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Mercado de falências éticas

por John Wolf, em 24.09.16

980798-black-market.jpg

 

O mercado de falências éticas não está fechado. Aliás, nunca fechou. É um centro comercial aberto 24 sobre 24 horas. O mais difícil é chegar a um preço justo, dados os valores em causa. Quanto vale meia dúzia de homenagens a Sócrates? Será que se podem trocar duas por uma nomeação quente na Goldman Sachs? E os Isaltinos podem ser transaccionados no mercado secundário? Não existe uma entidade reguladora para estabelecer as paridades? Dois Cadilhes por uma Felgueiras? Uma antiguidade Oliveira e Costa por um Pedroso restaurado? Um SISA Vitorino por um terço de BPN Rendeiro? Acho vergonhoso que não exista um supervisor que ponha cobro a este mercado negro. Já agora quanto rende um Carlos Alexandre? Meio Pinto Monteiro? Ou três paletes de Procuradores da República? Será que cabe tudo numa caixa geral?

 

vote aqui: http://blogsdoano.pt/votacao

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publicado às 10:36

Tudo bons banqueiros

por John Wolf, em 09.08.14

Exemplos de uma classe profissional bem representada. Seguramente há outros. Há mais.

 

BPN -  Oliveira e Costa

BCP - Jardim Gonçalves

BPP - João Rendeiro

BES - Ricardo Salgado

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publicado às 14:14

"O sr. deputado terá que nascer umas três vezes..."

por Samuel de Paiva Pires, em 05.04.14

Anda por aí uma certa euforia com a prestação de Nuno Melo num debate sobre o BPN com João Galamba. Claro que este último merece ver a sua retórica desmascarada em todas as oportunidades possíveis e que o primeiro tem, na substância, toda a razão. Mas isso não oblitera o facto de Nuno Melo vir cultivando uma deselegância que é, a todos os níveis, prejudicial ao debate político, onde a forma é, pelo menos, tão importante quanto a substância. É que às tantas fico na dúvida se estou a ouvir um eurodeputado ou um taberneiro.

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publicado às 12:36

A excelização da cultura

por João Pinto Bastos, em 16.01.14

O argumentário que tem por base a insuficiência do dinheiro tem, a miúdo,  uma larga precedência sobre os restantes argumentos utilizados no debate público, mais que não seja pelo facto de, como sói dizer-se, não se fazerem omeletas sem os indispensáveis ovos. Para que fique bem claro para o grosso dos leitores que me acompanham, não pertenço, como decerto já repararam, ao campo dos que preconizam o envolvimento do poder estadual em tudo o que gira em torno do sol, mas há, em certas circunstâncias e em certos contextos, excepções à regra. O caso dos 85 Miró em mãos do BPN é, a este respeito, um magnífico exemplo das sobreditas excepções à regra. Como foi extensamente noticiado nos media, o Estado português, representado pelo discretíssimo Jorge Barreto Xavier, entende que a colecção de Miró pertencente ao BPN, que irá brevemente a leilão, não é, sublinhe-se, uma prioridade. Reparem que não estou, propriamente, a advogar uma política global de subsidiação da arte ou do património artístico, mas a verdade é que a saída desta colecção para o estrangeiro, feita, como se sabe, com o objectivo de colmatar financeiramente as roubalheiras dos antigos patrões do BPN, é, atendo-me à mais pura das verdades, uma asneira de proporções diluvianas. A venda desta colecção é, no fundo, o resumo perfeito de uma gestão criminosa que, não obstante a indignação social que legitimamente gerou, permanece judicialmente intocada. Porém, o que verdadeiramente releva desta venda bêpêneira é o total descaso que os nossos governantes fazem da cultura artística. Hoje, a política quotidiana faz-se, as mais das vezes, com uma folha de excel mui polida, na qual as contas dos teres e haveres de cada um surgem assepticamente bem esgaravatas. Num universo deste calibre, não há, manifestamente, espaço para prioridades mais comezinhas. É certo que este problema não é um exclusivo de Portugal, pois em Espanha, para dar um pequeno exemplo, os responsáveis políticos governativos têm-se debatido, ultimamente, com problemas similares, devido ao facto de colecções artísticas de alto gabarito estarem, sem a menor oposição pública e privada, a "fugir" para cantos financeiramente mais desafogados. Há quem diga que isto é a globalização do mercado coleccionista, em que uns, inteligentemente, põem e dispõem, e outros, sobretudo os arruinados, comem e calam. A lógica é pungente, mas oblitera um aspecto fundamental: a saída destas colecções é, inegavelmente, um estupro na identidade cultural dos países afectados por esta contabilidade mecanicista. O que mais irrita no caso destes Miró é a leviandade com que se utiliza o argumento económico, deixando automaticamente de lado considerações de outra ordem. Se a secretaria de Estado da cultura servisse, realmente, para algo de útil, é óbvio que esta colecção, pertencente a uma instituição nacionalizada (logo, pública), estaria, neste preciso momento, a ser reconduzida para algum museu nacional. Mas não, Barreto Xavier, trazendo à liça, pela enésima vez, a sua crudelíssima irrelevância política, prefere dizer que o Estado português dispõe de outras prioridades. E assim se vai desfazendo o acervo cultural de um país.

