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Se Jerónimo de Sousa não fosse quem é, e não fosse um fundamentalista comunista, dirigia as suas palavras ao povo oprimido dos EUA. Provocaria o espírito da liberdade dos milhões de nacionais que integram o seu "conceito" de americano-imperialista. Ao invés, revela a sua pequenez e a dimensão do seu racismo patriótico. Esquece o secretário-geral que os movimentos sindicais nasceram na América e que uma série de revoluções já assolou o "continente" norte-americano. Mas existe algo que está atravessado na sua garganta estreita. A América é muito mais comunitarista do que os comunistas alguma vez serão comunistas. Existe algo que o marxiano não entende. Não são necessários uma foice e um martelo para que exista uma forma voluntária e salutar de socialismo civil  e "não ideológico". Ou seja, a ideia de partilha e edificação social e material numa sociedade que não depende de uma direcção central, de uma bula. Jerónimo de Sousa porventura nunca terá pisado solo americano para ter a oportunidade de ofender directamente descendentes de italianos, portugueses, alemães e irlandeses que construíram as suas vidas com o suor desligado de ideologias caducas. O lider da CDU nunca viveu na aldeia americana que é um Avante durante 365 dias do ano. Onde a cada dia que passa existem transferências de uns para outros, de mais abastados para mais desfavorecidos. Assim não vale a pena falar do homem. Assim não vale a pena discutir com o homem. Na Coreia do Norte é que se está bem.

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publicado às 20:48

Bernardino...

por Nuno Castelo-Branco, em 26.03.14

...faça o favor. Ficamos todos à espera.

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publicado às 17:27

Sempre muito coerentes

por Nuno Castelo-Branco, em 28.02.14

 

 

Lenine era deus, Estaline era um santo, Trotsky um "agente germano-yankee-sionista" e anti-revolucionário. Iezhov, Béria, e Kruschev nunca existiram. O genocídio ucraniano é uma invenção fascista. O gulag era uma espécie de colónia de férias como as da FNAT. A União Soviética foi um modelo de fraternidade entre povos, a Alemanha-Pankow, a Hungria, Checoslóváquia, Polónia, Países Bálticos, Roménia, Bulgária, Jugoslávia e Albânia foram livres durante meio século. Cuba é uma democracia exemplar, Chávez e Maduro dois apóstolos da fé. Mugabe é um patriota, Pol Pot muito trabalhou e fez o que pôde pela liberdade, Samora era uma espécie de Madre Teresa e Ianukovich um injustiçado, pobre homem.

Confirma-se. Tal como o Sr. Bernardino garantia, a Coreia do Norte é uma democracia. Nada de a desestabilizar e vai daí, sai um finca-pé beneditino. 

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publicado às 16:30

Cavilosas mentiras!

por Nuno Castelo-Branco, em 18.02.14

 

Não foi o Departamento de Estado, nem a CIA, Maggie Thatcher, Vera Lagoa, Bush, o cónego Melo, Kohl ou o governo sul-coreano. Foi a ONU, chegando à brilhante conclusão daquilo que todos sabem já há quase setenta anos. Segue-se a China? Ou os Castro?

 

Aguarda-se um comunicado de desagravo do PC e do Sr. Bernardino Soares, até porque há camaradas que já o fizeram. 

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publicado às 09:35

A visita ao Palácio do Sol

por Pedro Quartin Graça, em 18.12.13

Em Pyongyang, ontem, dia 17 de Dezembro, o nosso querido líder Kim Jong Un, primeiro secretário do Partido dos Trabalhadores da Coreia, primeiro presidente da Comissão de Defesa Nacional da RPDC e comandante supremo do Exército Popular da Coreia, em conjunto com Ri Sol Ju, visitou o Palácio de Kumsusan do Sol, por ocasião do 2 º aniversário da morte do grande líder Kim Jong Il. Ele estava acompanhado por Kim Yong Nam, Pak Pong Ju, Choe Ryong Hae, Ri Yong Gil, Jang Jong Nam, Kim Ki Nam, Choe Thae Bok, Pak Para Chun, Kim Yong Chun, Yang Hyong Sop, Kang Sok Ju, Kim Won Hong e outros membros do órgão de liderança do Comité Central do WPK, outros funcionários do Comité Central do WPK, os agentes principais de forças de segurança e órgãos e funcionários dos ministérios e instituições nacionais. Longa vida ao Querido Líder!

