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Os outros mexiam nos fios de cobre...

por John Wolf, em 06.06.17

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No auge da crise lembro-me de ver nas televisões reportagens sobre o roubo de fios de cobre, aqueles utilizados para fazer chegar electricidade às casas e alimentar as torradeiras e as bimby´s. Os postes de eucalipto ficaram despidos, nus. Os criminosos vestiam fato de macaco e actuavam na calada da noite munidos de lanternas e escadotes. Fast-forward e eis que nos encontramos na sala do conselho de administração da EDP. Os que ocupam as cadeiras nas reuniões executivas nunca vestiram macacões azuis, mas descendem de primatas. Em vez de pegaram no corta-fios, ou no alicate, têm as unhas rasas, polidas e a falinha amansada pela prática de jargão corporate durante anos a fio. Sabem perfeitamente que o emaranhado governance é perfeito para camuflar desvios, dissimular contratos desequilibrados e, de watt em what?, nunca chegaremos ao volt-face da justiça célere que reúne as provas, constrói os processos e dita sentenças. Se foi Sócrates o relâmpago maior não sei, mas tenho a certeza que Mexia e companhia sabem que nunca veremos a luz ao fundo do Maat. Será a complexidade tri-fásica de suspeições que ilibirá a culpa de negligentes ou não, dolosos ou nem por isso. Não há feixe de electrões que nos valha. Chamem uns jornalistas para a conferência impromptu que eles ajudam a limpar o carbono da reputação daqueles que gerem uma boa parte da energia de Portugal. O outro ampere desta história é o Estado que deu amparo para os apagões e os choques eléctricos que os portugueses têm de mamar. Cheira a fusíveis queimados.

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publicado às 18:06

MAATua

por Nuno Resende, em 11.10.16

Desculpem voltar ao tema, mas não deixa de me preocupar a forma passiva como a nossa classe política e a sociedade que a escolheu, olha para questões como a da barragem do Tua.
O vale do Tua já foi destruído: não há qualquer hipótese de retomar a paisagem, o território tal qual era antes da barragem que a EDP e os seus apaniguados fizeram construir à revelia de alguns.
Durante o processo houve vozes dissonantes, mas sobretudo uma silenciosa apatia em relação ao Plano Nacional de Barragens e os seus encargos para o país que inclui aquele projecto. Da Esquerda à Direita houve sempre, na Assembleia da República, uma cumplicidade que, bem vista, resulta duma chantagem global do poder económico à partidocracia.
Parecer impossível fugir a um monstro tentacular como a EDP agora controlada por cérebros economicistas chineses. Esta subserviência, «começada» por Paulo Portas e continuada hoje por António Costa, numa espécie de longa vénia entre Direita e Esquerda (de resto, movimento fácil de executar devido à característica fisiológica do político cuja espinha é uma maleável cartilagem), trata de agradar não ao cidadão, mas ao empresário. Como é possível que a Esquerda hoje no Poder, o ignore?
Chega a ser ordinário e escandaloso a forma como do mais desconhecido deputado à mais alta figura da Nação, o doutor Marcelo Rebelo de Sousa, todos se prestam ao beija-mão do senhor Mexia e da sua empresa.
Que uma jornalista «opinion maker» como a Lurdes Ferreira venha hoje dizer que o MAAT em Lisboa, não é EDP até se percebe. Está no seu direito e é coerente defender quem a premeia ou a protege. Embora até uma criança perceba que o mecenato é um nome bonito para limpar a imagem (quem não se recorda que a indústria Tabaqueira foi até há bem pouco tempo patrocionadora da cultura portuguesa?).
Mas que o senhor Presidente da República Portuguesa, pretensamente defensor dos interesses dos portugueses (eleitores ou não) corte fitas na inauguração de um Museu (?) que parece ser, em Lisboa, a paga pela destruição de um bocado de terra em Trás-os-Montes, isso não se compreende.
Talvez eu esteja errado e, como dizia um amigo meu, se os transmontanos não se importaram que os políticos lhe roubassem terra, paisagem e património e se os lisboetas fazem fila para entrar num Museu construído com o dinheiro de muita especulação energética que lhe vai aos bolsos, quem sou eu para achar isto tudo uma perfeita canalhice?

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publicado às 17:09

Quem paga é o mexilhão

por Samuel de Paiva Pires, em 13.03.12

António Mexia, sobre o estudo que mostra o exagero de rendas que todos pagamos à EDP: "O estudo tem erros básicos, que o tornam basicamente grosseiro." Mais ou menos como o português de Mexia, básico, e incapaz de disfarçar a grosseira falta de argumentos.

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publicado às 20:13






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