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Por terras da Galiza

por Cristina Ribeiro, em 07.01.16

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Que procurasse pelo antigo Couto Misto de Rubiás, dissera-me o Duarte. E, de todas as vezes que voltei àquelas terras de Montalegre, este conselho não me largava. A oportunidade surgiu nesse fim-de-semana: era um daqueles dias soalheiros de Outono, o último do ano, que o Inverno já aí estava, com os dias cinzentos e chuvosos. Entrados em Espanha, foi coisa de poucos quilómetros até vermos a placa; então era ali que, até 1864 - data da sua extinção, por assinatura do Tratado de Lisboa ( sempre esse nome de má memória, a lembrar o que, muitos anos depois, em 2007, confirmava a cedência das soberanias nacionais, a pretexto de " intensificar a união da Europa ") - existiu esse Couto, onde qualquer documento se escrevia " em português e em castelhano "... Mas logo nos demos conta de que, porque tínhamos saído tarde de casa, teríamos de aí voltar, para melhor conhecermos as terras que, desde tempos medievais, haviam integrado um Estado Autónomo encravado entre Montalegre, do lado português, e a Galiza, do lado espanhol, que, por isso, era governado por leis próprias. É que o tempo fizera-se pouco, e o que entretanto aprendera sobre esse território privilegiado justificava maior demora. E o pouco que vimos prometia: em terras Galegas, era como se continuássemos o nosso périplo pelo Barroso.

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publicado às 17:31

« O Velho de Novo » *

por Cristina Ribeiro, em 08.04.14



E o Velho aqui referido é o que dá o nome ao novo filme de Manuel de Oliveira, « O Velho do Restelo ».

Para quem sente a portugalidade, como é o caso, é tão evidente que a nossa História, assim como o que escreveram os nossos bons escritores, são um manancial de inspiração. Que, com raríssimas excepções, tão mal aproveitado tem sido.


Uma armada cheia de barcos a afundar, a actual. Desafio deveras interessante essa nova reflexão sobre a História de Portugal, em particular sobre  "a Invencível Armada e o presente".



 

                         * Título de livro de António Manuel Couto Viana

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publicado às 15:48

Lembrando...

por Cristina Ribeiro, em 28.03.14



Nessa visita ao Centro Histórico veio à baila a forma grandiosa como os vimaranenses viveram, em 1940, as comemorações dos Centenários - da Fundação e da Restauração - tal como o atestam relatos e fotografias da época. Na sequência, lógica, lembrámos o enorme esforço de restauração dos monumentos nacionais, de Norte a Sul, devidamente documentado nas dezenas de Boletins que se começaram a publicar por então. Passando frente ao Paço dos Duques de Bragança, recordei o estado de ruína em que este se encontrava, antes dessas obras de restauro. Tinha bem presente o que lera, nomeadamente, no livro que o Dr. Barroso da Fonte, montalegrense por nascimento mas vimaranense por opção e merecimento, dedicara ao tema.  Entre 1807 e 1935 foi quartel militar " reduzido a uma vergonhosa instalação de casernas " [ como escrevera Alfredo Guimarães, primeiro director do Museu de Alberto Sampaio ]; " quando foi  visitado em 26 de Setembro de 1933 por Oliveira Salazar , o mesmo Alfredo Guimarães pediu-lhe o restauro do venerando Monumento, o que aquele escutou e prometeu satisfazer. E satisfez, como sempre. Em Guimarães não havia em tal data o conhecimento da existência ali de um tão raro Monumento histórico e artístico, ou seja, o da construção do mais notável edifício da arquitectura civil do século XV. Era simplesmente " o quartel "...

( ... )

Salazar tentou devolver a Guimarães a capital política do pais. Ele sabia que fora a capital do condado portucalense, e que lhe pertence, por direito próprio, o epíteto  de capital histórica de Portugal. " 

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publicado às 14:49

Coisas de Nação Soberana.

por Cristina Ribeiro, em 01.01.14

" Não aceitaram os bons Portugueses para seu Rei Dom João de Castela, pois não queriam Portugal - que nossos Pais conquistaram lançada a lançada - escravizado ao poder das Espanhas. "

Versa António Corrêa d'Oliveira outro momento da nossa História, mas, tendo em vista o que vivemos, que os portugueses d'hoje tenham o mesmo sentir que os d'antanho!

