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Museu Nacional Grão Vasco

por Nuno Castelo-Branco, em 16.03.16

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São sumamente divertidos os subterfúgios e "reconstruções da história" que os responsáveis por alguns sectores sempre arranjam para florear um dado acontecimento. Vem isto a propósito do centenário do Museu Nacional Grão-Vasco e das declarações hoje proferidas à RTP pelo seu diligente director.

 

Muito política e artisticamente foi dizendo que se trata de um museu da república, com um suspiro afirmando através de truque oratório, ser na sua prática totalidade constituído por bens flagrantemente roubados à igreja logo após a coisa de 1910, ou seja, algo a juntar-se aos milhares de livros antigos despedaçados, rasgados de norte a sul de Portugal e que serviram para embrulhar castanhas, enquanto outros ardiam em autos-da-fé em ruas, praças e vielas deste país. Claro que outros foram parar a colecções privadas e vão de vez em quando miraculosamente reaparecendo em leilões da especialidade para venda a bom preço.

 

Isto é transversal a todo o património, tal como o grotesco e ainda recente caso do ceptro fúnebre de D. Pedro IV, hoje no Palácio da Ajuda, é demonstrativo deste tipo de mazela nacional.

 

Roubados foram os conventos - numa antecipação daquilo que em 1975 aconteceria na Embaixada de Espanha, muitos houve que se locupletaram escandalosamente com o saque -, despedaçadas e atiradas às fornalhas foram para sempre perdidas incontáveis obras sacras em talha, ao mesmo tempo que eram em plena rua sovados  padres, esfaceladas ficaram as suas vestes talares, publicamente rapados foram os seus crânios, tal como 25, 34 ou 35 anos depois se veriam em cenas de pré e pós guerra mundial.

 

Nada de novo, entre umas resmas de Mirós, este país é mesmo um antro de gente de cultura exemplar.

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publicado às 21:03

A propósito...

por Nuno Castelo-Branco, em 28.04.15

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Quem é e de onde saiu este professor?

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publicado às 16:19

Águas turvas

por Nuno Castelo-Branco, em 28.03.15

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Nada surpreendente, esta súbita sincope diante da menina Mortágua, herdeira de excelsos pergaminhos consuetudinários, aqueles famosos folga e gaba-te que dão sustento a qualquer febre revolucionária, por muito duvidosa que esta a muitos possa parecer.

A direita portuguesa é sumamente tímida. Chamo-lhe tímida para não exagerar no desagradável. Ainda recordo um dia de eleições, por sinal o primeiro em que votei no já muito longínquo ano de 1979. Uma trapalhada qualquer nos cadernos eleitorais, implicando más contas e erros no descarregar dos mesmos, tinha ocasionado um momentâneo desnorte dos representantes dos partidos presentes naquela mesa estabelecida na reitoria de Lisboa. Garoto subalterno nos angariados pela AD, fui vendo a papelada e o caso foi prontamente resolvido. No fim do dia, contados os votos que não causaram surpresa à coligação vencedora, logo o chefe CDS, quiçá envergonhado pelo incómodo que as urnas causaram aos iracundos detentores da superioridade moral, prodigalizou as inevitáveis fosquinhas no lombo do senhor da FEPU - a então Frente Eleitoral Povo Unido, mãezinha daquela que seria a APU e avó da actual CDU de curiosas ressonâncias germânicas -, afiançando-lhe ..."aaaaaaaah, a vossa juventude é formidável, se a menina fulana de tal não tivesse estado atenta, ainda não era hoje que daqui sairíamos!" Como seria de esperar, a menina fulana de tal, era a filha do comissário enviado pelo Hotel Vitória. Imitando o progenitor, a espantada pioneira encafifou-se num sorrisinho envergonhado e aceitou a burguesa lisonja que de mim apenas mereceu o mais sonoro e ríspido comentário possível:

- Vocês não têm vergonha na cara.

Não têm, nunca a tiveram. Os familiares FEPU e o tremelicado CDS ouviram e não responderam, remetendo-se ao silêncio apenas interrompido pelo restolho da arrumação dos papéis. Bem sabiam que estes jogos de sombras, são coisa comum a todo o espectro político que saltita por aí em quermesse sem rifa ideológica de espécie alguma. À saída, nervosamente revirando a ponta do bigode, o senhor do CDS foi-se desculpando com o expectável ..."tenta compreender, não sejas assim, temos de ser uns para os outros". Fomos, de facto, uns para os outros. Nem sequer lhe respondi e a partir daquele momento, ignorámo-nos. 

Isto serve para ilustrar o que se tem lido e escutado por toda a imprensa, enaltecendo  os insípidos ditos jocosos da filial Mortágua parlamentar. Não parece ser muito difícil o tal exercício de aperto dos inquiridos, sabendo-se da buena dicha que todas estas questões, prodigamente servidas e requentadas ao longo de décadas, oferecem ao linguarejar de comissões parlamentares, escritos e mexericos jornalísticos e parlapatice televisiva. A Mortágua acha-se engraçada e logo a Meireles entra no mata e esfola, numa compita em que a deputada da direita surge em desvantagem, dado o pendor paternalista que acaricia sempre a área sua oponente. Ninharias alçadas a golpes de génio oratório, tornam-se num espectáculo que apenas nos certifica da miséria que grassa nos meios beneditinos. Qualquer arrufo, guincho ou piadinha que miraculosamente não envolva bola, chuteiras ou baliza, é coisa admirável, digno de memória futura. 

