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A República está caduca

por João Almeida Amaral, em 20.01.16

 

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A 4 dias das eleições presidenciais, estou perante um dilema que me deixa preocupado. Sou adepto de um sistema de Monarquia Constitucional , porque julgo ,mais moderno, mais justo e economicamente mais sustentável que a velha República, no entanto, nunca deixei de exercer o meu dever cívico, de exprimir a minha opinião nas urnas.

Desta vez , mais do que nunca, as eleições para a Presidência da República ,apresentam um rol de candidatos paupérrimos. Não sei os nomes de todos, mas os que são mais mediatizados, são por si, assustadores para mim.  

Começo pelo homem do óculos , não sei o nome , parece Groucho Marx, diz umas coisas vagas . Que me perdoe mas é uma perca de tempo . O Morais, tem um mérito é o Sr. Corrupção , não há dúvida que se faz ouvir mas sempre no mesmo tema, uma obsessão talvez. O "Tino" traz-me o Douro à memória , simpático, um homem do campo Duriense, mas que só por esse facto não não preenche os requisitos para ser Presidente da República. Estava a esquecer-me da Marisa e do Padre que já o não é , mas esses nem comento. 

O Nóvoa é um sectário , não se assume como esquerdista e para cumulo há duvidas sobre a sua formação académica, não tem ideias e julga que é candidato a 1º ministro. Maria de Belém , não será má pessoa , mas sofre do problema típico do partido onde milita, divisionista. Para fim de campanha o tema das subvenções mancha-lhe o caminho.

Marcelo, bom o Marcelo eu nunca escondi, que não gosto do estilo, mas parece-me apesar de tudo, que é o homem mais preparado, para a função . O candidato mais credível para mim é Neto mas a idade é um problema.

Em consciência dia 24 estou perante um dilema.

A República está caduca.

Nenhum destes candidatos tem perfil para a função.

PS.

A morte de Almeida Santos confirma o estado da República,as elites ,aperaltaram-se para ir a Basílica da Estrela.

Não entendo,  se o defunto era ateu e não queria cerimónia religiosa, porque havia  o corpo de ir para uma Igreja.

Vícios de uma República caduca .

 

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publicado às 11:40

"Deixem-me comer" - diz Maria de Belém

por John Wolf, em 14.01.16

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Apresento-vos o novo humorista de Portugal - Jorge Coelho. Qual homem-forte do PS qual carapuças. O político que apenas mereceu o meu respeito no dia em que se demitiu (estais recordados da tragédia de Entre-os-Rios? Esteve bem. Foi-se embora). Não sei se o guião estava combinado com a Maria de Belém, mas o arruaceiro Coelhão, à falta de melhores piadas, pôs-se a contar umas anedotas. Citou de memória Marx (Groucho, mas poderia ter sido o outro, esse mesmo da Esquerda esclarecida), partilhou a depressão que atravessa, mas deixou transparecer o seguinte: tem uma certa dor de cotovelo, uma pequena inveja de Maria de Belém. Fala alto, de um modo desengonçado, embora sem estilo, como se ele próprio fosse candidato a qualquer coisa. E depois, para rematar, foi deselegante para com a senhora candidata. Chamou Maria de Belém de velha - uma mulher madura, com muito para ensinar do alto do seu "pensamento estruturado" e com a sua bagagem de "experiência". Enfim, não sei que mais poderemos esperar desta campanha. Nos cartazes de rua da candidata já não se lê "a força do carácter"; agora é tempo de "unir os portugueses", e aproveitou o seu entusiasmo para indicar que se for presidente da república será para governar Portugal. As 35 horas semanais já servem de mote, de munição de campanha. Ao referir que o presidente da república deve manter-se à margem das negociações entre o governo e os sindicatos, confessa precisamente o oposto: que quer dar os seus bitates, meter a colher. Não sei o que ela pretende, mas deve desejar elevar o estatuto de candidato a algo mais permanente. Para já aqui vos deixo com a sua frase do dia: "Temos aqui estes tabuleiros fantásticos à nossa frente, com um cheirinho fabuloso e agora não nos deixam começar a comer".

