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O espectáculo das condecorações

por João Pinto Bastos, em 20.01.14

Dando de barato o facto de Ronaldo ser, na actualidade, o melhor futebolista do mundo (ainda que isto do "melhor jogador de futebol do mundo" seja, a meu ver, uma fantochada sem quartel), a verdade é que o que se passou, em Belém, há poucas horas atrás foi um espectáculo a que nem a melhor versão dos Gato Fedorento seria capaz de se equiparar. Entendamo-nos: Cristiano Ronaldo é, de feito, um português com méritos mais do que firmados no mundo da bola, sendo que, nos dias que correm, o seu nome é já uma marca global reconhecida em qualquer recanto deste mundo cada vez mais globalizado, porém, não há, na minha óptica, nada, rigorosamente nada, que justifique o pobríssimo espectáculo de variedades criado em torno da atribuição do Grau de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique ao craque madridista. Em primeiro lugar, não é minimamente admissível que se faça da entrega de uma condecoração de Estado um circo mediático a que nem o bom português conseguiu escapar às arranhadelas primárias dos intervenientes deste bacanal de gorilas enfatuados. Em segundo lugar, uma condecoração não é, que eu saiba, um troféu laureado que pressuponha um protocolo que mais parece uma derivação pouco original das berrarias tão características das meninas que compõem as claques desportivas americanas. Em terceiro lugar, o argumento do reconhecimento internacional é, a bem da verdade, um argumento pífio, pois, se alinharmos nesse diapasão, há quem tenha feito, com uma influência bem mais vincada, muito mais pela pátria do que Ronaldo. Em quarto lugar, e last but not the least, eu cria, mas pelos vistos erradamente, que a atribuição deste tipo de condecorações era feita no final de uma carreira desportiva. Ao que tudo indica, enganei-me redondamente. Para Cavaco, essas minudências, pura e simplesmente, não existem. Mas já que estamos numa de entregar a torto e a direito condecorações por feitos que pouco ou nada influíram na vida das pessoas, por que não premiar o Grande Oriente Lusitano pela influência subliminar que teve na fundação do F.C. Barcelona? É que, para todos os efeitos, se, hoje, temos o prazer de ver Messi e companhia jogarem, isso deve-se, numa medida nada negligenciável, à Maçonaria portuguesa. Portanto, caríssimo Presidente, se deseja comprar os favores da populaça com condecorações a granel, não se esqueça de agraciar quem, antes de Ronaldo, já fez alguma coisa de útil pelo desporto mundial. 

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publicado às 23:10

Futeboladas

por João Pinto Bastos, em 13.03.13

 

O Porto do Mister Pereira vai a Málaga entregar uma eliminatória de mão beijada aos insolventes capitaneados pelo chileno que não gosta de Mourinho. Mais a norte, o Barça, para alguns a melhor equipa de sempre - caramba, a memória é sempre tão curta-, dá uma remontada histórica a um clube que, noutras eras, e que eras, propinava a esse mesmo Barcelona goleadas de chapa 4, com direito, no fim, ao tão ansiado caneco. O futebol anda estranho. Muito estranho. Mas mais estranho ainda, é verificar que Jorge Jesus, sim, Jorge Jesus, quem mais?, tornou-se num palestrante fortemente requisitado pela academia. Ah, pois é. Não é, de facto, para todos. Da teoria para a prática, e da prática para a teoria, Jesus sentou-se finalmente no seu tão requisitado trono de ideólogo-mor do futebol pátrio. O que é que falta para o puzzle completar-se? O Galatasaray ser campeão europeu com Altintop a furar as redes do desistente Valdés? Stoichkov treinar o Sporting, com Severino a liderar a queda no abismo da falência? Ou Jesus escrever um livro com a epistemologia do futebol-arte? O futebol anda estranho, muito, muito estranho.

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publicado às 22:52

And now for something completely different

por Samuel de Paiva Pires, em 26.03.12

No Sol, Barça envia 'mensagem subliminar' a rebeldes sírios

 

«A alegação insólita parte do canal de televisão sírio Al Dunya, próximo do regime de Bashar al-Assad: as movimentações em campo de Messi e dos seus colegas do Barcelona representam um código do Governo do Qatar para os rebeldes encontrarem armas e combaterem Damasco.»

 

Vejam o vídeo no site do Sol. Como diz Luís Pedro Nunes no Facebook, nem o Inimigo Público bate isto!

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publicado às 23:21

Momento treinador de bancada

por Samuel de Paiva Pires, em 16.09.08

Paulo Bento tinha que inventar! Não estava safisfeito com a excelente substituição de Romagnoli por Miguel Veloso, esse que a meio campo causou uma positiva e gradual reviravolta no jogo do Sporting, teve que fazer entrar Pereirinha por Caneira e colocar Veloso na lateral esquerda. Asneira, como se viu, pois.

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publicado às 21:40






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