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Pensar fora da CGD

por John Wolf, em 02.12.16

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A malta pensa que me conhece. Os leitores, de um modo geral, arrumam as obras nas estantes. Fazem catálogos. Organizam ideias em categorias específicas. Rotulam uns como sendo de Esquerda e outros enquanto expoentes de Direita. Chamam ricos a uns e pobres a outros. E não existe nada de mais errado, no que me diz respeito, e no que toca ao conceito de arrumação mental em abstracto. António Costa faz parte da classe de arrumadores. Pertence ao rol de estacionadores de ideologias, e essa prerrogativa operativa provoca chatices. Porque de repente é se apanhado em contramão. Sem se dar conta entra-se no itinerário principal e esbarra-se de frente com um conjunto de convicções. Mas Costa insiste e não admite que teve de chamar o bombeiro inimigo para apagar o fogo que lavra na caixa de fósforos. Ora vejam: "O governo não é dono do processo de seleção e aprovação dos novos administradores da Caixa Geral de Depósitos, que, por ser um banco sistémico, cai na supervisão europeia." (in Observador). Deveria deixar-se de tangas e admitir que a competência não é exclusivo da casa cor de rosa. Esperemos que esta iniciativa de recurso sirva de lição de um modo transversal aos partidos. O talento e as qualidades humanas existem para além do firmamento de uma bíblia política. Nesta vida tudo é possível. Já tivemos o inverso. Já tivemos a transferência de passe de uma dispensável Zita Seabra de um sector de bancada para outro, mas sem qualidades assinaláveis. Já tivemos um Barroso MRPP que agora é Goldman Sachs. Mas aqui lidamos contra outra estirpe de distinção. Paulo Macedo deu a volta magistral à Autoridade Tributária - pôs a máquina a funcionar. Paulo Macedo esteve no sector de saúde com resultados assinaláveis. Enfim, e em jeito de inconclusão, temos homem para dar a volta a muito texto. É raro encontrar alguém que não se deixa estragar pela política. Aprende, António Costa. E passa a palavra às infantas - à Catarina Martins e às manas Mortágua -, que pelos vistos pecam por falta de educação e sentado de estado. Não se levantem e não aplaudam. Macedo não é monárquico.

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publicado às 09:24


3 comentários

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De isa a 02.12.2016 às 11:39

Neste caso está tudo dito, uns, muito raros, conseguem ser, simultaneamente, honestos e competentes que sobressaem onde pululam incompetentes, hipócritas, mentirosos, pertencendo a grupos que, por muito que "comam" estão sempre "esfaimados", tipo ruminantes, com estômagos de três ou quatro cavidades "bovinos, caprinos, búfalos, girafas, veados, lhamas e camelos" mas, pedindo desculpa pela comparação, aos mamíferos herbívoros) Image
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De Ricardo a 02.12.2016 às 21:46

E como que a dar razão às palavras do Marechal Gomes da Costa em 1926(que daria lugar ao regime hoje conhecido como Salazarista) temos agora em 2016 um membro do PS(e da maçonaria)a dizer em entrevista que viu a corrupção no PS e foi embora para ser útil ao partido. http://ionline.sapo.pt/536693
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De isa a 04.12.2016 às 17:52

Os dos "aventais" não são os que mais me preocupam mas, os que são "prata da casa" do grupo bilderberg. Quem saiba, percebe logo a conversa de vários, como "esmagar populismos" ou falar do "nacionalismo" como se fosse um pecado mortal. Deixo link e, apesar de ser uma lista desactualizada, basta consultar: 
2.18 - 4.8 - 5.12 - 7.9 para ver alguma da "criadagem", dos que não andaram e dos que não andam, a servir o povo mas, o tal Globalismo que só convém ao 1%.
https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_Bilderberg_participants



Depois admiram-se dos americanos votarem no Trump, por lá, qualquer blogger que não seja ingénuo, nem esteja ao serviço da "Agenda", preocupa-se com o Futuro e, pelo menos, tenta saber sobre o que, realmente, está escondido "debaixo do pano".
https://www.youtube.com/watch?v=ySoQy8mNgo8

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