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publicado às 01:00

Os perigosos evadidos de Portugal

por John Wolf, em 18.11.13

Talvez alguém me possa explicar porque os evadidos do estabelecimento prisional de Castelo Branco são mais perigosos que os Vale e Azevedos, os Oliveira e Costas e os Jardim Gonçalves deste cantinho à beira-mar plantado? Os primeiros, que a comunicação social diz serem gregários por serem de etnia cigana, não cometerem crimes de sangue. São, para todos os efeitos substantivos e judiciais, colegas dos prevaricadores de colarinho branco mencionados aleatoriamente. Apenas por vestirem de negro e cantarem Flamenco nas horas vagas, não os torna mais perigosos que os outros supracitados (gosto imenso do termo supracitados - poupa-se tinta em malfeitores). Crimes de furto? Uns atrás do balcão, outros à frente. Falsidade de declarações? Uns como estilo de vida, outros na feira ambulante. Extorsão? Uns com consentimento de letra miudinha (e uma assinatura no contrato), outros com o encosto do punho à fuça. Condução de veículo sem habilitação? Uns por não terem carta, outros por terem chauffeur. Como podem constatar, se alinhássemos todos para uma identificação policial, nem sequer daria para descobrir as diferenças - são mesmo parecidos. Os irmãos metralha de Castelo-Branco escaparam às malhas prisionais há pouco mais de um dia, enquanto os "bons rapazes" conseguiram iludir as autoridades durante muito mais tempo. Quem será de facto uma ameaça real para a sociedade?Quem terá causado mais danos à nação? Espero que virem ao avesso os castelos dos grandes senhores, e que não destruam por completo os acampamentos ciganos. Há de facto qualquer coisa de errado no sistema de justiça, nas sentenças aplicadas e no tratamento oferecido pelos meios de comunicação social. Considerados extremamente perigosos? Santa Maria da Feira nos acuda! 

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publicado às 20:57

"I did not have checks with that bank"

por John Wolf, em 17.10.13

Se as palavras ainda valem o que valem, as frases que resultam delas devem servir para revelar uma determinada intenção. Nesse caso, resta-nos interpretar cuidadosamente a mensagem que nos mandam para tentar extrair significados profundos. Quando Cavaco afirma que a única relação que manteve com o BPN foi na qualidade de depositante, soa a Bill Clinton quando jurou a pés juntos que não se enrolou com a Monica Lewinsky. "I did not have checks with that bank" - seria mais ou menos assim se fosse traduzido para linguagem de depósito a prazo -, mais juro menos juro. Mas prestem atenção. Há aqui palavras-brinde metidas na conversa como quem não quer a coisa. Como se fosse um fait-divers - en passant. O presidente da república parece se servir da condição de professor para atenuar as agravantes. "Estão a ver. Eu até era um desgraçado professor que foi a esse... como se chama o banco? Isso - BPN -, guardar os meus trocos, as minhas pequenas poupanças" - a miséria ganha por um docente. Cavaco Silva, ao afirmar que estava ocupado academicamente, parece que o faz para poder dizer que "tinha lá tempo para andar metido em esquemas de dinheiros". Depois, ao não responder à letra a Mário Soares, que o intimida a comparecer em tribunal, provavelmente fá-lo para ver se a coisa acalma. Se Cavaco irrita Soares, está o caldo entornado - este ainda vai buscar umas pastas que devem andar por aí perdidas em arquivos e fundações convenientes. Mas regressemos ao espírito e à letra da troca de galhardetes. Cavaco, que estará no mesmo estado avançado em que se encontra Soares, dentro de muito pouco tempo (reformado, pensionista e mais ou menos gágá), ainda lança umas indirectas que podem ser resgatadas por entendedores de meias-palavras. Quando Cavaco vem com aquele floreado que o povo de Portugal deve estar reconhecido pelo papel de Soares no processo conducente à adesão às Comunidades Europeias, no fundo, e trocado por miúdos, está a dizer que quem nos meteu nesta alhada há muitos muitos anos foi o amigo Soares. É subtilmente cínico, mas não passa despercebido. No meio disto tudo, só acho desonesto que a troca de galhardetes envolva a casa civil. De civil resta muito pouco. Parece que Soares tem enviado as reclamações por correio azul para essa casa em Belém. Claro está que a resposta que os portugueses exigem nunca chegará à barra do rio Tejo, quanto mais à barra do tribunal.