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publicado às 19:25

RAP e as piadolas políticas

por John Wolf, em 25.09.15

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Já vimos que António Costa conseguiu contratar o humorista-rei de Portugal. Ricardo Araújo Pereira (RAP) tem capital intelectual para dar e vender. Apenas alguém com níveis de inteligência muito elevados consegue apostar no cavalo político ganhador. Não há mal nenhum em ser franco e honesto em relação à preferência ideológica. RAP não está a ser cínico. Tem mesmo afecto por António Costa. O problema reside na explicação racional que teria de oferecer (se não fosse humorista) para fundamentar a sua escolha. Mas depois pensei no seguinte; os humoristas, à semelhança dos mágicos, apresentam truques com uma mão cheia de nada. Eu entendo que seja tentador estar alinhado com a parte fraca, com aqueles pintados de perdedores. E a comédia é intrinsecamente um exercício de contestação, mas não de alinhamento com um partido político. Isso tem outro nome - propaganda. Charlie Chaplin também fora acusado de ser socialista, mas eu sei que não devo confundir o cu com as calças. Ainda falta bastante para RAP superar Herman José, quanto mais Charlot (que raio de tradução?!). Por estes motivos de escalada mediática ou de manutenção do status de humor, devemos questionar as suas motivações e o que afirma Pereira (Tabucchi, perdoa-me) no seu programa tá-se-bem (é assim?). Se RAP fosse mesmo rapper, incluiria na sua letra um sentido mais ecológico e subtil, esbanjaria gargalhadas no boletim de voto integral e não correria o risco de ser eleito faccioso. Mas deste modo, impõe-se de um modo anti-democrático. Canoniza a antitese perfeita, corporiza o estado paliativo do humor inteligente e apresenta um estado novo de comédia. RAP tornou-se numa autoridade, no ditador da piada fácil, dispensável.

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publicado às 14:18

O voto refugiado no socialismo

por John Wolf, em 16.09.15

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António Guterres não tem conta de Facebook. Se o Alto-Comissário para os Refugiados das Nações Unidas (UNHCR) tivesse perfil e mural percebia logo que o homem-comum, o cidadão-tipo de Portugal, não está nada contente com a possibilidade da vinda de contingentes de refugiados. Bastar-lhe-ia falar com um taxista para chegar a essa conclusão: "eles que fiquem lá na terra deles". Se falasse com um condutor-uber, talvez o caso mudasse de figura, mas não é isso o mais importante. O que convém sublinhar é o alinhamento de Guterres com o camarada António Costa, que referiu que o problema demográfico de Portugal seria resolvido com a chegada de migrantes. Até pode ter alguma razão, mas o que me chateia mesmo é Guterres servir-se do seu cargo para dar um empurrão à campanha de Costa. As suas palavras, subtilmente oferecidas, enaltecendo a sociedade civil de Portugal, passam por outra portagem. Inscrevem-se na fórmula oportunista de Costa, que antes da crise de refugiados tomar estas proporções, nunca havia tido uma ideia pan-europeia, uma sugestão que fosse sobre o futuro da relação de Portugal com um continente em profunda alteração. Um candidato a primeiro-ministro deve ter capacidade para pensar além dos ganhos e proveitos da mão-de-obra barata que as empresas de construção civil anseiam por ter. Em suma, os refugiados, que não são tidos nem achados, já servem de arma de arremesso na campanha dos socialistas. Eles nem sonham com a utilização abusiva da sua condição e não irão eleger Costa ou quem quer que seja.

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publicado às 09:25

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Para além da crise económica e social que assola Portugal, agora temos de lidar com a intensa crise de cartazes da campanha eleitoral do Partido Socialista (PS). Lá para os lados do Largo do Rato existe mesmo um défice de soluções. É caso para dizer: "até eu faria melhor", e, na senda dessa ideia, talvez não fosse mal pensado os alegados profissionais de comunicação e marketing políticos instalarem ardósias, para que cada cidadão pudesse inventar o seu chavão de agravo, partilhar a sua consternação, chamar nomes aos que estão no governo, e com um mata-borrão apagar a memória de outros mandatos que tiveram desfecho em Évora. Isso sim seria a plena expressão de democracia participativa. Iria mais longe até. O cartaz e slogan mais criativos teriam direito a prémio de consternação: um lugar na lista eleitoral ou um posição numa empresa pública. O giz poderia ser distribuído gratuitamente com o patrocínio de um grupo económico qualquer ou uma ex-instituição financeira da praça. Acho muito bem que os discípulos de Seguro exerçam pressão sobre o chefe socialista. Afinal mandaram o Seguro às urtigas, mas não me recordo de algo tão sórdido quanto isto no reinado do Tozé. Contudo, existe uma outra possibilidade. O responsável pela comunicação política do PS ser um agente-duplo, uma toupeira plantada na estrutura partidária para arruinar os planos de Costa e companhia. Tudo é possível na política, não se esqueçam disso. Embora estejamos de vento em popa na silly season, o que vemos escrito em tamanho garrafal nesses cartazes infames, tem mais a ver com silly reasons. Ou seja, veneno destilado e cuspido da boca para fora, sem que houvesse um tempero de reflexão, a análise profunda que os slogans políticos exigem ainda antes de serem rejeitados. No PS sente-se essa vontade de partir a loiça toda, mas falta a tranquilidade e o bom-senso para pensar além-dor, para além do rigor de um inverno que foi imposto a Portugal, mas que não caiu de pára-quedas, assim sem mais nem menos.

