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Centenos alternativos

por John Wolf, em 06.02.17

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Os números apresentados pela OCDE são Centenos alternativos. Não passa tudo de notícias-faquir (tradução livre de fake news). São apenas mentirosos-populistas que andam a inventar estas balelas. O investimento em Portugal é o maior dos últimos dois séculos e as reformas estruturais são hiper-estruturais. E a banca não vai custar nada aos contribuintes. Vai ser de borla, grátis. Agora toca a beber o leitinho. Xixi, cama.

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publicado às 18:15

10 milhões de milhas da TAP

por John Wolf, em 12.06.15

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Estou relativamente à vontade para falar sobre o tema da aviação. Acompanhei muitas narrativas familiares sobre o assunto. O meu tio-avô Alfred L. Wolf foi um notável jurista formado em Oxford, piloto e General da Força Aérea dos EUA, fundador da Aircrafts Owners and Pilot´s Association, da Wolf Aviation Fund e legislador pioneiro no domínio da aviação civil e comercial. Não tendo tido filhos, quis incutir a paixão pela aviação nos sobrinhos. E pelo menos num dos casos resultou. O meu primo-direito Dan Wolf, actual Senador no Estado do Massachussetts, embora se tenha formado em Ciência Política, também se tornou piloto e mecânico aeronáutico certificado. Mas teria ainda outro sonho por cumprir - fundar uma companhia aérea. Em 1989 nasce a Cape Air que se viria a tornar na maior companhia aérea regional independente dos EUA.  Uma história de sucesso que não se deve a um acaso do destino. A empresa, inovadora em múltiplas dimensões, acaba por fazer parte do sonho americano, mas de um modo particularmente interessante. Logo no início das operações da companhia aérea, o CEO Dan Wolf percebeu que um dos vectores de motivação na companhia aérea teria de passar pela partilha da mesma com os colaboradores. Num golpe de mestre, e encarnando aquilo que designo por "socialismo americano", mais de 70% da empresa passa a ser detida pelos trabalhadores. Esse vínculo laboral presente no ADN da Cape Air determinou que a mesma tivesse sempre resultados operacionais surpreendentes e taxas de crescimento bastante acima da média do sector. Dan Wolf nunca perdeu o sentido de pertença à missão e ainda hoje se mantém ao serviço da Cape Air não apenas como mítico fundador, mas como piloto e mecânico "de facto" aos fins de semana, arregaçando as mangas para o que for necessário e sujando a face com lubrificante de turbinas. A única coisa aérea de que eu me posso orgulhar é ter sobrevivido a um acidente aéreo a 17 de Dezembro de 1973 a bordo de um DC-10 da Iberia na ligação Madrid-Boston. Não posso dizer que tenha saído ileso. Fracturei a perna esquerda e ainda sofro de algumas perturbações quando viajo de avião e as aterragens decorrem. Agarro-me à cadeira! Vem tudo isto a propósito do seguinte: A privatização da TAP esteve quase sempre à mercê de vontades políticas, mas convém não esquecer que foram os socialistas de Portugal que lançaram o mote da privatização, embora em moldes questionáveis e enviesados. Mas deixemos a pequena política de grandes interesses à parte, e passemos ao essencial; acredito que as mudanças que se avizinham na ex-transportadora nacional serão benéficas no médio e longo prazo. O nacionalismo que veio a lume, a propósito da cedência de soberania "aérea", deve ceder lugar a uma visão de sustentabilidade e crescimento de longo prazo. Se a TAP já era a grande companhia aérea que conhecemos, então ainda maior se tornará. E mais alto voará. Boa sorte!