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publicado às 08:10

Para Bernardino ver

por Nuno Castelo-Branco, em 13.12.13

 

"Pior do que um cão, ideologicamente doente e extremamente inactivo, escumalha, corrupto, traidor, debochado, batoteiro, gatuno do partido, toxicodependente, chulo e contrarevolucionário. " 

 

Estaline não teria engendrado melhor libelo. E era este homem o tio de Kim e a segunda cabeça do regime norte-coreano.

 

A cena remete-nos à Moscovo da década de trinta. Foram buscar o parente do pícnico Querido Sucessor ao salão de reuniões da nomenklatura local, arrastando-o até ao pelotão de execução que o aguardava. "Dizem que" houve um julgamento sumário.

 

A verdadeira razão desta purga, parece descobrir-se numa frase:

"O grupo de Jang Song-thaek cometeu actos contra o partido, minando a sua unidade e coesão e perturbando o trabalho para estabelecer o sistema de liderança único". 


Já tem um título, o de Traidor Eterno. 


Em suma, missing in action.

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publicado às 09:03

Sem qualquer surpresa...

por Nuno Castelo-Branco, em 14.04.13

 

...o Partido Comunista faz a festa e alinha totalmente com a Coreia do Norte. No velhote estilo de sempre, aqui está um aperitivo:

 

"É conhecido o historial de ingerências, pressões e provocações por parte da Coreia do Sul e dos EUA à República Democrática Popular da Coreia, quer no campo económico e político, quer militar (...) é na política agressiva do imperialismo que radica a escalada de tensão e desestabilização na região, independentemente das preocupações com o modo como os dirigentes da República Democrática Popular da Coreia têm lidado com o incumprimento de acordos, medidas hostis e crescentes provocações levadas a cabo pelos EUA."

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publicado às 11:46

Kim il Basam Dambu un

por Nuno Castelo-Branco, em 04.04.13

 

Desde que os bípedes se resolveram a inventar a propriedade, foram também obrigados a congeminar o uso do porrete. Não lhes bastando as cacetadas, logo de seguida subiram a parada e trouxeram a fisga. Desta forma, o mundo  transformou-se num local cada vez mais perigoso.

 

Na Ásia do nordeste, existe um país que nos remete à lembrança do Basam-Dambu de E.P. Jacobs. A virulência do discurso oficial hora a hora berrado por locutores da televisão estatal, jamais cumpre as mais elementares regras da convivência internacional. O inusitado chega ao ponto de ameaçar-se o odiado inimigo de três cabeças - Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul -, com um ataque nuclear preventivo. O território japonês, Seul, Guam e Pearl Harbour são claramente declarados como alvos imediatos. Passando sobre a questão dos aspectos meramente militares que parecem ter substituído a diplomacia, talvez os norte-coreanos não tenham a menor consciência do que ainda hoje significa a menção da base americana no Hawai. Em termos psicológicos, esta evocação é capaz de despertar a generalizada atenção do povo dos Estados Unidos da América que na sua maioria, talvez não fazendo a menor ideia acerca da situação geográfica da Coreia, sabe bem o que Pearl Harbour significa. Má propaganda, desastroso efeito moral que apenas garante um efeito boomerang.

 

Pela escalada das palavras e concomitantes ameaças, parece que o governo de Pequim está rapidamente a perder o seu conhecido e até agora apreciado controlo sobre Pyongyang.