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publicado às 21:37

Orgulho em ser português.

por Cristina Ribeiro, em 20.12.13

Anseio pelo dia em que os portugueses, crentes no seu Passado de Nação vitoriosa tomem nas mãos as rédeas de uma Oposição que os políticos de profissão têm escondido debaixo do tapete, interessados apenas nos seus egozinhos . Basta para tanto buscarmos inspiração na nossa grandiosa história, que provou, por vezes várias, serem os nossos capazes de driblar crises; e para isso não procuremos noutros povos os princípios que são deles e apenas deles. Portugal guarda dentro de si a semente dessa vitória. Que seja, sem mentira, POR PORTUGAL E MAIS NADA. Mais nada mesmo.

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publicado às 14:10

E eles continuam por aí.

por Cristina Ribeiro, em 11.12.13

Em texto de Rodrigues Cavalheiro, « História Parcial e História Verdadeira », mais uma vez deparo com a criminosa aliança maçónica entre pseudo monárquicos e republicanos. Diz este antigo professor de História dos Liceus Camões e Gil Vicente: " Nunca  é demais acentuar que não foi apenas contra o passado distante, pretendendo deformá-lo e diminuí-lo a seu bel-prazer, que se encarniçou o ódio vesgo do liberalismo  monárquico e republicano e da sua mentora máxima, a Maçonaria.Também em relação a épocas mais próximas, essa acção corrosiva e consciente se desenvolveu diligentemente contra  factos e contra figuras que aos interesses da ideologia revolucionária da execrada seita não convinha que passassem à posteridade ".
Alude, evidentemente, às figuras de D. Carlos e do " seu último e fiel Presidente do Conselho " que foram objecto de feroz e persistente campanha difamatória, " em deterioração histórica ", falsificadora da verdade.
É essa verdade, ainda hoje não reposta, em mentira monstruosa, que há que restituir, apontando o dedo aos seus criminosos autores, que deixaram entre nós semente venenosa, a qual tem livremente germinado sem qualquer oposição.

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publicado às 21:05

No dia 14 de Agosto de 1638, num ambiente de amargura, mandava em Lisboa a estrangeira duquesa de Mântua, em nome do rei castelhano, lembrava-se em Guimarães, com saudade, as glórias de D. João I, de Nun'Álvares e de Aljubarrota: apontando o pelote por aquele usado nesta vitoriosa batalha, um padre franciscano, Frei Luís da Natividade, foi porta voz do sentir de quase todo um povo humilhado a quem tinham despojado da sua soberania: "  - Pelote roto, pobre, esfarrapado e alanceado, hoje é mais próprio chorar mágoas presentes do que celebrar vitórias passadas"; por essa mesma altura, porém, em Trancoso, um sapateiro, o Bandarra, profetizava o fim dessa vexação, concretizando a esperança da libertação nacional na pessoa do então duque de Bragança, D. João, futuro IV de nome:
                      " Já o tempo desejado
é chegado,
segundo o firmal assenta.
Já se cerram os quarenta,
que se ementa
por um Doutor já passado.
O Rei novo é alevantado, "

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publicado às 21:21


Estava-se no século XIV. A Nação fundada havia dois séculos, só não perdeu a independência porque ao lado do recém aclamado D. João I se colocaram muitos portugueses, do povo e da nobreza, e, mais do  que tudo, o Condestável pelo Rei pouco antes escolhido.

A este se deve a estratégia que venceu, a caminho seguro da vitória, o castelhano que vinha com a vontade de recuperar aquilo que no século XII não conseguira manter.

O Rei, por um lado, e D. Nuno por outro, vinham a alcançar êxitos militares promissores, com a rendição de várias praças hostis, até que, se soube da intenção do rei castelhano invadir Portugal, com exército numeroso.