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publicado às 14:56

Janet Yellen e o FED europeu

por John Wolf, em 07.01.14

Não é que faça diferença alguma, mas pela primeira vez em cem anos, o presidente da Reserva Federal dos EUA é uma mulher. Janet Yellen substitui deste modo Ben Bernanke que indubitavelmente ficará ligado à decisão de estimular a economia por via da receita designada por quantitative easing. A senhora que se segue, embora venha ao encontro de um quadro económico americano de saída da recessão (ou retoma moderada), não significa que tire o pé do acelerador da injecção de liquidez nos mercados de um modo brusco ou impulsivo, o que em última instância poderia provocar uma derrapagem ou até uma saída da estrada do potencial crescimento da economia norte-americana. Para já, e no contexto da inundação das economias com doses maciças de liquidez financeira, a inflação ainda não é uma preocupação que obrigue a subir taxas de juro - a torneira para fechar o "caudal" monetário do FED. Na Europa, a história é parecida e muito diferente ao mesmo tempo. Por um lado, as economias europeias parecem mostrar alguns sinais de terem batido no fundo, e por outro lado, este facto ainda não impactou de um modo substantivo a geração de emprego. Contudo, há outra dimensão macro-económica que vai obrigar o Banco Central Europeu a rever a sua abordagem às problemáticas estruturais que afligem as economias e os mercados. E esse risco tem um nome - deflação. A espiral deflacionista é algo que deve ser evitada a todo o custo. O mundo conhece bem o mau exemplo do Japão que não saiu do mesmo lugar económico nos últimos vinte anos, devido ao peso morto e contraproducente que a deflação representa. Por essa simples razão, Mario Draghi  deve tentar inverter rapidamente as regras do jogo. E tem várias coisas que jogam a favor de uma cartada europeia de estímulo monetário, à moda do FED americano. Em primeiro lugar, as compras de títulos de tesouro dos países em apuro serviu para aliviar as contas correntes das administrações centrais, mas não chegou à economia real, uma vez que as regras de concessão de crédito se tornaram mais apertadas e criteriosas. Em segundo lugar, numa economia global, onde se desenrolam as guerras de divisas, um euro forte não vem mesmo nada a calhar para ajudar as exportações dos países-membros da zona euro para fora da sua zona de conforto. Em suma, e voltando a nomeação de Yellen para timoneira da reserva federal dos EUA, podemos afirmar que não interessa nada quem está ao leme de tão importante instituição, desde que entenda as implicações decorrentes do cargo e da missão a cumprir. E a missão a cumprir na Europa, a meu ver, não tem nada que saber. Ou se estimulam as economias e estas crescem, ou não se estimulam as economias  e estas minguam. Entre uma coisa e outra, não parece haver dúvidas sobre a decisão acertada a tomar.

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publicado às 10:51

Chumbos de investimento

por John Wolf, em 25.08.13

Enquanto membro do clube daqueles que acreditam em Portugal, que conhecem os seus tesouros e o seu talento, o meu maior desejo é que este país possa vingar o seu destino, alcançando o pleno desenvolvimento económico e social. Esqueçamos por uns instantes as consternações respeitantes à grande ou pequena política e concentremo-nos na relação que o país estabelece com essa comunidade de crentes disposta a apostar em Portugal. Vem a propósito este post porque há muito tempo que venho nomeando as virtudes dos Exchange-Traded Funds (ETFs). Os ETFs são fundos de investimento que sintetizam a economia de um país, de um sector ou região. Um forasteiro de paragens longínquas que queira investir em Portugal, das duas uma; ou se torna residente de Portugal e passa a conhecer mal as suas empresas depois de 20 anos de estadia, ou, serve-se de um índice composto pelas empresas de referência, e, seja qual fôr a distância a que se encontre, participa no  seu crescimento ou na sua retoma económica. Esta modalidade de acesso à economia de um país representa a forma mais simples para um leigo assumir uma pequena ou uma grande posição de investimento. Sem essa porta de entrada, de nada serve a conversa utópica de governantes. E é aqui que descobrimos o calcanhar de Aquiles. Portugal não dispõe de um ETF que possa facilitar a captação de investidores nacionais e estrangeiros. A discussão foi colocada em cima da mesa por analistas internacionais que reconheceram na perjurativa sigla PIIGS (Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e (E)spanha), e nas respectivas economias, uma oportunidade única de investimento. Geralmente quando estamos na mó de baixo (feitos em farinha) deixamos de ter a capacidade de interpretar um quadro maior, mais positivo e prospectivo. Quando Portugal dobrar a esquina da recuperação será que está tudo a postos? Pergunto porque razão os arquitectos de investimento financeiro em Portugal ainda não criaram a ferramenta basilar para facilitar a entrada de capital fresco? De que estão à espera? Fiquei realmente surpreendido que um ETF PORTUGAL ainda não exista. O resto do mundo anda a pedir para investir em Portugal e não sabe como. Espero que alguém rapidamente interrompa as suas férias e resolva o assunto para sair do fundo - do chumbo do investimento.