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publicado às 15:09

António Costa e leite político

por John Wolf, em 22.04.15

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António Costa e a sua troupe de iluminados, escreve, disserta, aconselha, declama, afirma, mas não tem noção do mundo real em que vivemos. Este é o evento que irá determinar a sorte de cada um. A ideologia, o populismo, a demagogia, a expressão absolutista da sua campanha, não servem de nada no mundo de realpolitik, hardcore. De acordo com Centeno e companhia será tudo às centenas, aos milhares, aos milhões - e isso faz lembrar outros números -, o 44 (por exemplo).Com o circo que se está a montar, Portugal pode vir a ficar em ainda maiores apuros se escorregar nas falácias lançadas em pré-programas eleitorais. Existe uma expressão em inglês que serve para ilustrar o grau de ingenuidade: they won´t even know what hit them when it hits them. O que eles querem sabemos nós: mama. Mas têm de levar um aperto para provar que são capazes. Este é o momento para espremer as promessas gloriosas daqueles que dizem abater as vacas magras.

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publicado às 09:25

António Costa e 40% de jornalismo

por John Wolf, em 29.03.15

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Talvez alguém me possa responder: o Diário de Notícias (DN) pertence ao grupo de comunicação do Partido Socialista (PS)? Pelos vistos deve pertencer. Porque este artigo não consubstancia os princípios que devem orientar o jornalismo. Ou seja, a isenção. A objectividade de uma narrativa que corrobore os factos apresentados. A história publicada responde apenas a metade do inquérito, se quiserem, e inscreve-se na categoria de imprensa de campanha pré-eleitoral. O relatório apresentado pelo colaborador do PS, perdão, jornalista do DN, não explica como a dívida da Câmara Municipal de Lisboa foi reduzida na ordem dos 40%. Perguntemos então quantos bens imobiliários foram vendidos em hasta pública (muitos dos mesmos ao desbarato); perguntemos quais as taxas e impostos municipais que mais contribuíram para reduzir o défice autárquico (ou seja, que medidas de austeridade municipal foram implementadas); perguntemos quantos dos montantes em causa foram renegociados por forma a transitarem para a contabilidade de anos vindouros. Minhas senhoras e meus senhores, a Lisboa de António Costa não é o espelho do país. Reflecte mais. Vejamos a coisa por outro prisma. Se Lisboa é o menino bem comportado de Portugal, certamente que o governo deve ter  tido alguma coisa a ver com isso. Por outras palavras, o governo não concedeu tratamento discriminatório a Costa e companhia só porque este se recusou a apresentar as contas, se é que estão bem lembrados. Acho bem que Costa queira ser transparente, mas convinha que também fosse da cintura para baixo, que fosse um exibicionista como deve ser. Para confirmarmos se há merda ou não.

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publicado às 15:23

Políticos à pesca

por John Wolf, em 20.09.14

Quando lhes faltam ideias em terra, fazem-se ao mar.