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publicado às 18:30

Catroguices

por Samuel de Paiva Pires, em 13.03.13

O politiqueiro que andou por aí a choramingar pelo estado a que Sócrates conduziu o país, para logo aceitar um cargo na EDP quando esta foi privatizada - qualquer relação entre isto e a ajuda que Catroga deu para colocar o PSD no governo será pura coincidência -, deu hoje uma entrevista onde afirma que temos 8 mil milhões de euros de despesa pública em excesso que temos de cortar. Na mesma entrevista, Eduardo Catroga disse que talvez não se devesse ter nacionalizado o BPN, já que seriam "2 ou 3 mil milhões que teríamos poupado." Vamos partir do pressuposto que Catroga está apenas um pouco desmemoriado. É que, da última vez que se falou do assunto, já tinham sido enterrados 8 mil milhões de euros no BPN. Os mesmos 8 mil milhões que, segundo Catroga, temos de cortar, essencialmente, de acordo com o desgoverno vigente, nas funções sociais do estado - ainda que, no caso da despesa pública em excesso, se trate de 8 mil milhões anuais, ou seja, todos os anos ter-se-ia de reduzir, segundo Catroga, o equivalente a uma privatização do BPN. Pentelhices, dirão alguns membros das pretensas elites governativas e plutocráticas lusas que nos últimos tempos decidiram começar a falar e a ajudar-nos a perceber melhor porque chegámos onde chegámos. Os mesmos que um dia destes ainda acabam na guilhotina ou empalados. Nessa altura, quando perceberem que destruíram o regime democrático, ponham-se a choramingar ou a clamar pelo direito à liberdade de expressão e coisas do género. Pentelhices, responder-vos-ão alguns.

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publicado às 20:53

O Crédito Predial, o Caso Alves dos Reis, o BPN

por Nuno Castelo-Branco, em 13.02.13

 

Nas vésperas do golpe subversivo que derrubou a Monarquia, o país vivia obcecado com o Crédito Predial, um caso de corrupção e desfalque perpetrado por funcionários. Naquela instituição figurava em destacada posição o sonante nome de José Luciano de Castro, um dos homens do regime parlamentar. No Caso do Crédito Predial falhou a supervisão e o regime viu-se salpicado devido aos importantes nomes que cirandavam entre os negócios e a política. Os republicanos promoveram um enorme alarido e a sua propaganda ligou uma bem nítida questão de corrupção de contornos estritamente privados, à própria questão do regime monárquico. A Monarquia caiu vitimada pela ruidosa e populista propaganda e também pelo desleixo daqueles que eram o legítimo sustentáculo da legalidade constitucional. 

 

Menos de duas décadas após os acontecimentos do Crédito Predial, o Caso Alves dos Reis - Banco de Angola e Metrópole - esmagou o pouco que restava da escassa respeitabilidade da República instaurada em 1910. O regime foi rapidamente varrido como folhas secas ao vento de Outono. Uma vez mais se verificou o desleixo da supervisão e as estranhas coincidências que permitiram a fraude e falsificação da moeda. O Banco de Portugal não esteve minimamente à altura daquilo que da instituição se exigia e esperava. 

