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Nacionalismo imobiliário?

por John Wolf, em 08.07.17

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Sabemos todos que money doesn´t sleep (lembram-se de Gordon Gekko e do filme Wall Street?) e que flui para onde é efectivamente melhor tratado. O Diário de Notícias revela alguns traços de nacionalismo-imobiliário com o artigo que "expõe" a apatia de investidores estrangeiros, que compraram imóveis de vulto no sentido de os restaurar e revender, mas que ainda não o fizeram. Não esqueçamos que grande parte desses palacetes e casas nobres foram erguidos com capital "excêntrico". Foram dinheiros oriundos de negócios internacionais que permitiram tamanha expressão faustosa ao longo da história de Portugal. Se pesquisássem com mais cabeça e menos paixão, cedo descobririam que João Frederico Ludovice era de facto Johann Friedrich Ludwig, ou seja um arquitecto "estrangeiro". Pela mesma lógica da batata, um investidor português que se aventure em projectos imobilários na Provence francesa, também seria obrigado a fazer obras no dia seguinte. Mas não é assim que acontece. Talvez seja boa ideia solicitar um estudo sobre a relação entre governos de Esquerda e a apetência para investir de entidades estrangeiras. Quem sabe, talvez tenham tido second thoughts. Talvez estejam a pensar com mais afinco sobre decisões tomadas em ambientes económicos e fiscais mais favoráveis. Os fundos de investimento imobiliário têm à sua disposição ex-políticos que sabem muito bem onde a vaca torce o rabo. Vieram de fora comprar? Em que século vive a autora desta peça jornalística. Não existe um fora e um dentro. A não ser que se construa um muro bem alto.

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publicado às 19:53


1 comentário

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De Nuno Castelo-Branco a 09.07.2017 às 08:55

Não foi apenas Ludovice, vieram outros desde os tempos do Mosteiro da Batalha, para não termos de recuar até Alcobaça. Era normal e na reconstrução também pontificou Mardel, um húngaro. D. João V, D. José e o seu 1º ministro sabiam o que faziam e para cúmulo da sorte, pensavam em grande e sempre com requintado bom gosto recheado de racionalidade.
Não sou contra a arquitectura moderna, desde que nos locais apropriados e sem se erguer com a destruição daquilo que os estrangeiros querem ver por aqui. Não me oporia a F. Gehry, por exemplo, este entre outros. O problema? Dinheiro que não podemos pagar, pois já não existe império para as boas contas. Uma obra moderna tem mesmo de ser espectacular, à semelhança mínima do Guggenheim de Bilbau, por exemplo, ou daquela torre cilíndrica há uns tempos construída em Londres. Lisboa tem o problema sísmico que não aconselha as alturas e o que a CML tem permitido e pior ainda, feito, denota um certo pendor para o rasca capciosamente embrulhado em papel brilhante sizado. Sim, uma porcaria, um bonjour tristesse como bem fizeram aqueles estudantes berlinenses na inauguração do mono. A propósito, o que pensa o esquema vigente fazer do antigo pavilhão de Portugal na Expo?

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