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A Tua Culpa.

por Nuno Resende, em 21.06.16

Só para que fique registado na História das infâmias deste país: ontem começou a encher a nova albufeira do Tua. Para quem não sabe - e me parece seja a maioria dos portugueses - o Tua é um afluente do rio Douro, que nasce a norte deste na região de Trás-os-Montes. Nesta região vive-se em crise há muitos séculos, subsiste-se, sobrevive-se. É pois terra que se vende por pouco, sobretudo quando o comprador é bem falante e os tutores pouco escrupulosos.

Ontem, 20 de Junho de 2016, governando um arco de poder à Esquerda, entre partidos que se dizem pró-ecologistas como o PEV, o BE, ou PAN cometeu-se um dos maiores crimes ambientais e paisagísticos na História de Portugal. Não houve «acampadas», boicotes, nem manifestações na Avenida da Liberdade, em Lisboa, ou nos Aliados - apenas acções isoladas de «românticos» que, como eu, acham que um pedaço de terra vale mais do que watts rentáveis e aquecimento central.

Com o silêncio da Comunicação Social, o conluio de toda a política Portuguesa, e a inércia burguesa que caracteriza a sociedade actual deste país deixamos que mais uma empresa dispussesse da nossa terra, da nossa água e dos nossos recursos para ganhar dinheiro.

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publicado às 11:20

CSI Legionella

por John Wolf, em 11.11.14

csi

 

Em Portugal quase nunca há explicação, apuramento de responsabilidades e respectivas sanções. O jornal Expresso rende-se à evidência, imprime a redundância. Enquanto isso, vidas são sacrificadas, pessoas são atiradas para a pobreza, crimes e mais crimes são praticados - "se calhar nunca se vai saber qual a causa deste surto". O mesmo se passa com o BES e uma série de outros casos hediondo-trágicos da novela lusa. Quase sempre fica tudo demolhado, em mágoas de bacalhau, na antecâmara da dúvida crónica. O surto de Legionella não nasce por obra e graça de Nosso Senhor. As tais colunas de refrigeração, de que falam em código tecnológico georgiano, pertencem a alguém, fazem parte, segundo consta, de uma alegada unidade industrial. Se é esse o caso, e dada a incidência geográfica do flagelo, uma equipa de investigadores forense, da Divisão de Investigação e Acção Penal, já deveria estar trajada à CSI, a vasculhar os silos fabris, a abrir ficheiros alusivos a águas paradas. As mortes têm assinatura. As mortes, muy provavelmente, resultam de incúria humana, de desleixo, incompetência, quiçá, absentismo de alguidar. Agora não me venham com essa história usada vezes sem conta em epidemias a montante e a jusante - casa pia, caso isto, caso aquilo. Que muitos querem calar. Pio calado.

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publicado às 09:00

Tudo bons banqueiros

por John Wolf, em 09.08.14

Exemplos de uma classe profissional bem representada. Seguramente há outros. Há mais.

 

BPN -  Oliveira e Costa

BCP - Jardim Gonçalves

BPP - João Rendeiro

BES - Ricardo Salgado

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publicado às 14:14

 

 

 