 

O Caso BPN  consiste na mais desbragada e escandalosa fraude da nossa história e representa algo de tremendamente sério e incomensuravelmente mais grave do que aqueles outros casos que precederam a queda da Monarquia e da 1ª República. Todo o país já terá entendido a confusa, intricada e imensa teia de cumplicidades, silêncios comprometedores, amizades perigosas colocadas ao mais alto nível e a total impunidade dos agentes financeiros e políticos que encobriram o roubo e dele alegadamente beneficiaram. O Banco de Portugal surge uma vez mais como um claro co-responsável, tendo ignominiosamente descurado a vigilância quanto a uma instituição que a voz da rua há muito acusava de retinta fraude. Exige-se uma aturada procura dos esconderijos do dinheiro roubado. Exige-se a publicação de todos os nomes envolvidos no desfalque, sejam eles quais forem. O caminho que importantes homens do regime têm trilhado desde já há mais de trinta anos, é de molde a enraizar uma certa sensação de impunidade. Aí está a imperdoável e absurda confiança que indicia algo de trágico num futuro não muito distante. 

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publicado às 19:32

Notícia no Jornal de NotíciasUm especial agradecimento aos regimentais que nos desgovernam há várias décadas e continuam a esbulhar-nos para pagar os seus vícios e desmandos, expropriando-nos dos frutos do nosso trabalho e cortando nas funções sociais do Estado enquanto vamos alegremente pagando BPNs e PPPs como se não houvesse amanhã - e parece não haver mesmo, já que a partir de 2014 e durante 40 ou 50 anos vamos pagar estas brincadeiras, como fica patente pelo que evidencia o Juiz Carlos Moreno no seu livro Como o Estado Gasta o Nosso Dinheiro. Já dizia Keynes que no longo prazo estamos todos mortos, portanto não se preocupem, rapaziada da minha geração, basta fazermos como manda o subnutrido mental Fernando Ulrich, o tal que, citando o Rui A., «gere um banco tecnicamente falido, que só restitui os depósitos que lhe foram incautamente confiados à custa dos impostos dos cidadãos portugueses e europeus», e aguentarmos, aguentarmos... Até um dia.

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publicado às 17:17

O Pobre Senecto Franquelim

por joshua, em 06.02.13

O pior que poderia acontecer ao pobre senecto Franquelim Alves era ter à perna os pirrónicos da Pseudo-Esquerda, era expor-se à 'extrema moralidade, à 'inatacável exigência ética' e à 'absoluta responsabilidade' desta gente, para não falar do extremoso exemplo da restante classe política até ao presente. O Parlamento não é aquele poço de virtudes que talvez pudesse ser, caso não tivesse sido capturado e apodrecido pelos partidos. Tem sido, sim, um refúgio para o refugo, a parte mais reles que ousou ser Poder e escapar para mais longe. Antes de apontar dedos ao infeliz recém-empossado, seria preciso ter higienizado a bancada de quem lá descansa indevidamente as nádegas, como Paulo Campos e toda a restante tralha malcheirosa estrategicamente lá depositada como recompensa, relíquia de um tempo que não pode regressar.

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publicado às 19:28

Nesta árvore é que não me apanham

por Pedro Quartin Graça, em 16.06.12

 

 

“A nossa marca Banco BIC já é sinónimo de confiança e solidez, o mercado sabe que nascemos em Angola, mas temos capital luso-angolano e gestão portuguesa e damos uma especial atenção ao desenvolvimento de operações comerciais entre estes dois países”, Mira Amaral, Presidente do Banco BIC

 

Não se esqueça é de verificar a quem a árvore pertence... Diga NÃO ao branqueamento da história do BPN, agora travestido em Banco BIC. Os nomes mudam mas o resto, o mais importante, mudará mesmo?

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publicado às 08:41

Mais uma birrinha

por Nuno Castelo-Branco, em 16.03.12

Este B(uíça)PN é um portento regimental. Agora, temos uma senhora que ameaça com a demissão, coisa que pelos vistos se está a transformar numa forma de "viver habitualmente". O pretexto "birra do babete", é precisamente o trabalho que o cargo implica e a necessidade de ter competência e autoridade para o mesmo. Para se ser a segunda figura do Estado, não basta ser gira, colocar um avental e ir aos fritos. Ora, tal como aqui e aqui íamos dizendo, parece ser o caso.

 

Obviamente, demita-se e vá à sua vida, pois não ficará sem emprego.

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publicado às 14:21

BPN, aqui está um Buíça!

por Nuno Castelo-Branco, em 14.03.12

 

Compreendemos muito bem as delongas, os votos que valem como vetos, as tentativas de sectorizar qualquer investigação. Se para uns todo o processo deve limitar-se ao período pós-Sócrates, para outros a jiga-joga deverá debruçar-se sobre os acontecimentos que conduziram à nacionalização do BPN. Ora, aquilo que a população quer saber, exige saber, é a totalidade de todo este imbróglio, pois tem a certeza praticamente absoluta, do profundo envolvimento dos cabecilhas da situação para a qual o país foi atirado sem pejo nem nojo.