Reuniu-se então o Conselho real, para se decidir o que fazer.

   " A opinião geral foi que, enquanto o rei de Castela entrava em Portugal pela Beira, descessem os portugueses ao Alentejo, entrando pela Andaluzia, obrigando assim o monarca castelhano a ir defender a sua própria terra, deixando livre o território português. De tal discordava abertamente o Condestável:  se D.   João I « ia a Sevilha por cortar duas oliveiras podres », franqueando ao exército inimigo o caminho de Lisboa, além de mostrar covardia, provocava o perigo de perder a capital,  se apesar de tudo o monarca castelhano sobre ela avançasse; e « perdida  Lisboa, perdido era todo o reyno ». 

O Condestável lembrou ao Rei que ele prometera à cidade de Lisboa impedir, a todo o custo, que o monarca castelhano lá chegasse. Que, por todos os motivos, insistia, o seu voto era por que se saísse ao caminho do exército castelhano e se lhe desse batalha, arriscando tudo.

D.João I ficou indeciso. Os do Conselho não mudaram de parecer.

Retirou-se o Condestável para o seu acampamento, e, no dia seguinte, pôs-se em marcha, com os seus, a caminho de Tomar, ao encontro do exército inimigo.

O Rei, em cujo ânimo tinham calado as razões de Nun'Álvares, mandou chamá-lo para nova conferência. Ele, porém, fez saber a D. João que levava tenção de dar batalha ao inimigo, e se o Rei resolvesse fazer o mesmo, se dirigisse a Tomar, onde o esperava. D. João I empreendeu, logo no dia seguinte, a marcha no encalço de D. Nuno. Novamente unificada, partiu a hoste portuguesa ao encontro do exército castelhano, até que, na madrugada de 14 de Agosto, fez alto ao norte de Aljubarrota, disposta a fechar ao inimigo o caminho que tinha de trilhar para se dirigir de Leiria a Lisboa. "

História de Portugal dita de Barcelos.



Heroicidade e firmeza de convicções ao serviço da Pátria fazem um Grande Português.




                     * Fernão Lopes, « Crónica de D. João I »

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publicado às 20:30

Ocultações.

por Cristina Ribeiro, em 09.08.13

Em 1939, pretendendo os dois historiadores repor a verdade histórica, tendo em conta que a versão oficial era, maioritariamente, porta-voz de uma versão muito adulterada dos factos, dão à estampa livro por muitos, certamente, tido como " politicamente incorrecto ", na medida em que vinha pôr em causa muitos dos mitos impingidos desde o século XIX, e que interessava manter.

Propósito que expõem, desde logo, no prefácio:

                                     "  Antes de mais nada, é oportuno recordar que durante o século XIX, após o largo período das guerras civis, os representantas da facção liberal vitoriosa se entregaram a uma deformação sistemática da nossa História. Os vencidos não eram apenas os soldados de D. Miguel; eram os princípios fundamentais da Tradição portuguesa, as suas crenças, as suas instituições, os seus costumes. E a ofensiva do liberalismo triunfante foi implacável; foi - como se diz agora - « totalitário ». É essa absurda « História de Portugal » que nos propomos desmentir, sublinhando as invenções e falsidades em relação ao século XVIII e ao primeiro terço do XIX ".


E fazem-no com a seriedade exigida a um historiador; com recurso frequente a documentos e testemunhos escritos contemporâneos dos factos. Por mais que tenham querido escondê-los.

