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Merkel redux

por John Wolf, em 20.11.16

 

 

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Eu sei que os políticos cá da terra estão entretidos com outras coisas. É como se estivessem noutro planeta. Temos a novela Caixa Geral de Depósitos. Temos a greve dos professores. Temos a nota de cinco euros para somar à pensão dos velhinhos reformados. Temos a esplêndida ilusão de recuperação económica. Temos a  justiça social no seu pleno espelhada no Orçamento de Estado. Temos o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista Português a conceder o benefício de dúvida à Geringonça, parecido com o benefício da dúvida que Obama está a dispensar a Trump. Temos Marcelo a evitar chafurdar a mão da Rainha de Inglaterra com laivos de Boliqueime. Temos cuspo que afinal é fumo electrónico. Enfim, não falta grande coisa na ementa portuguesa. São tantas as especialidades para o freguês degustar que o tempo passa a voar, e o Natal está à porta. Gostava de saber como encaram os portugueses alguns assuntos mais mundanos. Por exemplo, a recandidatura da inimiga número 1 de Portugal - Angela Merkel -, à liderança da Alemanha (entenda-se Europa). Pois. Seria importante dispensarem uns minutos para pensarem as vossas vidas. O que desejam no sapatinho? Que Merkel "desapareça daqui sr. guarda"?! ou que permaneça como voz activa numa Europa com novas tendências de moda? A pergunta é dirigida em particular aos seus detractores - à Esquerda. Preferem contar com águas de Colónia ou optam por uma revolução sistémica como aquela que decorre nos Estados Unidos? Não vejo em parte alguma da paisagem nacional de reflexões políticas a formulação da equação. A pergunta subserviente tem sido a norma: o que vai exigir a União Europeia a Portugal, e não passam disto. Mas a questão inversa existencial deveria ser colocada: que Europa deseja Portugal? São consternações desta natureza que devem ocupar as mentes programáticas de Portugal. Em vez disso entretêm-se com a remununeração escandalosa de um tal de Sr. Domingues que dizem ser o melhor administrador de caixas à face da terra.

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publicado às 13:26


3 comentários

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De Nuno Castelo-Branco a 20.11.2016 às 21:57

Estou com uma certa curiosidade por saber como ajustarão as contas os eleitores alemães, afinal, os que lhe interessam. A pesada, coerciva e moralmente chantagista censura que a eleita pela Pomerânia Ocidental impõe à imprensa, é facilmente contornada pelos "devices" propiciados por aquela tecnologia em que a Alemanha é exímia. Ou muito me engano, ou será clamorosamente derrotada nas próximas eleições. É o que ardentemente desejo por Portugal, pela Europa. Não me perguntem porquê, todos saberão responder a esta questão. Verbrecher element é chamar-lhe pouco. 
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De José Lima a 21.11.2016 às 13:34

Caro Nuno, concordo absolutamente consigo! E, num mundo normal regido pelo senso comum, há muito que essa senhora estaria sentada no banco dos réus de um qualquer tribunal alemão sob a acusação de lesa-pátria.
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De Ricardo a 22.11.2016 às 16:18

Por falar em lesa-pátria,não haverá prisões suficientes no mundo(mesmo que esvaziadas dos que lá estão agora)para encarcerar toda a "canalha" política( e militantes e afins que apoiam tais políticas perversas e sinistras para o futuro da Europa)que faz "pandam" com a sra Merkel.Essa lenga-lenga do "somos todos iguais"(que na teoria é muito bonito mas na prática nunca vai funcionar pois mesmo que potencialmente os humanos sejam iguais há sempre uma identidade e um background religioso e cultural/social diferente,além de um claro abismo em termos de progresso de civilização) é que fomenta na prática o caos e a guerra em grande escala(desde o começo do marxismo ortodoxo no século 19).Mas claro que é mais fácil(para todos os formatados em ideologias arrogantes e com a mania da superioridade moral e intelectual)dizer que o mal é sempre dos outros,papageando ad-eternum termos como "fascismo"(e eu não digo que não exista,existe tal como existe o social-fascismo totalitário)e "racismo" e por aí fora.

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