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Autárquicas da bola

por John Wolf, em 14.09.17

 

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) deve ser composta por bananas. Apenas trabalha quando o rei faz anos, mas mesmo assim não acorda a tempo e horas do serviço. Borra a pintura. Tem expediente a cada 4 ou 5 anos, mas é incapaz de dar conta do recado. Nem umas miseráveis eleições é capaz de marcar no calendário. É uma infeliz coincidência essa estória dos jogos acontecer no mesmo dia. Azar. Os adeptos do Porto, se carregarem em massa em Alvalade, terão de organizar muito bem o seu dia. Terão de descer à Ribeira, inserir o boletim na ranhura e depois rumar a Lisboa. Pois. Estou a ver o filme. Isto precisava de um vídeo-árbitro-autárquico para controlar a jogada - amarelo, no mínimo. Falamos de uma estimativa de abstenção afectada negativamente pelo espectáculo da Primeira Liga. Não me venham com estórias. Querem convencer-me que a CNE não analisa todos os factores de perturbação dos actos eleitorais? Os eleitores da coligação Benfica-PS também terão de fazer um esforço acrescido para ver se não ficam retidos na ilha da Madeira devido a um inesperado vento cruzado. Contudo, independentemente da bola, os portugueses terão mais uma desculpa para não exercerem a sua obrigação cívica. Depois é o que se sabe. Continuarão a queixar-se deste ou daquele, mas mandam dar uma volta àqueles que ousem perguntar: votou? Ou foi ver a bola?

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publicado às 13:33

Ó CNE!

por José Maria Barcia, em 28.09.13

Multa-mos!

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publicado às 15:08

CNE, o novo fisco

por José Maria Barcia, em 28.09.13

Diz o CNE que em dia de reflexão é proibido - e motivo de multa - apelar ao voto.

 

Ora, já dizia Francisco José Viegas a propósito das facturas e dos fiscais do Fisco que em caso de fortuito encontro, recomendaria um muito mais educado ''tomar no cu'', ao invés do jagunço ''levar'' no dito.

 

Fiscal: A factura do jantar?

FJV: Olhe, e tomar no cu?

 

Coisa deste género.

 

Agora é a vez do CNE mostrar que, sendo uma comissão estatal e, aparentemente, ter de dar provas que está vivo, andar a disparatar para todos os lados com proibições, limites e merdinhas.

 

Então - e em clara discordância e rebeldia elucidada - venho por este meio apelar ao voto. Como voto em Lisboa, apelo ao voto no João Ferreira do PCP, no João Semedo do BE, no Fernando Seara do PSD e... pronto. Não apelo ao voto no António Costa por duas razões: o CNE poderia achar que haveria equilíbrio em apelar a todos e porque o Costa é um péssimo presidente de Câmara e merece uma investigação policial a tudo o que andou a fazer com os dinheiros da CML.

 

Assim, apelo ao voto a todos menos no António Costa, que quero mesmo que emigre, ou que seja investigado pela PJ.

 

 

p.s. Mourinho para Presidente!

 