                                                   

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publicado às 16:40

O cerco.

por Cristina Ribeiro, em 07.08.13

       " D. João VI não foi o que se pode chamar um grande soberano, de quem seja lícito referir brilhantes proezas militares ou golpes audaciosos de administração, mas o que fez, o que conseguiu, e não foi afinal pouco, fê-lo e conseguiu-o pelo exercício combinado de dois predicados, que, cada um deles, denota superioridade: um de carácter, a bondade, o outro de inteligência, o  senso prático ou de governo - Cada um dos seus ministros governava por si e o Rei governava a todos "

Oliveira Lima, « D. João VI no Brasil »



A sua boa índole, bonomia e pusilanimidade terão levado os inimigos da monarquia tradicional, dominados já pelas seitas maçónicas - como se vê claramente nas " Instruções maçónicas do Grande Oriente Espanhol ao Grande Conselho de Portugal ", de 1823, publicadas na « Historischen Politischen Blatz », citada no livro de Artur Herchen « Dom Miguel I, König von Portugal » - a olhar D. João VI como alvo fácil, e chegaram até ao Rei infiltrando-se no ânimo do filho primogénito, D. Pedro: " A Revolução apoderava-se do Rei. Nobres, traidores à sua missão e ao seu dever, eram na Corte instrumentos da Revolução satânica " Alfredo Pimenta.



No livro « Erratas à História de Portugal, de D. João V a D. Miguel », de que é co-autor Rodrigues Cavalheiro, escreve João Ameal:

" Os monarcas tradicionais eram, pouco a pouco, reduzidos a meros figurantes inertes, a quem se punha um dilema categórico: ceder, era o primeiro passo no caminho da guilhotina, como para Luís XVI, dar batalha, era sujeitar-se, caso a sorte fosse adversa, ao exílio honroso, como aconteceria a um Carlos X e a um D. Miguel I ". Quando [ incentivado pelo duque de Palmela] o Rei regressou a Lisboa, " ficou prisioneiro. ( ... )  Ao recapitular os factos, não se contém um autor de bem provado liberalismo [ 6º Marquês de Lavradio, D. José de Almeida Corrêa de Sá ]: ' É deveras doloroso lembrar as medidas humilhantes que as Cortes tomaram por esta ocasião, e que foram devidas à influência das sociedades secretas; era evidente que se queria aniquilar [ na Constituição de 22 ] o poder real, deixando ao Rei apenas um simulacro de Majestade, sendo notória a tendência para a destruição da Realeza - decretava-se uma Constituição republicana para reger uma monarquia '

    Em resumo: D. João VI estava prisioneiro: - viera entregar os pulsos às algemas forjadas pelos « emancipadores » a soldo da maçonaria. "

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publicado às 17:13

Um aniversario Real e uma batalha decisiva.

por Cristina Ribeiro, em 25.07.13


Sabe-se que quando um facto histórico não tem prova documental a atesta'- lo, o historiador apenas pode socorrer-se da tradição; tradição que pode ter uma base documental pouco segura e até contraditória , ou, na falta de qualquer pista escrita, que se limita 'a transmissão oral através dos tempos; parece-me estar neste caso a efeméride hoje comemorada, que nos diz ter D. Afonso Henriques nascido num 25 de Julho.
Menos consensual parece ser o ano de tal acontecimento. Aprendi na escola prima'ria ter tido o nosso primeiro Rei nascido em 1111, baseando-se tal tese em refer^encias vagas na Crónica dos Godos, o que explica que, 'a margem das comemorações oficiais, em 2009 , um grupo alargado de vimaranenses, para quem a Tradição fala mais alto, festejassem os 900 anos de D. Afonso I em 2011. Não e', porém, essa a opinião quer de Alfredo Pimenta, quer do Padre e historiador Luís Gonzaga de Azevedo, que, baseados, nomeadamente,no relato da vida do primeiro santo português, S. Teoto'nio, contemporâneo de D. Afonso Henriques - nasceu em 1107 - e seu amigo, dão o futuro Rei como nascido em 1106.



