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A Fé

por João Almeida Amaral, em 11.05.17

Maria.jpg

 

Bento XVI definiu a Fé como um Dom da Liberdade.

É uma das definições mais belas que li sobre a Fé. Bela pelo seu conteúdo, pela sua simplicidade , bela porque descomplica  uma questão complexa. O seu autor marcou-me pela inteligência, pela cultura , pela timidez e pela sua dimensão intelectual de gigante. 

Neste mês de Maio celebra-se Maria e ano após ano, eu pecador confesso, inundo os meus olhos,  com as manifestações de fé que os peregrinos anónimos, vão revelando. Só quem lá tenha ido compreende o sentido de Fé que move aquelas almas.

Por a Fé ser um Dom da Liberdade, ninguém obriga ninguém a acreditar, mas também ninguém tem o direito de criticar a Fé  de quem a tem.

Tristes os que não tendo Fé tentam cercear diminuir e ridicularizar os que a têm. 

 

Gostaria um dia de ser tocado por essa Fé.

Vergo-me perante  Maria na esperança de um dia poder sentir o seu coração de Mãe.

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publicado às 23:44

Três casos

por Nuno Castelo-Branco, em 12.02.13

Uma boa crónica que diz o essencial, um morder na própria língua de há uns anos  e uma perfeita síntese da burrice militante e ajuramentada.

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publicado às 10:25

Bento XVI, a força do exemplo

por João Pinto Bastos, em 11.02.13

O homem contemporâneo, frívolo e ensoberbecido, jamais conseguirá compreender a essência do magistério católico. Bento XVI soube-o de antemão: lutou denodadamente contra os vendilhões do templo, fazendo da revivificação da fé a essência do seu papado. Obrou com o verbo, ligando, como poucos, as pontas soltas do subjectivismo relativista; ensinou e pacificou, dando um exemplo último de radical desinteresse pela vil matéria terrena. Ratzinger conhecia o objecto com que lidava: o insuportável e inamovível universo da vulgaridade. Sabia, também, que a matéria da ralé, que fermenta na mediocridade contingente do quotidiano, não é, na sua essência, domável. Talvez por isso Bento XVI tenha preferido, no derradeiro fim do seu apostolado colectivo, terminar os seus dias num mosteiro de clausura. Ratzinger não nos abandonou. Deixou-nos, com alma e ardor, a semente de um labor fremente pela paz e pelo conhecimento. Na companhia do Senhor, que desceu à Terra omissa e que remiu com o sangue do Filho do Homem os nossos pecados, venceu o Mundo. Resta-nos a nós, ovelhas de um rebanho transviado, seguir o seu exemplo, sabendo que Ele, o Deus que nos fez à sua imagem e semelhança, estará sempre connosco.

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publicado às 13:24

Ratzinger, a polemização necessária

por João Pinto Bastos, em 03.01.13

Não tenho por norma dissentir das postas dos meus ilustres confrades, aliás, concordo geralmente com tudo o que os escribas deste blog escrevem. Contudo, e como há sempre uma primeira vez para tudo, desta feita sou obrigado a discordar em parte do longo comentário da Regina da Cruz a propósito da Mensagem de Ano Novo, de Sua Santidade Bento XVI. Subscrevo a opinião da Regina no tocante ao erro que Bento XVI cometeu ao afirmar que o "capitalismo desregulado" é o grande responsável pela crise económica e financeira do último lustro. Erro esse, justificado pela observância imprescritível da doutrina social da igreja que não é propriamente um receituário ou uma súmula de prescrições liberais. Como podem depreender do que venho escrevendo neste blog e noutros fóruns não considero o capitalismo como o grande responsável pela crise. Sou, à semelhança da Regina, um apreciador inveterado das virtudes do capitalismo. Gosto do frémito da liberdade induzido pela criatividade que só um regime de mercado e livre concorrência consegue gerar. Liberdade e criatividade devidamente temperadas pela ética, como muito bem sublinhou a Regina. O busílis do argumento desfiado pela caríssima colega prende-se não com a apologia do capitalismo, que acompanho e suporto, mas sim com o breve libelo contra o Papa e a Igreja. A Igreja, não obstante os erros, desvios e imperfeições que qualquer instituição naturalmente possui - e, aqui, mais uma vez sigo a opinião da Regina - é uma das derradeiras formas de vida inteligente que existem neste mundo pós-moderninho. Mais, se há alguém que tem apelado à renovação espiritual do homem, esse alguém tem sido Bento XVI. Com os vitupérios do costume provindos dos artesãos do politicamente correcto. Portanto, quando a Regina fala em reabilitação dos valores humanos fundamentais deveria olhar, em primeiríssimo lugar, para a Igreja, por uma razão bastante singela: em tudo o que diga respeito à vida humana, a Igreja está e estará sempre na primeira linha de defesa do justo e do direito. Ontem, hoje e amanhã. A raiz do catolicismo bebe, justamente, nesta predisposição para a dádiva.