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publicado às 20:49

Mísseis e moções de censura

por John Wolf, em 04.04.13

António José Seguro e o seu corpo de intervenção socialista já não esconde a sua ânsia pelo poder. Os rapazes e raparigas estão a roer as unhas à espera que os 13 eleitos do Tribunal Constitucional (TC) puxem o gatilho do canhão orçamental. Aguardam a detonação da principal ferramenta de trabalho do governo de coligação. Estão à espera que sejam outros a mandá-los embora. Os suplentes querem assaltar o governo custe o que custar, com as armas caducas que têm à mão. O líder da oposição, faz-me lembrar um tal de Correia do Norte - o Kim Jong UN -, que também anda a brincar às moções. Aos tiros com balas perdidas na retórica, que vão acertando em cheio num campo minado por propostas vazias. Portugal está preso entre a espada e a parede. Nem sequer podemos designar esta competição pelo poder como algo polarizador, nuclear, que envolva protões e electrões. A ciência em causa é tão básica que nem pode ser designada por tal. Os socialistas nunca serão o oposto do governo que se encontra em funções. Serão uma especie de mesma coisa. E este estado de alma gerou um estado político vegetariano. Um pacote de chatices que nem é peixe nem é carne - é uma bizarria. A brincadeira está a sair cara a cada um dos Portugueses que já não têm cartolina, nem carteira para jogatinas. Já bastava a austeridade em forma genérica, para agora termos de engolir estas ampolas de atrasados mentais. Por outro lado, sabemos que faz parte da matriz nacional nunca dar o braço a torcer. O que se está a passar é um desgaste que até Kim Jong Un seria incapaz de provocar. A intransigência de parte a parte, do governo e da oposição, faz parte de um quadro mental preocupante de convencimento arrogante, de teimosia política que é inimiga visceral do interesse colectivo. Um consenso para a salvação nacional é algo que não conheceremos nesta península. A moção de censura foi uma jogada sem efeito, uma demonstração de um retumbante zero. Se o TC chumbar o Orçamento de Estado, o PS poderá afirmar que nada teve a ver com a queda do governo, e que por acaso estava na vizinhança e decidiu dar um jeito. Um jeito muito semelhante ao mau jeito dado pelo governo que ainda se encontra em funções. 

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publicado às 15:38

Entretanto, na Coreia do Norte

por João Pinto Bastos, em 29.03.13

Passa-se isto. O mundo está a entrar numa espiral de loucura que não é nada auspiciosa. 

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publicado às 00:53

Almôndegas e rissóis nucleares

por Nuno Castelo-Branco, em 26.03.13

 

O  jovem e anafado Almôndega Vermelha - esposo da também gastronómica camarada Ri Sol ju - não faz a coisa por menos, tem andado a ver demasiados filmes americanos. Ameaça Pearl Harbour, Guam, o Alasca e o Japão com uma reedição de Tora! Tora! Tora!, enquanto para os seus irmãos nacionais da Coreia Sul, reserva uma prenda nuclear. Melhor faria se gastasse alguns recursos em sacas de arroz, soja, pacotes de Corn Flakes e umas centenas de milhar de galinhas poedeiras. Já agora, talvez o prolixo deputado Bernardino Soares tenha algo a dizer-nos quanto a mais este vento leste de guerra, provavelmente em modo de mera auto-defesa.

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publicado às 21:00

Um rissol para a camarada Ri Sol

por Nuno Castelo-Branco, em 27.07.12

Tal como convém a qualquer república, na Coreia do Norte o Fantástico Líder deu o nó, talvez emulando os fastos outrora protagonizados por outro republicano de cepa, o Sr. Sarkozy. O pai Kim Il jong trouxe ao mundo o actual Chefe, fruto da sua relação com uma cantora. Cumpriu-se uma vez mais a tradição e vai daí, o Fabulástico Líder escolheu outra cantora para com ele partilhar o tálamo. A feliz contemplada pelo camarada Kim Jog-un, dá pelo auspicioso nome de Ri Sol.

 

Aguardamos ansiosamente pela primeira visita oficial dos camaradas-noivos a Portugal, onde o PCP-BE terá a oportunidade de lhes oferecer um ágape de boas vindas. Sugerimos que incluam o luso rissol na ementa e sendo ambos os nubentes bem abastecidos de carnes, há que homenageá-los, recheando os rissóis com chispe e especiarias a gosto.

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publicado às 10:25

+ 40Kg/média em 38 anos

por Nuno Castelo-Branco, em 25.04.12

Com uma saudação ao estilo Breivik, os militares norte-coreanos prosseguem as coreografias de entretenimento, consagrando a sucessão Kim.  Evocando a "ideia Zuche", uma espécie de contrafacção fanqueira das colectâneas de textos de Marx e Lenine, garantem poder liquidar os  americanos através de um só golpe, aproveitando para prometerem a redução da Coreia do Sul a cinzas. 