Anos mais tarde em 1139, tinha sido já dado o primeiro passo no caminho da Fundação da nacionalidade em S.Mamede, travou-se no lugar de Ourique ( " situado quer no Baixo Alentejo, quer no Cartaxo, cerca de Santarém , quer junto 'as nascentes do Lis, próximo de Leiria ". -João Ameal ) uma importante batalha, pois " 'a semelhança do filho de D. Urraca, anos antes coroado imperador após os seus triunfos contra os Almora'vidas também o nosso D.Afonso parece ter-se atribuído o título de Rei- título que muitos lhe dão desde 1128, tanto aqui como além-fronteiras " )
Escreve Alfredo Pimenta no seu < Elementos de História de Portugal > : " A 25 desse mês de Julho, o exe'rcito português encontrava, a barrar-lhe o caminho, no lugar de Ourique, um exe'rcito de mouros. Deu-se a batalha de que sai'u completamente vitorioso o português "

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publicado às 17:57

« A Ronda da Glória »

por Cristina Ribeiro, em 13.06.13

 

Em Alcácer-Kibir, naquele dia
de luto e tormentosos desenganos,
a Pátria curva a fronte, na agonia
de uma noite que dura sessent'anos.
Afoga-se na dor sem lenitivo
que bem pode chamar-se a Cruz da Dor:
- a dor sem tréguas de viver cativo
quem nasceu livre e para ser Senhor.
Mas eis que surge a Hora prometida
pelos profetas de tam nobre Povo:
- a Hora clara do regresso à Vida
de novo forte e audaz, livre de novo!
E basta uma só voz erguer-se então
- a voz sã da nobreza verdadeira -
para que ao grito da Restauração
responda o eco da Nação inteira.
Na luta desigual não vence a força
vence, sim, o direito que se aferra
ao rude intento, que não há quem torça,
de querermos ser nós na nossa Terra!
Nada pode o Poder, por mais que possa,
contra a vontade firme dum Ideal.
E Portugal ressurge Pátria-Nossa;
Dom João IV é rei de Portugal!
Ei-lo na Ronda! Avança par a par
dos nobres, dos soldados, ddos burgueses
- dos que venceram para nos legar
a honra de hoje sermos portugueses!
        Silva Tavares

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publicado às 21:05

Frases com Sentido.

por Cristina Ribeiro, em 08.06.13
" A História da civilização de um povo não é mais do que a historia do seu progresso intelectual; e nesta é a história da linguagem uma parte integrante, ou para melhor dizer, essencial. "

Francisco José Freire, Prefação das « Reflexões sobre a Língua Portuguesa »

Tenho para mim que a minha pátria é muito mais do que a língua portuguesa, mas também sinto que ela é um elemento fulcral da História de Portugal, desde que emerge do latim vulgar até ter atingido a actual " roupagem ", e é enquanto fulcro da História pátria que a acarinho.

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publicado às 00:26


Da Pátria eu falo e canto. Ora a saudade,

A esp'rança e a fé; ora a alegria e a dor,

O chão, a grei: soldado e cavador

Ou vela ao mar... Lareira e Cristandade.


Desde sempre eu a amei. E quem não há-de

Amar a Pátria? este  universo em flor

A abrir dentro de nós, e ao derredor,

E até no Espaço, até na Eternidade!


Quando as remova o Espírito, mais puras,

Hão-de as Nações, - pois também são criaturas, -

Mostrar-se, em alma e corpo, à Luz Final!

 

                     António Corrêa d'Oliveira, « Pátria »

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publicado às 19:38

« Ó Isabel! Ó Leonor! »

por Cristina Ribeiro, em 06.06.13

E fez-se Reino o Condado

De Antre Douro, Neiva e Minho: 

Nobre Senhor de Oceanos

Via Láctea por caminho.


Formosos Reis venturosos!

Não apenas D. Dinis:

Este, aquele, em honra e glória, 

Fez na história quanto quis.


Mas  que valem cedro e roble,

Sem um jardinzinho em flor?

Que vale um Rei sem Rainha?

- Ó Isabel! Ó Leonor!


António Corrêa d'Oliveira, in « Pátria »

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publicado às 16:39

lembrei uma frase muito repetida quase logo após o 25 de Abril - já lá vão, pois, umas décadas, mas esse mesmo tempo veio dar-lhe razão; mais ou menos isto " as moscas vão alternando, mas a bosta é a mesma ", e mal-cheirosa, acrescento.
Com efeito, tantos anos depois e o dito continua verdadeiro, e continuará, se deixarmos - as moscas que já pousaram em S. Bento mas também as que o rondam: basta estarem agrupadas naquela coisa sinistra que são os partidos.