Caro Miguel Tiago,
Não pretendo entrar em discussões teóricas ou ideológicas por um simples facto: tu, que és deputado da nação, incentivas publicamente o roubo e a violência perante aqueles que não vestem a tua cor. Tu, Miguel Tiago, não deverias ter um lugar no Parlamento.
Se vivêssemos num mundo idealizado por ti, Miguel Tiago, viveríamos numa ditadura onde tu, a tua corja e os teus capangas, nunca teriam oposição. Aliás, a oposição não teria direito à propriedade privada nem ao lucro nem à integridade física ou moral.
Tu, Miguel Tiago, deputado comunista imitas Hitler. Hitler disse o mesmo ao povo judeu. Roubou-lhes tudo, incluindo a vida. Entre o que tu dizes e o que Hitler disse só há duas diferenças: o alvo a abater e o bigode (já que aparentemente tens uma mui composta barbicha).
Tu, Miguel Tiago, a partir do momento em que propagas a violência deixas de ser uma pessoa para ser uma mera besta.
Sim, Miguel Tiago, és uma besta. És um Hitler sem bigode, pintado de vermelho.
Tu, Miguel Tiago, que tão veementemente defendes a Constituição, devias lê-la. Mas perdão, sendo tu uma besta - desculpa mas não consigo encontrar outro adjectivo para te caracterizar - não deves conseguir ler. Ou pelo menos, só o que está sublinhado a vermelho. E mesmo assim, deves precisar de desenhos.
Tu, Miguel Tiago, não tens o meu respeito. Como não devias ter o respeito de muitas pessoas. 
O incentivo à violência é crime e tu devias ser posto em tribunal.
Tanto pedes a demissão deste governo e esqueceste-te de uma coisa. És pior que eles. És pior que a corja da corja. És um bully com poder público. És um aspirante a ditador. És tão parecido com os fascistas que tanto renegas que ver-te de bigode à Hitler ser-me-ia igual.
És, Miguel Tiago, neste momento, a maior vergonha do Parlamento. E apesar de todos os problemas que essa Casa tem, tu és o maior deles. O "teu" 25 de Abril não é teu e nunca foi. Sabes porquê? Porque se um regime ditatorial foi deitado abaixo foi para evitar imbecis como tu de alguma vez terem poder de governar. 
A lei, Miguel Tiago, pode não ser do teu agrado. Mas é do nosso. Vale mais um estado que chama a si o monopólio da violência que um qualquer deputado com tiques e toques de Estaline.
És uma besta, Miguel Tiago

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publicado às 19:00

Prisão em tempos de cólera

por João Pinto Bastos, em 28.06.13

Ontem, 226 manifestantes foram detidos e acusados de manifestação ilegal, por alegadamente terem cortado o acesso à Ponte 25 de Abril. No rescaldo dessa detenção, os manifestantes supra mencionados acusaram o Governo de querer "abafar o impacto da greve geral". Com esta sequência de eventos devidamente registada, há que perguntar o seguinte: 1) Os manifestantes em causa foram autorizados a cortar o acesso à Ponte 25 de Abril pelas autoridades públicas?; 2) Se a resposta for negativa, e, ao que tudo indica, é, há alguma justificação plausível para o corte de uma via pública, com o correspondente impedimento da livre circulação de pessoas e veículos? Não, não há. O objectivo destes festivaleiros foi, mais uma vez, formar um escândalo para tentar abafar o impacto da greve geral. Numa sociedade que já se desabituou dos achaques sindicaleiros, o impacto das greves gerais é, por norma, nulo. Há muito que não influem em nada. E quando assim é, a melhor forma de granjear a atenção dos mediazinhos é depredar, com um certo requinte selvático, bens públicos fundamentais. No fim, a culpa será sempre arremessada para o Governo. Manifestações espontâneas, como estes orquestradores do caos gostam de qualificar, resultam sempre nisto: crime, ilegalidade e falta de respeito pela comunidade.