 

A Igreja não tem uma história impoluta? É um facto indesmentível. A Igreja deixou em vários momentos de viver a palavra de Cristo? Sim, é verdade. A Igreja favoreceu, em muitas circunstâncias, os grandes deste mundo? Infelizmente, sim. Tudo isso é verdade, porém, o que atrás foi dito não ajuda, de todo, a explicar o porquê de, ainda hoje, muitas pessoas devotarem à autoridade papal um respeito invejável. A relevância da Igreja mostra-se no dia-a-dia, nos magistérios da palavra e da acção, com o Homem como pano de fundo. As "palavras vazias" e os "rituais anacrónicos" são a razão de ser da Igreja. Sem eles nada faria sentido. Com eles a comunidade de fiéis alarga e fortalece os seus horizontes. O Governo da Igreja, tão criticado por alguns, é a prova de que a conjugação entre autoridade e liberdade é uma possibilidade bem real, testada ao longo de dois mil anos. Não são muitas, se não mesmo nenhumas, as formas políticas que podem gabar-se de combinar hierarquia com autonomia, justapondo autoridade pessoal com descentralização. O Governo da Igreja, considerado amiúde como uma antigualha bárbara, é um resguardo imprescindível em tempos de niilismo político e cultural. Bento XVI soube interpretar, como poucos, a impessoalidade do mundo contemporâneo, chamando a atenção para o relativismo que acomete todos os recantos da vida social. Impessoalidade que não brota apenas da falta de ética que perpassa os mecanismos económicos. A origem desta maleita é bem mais funda, grave e periculosa. É por isso que, por mais que eu possa discordar desta ou daquela afirmação do Santo Padre, nada me levará a dizer que a Igreja pouco ou nada faz pelo bem-estar espiritual do Homem. Faz e muito, sobretudo junto dos que mais precisam, assim como, dos que anelam por um futuro melhor. Talvez o tom seja demasiado apologético, mas a verdade é que nunca como hoje a Igreja foi tão necessária. O filisteísmo relativista só será combatido com autoridade e auctoritas. Bento XVI encarna na perfeição estes dois predicados.

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publicado às 01:22

Os tempos que vivemos, obscuros e funestíssimos, prestam-se a alarvidades dificilmente explicáveis. Vem isto a propósito de uma notícia que indica que Bento XVI afirmou que não havia burro nem vaca no presépio de Belém. O Papa, figura incontornável no firmamento religioso mundial, publicou um livro, respeitável como todos os que tem publicado, a respeito da vida de Jesus, e a única coisa que a imprensa releva é a opinião do mesmo a propósito da existência ou não do burro e da vaca no presépio. Ridículo? Talvez. Sintomático? Indubitavelmente. A superficialidade desta gente não se resume apenas ao pôr no poleiro a desqualificação embusteira dos Baptistas da Silva que por aí andam. A mediocridade afectada chega já ao ponto de fazer sobressair apenas o secundário. No fundo, o jornalismo destes tempos de decadência é o triunfo do secundário superficializado. Nem mais nem menos. O triunfo do não-pensamento começa nas coisas comezinhas. Sem vírgulas nem aspas.