 

Bem pode o PS "sectorizar-se" no pós. Bem pode o PSD querer "saber apenas" os antecedentes desse mesmo pós. Nem um nem outro ardil deste calibre servirá. Queremos saber tudo. O país está a pagar este buraco negro, logo os devedores - quem obrigou à depesa - deverá prestar todas as contas.

 

Se no rescaldo o BPN tiver servido como uma espécie de Buíça da República, paciência, melhor ainda. No caso do auspicioso acontecimento vir o raiar de um dia destes, seguiremos à risca os ensinamentos do defunto PRP e poderemos até realizar romarias à porta da antiga sede do BPN. Com flores, sem mortes e sem tiros. 

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publicado às 22:18

República BPN

por Nuno Castelo-Branco, em 02.03.12

Pouco nos importam as aselhices ou jogos de esconde-esconde relativas ao BPN. A partidocracia insiste em teatrinhos de sombras. A população tem todo o direito - está a pagar por isso - de saber o que aconteceu desde o início do processo: a nacionalização da "parte má" e a ainda bem actual venda do banco. A impressão que passa leva-nos a concluir que o PS quer a todo o transe ocultar o porquê e o que envolveu a decisão do governo de Sócrates, pretendendo apenas expor os acontecimentos mais próximos. Não poderá ser assim, até porque todos sabemos, ou melhor, imaginamos, as vigarices de todo este imbróglio. Não vale a pena puxar-se apenas um lado da toalha, deixando ocultado algo que convém a alguns. A mesa de pasto deverá ficar completamente destapada, nem que alguns republicanamente fiquem a comer pastéis... em Belém.

 

Claro que logo se levantarão patriarcas e senadores clamando por perigos que o regime enfrentará. Paciência.

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publicado às 15:10

É mesmo imperioso que o governo...

por Nuno Castelo-Branco, em 27.02.12

.

..escarrapache publicamente tudo o que obrigatoriamente já deverá saber acerca do BPN. Só assim muitas desconfianças serão mitigadas, ao mesmo tempo que enviará um claro aviso aos esbanjadores do costume. Ficamos à espera.

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publicado às 17:15

CDS salva...o regime!

por Nuno Castelo-Branco, em 23.02.12

Inacreditável, mas verdadeiro. Ao juntar-se ao PSD no chumbo da proposta de uma comissão parlamentar que investigasse o caso BPN/BIC, o CDS presta um impagável favor ao PSD e consequentemente, ao regime. A verdade é que aqueles famosos casos que os republicanos utilizaram para destruir a Monarquia - que como instituição nada tinha a ver com o Predial ou o dos Tabacos -, nada foram se os compararmos com a escandalosa mixórdia que o BPN representa, ou por outras palavras, o maior assalto público de que há memória.

 

A esquerda parlamentar está crocodilamente desgostosa pelo chumbo da sua proposta, mas deveria prestar homenagem a um CDS que a salvou dos mais que prováveis danos colaterais a que indubitavelmente estaria condenada. É que em caso de reabertura e total divulgação, o caso BPN atingiria em cheio a República e não existe quem nela escape ileso. 

 

Fora do tempo das filmagens das estações televisivas, os chefes de todos os grupos parlamentares bem poderão hoje marcar um jantar de confraternização, comemorando este seu grande alívio colectivo. Também podem convidar alguém da zona de Belém.

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publicado às 17:10

Naperons do passado presente

por Nuno Castelo-Branco, em 01.07.11

Além da guincharia discursiva que neste preciso momento ocorre em S. Bento, a oposição deixou alguns presentes de difícil arrumação. Se estivéssemos a falar de outras coisas, sempre poderíamos colocar sobre a geleira, aquele cão de plástico que abana a cabeça num permanente sim-sim. No caso da prendinha ser proveniente de alguém muito cioso da sua generosidade, guardaríamos o relógio-sereia em louça azul debruada a dourado, na gaveta mais próxima do centro da sala, não fosse o dador aparecer de surpresa. Kitsch por kitsch, decerto todos se lembram dos tempos em que em tantas casas se viam uns naperons nos braços das cadeiras, artefactos extremamente úteis, até porque além de protegerem os veludos do forro, alguns possuíam uns cinzeiros acoplados, numa espécie de multifunções.

