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O cavalo dado do IMI

por John Wolf, em 12.12.16

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Esta notícia seria perfeita, um conto de fadas, se não existisse um universo de taxas e impostos para compensar esta generosidade - a cavalo dado não se olha o dente? Já agora, uma vez que lidamos com dentição e mordeduras, sabem quantos dentes tem um equino macho? Isso mesmo. São 40 dentes. E uma égua? Esta vai surpreender a malta - pois, são 36 dentes. O governo de geringonça pensa que coloca a albarda em cima dos contribuintes como se estes fossem burros, mas não são. Em economia, e por arrasto finanças, convém comparar laranjas com laranjas. Até aqui tudo bem. O IMI baixa de um modo genérico, mas como fica o nível de rendimentos dos portugueses tendo em conta as invenções tributárias (os outros impostos e taxas) que por aí grassam? São contas de bolo fatiado que convém analisar, ou seja, todas as nuances. Isto de dizer uma coisa fora de contexto dá azo a suspeições. Como vai o sector imobiliário? Será que está a fraquejar? Será que os franceses já fizeram as compras que tinham a fazer no Chiado e acabou? Quando atiram estas migalhas ao ar, assim sem mais nem menos, gosto de saber da rala toda. Não me agrada uma meia-tese ou um quarto de análise. As matérias devem ser apresentadas na íntegra e colocadas sobre matrizes de conjuntura. Por exemplo, e como quem não quer a coisa, Portugal poderá vir a estar em apuros com as "novas " medidas de Draghi respeitantes ao estímulo das economias falhas da Zona Euro. As taxas de juro dos títulos de dívida estão nos niveis que se sabem, portanto não me venham com esta história de que os encargos com o IMI baixaram. Que se lixe o IMI se os outros impostos que não são nada ami. O que interessa são as autárquicas.

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publicado às 12:45

Marinho Pinto e os cavalos de corrida

por John Wolf, em 29.05.14

É bom que os portugueses se começem a habituar. Acho muito bem que apareçam políticos "excêntricos" para abalar as mentes conservadoras dos partidos e  daqueles que julgam que detêm o exclusivo das prerrogativas democráticas. Não julguem por um instante que Marinho Pinto preenche as minhas medidas, mas defendo o princípio de que, todo e qualquer cidadão, "desreferenciado e sem cartão de sócio", se possa fazer ao piso da política. A falsa alternativa de mudança será voltar a apostar nos mesmos cavalos de corrida, gastos e cheios de vícios. 

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publicado às 08:58

Os cavalos da Cinemateca

por John Wolf, em 05.09.13

Como tantas outras instituições deste país desgovernado, a Cinemateca também faz parte da idiossincrasia nacional de falências e reis na barriga. A instituição que se encontra com a corda no pescoço tem a obrigação de analisar os fundamentos da sua demise. Muitas das razões que explicam a aflição destes poisos de intelectualidade são endémicas, fazem parte da casa, dos seus modos e do costume enraízado na cultura portuguesa que determina que estas instituições devem ser dirigidas por pensadores e letrados que não percebem patavina de gestão das artes, e que por essa razão se fecham em copas. Vem a propósito este post porque em 2007 estabeleci uma ligação fugaz e infrutífera com a Cinemateca e pude confirmar a sua fraca receptividade a parcerias e novas abordagens. Na qualidade de membro da direcção da Sociedade Hípica Portuguesa, entrei em contacto com Bénard da Costa no sentido de se organizar um ciclo (ia dizer festival, mas eles não gostam do termo, faz lembrar feira) dedicado ao tema "o cavalo e o cinema". Na minha proposta enviada por e-mail concedia toda a superioridade à pessoa de João Bénard da Costa. Seria a Cinemateca a única instituição capaz de definir um conceito profundo alusivo a essa relação especial entre o cinema e o equino. Aliás, o cinema - a captação do movimento -, quase que nasce com o cavalo. Desde a infância do cinema o cavalo tem sido uma constante na malha de narrativas, dramas e comédias. Francis Ford Coppola produziu esse filme estético que serve de referência ao simbolismo clássico vertido para os tempos modernos, para uma nova linguagem - "o Cavalo Negro". Enfim, poderia discorrer sobre outros diaporamos que envolvem Bucéfalo, Alexandre o Grande, My Friend Flicka ou o lendário Secretariat, mas penso que já perceberam a riqueza da minha proposta temática. Refiro-me também a épicos literários que antecedem em muitos casos o próprio advento do cinema, e, nessa medida, o projecto seria uma síntese de distintas disciplinas. O ciclo de cinema que propunha aconteceria nos campos do Jockey Clube, no Campo Grande, ao ar livre com o amparo de um anfiteatro, uma bela bancada a lembrar a Belle Époque. Os filmes seriam sempre antecedidos por uma curta exposição sobre as implicações estéticas ou culturais do visionamento, e seguidos por um período de debate aberto ao público. O casamento entre as duas modalidades não poderia ser mais perfeito. A Sociedade Hípica Portuguesa também tem a sua história de glória e lendas (medalhas olímpicas entre outras) e conta com mais de 100 anos de existência, e foi sempre receptiva a tantas iniciativas excêntricas. No entanto, e apesar do meu entusiasmo, a resposta não tardou em chegar. Bénard da Costa foi categórico:"não cedemos material a terceiros". Para meu espanto, sempre o havia tido como um homem de cultura, capaz de se aventurar em novos ângulos de apreciação de um mesmo espólio de natureza eminentemente dinâmica. Mas não foi esse o caso. A resposta foi intencionalmente concebida para afastar, de uma vez e por todas, quaisquer incursões que pudessem colidir com a missão conservadora da Cinemateca, ou melhor, a sua mentalidade conservadora. Este episódio, sem grande utilidade, serve apenas para demonstrar que uma nova atitude (cultura) deve ser desenvolvida para tirar as elites do atavismo que as define, da sobranceria que não serve o interesse cultural nacional. Tenho imensa pena que não se tenha feito lumiere na cabeça do então director da casa magnânima do cinema. Perdemos todos; os leigos, o cinema e os cavalos.

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publicado às 11:01






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