Não digo que o sistema partidário não funcione, mas não em Portugal: a História já nos avisou, e nós fizemos orelhas moucas.
E até sou insuspeita, pois que só depois de muita desesperança deixei de acreditar em partidos.

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publicado às 15:12

« Porque é Rei de direito »

por Cristina Ribeiro, em 06.05.13
" Em fins do terceiro decénio do século XVII, as esperanças na
libertação nacional começavam a concretizar-se na pessoa de
D. João, o então Duque de Bragança. Conformemente, as trovas
do Bandarra passavam a ser estudadas e interpretadas numa
perspectiva bragantina. Eram sobretudo os seguintes versos que
aos Restauradores pareciam carregados de um profundo
significado profético. "
José van den Besselaar - Instituto Camões.

Já o tempo desejado
é chegado,
segundo o firmal assenta.
Já se cerram os quarenta,
que se ementa
por um Doutor já passado.
O Rei novo é alevantado,
já dá brado,
já assoma a sua bandeira
contra a Grifa parideira,
que tais pastos tem comido
..........................................
................................................

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publicado às 22:59




                                                                    VIRIATO (  (Herminius Mons)

Deus fez a Terra. E a Terra fez a Raça.

Da Raça mais da Terra tu vieste.

O barro escuro concebeu por graça

E a treva encheu-se dum clarão celeste!


P'ra trás de ti ficou a névoa baça,

Ficou a argila que o teu corpo veste, 

Parente das raízes em quem passa

Toda a rijeza de uma penha agreste!


Porque tu foste a segurança antiga,

Pode bem ser que a tua voz consiga

Livrar dos lobos o perdido gado!


Erguido sobre os longes pardacentos,

Ó filho das Levadas e dos Ventos,

Acode ao teu rebanho tresmalhado!


António Sardinha 

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publicado às 18:37

Na Colina Sagrada, em dia de Inverno.

por Cristina Ribeiro, em 08.02.13







A coroar a extremidade nordeste da cidade, num terreno acidentado e coberto duma vegetação esplêndida, quase no sopé do Monte Largo, levantam-se como brasão  nacional três monumentos que tornaram sagrado esse território, que o respeito dos séculos e memórias históricas de alta valia tornaram dignos da atenção e do acatamento das gerações que se vão sucedendo: o Castelo, a Capela de S. Miguel, que a tradição, apoiada numa lápide junto da pia baptismal, refere como lugar do baptismo do Primeiro Rei, e o Paço dos Duques de Bragança.


                      * Vista a colina, não só pelos meus olhos, mas, sobretudo, pelo saber e dedicação do grande vimaranense Pe. Ferreira Caldas.

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publicado às 18:42





" O governo da liberdade ficou sendo a tyrannia das maiorias; e, como a maioria é por via de regra ignara, nem a eleição dava o pensamento de povo inteligente, nem dava pensamento nenhum, por ser apenas a machina movida por ambiciosos, o realejo que toca a mesma aria acclamadora  a todos os que lhe movem a manivela "

Oliveira Martins, « Portugal Contemporaneo »



Depois de trinta e oito anos de partidocracia, chegamos à mesma conclusão a que chegou, no passado, o historiador, em circunstâncias em tudo idênticas. O voto da maioria enredou-nos neste beco escuro, porque age em política como eu ajo em futebol: emocionalmente - sou Sportinguista, sempre serei, mesmo que perca sempre...

A propósito, não posso deixar de repetir, uma vez mais, uma frase de meu Pai, a Quem so há pouco tempo dei razão: " Como posso acreditar num regime em que o voto de um bêbado vale tanto como o de uma pessoa responsável e informada? "




         * Fernando Campos, « Os Nossos Mestres »

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publicado às 20:25






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