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publicado às 12:15

Sopranos e presidentes de câmara

por John Wolf, em 21.06.13

RIP James Gandolfini. Partiu o conhecido actor e levou consigo Tony Soprano. Será sempre esse personagem que fará parte da memória colectiva. E há razões para isso. São os mesmos argumentos que sustentam a simpatia que nutrimos por várias gerações de mafiosos. Poderia recuar na história cinematográfica e evocar os "Corleones" de "O Padrinho", os "Goodfellas" (não gosto do título em Português) ou "Era uma vez na América". Todos esses Capones, galos de aviários do crime, exalam uma aura de bon-vivant, de quem sabe apreciar as coisas boas na vida. Os detalhes de luxo que exigem dinheiro, muita massa. Roupa e perfumes caros, restaurantes de cinco estrelas, residências faustosas, carros de luxo e uma arraia de seguidores que seguem em tournée para onde quer que eles se desloquem. A cultura de suavização do malfeitor, com terapeutas à mistura e actos de constrição religiosa, contribuíram para suavizar os contornos criminosos da sua actividade. Viramos a cara e não vemos o sangue. Damos a outra face. Os americanos terão sido os inventores dessa fórmula de aceitação social, estilizando a graça dos gatunos, hiperbolizando o seu lado alegadamente suave, atenuando as facadas e as chantagens à queima roupa. É pena que a vida não imite a ficção e que tenha servido para tentar ladrões de bairro que aspiram a voos mais altos. De Hollywood a Wall Street, de Bollywood a Felgueiras, a verdade é que uma geração inteira de Valentins e Fátimas quis experimentar essa vida glamour, de poder, de ostentação, de prestígio, mas felizmente para nós que os corruptos locais não passaram das marcas - violentas. Deixaram-se ficar pela prática insidiosa, mal feita ainda por cima. Mas, ironicamente, foram apanhados e não foram agarrados. Continuam por aí nas suas vidinhas de marisqueira e charuto. Pode parecer que não há relação de parentesco entre Sicília e Portimão, mas depende dos meios empregues. Nalguns casos recorreram ao calibre 38 e noutros ao carimbo para aprovar o licenciamento da obra, e a coisa ficou por aí. E é esse o perigo da cultura contemporânea. A estilização do crime. A transformação do ilícito em algo estético, quase próximo da alegada instalação artística de uma Joana Vasconcelos. A bala tornada bela. Estão a ver o fumo dessa miragem? Quando a mestria reside na alteração dos factos duros e na alteração das percepções, corremos o risco de miopia atroz, de não ver nada. São estes os tempos televisivos que também vivemos. De uma assentada transformamos em benfeitores prevaricadores. Subscrevemos na íntegra a relativização dos aspectos negativos das questões por forma a sermos condescendentes com as nossas próprias distorções. E na hora da morte e reposição na grelha televisiva, lá nos dobraremos em vénias. Na vida teremos de proceder de modo diverso. Esquecer por um instante o perdão, que não pode ser concedido e que nunca poderá ser merecido.

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publicado às 10:45

Democracia portuguesa, game over!

por João Pinto Bastos, em 13.02.13

Marinus van Reymerswaele, Dois colectores de impostos, 1540

 

"Fisco já abriu "diversos processos de contra-ordenação" a consumidores por falta de factura" titula o Negócios. Peço imensa desculpa se ofender alguém, sobretudo as alminhas mais quebradiças, mas Portugal já não é uma democracia fiscal. Ponto. Quem é que se atreverá, doravante, a falar em democracia e liberdades quando o Xerife de Lisboa, dia sim, dia não, processa e condena os cidadãos esbulhados por enormidades deste género? É que coisas destas, que alguns tentam diminuir ou menosprezar alegando o inenarrável argumento do controlo das contas públicas, são um exemplo do pior que um Estado mastodôntico e incontrolado é capaz de produzir. Recordam-se do famoso slogan que deu origem, entre outras coisinhas, à Revolução Americana? Pois é, é que, ao que parece, o estribilho do "no taxation without representation" está fora de moda nas democracias ocidentais. Endividámo-nos até não poder mais para sustentar estados pesados, gordos e ineficientes, e, no fim, como presente pelo nosso bom comportamento na onda onírica que nos trouxe a este desastre, ainda somos assaltados que nem bestas justamente por aqueles que provocaram este dilúvio económico e financeiro. O cidadão comum, como eu e V., só serve para pagar impostos. Nada mais. Servimos apenas e tão-só para abrir os cordões à bolsa e despejar os nossos parcos rendimentos, se eles ainda existirem, na longa manus do Leviatã. V. ouve alguma palavra de agradecimento, algum gesto de gratidão por banda dos salteadores do Poder? Não, e jamais ouvirá. O mínimo que nos pode acontecer, a mim e a V. que me lê, caso não bufemos o Manel Elias, dono da Pastelaria "Doce Mar" onde vamos, todos os dias, comer uma saborosíssima bola de berlim, é pagar uma bela multa. Sim, a opção é clara: ou denunciamos e cumprimos os regulamentos dos mandarins verrinosos, ou incumprimos e sujeitamo-nos à sanha do estadão. E ainda falam em democracia. Se ainda havia alguma dúvida, uma dúvida que fosse, a respeito do esboroamento final da democracia e das liberdades mais fundamentais, ela dissipou-se definitivamente. Como dizia o famigerado diácono do mestre Herman, não havia necessidade.

