é capaz de desafiar um proto-intelectual para um tira-teimas de retórica. Quem quer ir à bola com a Maria de Belém? Quem quer receber a taça de Portugal de Sampaio da Nóvoa? Quem quer levar com as tretas psico-ideológicas da Marisa? A resposta nem precisa de ser dada. Marcelo Rebelo de Sousa é o homem que não é de ocasião. O professor foi aos treinos. Entrou na casa (e na cabeça) dos portugueses sem ser calculista, porque ao longo dos anos alimentou mais dúvidas do que certezas em relação a uma tirada presidencial. Os outros candidatos simplesmente não reúnem os requisitos necessários - nem se conseguem olhar ao espelho. A excentricidade saudável, com uns temperos maníacos, não é para todos. Nem que se somem todos chegam aos calcanhares de Marcelo. Quanto mais a Belém.

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publicado às 16:05


4 comentários

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De b. a 11.12.2015 às 19:47

Mas o gajo meteu a peta ao Portas com aquela sa vichyssoise ou não? O gajo não desmente. Vota-se num mentiroso? Isso dá resultado? Isso em Portugal não tem importância?
Não votei em Cavaco porque lia o que o Prof. Alfredo de Sousa escrevia sobre a política e sobre a personagem em si. E....
Cavaco tirou-nos do último lugar da Europa? O Marcelo das petas com menú vai fazê-lo?
Não será altura de começar a votar a sério? É que com estes e  com nódoa, marisas, beléns, não vamos lá.
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De Anónimo a 12.12.2015 às 11:27

A perspectiva de algum, ou alguma, daqueles imbecis de esquerda ser o Chefe de Estado de Portugal causaria-me vómitos, portanto é lógico que votarei no Marcelo. Mas desengane-se quem pensa que este vai logo convocar eleições, porque não pode. Não faria sentido convocar eleições legislativas para que o resultado fosse quase igual ao das anteriores eleições, portanto enquanto o impasse no eleitorado permanecer, o presidente está de mãos atadas, pois a esquerda voltaria a meter o Costa em Belém e o presidente é que ficaria enfraquecido logo no início do seu mandato, dado que se a coligação voltasse a não ter maioria absoluta tal significaria que o povo teria "desautorizado" o presidente.


Esta foi de resto a razão por que Cavaco Silva não dissolveu a AR nos tempos tenebrosos de José Sócrates, pois em caso de vitória de Sócrates nas eleições subsequentes (como veio a acontecer em 2009, quando o país inteiro já devia ter percebido a falta de carácter deste personagem) o presidente teria de se demitir, pondo em causa os fundamentos do regime.


O actual governo é um governo mau, é um governo incompetente, um governo de refugos, de tachos, de nepotismo, em que todos os sectores parasíticos da sociedade portuguesa encontraram refúgio, mas é um governo que ainda não foi rejeitado pelo povo, e enquanto não o for, o próximo presidente não pode actuar. Em Portugal, o poder tem muita força e o povo amocha. A mesma sondagem em que mais de metade dos inquiridos diz que Passos Coelho devia ser o Primeiro-ministro, também mostra que a maioria aceita António Costa como Chefe do Governo . Enfim, para os portugueses 'tá-se bem com qualquer um, depois logo se vê. 


De uma coisa já sabemos, independentemente do contorcionismo verbal dos socialistas para consumo interno. Em Bruxelas não existiu acolhimento algum aos pedidos deste governo para renegociar as metas da redução do défice. A maneira como o Schauble se exprimiu foi muito mau sinal para Portugal, significando que já foi deixada uma má impressão por este governo. E isto não tem nada a ver com subserviência ou falta dela, tem a ver com competência e credibilidade. As trapalhadas em que os socialistas já se enredaram, por um lado para justificar que vão mesmo ter de aceitar que o défice deste ano fique abaixo dos 3% (quando, é bom recordar, queriam que ficasse nos 3,2%...), mas ao mesmo tempo querendo que passe a ideia de que isso só se consegue graças a esta governo, mostra bem a falta de vergonha na cara. E até acabamos por entender porque é que o anterior governo apontava para uma meta de 2,7%, pois ao ter optado por um objectivo exigente, assegurou que o essencial seria atingido, ou seja, que o défice orçamental  seria inferior a 3% nem que fosse por poucas décimas. O que em termos de procedimento por défice excessivo é igual, depois o esforço subsequente em 2016 é que terá de ser ajustado, como tem sempre sido feito. Mas certamente que agora com o PS as projecções irão ser todas materializadas até à última casa decimal, não é? ;)
O orçamento para 2016 será a prova dos nove para este governo é ainda por cima as linhas gerais têm de ser apresentadas e aprovadas pelo Eurogrupo antes do orçamento ser discutido e aprovado na AR, o que significa que a governação socialista será escrutinada pelos parceiros europeus. Suspeito que este exercício será bem mais exigente do que o nosso debate parlamentar... 
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De José Domingos a 12.12.2015 às 15:26


E depois das eleições, como será? Juntam os votos do segundo, mais os do terceiro, mais os do quarto.... e fazem uma cooperativa presidencial???? ou uma presidência rotativa ou um colégio presidencial.
Aguardo, emocianado, a volta que a esquerda vai dar.
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De José7 a 12.12.2015 às 21:13

O Marcelo tem tanto a ver com a direita, ou o PSD, como o Pacheco Pereira... 

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