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publicado às 00:08

Porque nem só de pão viverá o homem...

por João Pinto Bastos, em 01.11.12

 

Comemoraram-se ontem os 500 anos da inauguração do tecto da Capela Sistina. Ao olhar para este conjunto de frescos, brilhantemente pintados por Michelangelo Buonarroti, recordo-me sempre das doutas palavras de Victor Hugo: "o fim da arte é quase divino: ressuscitar, se faz história; criar, se faz poesia". Neste caso não ressuscita nem cria, simplesmente alumia. Como disse Bento XVI, "con un’intensità espressiva unica, il grande artista disegna il Dio Creatore, la sua azione, la sua potenza, per dire con evidenza che il mondo non è prodotto dell’oscurità, del caso, dell’assurdo, ma deriva da un’Intelligenza, da una Libertà, da un supremo atto di Amore"



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publicado às 13:11

Do sentido da Esperança e da Vivência Cristã

por Carlos Santos, em 29.05.12

A abordagem de Camus ao Mito de Sísifo é atravessada da mesma incultura religiosa que marca muitos dos existencialistas do seu tempo. Camus não inventa nada, nem coloca em Sísifo nenhuma questão nova a que o Cristianismo não tivesse já respondido, da forma mais sublime, nas Sagradas Escrituras. A questão da "falta de significado" dos padecimentos do homem no mundo é respondida precisamente por Jesus Cristo: Deus toma a forma da sua criatura eleita, o homem, e vem, como verdadeiro Homem, experimentar as agruras da condição terrena. Ensina-nos S. Tomás de Aquino que Deus cria por Amor, e por Amor vem verificar, na pele de Homem, o suplício das misérias terrenas. Enquanto verdadeiro homem, Cristo, como o Sísifo de Camus, é livre: pode recusar, nada lhe é imposto. Só que o que os Evangelhos nos mostram é que Cristo une, pela oração, a sua vontade humana à vontade divina, pois é também verdadeiro Deus. E com isso suporta todo o padecimento da sua vivência no mundo, que culmina na Paixão e na Cruz. O grito lancinante que replica o Salmo 22, mostra até que ponto o Deus compreende a condição humana! No alto da Cruz, Cristo cita o salmista, "Meu Deus, porque me abandonaste?", dando voz a todas as agruras que no mundo levam o homem a questionar-se da sua sorte. Mas cumprindo com a vontade de Deus, e ressuscitando no terceiro Dia, Cristo responde ao sentido da existência Cristã: Deus não abandonou o Homem, pois o sentido da vivência humana ultrapassa esta efémera passagem terrena.

 

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publicado às 17:47

O Norte falou...

por Cristina Ribeiro, em 14.05.10

 

... e foi muito expressivo.

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publicado às 14:40

Bento XVI e os cem anos da República - rude golpe?

por Silvia Vermelho, em 11.05.10

De braço dado, por três vezes.

 

 

 

 

"Nos cem anos da República, as minhas felicitações e a minha bênção a Portugal inteiro, país rico em humanidade e cristianismo", assinou Bento XVI na visita que fez ao Palácio de Belém.

 

Reacção esperada: http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1566929.

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publicado às 16:33

O Papa Bento XVI e o discurso contra a plutocracia

por Nuno Castelo-Branco, em 15.09.08

 

Desde que deixei de pertencer ao grupo coral da igreja de Santo António da Polana (Lourenço Marques, Moçambique), raras foram as vezes em que presenciei à celebração de uma missa. Respeitando a Igreja e as suas tradições como é normal em qualquer português consciente do importantíssimo papel por ela desempenhado durante os séculos da formação da nossa nacionalidade, confesso não ter sido bafejado pelo sopro redentor da Fé. Talvez por ignorância ou atávica preguiça, os textos sagrados foram lidos como curiosidades filosóficas, histórias exemplares para a formação da conduta da res publica, ou no pior dos casos, como frutos da superstição necessária que consolidou gentes esparsas num mundo que já foi muito maior.

 