 

Mas o kitsch institucional, é algo de muito mais rebuscado. Além da detenção do antigo presidente - que raio de título, será monomanía? - da Câmara dos Solicitadores, temos mais uma novidade relativa ao BPN, o banco dos amigos do outro presidente e pelo que as más línguas dizem, do próprio. Pelo que parece, o "caso BPN" ainda terá muito para contar e a coisa deve estar mesmo a caminhar com toda a normalidade, até porque o deposto governo autorizou a dita caixa-forte escancarada, a contrair mais mil milhões de dívida.

 

Quanto ao imposto de 50% sobre o subsídio de Natal, a única surpresa consiste na timidez do corte. Sempre pensei numa possibilidade mais radical, digamos, um número mais próximo de 100%. São as novas "pesadas heranças" da república portuguesa. 

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publicado às 15:45

Dragão em grande forma

por Samuel de Paiva Pires, em 09.01.11

Espelho meu, espelho meu, no Dragoscópio:

 

O escarcéu que para aí vai, por esta blogosfeira a fora, só por causa de mais uma eleicinha folclórica!... Não percebo tanta peixeirada por coisa tão pouca. Aliás, percebo, mas hoje sinto-me a transbordar de bonomia. No fundo, boys and girls, tanto noise para quê? Vamos, deixem-se de fitas. Façam lá as pazes e abracem-se em santa confraria, numa amena vernissage oxiúrica. Todos sabemos (pelo menos os que não se auto-lobotomizam fervorosamente) que, em matéria de virtude, a honestidade do Pufessor Cavaco é praticamente tirada a papel químico do patriotismo do Poeta Alegre.

 

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publicado às 18:03

Coerência à portuguesa

por Samuel de Paiva Pires, em 06.01.11

É triste quando o tema que mais marca a campanha para umas eleições sem qualquer impacto real na vida dos portugueses é o BPN. Eu, que irei votar nulo, não posso, no entanto, deixar de referir que estão cheios de razão o Rui Rocha, a Maria João Marques e  o Nuno Gouveia. Aliás, deste último, aqui fica o parágrafo de um post que é um excelente retrato da esquizofrenia política portuguesa, da incoerência e dos double standards da pulhítica. E é por isso que a nossa crise estrutural é muito mais política que financeira:

 

Mas há algumas perguntas que se podem colocar: E se Cavaco fosse realmente suspeito de ter cometido alguma ilegalidade? E se o seu nome fosse uma constante num processo de corrupção sobre um mega-empreendimento de milhões? E se aparecesse um vídeo na televisão com um dos envolvidos a chamar-lhe corrupto e a dizer que ele tinha aceite dinheiro sujo? E o que diriam estes senhores se o nome de Cavaco fosse apanhado num processo de corrupção num país estrangeiro? Ou se o nome de familiares directos fossem envolvidos em tramóias, como a compra de apartamentos a preços escandalosos? E o que aconteceria se Cavaco fosse apanhado em escutas sobre negócios duvidosos? E ai, e se Cavaco tivesse acabado o curso a um Domingo? E se tivesse sido interveniente directo num processo duvidoso de construção de casinhas? Tantas questões que surgiram nos últimos anos, essas sim verdadeiramente perigosas, sobre um politico socialista, e todas estas “virgens ofendidas” estiveram caladinhas. Estavam a dormir é? (Nuno Gouveia, no 31 da Armada

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publicado às 00:05

O vulcão BPN

por Nuno Castelo-Branco, em 20.12.10

Falam eles de submarinos, falam eles de cortes em dividendos alheios, falam eles em cortes nos salários. Falam eles em cortar tudo e todos E se falassem também no estranho caso do BPN, uma cratera que não expele lava, mas antes pelo contrário, é uma sôfrega sorvedoura de dinheiro público? Agora, paga-se o preço suficiente para "mais um submarino", ou seja, 500 milhões de Euros para o fosso. Porque razão não conhecerá o país, a lista de todos os nomes dos envolvidos em negócios escuros que como uma espessa nuvem de cinzas, paira sobre o regime? Quem são, com quem se dão, o que representa este segredo tão bem guardado? Alguém poderá explicar o que se passa e o quê e quanto mais Portugal terá de pagar?

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publicado às 09:56






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