 

Aqui está um tipo de regime cheio de optimismos e entusiasmos, recorrendo a todos os pretextos para realçar o papel dos militares. Para aquele que hoje numa Lisboa chuvosa dizia que o Parlamento não representa o povo, a "ideia Zuche" poderá ser uma hipótese a considerar, apesar deste tipo de coisas que alguns preferem esconder. A grande questão a colocar é de peso, pois os amuados ausentes nas comemorações oficiais - pelo menos os nomes mais sonantes - deverão ter engordado cada um deles, um mínimo de 40Kg desde 1974.  Ora, isso é escandalosamente notório e proporciona um confortável crescimento pneumático de mais de 1Kg/ano. Espantoso.

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publicado às 19:54

Depois do "Querido Líder" nos ter conseguido surpreender apesar das façanhas irrepetíveis do "Grande Líder" (sobrevivente a Stalin e a Mao, saliente-se), é a vez do "Grande Sucessor" nos continuar a maravilhar com mais extraordinários feitos da liderança dinástica norte-coreana. A mais recente e esplendorosa está bem espelhada neste título: "Candidatos [ao recrutamento no exército] podem ter 142 centímetros [de altura]", menos três centímetros que o anterior limite mínimo1.


A Coreia do Norte continua assim na ponta da lança da luta titânica contra as "alterações climáticas". De facto, se já era bem conhecido o seu importantíssimo contributo para redução das emissões de CO2 na contenção da utilização de electricidade, creio haver menor familiaridade com a mui conseguida antecipação na concretização das teses de alguns bioeticistas. É que, segundo estes últimos, uma das formas relevantes de conseguir diminuir a "pegada ecológica" humana consistiria na eliminação dos embriões maiores e, amanhã, com maior massa corporal. Um excerto:

«And so size reduction could be one way to reduce a person's ecological footprint. For instance if you reduce the average U.S. height by just 15cm, you could reduce body mass by 21% for men and 25% for women, with a corresponding reduction in metabolic rates by some 15% to 18%, because less tissue means lower energy and nutrient needs.»

1Este tremendo sucesso foi conseguido à custa do raquitismo epidémico decorrente da fome generalizada durante a década de 90 em que milhões de pessoas terão perecido.

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publicado às 17:24

A mais rápida ascensão da história

por Pedro Quartin Graça, em 31.12.11

O "Querido Herdeiro"

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publicado às 17:53

Condolências

por Felipe de Araujo Ribeiro, em 20.12.11

Quer eles queiram quer não queiram, no meio dessa “liberdade”, filhos da puta, sem razão e sem sentido.

 

A doutrina*:

When Kim Il Sung came to power, religious adherents and their families were labeled as “counter-revolutionary elements” and targeted for repression. Recalling his policies to diminish the power of religion in North Korea, Kim Il Sung reportedly admitted that:

We [could not] turn into a Communist society along with the religious people. Therefore, we purged the key leaders above the rank of deacons in Protestant or Catholic churches and the wicked among the rest were put on trial. The general religious people were put into prison camps [and given a chance to reform]…. We learned later that those of religion can do away with their old habits only after they have been killed.

E o relato de um ex-militar (Interviewee 17) do exército Norte-Coreano, e um dos vários entrevistados neste relatório de 2005. Os acontecimentos relatados surgem depois de uma unidade militar ter descoberto por acaso, entre dois tijolos de uma casa demolida, uma Bíblia e um caderno contendo 25 nomes de pessoas e respectivas profissões. O que se seguiu, de acordo com o anterior parágrafo, terá feito as delícias do querido líder:

In November 1996, the 25 were brought to the road construction site. Four concentric rectangular rows of spectators were assembled to watch the execution. Interviewee 17 was in the first row. The five leaders to be executed—the pastor, two assistant pastors, and two elders—were bound hand and foot and made to lie down in front of a steam roller. This steam roller was a large construction vehicle imported from Japan with a heavy, huge, and wide steel roller mounted on the front to crush and level the roadway prior to pouring concrete. The other twenty persons were held just to the side. The condemned were accused of being Kiddokyo (Protestant Christian) spies and conspiring to engage in subversive activities. Nevertheless, they were told “If you abandon religion and serve only Kim Il Sung and Kim Jong Il, you will not be killed.” None of the five said a word. Some of the fellow parishioners assembled to watch the execution cried, screamed out, or fainted when the skulls made a popping sound as they were crushed beneath the steam roller.

