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Verbrecher element

por Nuno Castelo-Branco, em 13.04.17

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 Dizem estar sob custódia e a propósito do crime de anteontem, um reconhecido jihadista que todos temos  a pavorosa impressão de  ter visionado em numerosos vídeos do E.I., protagonizando cenas indescritíveis que a escabrosa e ilegal censura oficial prefere não divulgar. Ao contrário da cada vez mais insuportável praxis do politicamente correcto, deveremos todos ver as imagens com atenção, ficando assim cientes da solução final que nos estará destinada no caso da sua vitória na Europa. As suas faces estão por todo o lado, são perfeitamente reconhecíveis e os até agora considerados competentes serviços de informação sabem bem quem são.

O que se exige? Uma punição absoluta, eliminando-os do nosso convívio. Ousam regressar porque nos consideram timoratos, relaxados e alvos fáceis. Disso se gabam abertamente. Ora deseganemo-los de uma vez por todas e tornemos a posição bem clara: não há entre nós, na Europa, um único lugar para eles.   


Dado o que até aos nossos dias de forma ultrajante tem ocorrido com o evidente simulacro de justiça vigente na há muito chantageada Alemanha, não é justificável a manutenção das actuais leis da protecção da nacionalidade e de tudo o que o estatuto de nacional do país X ou Y significa.  Ainda há escassos dias uma irresponsável do governo sueco ousou sugerir o "início de preparativos para a reintegração social de todos aqueles que alegremente partiram para o Próximo Oriente". Impossível, é uma posição grotesca a roçar o crime.

São estes verbrecher element plenamente reconhecíveis não apenas através das imagens em que sorridentes surgiam ao lado das suas desgraçadas vítimas cortadas em pedaços ou abertamente escravizadas, como também - e isto é equivalente - pela opção consciente e livremente tomada. São um colectivo, logo colectivamente devem ser responsabilizados. Todos, sem hipótese de qualquer excepção.

Nenhum deles desconhecia o que estava a acontecer nos territórios dominados pelo Estado Islâmico. Todos, todos eles tomaram prévio conhecimento dos atentados aos direitos humanos, dos assassínios genocidas, do espezinhar dos elementares direitos das vítimas chacinadas. Eram voluntários, ansiosamente queriam participar nos crimes e partiram. Todos eles sabiam da existência de inacreditáveis torturas prévias à infalível execução com requintes de malvadez. Todos eles usaram e abusaram do poder que transitoriamente tiveram. Todos eles participaram ou gostosamente assistiram às queimadas humanas em levas da morte, às execuções sumárias, ao despenhamentos do alto de edifícios, afogamentos, degolas em praças ou matadouros, ou ao mais prosaico e secundário destruir de património. Regozijaram-se com a existência de mercados de escravos.

Ainda na Europa e diante dos ecrãs dos seus computadores, riram abertamente perante todas as atrocidades cometidas em nome não se sabe bem do quê e de que sacra-inexistência. Uma leitura na diagonal das mensagens trocadas a cada ocorrência trágica, confirmam o acima descrito. Não têm nem poderão alguma vez ter a menor hipótese de escapar impunemente.

Em suma, devem pagar pelos seus crimes e de uma forma radical, pesadamente.

Sob pena de enfrentarem a curto prazo aquilo que todos pensam como séria probabilidade, os governos ocidentais não podem dar-se ao luxo de exigir aos seus concidadãos ultrajados, mais o vergonhoso e aviltante sacrifício de não só os ter dentro de portas, como ainda serem obrigados a sustentar o seu parasitismo em prisões confortáveis e onde espalharão ainda mais os venenosos ensinamentos que lhes foram prodigalizados através de teclados e excitadas oras. Não!

A democracia significa o pleno acatar do Estado de Direito - em suma, aquilo que somos e queremos - por eles rejeitado. 

Não vertamos uma única lágrima pelos facínoras e voluntários companheiros de caminho, estejam eles aqui a opinar de forma mais ou menos ostensiva, ou lá, no Próximo Oriente. Devem permanecer onde estão, para onde para sempre partiram. Para sempre, em termos temporais signifique isto o que significar.  

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publicado às 17:40

Cano de esgoto

por Nuno Castelo-Branco, em 28.04.13

 

Então, vejamos: uma série de fuzilamentos sumários* e logo de seguida, o temor pelas aparências perante a comunidade internacional e a surda oposição interna. Habilidosamente atira-se a responsabilidade do assassinato para a Frelimo, ilibando-se qualquer complicação jurídica que pudesse afectar o "bom nome" do Estado - o tal acto jurídico" -, ou seja, a própria Frelimo que monopolizava o poder ditatorial. Como pepitas de chocolate sobre o crème glacée, os torcionários decidem então compilar um dossier, um arremedo de processo: primeiro matam e depois julgam.

 

 Belo exemplo de tratamento da oposição. Aqui está uma ordem de "acção revolucionária", bem própria dos tempos da total impunidade da ditadura instalada por graciosa mercê dos "capitões". Podemos ler nomes bem conhecidos - o Jacinto Veloso e o Sérgio Vieira - que gostosamente colaboraram nos crimes. Ao contrário dos Karadzic e de outros senhores da guerra, andam por lá à solta, provavelmente bebericando umas Laurentinas no bar do Hotel Polana. 

 

Para quando a plena publicação do texto completo dos Acordos de Lusaka? Tal acontecerá no século XXII ou XXIII?

 

* A verdade parece ser outra, pois em Moçambique garantem que foram atirados para uma vala, regados com gasolina e queimados vivos

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publicado às 15:44

Também vai para o Panteão?

por Nuno Castelo-Branco, em 01.06.09

 

 

Vi-o uma vez pelas ruas de Lisboa brincando aos senhores delicados. Quem diria que aquele contabilista Luís de Almeida Cabral, burguês e filho de literato, bolseiro da Casa dos Estudantes do Império, irmão de Amílcar - engenheiro do quadro do Ministério do Ultramar, Inspector-Geral do Comércio da colónia, investigador da Junta de Investigação do Ultramar e assistente universitário - fora durante meia dúzia de anos o mais implacável verdugo de tanto desgraçado atirado de mãos atadas para as valas comuns que deixou como espólio da sua presidência. Depois, quando a lei da cadeia alimentar o tocou de perto, fugiu para Cuba, onde não se conseguiu aclimatar, preferindo colocar-se sob protecção dos portugueses, que tanto detestara, deles recebendo casa e pensão vitalícia.

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publicado às 14:06






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