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publicado às 12:51

Apagão televisivo das campanhas

por John Wolf, em 10.09.13

Se as Televisões desistem mesmo de acompanhar as campanhas autárquicas temos motivo para celebrar. Não precisamos de acompanhar as sessões brejeiras que correm as feiras de mangas arregaçadas e cabelo ao vento. Não necessitamos de ouvir a mesma conversa de sempre, de escutar as vozes alteradas daqueles que profanam o acervo da verdade. Não queremos ver as bandeiras de um mesmo caos, e testemunhar a oferta de esferográficas e porta-chaves. Que maravilha não termos de assistir a esse triste espectáculo que não acrescenta valor, que não ajuda ao discernimento - à decisão a tomar. O único problema que vislumbro neste black-out das estações de televisão serão os efeitos secundários que iremos sentir. Os partidos políticos não se irão contentar em colocar uma mira no ar. Os candidatos não vão deixar de apontar as armas e barões aos visados de sempre que enchem as praças de alegria de norte a sul do país. Irão procurar a sua sorte por outros meios de comunicação. Aguardem a  ressonância. As rádios que nunca estiveram desligadas dos eventos, têm aqui uma oportunidade de ouro para regressar de um modo saudosista ao tempo das declarações de guerra e paz, anunciadas sobre a onda média. As emissões radiofónicas podem servir para afastar o efeito enganador das imagens. Os destinatários, embora não possam baixar o volume, podem-se concentrar nas ideias dos proponentes ou na sua ausência. As redes sociais vão ser também alvo da ira dos mais de setecentos candidatos a lugar comum que também reclamam os seus quinze minutos de fama política. Vamos ter videos a dar com o pau, literalmente. Os blogues vão servir para fornecer indecisos, comprometidos, ausentes e presentes (posso falar à vontade, não voto em Portugal) com chavões como estes que estou prá aqui a vender. Se a SIC, a TVI e a RTP não dão conta do recado, os candidatos da Amadora e arredores irão encontrar meios alternativos para chegar às gentes. Já vimos os lindos cartazes e outdoors das diversas e criativas campanhas autárquicas. Agora imaginem o pior. Imaginem o que não farão estas encomendas para ganhar as atenções dispensadas pelas estações de televisão. Nas próximas semanas seremos testemunhas de estranhas ocorrências. O espírito do desenrasca também faz parte das sedes de campanha. Pelo que percebi, e por forma a que haja motivo de reportagem, a matéria deve ter um cariz declaradamente nacional. Ora não vos parece um absurdo? Não era suposto as eleições autárquicas se centrarem nas questões locais, os problemas do concelho? Querem ver que daqui a nada temos um candidato da terra a mandar bitates com relevência nacional? Não querem ver que no meio da confusão ainda aparece alguém com uma ideia de jeito para o país? Querem ver que isto ainda acaba a bem.

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publicado às 20:19

Freak show político

por John Wolf, em 08.09.13

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) aprendeu rapidamente com o Tribunal Constitucional. Pegou nos estatutos e foi à procura da cláusula mais indicada para impedir a realização da entrevista a Passos Coelho que seria conduzida por 20 cidadãos na RTP. Apesar de parecer que afecta mais o primeiro-ministro do que outra coisa, a verdade é que impediu o exercício de expressão dos Portugueses. Gostaria de saber qual a composição da CNE. Se os seus membros são associados políticos de certas cores ideológicas e se existe um telefone com ligação directa entre a CNE e o largo do Rato. Período eleitoral? Período eleitoral é o ano inteiro. Período eleitoral é a repavimentação das ruas da Baixa. Período eleitoral é António Costa aparecer na tribuna presidencial do clássico Sporting- Benfica. Período eleitoral é afirmar que já batemos no fundo e que a retoma está ao virar da esquina. Período eleitoral é a CNE dar provimento à queixa apresentada pelo partido socialista em vez de sugerir o mesmo formato de entrevista "à americana" mas com a presença dos líderes de todas as forças políticas de Portugal. Ou seja, uma emissão realizada no mesmo formato democrático, mas com 100 perguntas - um sortido misto e interminável de dúvidas. Uma transmissão maratona como tantas outras que a RTP é capaz de realizar quando se trata de arraiais e festas disto e daquilo. O João Baião e aquela outra que agora canta para o menino e prá menina, como se chama? - ah, já sei; Sónia Araújo, poderiam até estar em estúdio para dar uma ajuda preciosa. A política já é o festival que se conhece, o ralha-te ali show de horário nobre, por isso, declare-se a festa sem reservas. A CNE decerto que não iria impedir um "tudo à malha e fé em doidos". Em HD, claro está - para  observarmos à lupa as verrugas políticas de todos eles sem excepção. Um freak show para bater as audiências, para bater nos políticos. Isso sim, seria televisão pública de qualidade. 

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publicado às 09:45






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