O último comentário deste ex-militar, muito mais do que uma questão de fé ou falta dela, revela bem a lavagem cerebral a que estão sujeitos os cidadãos deste paraíso na terra. Perante o homicídio brutal destas cinco pessoas, a conclusão a que o entrevistado chega é a de que morreram simplesmente por serem estúpidas e dementes:

Interviewee 17 thought, at the time, that these church people were crazy. He thought then that religion was an “opiate”, and it was stupid for them to give up their lives for religion. He heard from the soldiers who took away the other twenty prisoners that they were being sent to a prison camp.

Para um partido tão traumatizado com as lutas pela liberdade durante o Estado Novo, com as torturas, com as prisões, com os assassinatos, com os exílios... É no mínimo uma vergonha que tenham o supremo descaramento de expressar as suas condolências ao povo coreano e à direcção do Partido do Trabalho da Coreia pelo falecimento do seu dirigente Kim Jong-Il”.

 

Continuai a lutar pela vossa verdade; eu luto sempre do outro lado da luta.

 

*(hiperligação directa para ficheiro pdf, via Actualidade Religiosa)

 

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publicado às 12:40

GRRRRRÓÓÓÓÓIIIIINK!

por Nuno Castelo-Branco, em 19.12.11

Os pobres ficaram mesmo de gatas, aliás a posição obrigatória naquelas paragens. Quando Estaline foi "despachado" pelo seu grupinho de camaradas da vodka, assistiram-se a cenas semelhantes bem organizadas fora de portas, porque a bem dizer, o país suspirou de alívio. Noutras paragens muito mais a sul, também saíram aos magotes para as ruas, mas com intenções bem mais risonhas: em Lourenço Marques, foi um segundo carnaval...

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publicado às 19:51

As Forças Armadas do novo "Querido Líder"

por Pedro Quartin Graça, em 19.12.11

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publicado às 16:19

Os pêsames do Estado Sentido ao PCP e Bloco de Esquerda

por Nuno Castelo-Branco, em 19.12.11

Numa etérea espiral de fumos de imorredoura glória, subiu ao firmamento vermelho o Querido Líder Kim jong Il, auspiciosamente nascido num já longínquo inverno de guerra, algures numa montanha coberta de neve e sobre a qual subitamente brotaram milhões de flores de inebriantes  fragrâncias, mostrando o caminho a milhares de camponeses ansiosos por verem o Prometido dos Povos da Terra.

 

Ao PCP - as mais amplas e copiosas lágrimas deste nefando blog, vão para o camarada Bernardino Soares, o grande defensor da democracia norte-coreana - e ao Bloco de Esquerda, manifestamos os nossos mais sentidos pêsames por esta irreparável perda, certos de que a ascensão do Grande Sucessor Kim III ao poder, servirá de piedoso lenitivo nesta hora de excruciante e dolorosa aflição.

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publicado às 14:40

Os mais felizes países do mundo!

por Nuno Castelo-Branco, em 02.06.11

O mais aflito e maior lambe-botas planetário, decidiu dar mais uma valente engraxadela no cano alto das botifarras dos seus sponsors de Pequim. Após a sua última e nada secreta viagem à China, o autocrata da Coreia do Norte fez publicar um curioso estudo acerca da felicidade no mundo.

 

Na sua iluminada opinião, a China é o país mais feliz, seguindo-se-lhe a Coreia do Norte, Cuba, Irão e Venezuela.  Como não podia deixar de ser, os EUA estão em último lugar, o 203º, enquanto a rival Coreia do Sul tristemente reduz-se à 152ª posição. Uma pena não conhecermos outros detalhes acerca desta lista de maravilhas, pois ficaríamos a saber mais, acerca da felicidade que se coça no Zimbabué ou no Nepal, por exemplo.

 

Uma outra questão, será conhecermos os resultados práticos do caixismo-viajante que da ocidental praia lusitana tem andado mundo fora. Após as amizades com Caracas e a recente visita a Lisboa do ministro dos Negócios Estrangeiros de Ahmadinedjad, com um bocadinho de sorte, o herói do Sr. Bernardino Soares, o Querido Líder, ainda poderá ter incluído Portugal entre os 10 mais felizes países do planeta Terra. 

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publicado às 19:12






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