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Swaps, lulas, trocas e baldrocas

por John Wolf, em 04.03.16

 

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Maria Luís Albuquerque ainda nem sequer pôs os pés em Londres e um tribunal daquela cidade já condenou o Estado português. A isto chama-se um Swap rápido. Se tivesse trabalhado em Manchester antes de ser ministra das finanças não haveria problema (estou a reinar). E Sócrates tem mais uma história para contar aos netos. Os contratos do Banco Santander são obra sua. Os socialistas podem empurrar com a barriga, mas foi com um seu governo que a coisa foi feita. Até Jerónimo de Sousa o afirma sem rodeios, sem medo dos sócios. Mas existem mais coisas que devem pesar na consciência de certos decisores políticos adeptos de atalhos e envelopes. Lula da Silva - outro amigão socialista -, padece de sintomas de gula e abastança. Será que nunca aprendem? E há mais. António Costa, malabarista de orçamentos, vai enfrentar a pressão daqueles que não se deixam enganar por bailaricos domésticos. O homem dos acordos à Esquerda já tem o Eurogrupo à perna. As contas não convencem. Seja como for, serão os portugueses a suportar as despesas pelos estragos. Veremos o que sobra para as empresas públicas de transportes Metropolitano de Lisboa, Carris, Metro do Porto e STCP. Veremos se estas patinam ainda mais e aparece um realizador de cinema disponível para fazer um filme de glória nacional, de patriotismo de uma certa mocidade toda atirada para a frentex. Damásio. Damásio, é o que me ocorre dizer.

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publicado às 20:02


2 comentários

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De Anónimo a 05.03.2016 às 00:35

Que a geringonça não tem viabilidade e teria sempre os dias contados, todos sabíamos. Os desenvolvimentos que aponta (degradação do "rating" da República, críticas do Eurogrupo) eram também esperados. Como sair disto? Como recuperar o país? Portugal não vai a lado nenhum com a geringonça (a não ser para trás), mas também não se pode limitar a cumprir o Tratado Orçamental. 
Bruxelas e as instituições europeias não são infalíveis, nem isentas. Se o BCE nos quiser impor uma subalternização face à Espanha através da iberização do nosso sistema financeiro, teremos de equacionar se a união bancária, e por consequência o euro, são compatíveis com o nosso objectivo último, que é a existência de Portugal. 
É bom não esquecer que para Portugal o projecto europeu e a União Europeia são vistos como um meio para evitar o centripetismo espanhol, e se por via de um federalismo enviesado nos calhar na rifa uma espanholização forçada e indesejada, esta "Europa" não nos serve.
Lamentávelmente, só depois dos escândalos do BES e do Banif é que os portugueses se aperceberam que o Governador do Banco de Portugal apenas tem poderes para fazer o que o BCE lhe manda, isto porque em Portugal nunca se debate nada. Já os britânicos, até porque têm mais poder e outra massa crítica, pensam nas coisas com tempo, antecipando o que pode acontecer e assim actuam para defender os seus interesses. Não por acaso uma das grande preocupações deles foi evitar que a união bancária se lhes aplicasse. E repare-se que não estão na Zona Euro, mas mesmo assim não deixaram nada à sorte. 
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De Anónimo a 05.03.2016 às 01:02

Mas se uns não estão convencidos com as contas portuguesas (e com razão), os eleitorados também não estão contentes com o estado dos países europeus. Depois de Portugal e Espanha, também a Irlanda entrou numa fase de instabilidade política, ainda por cima depois de saber o que aconteceu aos países da Península Ibérica. O problema, com maior ou menor grau, é sempre o mesmo: a retoma é muito desigual e não chegou às pessoas. Na Irlanda, aqueles que trabalham no sector exportador estarão melhor, mas as pessoas que dependem da mercado interno continuam mal. Aliás, creio que foi para atenuar o fosso que se estava a criar entre a Irlanda virada para o exterior, a Irlanda do Leste, e o resto do país que foi criado aquele "boom" na construção, que eventualmente degenerou numa bolha do imobiliário. 
A Irlanda tem números impressionantes a nível de exportações, mas isso deve-se às multinacionais norte-americanas, e o sector não tem um peso no emprego proporcionalmente semelhante ao que a indústria exportadora tem na Alemanha, por exemplo. E isto é importante para percebermos até que ponto a aposta nas exportações pode sustentar o crescimento do emprego num pequeno ou médio país, pois sem crescimento do emprego o eleitorado não quer saber de bons indicadores económicos para nada, como as eleições na Espanha e na Irlanda o comprovam.


E até podemos extrapolar esta situação para os EUA. Então o país vive um momento político conturbado e delicado, com o fenómeno Trump que mostra o eleitorado confuso, e o actual presidente não tem responsabilidade nenhuma? Não é só o partido republicano que está em mau estado, o país também está. Há crescimento económico, mas não há uma subida no nível de vida. Há cada vez mais americanos a deixar de trabalhar (já parece Portugal...). Há uma degradação geral no nível da classe política. E relativamente à eleição presidencial, acho que não se pode dar por adquirido que Hillary Clinton vencerá Trump porque vêm aí escândalos contra ela que podem baralhar tudo. Mesmo na esquerda ela nem é muito popular, ou pelo menos tão popular como Obama, porque senão já seria presidente dos EUA. 
As primárias democratas parecem tomadas por uma oligarquia, para abrir caminho à "entronização" da Hillary, num espírito muito pouco republicano e norte-americano. Em contraste, as primárias Republicanas têm sido completamente caóticas, com uma profusão de maus candidatos que não se conseguem afirmar, com a excepção de Trump, mas por más razões. É mau de mais!

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