O discurso pronunciado por Bento XVI em França, carece de cuidadosa atenção. No país de todos os laicismos e de todas as superstições iluministas, o Papa procedeu a um violento e implacável ataque a este novo capitalismo dos nossos dias que parece ameaçar a própria existência da até agora vitoriosa civilização ocidental liberal. Este chamado capitalismo que desde os anos oitenta do século XX foi sendo crismado consoante o surgimento deste ou daquele grupo de manipuladores do sistema, é um perfeito mas odiado desconhecido. Não se lhe reconhecem quaisquer regras nem limites. Não é um capitalismo quantificável em obras, nem materializável em metal sonante. É uma simples e quimérica abstracção de números e de equações ou teoremas, quantas vezes imaginários, mas  que controlam efectivamente a vida de todos, desde o mais ignoto habitante da Matabelalândia, até ao refastelado accionista do NASDAQ novaiorquino.  Longe vão os tempos dos empreendedores florentinos que se alçaram à categoria principesca pelo patrocínio do Renascimento, pela criação material que fez o mundo ocidental saltar etapas e libertar-se da tacanhez territorial de uma Europa fria, pobre, suja, feudal e sem reminiscências daquele luxo oriental que auferira durante dois milénios. Já não existem Médicis, nem Függers e no horizonte, erguem-se os guindastes que possibilitam a construção de novos polos económicos que nada têm que ver com a produção de novidades, a promoção de postos de trabalho que tranquilizam a sociedade, ou pelo menos, que se destinem a embelezar a vida dos centros urbanos. Estas provisórias torres de aço, gigantescos Meccano que parodiam aquele famoso guindaste medieval que durante séculos foi erguendo a Catedral de Colónia, servem apenas a mera especulação. Constroem casas de minguada dimensão, sem real valor de investimento e que se inserem naquilo que o medo incutido pela insegurança, habilmente designa por condomínio. É este mundo de medo e de condomínios que arruina a segurança física e mental de todos. Medo do vizinho que menos pode, medo do estrangeiro que connosco se cruza na rua sem em nós sequer reparar, medo do continente mais a sul, mais a leste ou a  ocidente, onde se trabalha para uma improvável perdição dos nossos. 

 

O simples exercício de um quarto de hora de zapping televisivo, demonstra-nos a fragilidade de todo um sistema perfeitamente virtual e logicamente dispensável. Uma breve visita ao canal Bloomberg ou à CNBC,  consiste num quase paranóico exercício de masoquismo, pois a linguagem cifrada da especulação mais chã e despudorada, evidencia-se na interminável passagem de cifras, siglas, onde uma multiplicidade de termos ininteligíveis procuram conformar aquilo que para a quase totalidade dos cidadãos é absolutamente inexplicável. Consiste num mundo de fantasia alicerçada no éter das suposições de uma economia que não encontra correspondência material na realidade visível. Os serviços - ou aquilo que se imagina existir como tal -, ocupam plenamente o espaço outrora reservado aos golpes de génio de cientistas e estudiosos que mediante aturado labor, nos deram mais tempo de vida, conforto e democracia no consumo acessível para aqueles que jamais conheceram algo mais que a miserável farpela que os protegia do frio, ou a malga de sopa e o bocado de pão que enganava a fome. Longe vão os tempos dos titãs da indústria e da finança. Onde estão os Krupp, os Thyssen, os Vanderbilt, Hearst ou Citroën? Onde param as portentosas realizações sociais daquelas empresas que dentro dos seus muros incluiam creches, hospitais, escolas técnicas, primárias e laboratórios de pesquisa onde o mais humilde podia ambicionar a glória da ascensão pela simples manifestação do talento? Onde estão os herdeiros dos Luíses XIV ou Joões V que  imortalizaram na pedra os sonhos de grandeza e nos proporcionam aquilo que orgulhosamente exibimos como a nossa cultura? Onde estão aqueles Alfredos da Silva que construíram impérios, arrancaram milhares à gleba ancestral e impeliram ao estudo várias gerações que nos deram o mundo moderno de que desfrutamos despreocupadamente e de forma tão ingrata?

 

Este capitalismo dos nossos dias, não é o capitalismo do conceito que aprendemos e que muitos até reprovaram de forma violenta, acabando-o até por copiá-lo travestido de estatismo. É algo de profundamente nefasto, mesquinho e brutal no seu apetite de exploração. Trata-se de uma manipulação iconoclasta que não conhece nações nem fronteiras, que não respeita homens ou locais de trabalho e que para cúmulo da nossa previsível infelicidade, abre de par em par as até agora bem aferrolhadas portas do nosso mundo, possibilitando o ímpeto oportunista de novos comunismos ou aventureiros de ocasião, desta vez providos do ensinamento da História e dos impiedosos recursos tecnológicos que farão sentir o esmagador peso de uma inaudita opressão. É isto o que o futuro parece reservar à totalidade das nações e países, mas teremos ainda a possibilidade de o esconjurar?

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publicado às 16:28






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