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José Sócrates é o lider supremo da igreja universal dos factos irrefutáveis. No seu vídeo promocional, com direito a desconto para os primeiros subscritores, só falta aparecer em rodapé o número de telefone para que os espectadores possam reclamar a sua torradeira. Este vendedor de banha da cobra é uma lástima. Nunca o contrataria para trabalhar numa empresa minha. Não esboça um sorriso e a sua linguagem corporal revela grande angústia existencial. Não percebemos muito bem o que anda a vender. Refere factos, mas não menciona os termos da garantia em caso de avaria da sua máquina da verdade. O livro, deitado na estante, The Lesser Evil de Michael Ignatieff, é uma jogada esperta, mas não me engana. Não existe nada de menoridade no desenhador de Castelo-Branco. Não sei quem foi o produtor do filme nem o realizador, ou se foi o Galamba a avisar que o cerco está a apertar. Gravata assim sem blazer já não se usa. É muito Gordon Gekko e pouco Brioni. Amanhã o grupo ético e mediático de Sócrates inaugurará uma conta no Instagrão e outra no Snapchatos. E há mais. Aquela prateleira lá ao fundo parece estar a ceder. A pressão é muita e qualquer dia estala o verniz e a madeira. Eu tratava do assunto em vez de fazer figura de urso à frente de miúdos e graúdos.

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publicado às 16:32


1 comentário

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De Nuno Castelo-Branco a 04.09.2017 às 09:31

Um problema incontornável que o livro de Ignatieff provavelmente - pois não o li - apresentará, será uma certa tendência para tecer paralelismos com outras organizações terroristas, fazendo-nos crer que tanto a Al Qaeda como o Estado Islâmico são tão perigosos como o IRA, a ETA, as Brigadas Vermelhas, o Baader-Meinhof e sei lá eu quem mais. Não são. Encontram-se num patamar a que não estamos habituados, querendo pura e simplesmente não só liquidar a nossa civilização com tudo aquilo que representa, como proceder a limpezas étnicas extensivas à medida de continentes inteiros. Não valerá apenas os iluminados tentarem convencer-nos do contrário, não pode existir a menor dúvida, tanto a Al Qaeda e o E.I. declaram-no sem peias. Ninguém no seu perfeito juízo me venha agora apresentar o terrorismo anti-czarista ou aqueles acima apontados como produtos semelhantes. Este que enfrentamos é pior, muitíssimo pior, pois opta por acções por atacado, não respeita fronteiras, dissolve Estados e nem sequer possui uma base moral, por mais ínfima que seja. O pior de tudo? Arruinou o pouco que restava da respeitabilidade do islão, agora uma mera bandeira política aberta a todo o tipo de extremismos, por mais odiosos que sejam. De repente quisemos "saber mais acerca da coisa" e isso ser-lhes-á extraordinariamente prejudicial a médio prazo. A ajuda nefasto advém precisamente das novas tecnologias da informação, hoje abertas a quem as procure. Nunca o livrinho evrde foi tão escrutinado como agora e com ele, os textos anexos.  


Claro que a narrativa da moderação na resposta e a ;facilitação da integração - leia-se, a nossa, nas superstições, crimes e abusos deles -, convirá enormemente ao miserável rebotalho bípede que infesta a política, os negócios e, sobretudo, condicionando sociedades inteiras, os media. De cedência em cedência, iremos começar por cobrir ou remover estatuária pretensamente ofensiva para aquelas pobres mentes e depois virá o intragável halal, o fim de toque de sinos, o fim das procissões, missas, a pintura a cal da Capela Sistina, a queima na praça pública de milhões de obras de arte acumuladas em milénios desde o Egipto a Lisboa e daí à Patagónia, a interdição das saias curtas e a cara destapada. Infalivelmente acabarão por arrojar pobres coitados do alto de prédios, chicotadas, amputações, como igualmente virá a lapidação de mulheres e tudo o mais que 10 segundos de pesquisa no youtube mostrará a quem estiver interessado em ver.



Não, radicalmente não, obrigado. 

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