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publicado às 12:43

Emprego socialista

por John Wolf, em 09.06.13

O ministro da informação do partido socialista - João Ribeiro, veio a público dizer que Passos Coelho apanhou a carreira partidária e que se deslocou para parte incerta e que se encontra longe da realidade. A candidatura do chefe do executivo a um segundo mandato está fora de questão - de acordo com o porta-voz rosa. "Os portugueses querem é emprego", reclama o PS. Muito bem. Vamos lá por partes. O Passos Coelho tem nacionalidade portuguesa? O Pedro é português? É, sim senhor. E quer emprego? Exactamente. Será que o PS não entendeu o sentido das palavras que profere; o primeiro-ministro está a escutá-los com toda a atenção e quer ser o primeiro a ter emprego. Os socialistas têm de ter cuidado com aquilo que dizem. Há quem ande por aí a aproveitar o que andam a dizer, a desviar para uso pessoal outros significados. Há gente em casa a apropriar-se de chavões para abrir a sua porta de casa e fazer a sua caminha."Os portugueses querem emprego? Ou os portugueses querem "é" emprego? Pois. Há aqui algumas considerações a ter em conta. Os portugueses querem "em" prego? Não me parece. Os portugueses já penhoraram as suas posses. Já puseram tudo no prego. Os portugueses querem "é" emprego? O que significa isto? Que querem trabalho que seja mesmo um emprego? Por outras palavras, os biscates e part-time não servem? O emprego tem mesmo de ser algo inequívoco para o caso de alguém perguntar; o que é isso que trazes "aí" na mão? Isto? Sim. Ah, isto? Isto "é" emprego. E o que quer João Ribeiro? Que pasta dar-lhe-ão em troca e que "é" um emprego? O trabalho de porta-voz deve ser considerado um emprego? Recebe salário mensal? Ou será que a dedicação pro bono lhe trará um emprego? Uma secretaria de Estado? Quiça um ministério inteiro? O que querem os portugueses sabemos nós. Mas regressemos aos mandatos. Por mais que Seguro e companhia venham a lume dizer que são os génios do emprego e crescimento, a verdade é que os mandatos deixaram de ter relevância. Se os socialistas chegarem ao emprego nunca será a tempo e horas de inverter a marcha. Os dados foram lançados para bem e para mal. Mais para mal do que para bem, e os socialistas cumprirão o mandato de Passos Coelho sem tirar nem pôr um "é". Podem chamar-lhe outra coisa, mas não deixará de ser a mesma nota de encomenda. Será também um mandato de austeridade e contracção económica. Será um mandato de execução orçamental com uma emergência a braços, com um país em descalabro. O João Ribeiro pode declamar o que quiser do púlpito do Rato, mas todos sabemos que são falsas promessas. E já agora; qual é a profissão de João Ribeiro? É que temos pouquíssimos dados curriculares a seu respeito e não sei se merece que lhe dêem emprego, mesmo que já tenha iniciado o estágio com tanto entusiasmo. É curioso como uns querem o emprego que os outros não querem largar. Parece mesmo uma coisa de inveja de vizinhos. O meu "é" maior que o teu.