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publicado às 20:15

António Costa e o concílio do Rato

por John Wolf, em 29.06.14

Nunca fui de me apoiar no paizinho, de me servir de pergaminhos familiares para avançar as minhas causas. Aliás, a ruptura talvez me caracterize com maior precisão. No entanto, não sou político e porventura não saberei apreciar o valor da tradição, a importância dos anciões, o respeitinho pelos progenitores. Acho triste que o jovem António Costa se tenha de servir dos fundadores do Partido Socialista (PS) para validar as suas aspirações. O que dista entre o acervo socialista original e aquilo em que o mesmo se transformou é assinalável e nem sempre positivo. Mas este processo de aprovação faz parte de uma matriz comportamental mais ampla. Faz parte de um alegado juízo conservador, de um conceito museológico, que atribui grande importância ao legado, ao passado. Embora o incentivo dos fundadores do PS possa servir a agenda interna de Costa e arrumar com o desreferenciado António José Seguro, a verdade é que é apenas algo que se passa no quintal do Rato. Mais valente e imortal seria se Costa angariasse os seus apoios numa colecta independente de filiações partidárias, da disciplina ideológica, dos da casa. A maioria absoluta com que sonha para governar é uma contradição genética. O pantano em que os socialistas se encontram poderia servir para refundar a expressão do partido sem comprometer os seus valores basilares. Os socialistas cometem o mesmo erro de sempre. Procuram renascer das cinzas, mas praticam a consanguinidade partidária; cruzam-se entre si para reproduzir velhas máximas e dar à luz conhecidas fórmulas. O PS teve muitas oportunidades, mas não soube criar um departamento de R&D (research and development) para integrar soluções excêntricas disponíveis em todo o espectro ideológico. O PS poderia centrar a sua acção na cidadania e no magistério civil, mas prefere invocar a sua superioridade moral, a paternidade da democracia portuguesa que viu nascer, e que em grande medida foi traída pela acção de alguns dos seus governos da república.

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publicado às 19:06

Porque vão todos à Feira Nacional da Agricultura? Não existe partido que não mande um dos seus dar uma volta pelo recinto. Não tinha Portugal deixado de ser um país agrícola? Quando chega a hora das eleições, o voto do agricultor falido conta. Por essa razão, quer Portas quer Costa vão visitar os rebanhos e exultar as virtudes de uma bela alfaia agrícola. Não sei qual o real peso da agricultura na economia nacional, mas tenho a certeza que não deve ser grande coisa. Começamos a ficar cansados com o cinismo despudorado, a política oportunista versada na utilização de simbologias antigas em regimes transformados. Mas uma coisa é certa, invariavelmente lá vão eles ordenhar o eleitorado, como se de repente fossem afectados por uma intensa gula das couves.

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publicado às 09:16

A campanha europeia - I

por Pedro Quartin Graça, em 14.05.14

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publicado às 10:38

E quando é que se discute o futuro do projecto europeu?

por Samuel de Paiva Pires, em 06.05.14

Ainda não dei por qualquer debate digno desse nome no âmbito das eleições europeias. Mas convites para almoços e jantares com candidatos a Bruxelas chegam-me todos os dias. Diz que é isto uma campanha eleitoral.