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publicado às 18:06

Hard Candy (David Slade, 2005)

por Fernando Melro dos Santos, em 12.12.12

Pouco ou nada se fala de quão indefesos são hoje, em Portugal, os cidadãos de Bem. Por uma vez não vou queixar-me do principal e mais assimétrico inimigo, o Fisco. Falarei da condição de indefensabilidade de que padece uma pessoa normal, no seu local de trabalho, perante um ou vários agressores, armados, e com intento nefasto.

 

Primeiro, alguns factos. 

 

Em Portugal, todos os dias, em particular nos últimos três anos, constatamos pelos media que a criminalidade violenta grassa, impune aquando do acto, e muitas vezes impune sine die. Não adianta bradar que disto sempre houve, que os jornais empolam e que apenas assistimos ao veicular mais célere e eficaz da informação. Há mesmo mais crimes, piores crimes, crimes de espécie que não havia, e consequências mais graves. Quem quiser negar isto, boa sorte e vá ler um blog socialista onde se clame por melhores condições para os drogados, indolentes e pervertidos.

 

Depois, há o argumento "ad americanum". Ah e tal, que nos EUA está à vista o horror causado pela liberalização do uso e porte de arma. Passo a desconstruir. 

 

Um inquérito conduzido entre presidiários condenados por crime violento revelou que 34% haviam sido dissuadidos, detidos, feridos ou capturados por uma vítima armada. 40% desistiram do crime que iam cometer ao aperceber-se de que a vítima estaria armada. 69% conheciam um ou mais criminosos nas mesmas circunstâncias. E isto na América, onde é altamente provável que um criminoso seja capturado e julgado. Não é bem o mesmo que sucede em Portugal. Contudo, para não enfermar esta posição de viés geográfico, este gráfico ilustra a variação no rácio de homicídios  no Reino Unido face às sucessivas alterações ao regime regulamentar da posse de armas de fogo. 

 

Para mais sobre a putativa correlação entre o porte de arma e a incidência de crimes violentos nos EUA, leia aqui um texto opinativo. 

 

Rente à terra dos yankees, no Canadá, o uso e porte de arma também é livre, embora sujeito a um enquadramento legal e sistematicamente mais robusto do que ao Sul. A ocorrência de homicídios, suicídios e crimes violentos com recurso a armas de fogo não apresenta qualquer correlação positiva com a possibilidade legal de possuir tais armas. 

 

Quer isto dizer que é tudo uma questão de regulação que não caia em ajustes quer por excesso quer por defeito face à razoabilidade? Não me parece. Acho mais provável que seja o ambiente, no seu cômputo formativo do indivíduo, a determinar aquilo que os mais expostos ou propensos à violência farão caso venham a encontrar-se, subitamente, numa posição de vantagem. 

 

Ora em Portugal não trarei nenhuma novidade se chamar a vossa atenção para as notícias do quotidiano, nos únicos jornais sérios e pragmáticos - o Correio da Manhã e o Crime, demonizados e apodados de "crónica da facada" pelas mentes bem pensantes da urbanidade feita à pressão. Mas quem consegue, hoje, não rever ali o retrato mais nítido do país? Será mentira que rebentam multibancos todos os dias, e que a senhora que mora ao fundo da estrada que faço todos os dias foi assaltada, com recurso a um espeto de churrasco e uma motoserra, há quinze dias? 

 

Nada disto é falso, mas paradoxalmente a opinião pública continua a achar que estaríamos pior caso houvesse armas a circular livremente. É caso para indagar, mas não as há? E essas que há não estão, agora, exclusivamente nas mãos dos marginais? 

 

Si vis pacem, para bellum dizia Públio Flávio Vegécio. É mordaz que a doutrina preconizada pela administração tributária (e pelo socialismo do "quem não deve não teme" Europa fora) não possa ser estendida aos direitos mais básicos do cidadão contribuinte, que é a manutenção da sua integridade física perante ameaça superveniente, sobretudo em época de assoberbamento das forças da autoridade que não têm mãos a medir. 

 

Para quando uma "segunda emenda" à Constituição da República Portuguesa? Talvez quando do Brasil voltar a soprar algum projecto de "acordo a bem dos dois povos". Campanhas já as há por lá.

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publicado às 21:33






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