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Nascera para escrever como outros nascem para pescar trutas ou caçar borboletas. ( ... ) Desde pequenino, o seu mister secreto consistia em estudar o mundo para depois contar a si mesmo, com palavras suas, o que lhe ouvira. ( ... ) A leitura não só lhe servia de deleite como de repasto espiritual " - O Escritor - Ler, sempre gostei de ler, desde que aprendi a fazê-lo, e esse meu gostar sempre foi incentivado pelo meu Pai: do mesmo modo que é agora o meu, adulto já, gostava de livros infantis, pelo que saíram da sua então pequeníssima estante os primeiros livros que li, antes ainda de recorrer à Biblioteca Itinerante da Gulbenkian. Dizia há tempos. Hoje, é ainda nas estantes paternas que encontro muito do alimento com que sacio o espírito. Como este conto de João de Araújo Correia, escritor de mão cheia, muito nosso, de tão perto se encontrar do povo, ao qual sara as feridas do corpo e que lhe é fonte de inspiração.

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publicado às 16:03


8 comentários

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De Francisco Brito a 09.03.2015 às 21:49

A propósito de João de Araújo Correia:


http://tertuliabibliofila.blogspot.pt/2015/02/joao-de-araujo-correia-medico-e-escritor.html




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De Cristina Ribeiro a 09.03.2015 às 22:28

Grata, Francisco, por me dar a conhecer novo blogue sobre essa paixão enorme que é o livro.
E o escritor duriense está entre os eleitos :)
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De Cristina Ribeiro a 09.03.2015 às 22:40

Uma pergunta, se posso:  a Cólofon está, de algum modo - ainda não pude visitar, com tempo, e atenção, o " site ", ligada à saudosa Livraria Lemos, em Guimarães, onde tantas vezes fui com meu Pai, e onde adquiria os livros escolares?
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De Francisco Brito a 09.03.2015 às 23:35

Cara Cristina,


Claro que pode e agradeço a sua pergunta pois para mim é um prazer contar esta história.             A Cólofon está ligada à Lemos em Guimarães, pois a Livraria Lemos era da minha família. Foi do meu bisavô, Eduardo de Lemos Mota (e foi fundada em 1822 pelo meu 5o avô). Após a morte do meu bisavô, no início da década de 60, a sociedade passou para a minha avó (embora neste período ninguém da família tivesse trabalhado directamente na livraria). Depois foi do meu tio Luís Pinto dos Santos que mais tarde fundou a Livraria Luís Pinto dos Santos na rua de Santo António (que hoje é de um outro tio, o Guilherme Pinto dos Santos). A Cólofon nasce desta árvore, mas no ramo alfarrabista. 
Muitos vimaranenses passaram ao longo dos anos pela Lemos e é curioso que fale nos livros escolares, pois já algumas pessoas em conversa comigo sobre a livraria fizeram essa referência! A Lemos fechou no início da década de 90, mas ainda me lembro de ir lá, com 6 ou 7 anos, buscar livros de banda desenhada e subir uma grande escadaria ( na altura parecia-me grande) para ir ter com o meu tio...


Quanto ao João de Araújo Correia achei interessante que num curto espaço de tempo se escrevessem dois textos com referencias a este escritor (o seu e o da Tertulia), pois é um autor quase esquecido...
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De Cristina Ribeiro a 09.03.2015 às 23:49

:) Saudades dessa livraria, dessa escadaria, que frequentei nos anos setenta do século passado. Lembro tão bem os sempre atenciosos funcionários, e as longas conversas que o meu Pai tinha com o sr. Lemos, bibliófilo que era o meu Pai...
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De Francisco Brito a 10.03.2015 às 00:19

Já sou leitor deste blogue há alguns anos e muito embora não a conheça pessoalmente sei quem é e, naturalmente, já ouvi falar muito do seu pai (que infelizmente não tive o prazer de conhecer) e da sua fabulosa biblioteca. O que não sabia (muito embora fosse expectável) era que o seu pai frequentava a Lemos e que conhecia o meu bisavô. Se me permite vou registrar este facto pois, do que vou conhecendo, o seu pai está na galeria dos maiores e mais notáveis bibliófilos vimaranenses (e não só), ao nível de um Bento Cardoso ou de um Pereira Caldas!  Na pequena história que escrevi sobre a Lemos não referi, por opção, alguns nomes dos ilustres que por ali passaram mais recentemente (isto é, na segunda metade do século XX), mas vou anotando tudo o que encontro, pois para mim estas informações são de grande interesse.
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De Cristina Ribeiro a 10.03.2015 às 00:25

Essas palavras sobre o Pai são melodia para os meus ouvidos. Grata por elas!
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De Francisco Brito a 10.03.2015 às 09:54

Não tem nada que agradecer Cristina!

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