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publicado às 23:18

Fundos comunitários rosa

por John Wolf, em 15.09.13

Peço antecipadamente perdão aos seguidores de Seguro, àqueles que depositam grandes expectativas no génio das suas propostas, mas à falta de outros qualificativos mais suaves, como tilt (como nas máquinas de pinball) ou avaria (por favor, consulte o manual de instruções), penso que disfunção cognitiva assenta relativamente bem ao seu quadro diagnóstico reservado. Seguro apresenta-se em campanha autárquica como o inventor da roda. Julga que lá por se encontrar em cascos de rolha, no Portugal profano, que pode atirar asneiras ao ar sem que ninguém dê conta (por estar longe do literal, no interior) -  Seguro quer programa para o interior apoiado por fundos comunitários -, Oh amigo! Essa é velha. Enquanto afaga a lamparina socialista de Aladino, esgotando e corroendo a sua parca credibilidade com a lata das suas palavras, parece esquecer a história de Portugal na Comunidade Económica Europeia (CEE). Não se lembrará ele dessa máxima política usada e abusada por outros que o precederam, ou por colegas de cor ideológica distinta. Ainda não percebeu que todos esses dinheiros fáceis que vieram de Bruxelas durante tantos anos de ajustamento e coesão já foram para o interior - o interior do bolso de alguns beneficiários. O busílis da questão, caro Seguro, não tem a ver com fundos e subvenções, tem a ver com algo designado por sustentabilidade, capacidade local ou empreendedorismo sem a necessidade de Troikas ou Bruxelas (que em termos práticos vai dar à mesma bancarrota de ideias e dinheiros); ou seja, a capacidade das próprias regiões criarem as suas dinâmicas residentes e sem necessitar de bengalas e ajudinhas. Não percebeu o secretário-geral que essa fórmula já foi usada vezes sem conta e não funcioniou. E os "novos dinheiros", os famosos fundos comunitários chegam assim sem mais nem menos? Sem juros? Este grau de ingenuidade começa a ser preocupante, caro Seguro. Acresce a estes disparates todos, saídos com tanta facilidade da sua boca em Vila Nova de Tozé, perdão, Vila Nova de Tazém, o facto do sentido de nojo já não ser o que era. O camarada-honorário Almeida Santos ao apresentar-se ao lado do afilhado para dar o seu apoio espiritual, acaba por demonstrar o seu próprio quadro patológico. Almeida Santos parece estar por todas. Não se importa nada em manchar o seu espólio político, o serviço prestado à nação na Assembleia da República e locais diversos. Parece que os barões do partido já nada temem. Seguro tem um poder inócuo de contágio, mas os outros não dão conta (não são alérgicos) e querem lá saber se o seu acervo de respeito vai desta para melhor, se fica comprometido. Veja-se Soares, que até certa altura residia no museu dos intocáveis da democracia portuguesa, e agora consta num calendário de baboseiras ditas em tão curto espaço de tempo. No entanto, há que dar a mão à palmatória a Seguro que não tem a noção de que se está a referir a si quando fala em política com "p" pequeno. P pequeno, João Pequeno, Tozé Pequeno - que tristeza -, quando o que Portugal precisa é de algo em grande.

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publicado às 08:12

Fardo interior

por John Wolf, em 10.09.13

Estará Seguro a chamar Passos burro porque este olha para o interior como se fosse um fardo? (já não sei o que escreva sobre o homem, peço perdão...)

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publicado às 19:35

Deve ser apenas uma mera coincidência de época balnear. Acabo de abrir a caixa de correio e lá está a Revista da Câmara Municipal de Lisboa (CML). Na capa uma imagem a atirar para o Pop-art de Roy Lichtenstein, com um cacilheiro ao fundo, não se sabe bem se a abandonar a Lisboa, a deixar em terra a ciclista. A cara do personagem - da jovem que encarna o estado de espírito -, é uma cara de poucos amigos. A menina está sozinha mas está muito bem. Não deixa descair a preferência de género, o seu sexo de eleição. Pode ser que seja hetero mas também é possível que não seja. A rapariga de cabelos alaranjados provavelmente ter-se-á exposto em demasia ao sol; tem a face e o peito pejados de sardas (ou serão pigmentos naturais?). O piercing na narina direita da garina é a prova de que é uma rapariga toda atirada para a frentex; vai aos festivais de verão (se não vai, tem auscultadores para fazer bombar os éxitos) e repete a cada segunda frase "tá-se bem". A t-shirt de alças e às riscas encarnadas deve ser para afastar os bichos, as vespas, mas cumpre outra função; condiz na perfeição com as cores do patrocinador - o anunciante. Na contracapa lá está o Red da Vodafone e três protagonistas com cara de espanto. Mas não se limitam a olhar com cara de parvas. Uma delas tem vasilhame na mão, um copo vazio (será para recolha de fundos?). Nunca havia recebido esta revista moderna no conforto da minha casa, embora seja publicada trimestralmente, mas está tudo explicado. A Câmara Municipal de Lisboa quer dar uma ajudinha ao presidente-candidato-a-presidente António Costa. Embora tenha sido educado a não julgar um livro pela sua capa, a verdade é que não retirei a revista do envólucro de plástico e não o farei. Sinto-me ultrajado por receber esta encomenda à última hora, no cair do pano de reeleições. Em todo o caso, não devo ter grandes problemas de consciência porque não se trata de um livro. É um panfleto político na mais pura acepção do papel gasto pelos munícipes. Se não estou enganado, a edição é financiada pela Câmara Municipal de Lisboa. Certo? Então, os moradores de Lisboa estão a pagar por isto, a sustentar a campanha do presidente da Câmara de Lisboa. Por essa razão não irei rasgar o plástico que protege a revista e ser maravilhado com as histórias de sucesso autárquico. A publicação que chega a tempo e horas é uma ferramenta de propaganda política, uma acção inserida na campanha política que já começou. Durante os últimos anos nunca havia recebido da CML uma revista com tanto aprumo e design, mas esta prenda caiu-me mal. Fez-me mal à digestão política. Provavelmente irá irritar mais uns quantos - a tiragem chega aos 350.000. Quanto terá custado? Faz parte do orçamento do PS ou da CML? Pode parecer que estou a ser picuinhas, mas estamos em fase de auditoria intensa a todas as movimentações políticas. Faz parte do processo democrático prestar contas e justificar os gastos. Como disse, ficar-me-ei pelos clichés inscritos na capa; "o Tejo devolvido aos Lisboetas", "Lá vai Lisboa", "À conversa com Júlio Pomar" sem esquecer aquele toque cosmopolita de modernidade iorquina. O código QR (no canto inferior esquerdo) para aqueles munícipes agraciados com um smartphone capaz de ler por entre as linhas. Capaz de  entender as segundas intenções. Seara verde, verdinho.