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publicado às 07:54

Notícias negras

por João Pinto Bastos, em 15.02.13

Qual é, digam-me, a surpresa disto? Haverá por aí alguém que acredite que a recessão que afecta o burgo não será excessivamente onerosa? Bem, talvez, se pensarmos, por exemplo, em António Borges. Mas, exceptuando estes casos clínicos, creio que não há ninguém que negue o óbvio ululante. E o óbvio ululante é que, neste ano, o país terá a sua economia completamente arrasada, sem que o desejado Homem Novo surja das cinzas recessivas. Sem crescimento, com uma dívida a aumentar, como é que conseguiremos sair deste impasse? Já estivemos bem mais longe de abandonar o euro. 

 

Aviso: não se fiem nos efémeros uivos de alegria que, por vezes, irrompem no debate público. Tenham calma e muitaaaaaaa tranquilidade, como diria o mister Bento.

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publicado às 18:43

E as exportações?

por João Pinto Bastos, em 11.02.13

Pois é, segundo dados do INE as exportações perderam fôlego no último trimestre, com uma derrapagem no mês de Dezembro de 18,2% face ao mês anterior. Lembram-se disto? Enquanto Gaspar elogiava o comportamento das empresas portuguesas, a procura externa, fruto dos múltiplos choques exógenos, decaía substancialmente. Resultado óbvio: as exportações caíram e, ao que tudo indica, continuarão a cair. O que fazer? Pois, de facto é aqui que a porca torce o rabo. Não há remédios santos, nem vacinas certas, porém, com uma política interna dominada pelo esbulho fiscal e um ambiente externo dominado pela guerra de divisas (alguém deu conta do discurso do messias Hollande no Parlamento Europeu ou do que se vem passando no Japão com o abenomics?) é difícil fazer melhor. É que sem expansão da procura externa nem crescimento económico que se note, não sairemos disto. E, como os leitores decerto se recordarão, uma das traves mestras do Programa de Assistência Económica e Financeira era, precisamente, a busca de um escape ( exportações/crescimento) que anulasse os efeitos recessivos do austerismo ditado pelo tríptico Bruxelas-FMI-BCE. Perante esta desolação, das duas, uma: ou enveredamos pela crença mirífica nas projecções do Governo, o que, como se tem visto, é um exercício bastante arriscado, ou optamos por dar ouvidos à magia lírica de Borges que, ao que parece, disse há dias que o país irá crescer no ano que vem à taxa chinesa de 5%. Um dilema complicadíssimo, não é?

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publicado às 16:02

Qualitativamente, para um liberal, deverá sempre haver uma diferença entre corte de despesa e aumento de impostos. Ainda que, em termos líquidos, ambos tivessem o mesmo efeito estático sobre o défice. Só que o aumento de impostos é uma restrição à liberdade de escolha no mercado livre, de quem neste auferiu rendimentos. Uma coerciva restrição. O corte de despesa significa que o Estado gasta menos do nosso dinheiro. Não percebo, também eu, onde pode estar a hesitação do liberal?

Adicionalmente, em termos dinâmicos, a diferença é clara. Com o corte de despesa, a poupança é no sector público, deixando de se ir roubar um montante adicional aos privados. Assim, num processo de decisões descentralizadas e livres, em que o Estado nunca tem vantagem de informação, porque as oportunidades de negócio são percepções individuais e tácitas, muitas vezes não codificáveis, as possibilidades de crescimento da economia são potenciadas deixando os recursos no sector privado. Quando a via seguida é, alternativamente, tributar os privados para financiar a despesa pública, recursos estão a ser desviados do que seriam necessariamente melhores utilizações: porque consumos decididos pelos próprios, ou financiamento de oportunidades de investimento que o Estado não sabe escolher ou detectar são perdidos!

 

A ler: o Samuel, o Joaquim Sá Couto, o André Azevedo Alves, o Nélson Faustino e o José Meireles Graça.

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publicado às 18:13

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publicado às 21:00

Vai vir charters de crescimento com a extinção dos feriados

por Samuel de Paiva Pires, em 11.05.12

Carrega Álvaro Santos Pereira! (clicar para ampliar)

 

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publicado às 13:15






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