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publicado às 17:16

Show me the money, Seguro!

por John Wolf, em 13.06.13

Não sei qual o Q.I. de António José Seguro, mas deve rondar um duodécimo daquele pertencente a Einstein. Um declamador desta natureza decididamente não se pode tornar o primeiro-ministro de Portugal. Como é que ele pode bater o pé e dizer que "se há dinheiro, paguem-se os subsídios". Caro Seguro, não há dinheiro, não há professores e definitivamente não existem lideres partidários à altura dos desafios. Entendeu? Népia. Nicles batatoides. Zero. O país está na bancarrota, será que ainda não percebeu? Foi precisamente este tipo de atitude de desleixo, de paga-se e logo se vê que levou o país ao estado em que se encontra. Há mais; "de certeza que esse dinheiro não é para os portugueses fazerem férias de luxo fora de Portugal". Será que o homem nunca foi a um parque de campismo na sua juventude socialista? E ele fala de serviços de processamento dos dinheiros como se fosse um vírus informático a causa do bloqueio (mental). Isto é que é um lindo serviço. No entender deste mestre de ilusões é tudo uma questão administrativa, porque o dinheiro existe mesmo que não se acreditem em bruxas. Poderemos ainda chegar a determinadas conclusões por via indutiva, aplicando uma simples regra de lógica política que Seguro parece ter afinado e co-adoptado. Ora bem, cá vai. Se há trabalho, criem-se empregos. Se há falta de crescimento, tomem-se vitaminas Centrum. Se estão de férias, não são trabalhadores. Se há desculpas, que sejam das boas. Se o país está a viver uma crise, que vá de férias. É notável como um candidato a chefe de um executivo é capaz de meter tanta coisa no mesmo saco de incongruências. Os trabalhadores estão a viver e a passar dificuldades? Vejam lá se estou a entender bem esta afirmação complexada quanto baste. Por um lado os trabalhadores estão a viver e por outro lado estão a passar dificuldades. Ou seja, é possível viver (por exemplo, da parte da manhã) e passar dificuldades da parte da tarde (a seguir ao almoço, depois do café). Quando Passos Coelho declara a sua vontade de se recandidatar em 2015, parece já contar com o apoio de António José Seguro. O rival do Rato ao dizer calinadas deste calibre ajuda Passos Coelho a marcar pontos no placard. Com estas histórias de espiões e agentes duplos que nos chegam todos os dias no correio internacional, chego a pensar que Seguro é uma toupeira, um actor plantado no seu partido para minar as bases de apoio. No meio destes pleonasmos e números absurdos, quem pagará será o cidadão, os Portugueses que nunca terão descanso. Quanto mais férias, de quinta do lago a Domingo. 

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publicado às 16:37

4 perguntas certeiras do CDS/PP

por Samuel de Paiva Pires, em 15.08.09

 

(imagem tirada do Politikae)

 

Os cartazes do CDS/PP são extremamente certeiros, colocando o dedo na ferida em questões essenciais que têm flagelado o nosso país. Será que alguém, do PS ou PSD, do Jamais ou do Simplex, se quer atrever a responder a estas 4 perguntas:

 

Há bom ensino sem autoridade dos professores?

É justo dar rendimento mínimo a quem não quer trabalhar?

Porque é que os criminosos têm mais direitos que os polícias?

É normal proteger o BPN e abandonar as PME'S?

 

(também publicado no Novo Rumo)

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publicado às 20:56






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