Voltando ao assunto que interessa, o caso BES, apontado assalto interno a uma instituição que foi, gostemos ou não da evidência, o sustento de boa parte dos comensais do regime, fez diluir a fronteira entre o público e o estritamente privado, tornando-se num emaranhado de teias de interesses e de jogos de oportunidade de difícil destrinça. Assim, subitamente surgem irmanados na desgraça, uns valentes jogatões nos azares da plutocracia e uma imensidão de modestos acumuladores de magros pés de meia, todos  eles confiantes de antemão, na costumeira garantia que o tesouro público tem significado neste tipo de aventuras. Quando ainda por cima surge a manifestação de total confiança proclamada - mas agora garantida como não dita - pela cabeça máxima da república, dir-se-ia estarmos numa espécie de nirvana securitário que encorajava toda e qualquer oportuna golpada possível de capitalizar. Apesar de todo o imbricado político-empresarial-financeiro em que caboucava a mais louca esperança de solidez, o BES era formalmente uma curnocópia privada que ninguém via como pertencendo à comunidade nacional, nãos e tratava de uma réplica do BdP. À boa maneira portuguesa, era o privado de todos, um Estado dentro e fora do Estado. Se os indícios se tornaram há muito tempo demasiadamente visíveis, muitos fingiam nada lobrigar, esperançados no sempiterno desenrasca nacional e no proverbial logo se vê! em manhã de nevoeiro.  Um ínfimo exemplo? Quem passeasse pelas ruas de Lisboa e deparasse com cartazes Obra a obra, Lisboa melhora, terá alguma vez reparado nas instituições promotoras da demolição do que lá estava antes e daquilo que depois ali se ergueu, bastas vezes a expensas do património arquitectónico e do sempre discutível bom ou mau gosto, quando não da simples decência nos processos. Dir-se-ia que o tal solidíssimo grupo, era bafejado por demasiada sorte nos desafios urbanos. Dava cartas saídas da manga do urbanismo. 

A queda do BES não causou estranheza alguma, talvez fatalmente ditada pelo fim dos cartapácios onde outrora se amontoavam papéis de títulos e poupanças aprazadas, resenhas de contas, saldos, teres e haveres, garantias e restante panóplia burocrática facilmente vítima de fortuitos autos da fé. Vazias as estantes dos dossiers de outros tempos, vivemos no tempo da circulação pelo éter, seja lá o que isso signifique para o nosso bem e tranquilidade futura.

Dir-se-ia ser a Dona Mortágua, a natural porta-voz connaisseuse destes milandos e timacas parlamentar-banqueiros, pois tem ADN privilegiado.

Facilmente perceberão porquê.  Como diria o Soares, "riã de spêciál".  

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publicado às 19:28

Novo livro...

por Nuno Castelo-Branco, em 28.11.14

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...ontem lançado no CCB

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publicado às 08:02

O Caso Marquês

por Nuno Castelo-Branco, em 25.11.14

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Demitido, despachado para a Vila de Pombal e sentado diante de inquiridores, eis o precedente mais conhecido, mas estranhamente olvidado por Moita Flores, Soares e tantos outros surpreendidos. Como parece evidente, dada a inesquecível dimensão do genial estadista agora em causa,  o Processo do Marquês de Pombal não passa de uma nota marginal na nossa longa história.

 

Bem podem os distraídos visitar as Caldas e de lá trazerem uma recordação, Sugere-se a compra de  um postal no Museu Malhoa. 

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publicado às 08:22

Na Normancaparica

por Nuno Castelo-Branco, em 05.11.14

 

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Alerta geral. Uma colossal frota russa aproximou-se da costa portuguesa em modo stealth e de surpresa desembarcou um reduzido Corpo Expedicionário com o nome C.E. Marechal Pavel Karlovich von Rennenkampf, composto por 6 divisões de infantaria, tropas Spetsnaz, 50 baterias de sistemas de mísseis AA, 10 sistemas nucleares SS-27 Topol, 4 divisões de blindados pesados T-90, 70 sistemas de lançadores de foguetes Katyusha, 1500 peças de artilharia de varios calibres e múltiplas funções e 250 caças VSTOL. Foram acolhidos pelos autarcas CDU de Almada, Barreiro e Setúbal, acompanhados por uma deputação do PNR e pelos embaixadores do Irão, Coreia do Norte, China, Venezuela, Brasil, Bolívia, Cuba, Síria e pelo autoproclamado e exilado governo do IV Reich. As baterias Krupp da Fonte da Telha prontamente entregaram as instalações ao Corpo Expedicionário Marechal Pavel Karlovich von Rennenkampf, recebendo-o os visitantes com todas as honras correspondentes e tiros de salva. 

Os pescadores da Costa de Caparica também deram as boas-vindas servindo refeições rápidas de chaputa e sardinha assada com pimentos verdes, copiosamente regadas com carrascão da zona de Palmela. Não há notícia de os russos terem deparado com qualquer turista fazendo ostensivo e ofensivo nudismo em termos pussy riot. 

No fim do repasto, foi inaugurada uma grandiosa estátua equestre de Catarina II a Grande na rotunda da vila da Costa de Caparica. Ao contrário da de D. José I no Terreiro do Paço, este bronze é folheado a ouro. 

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publicado às 21:05

Também santo?

por Nuno Castelo-Branco, em 19.10.14

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 As consequência da sua aposta em certa gente - influiria poderosamente no trabalho de sapa de uma parte da hierarquia em África -, conduziu milhões ao calvário da fome, miséria extrema e liquidação física. Santo? "Por amor da santa!"

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publicado às 20:56

Gandhi….

por Nuno Castelo-Branco, em 03.10.14

 

...vive aqui. Espartaneidades no topo do novo cabeçudo da Avenida. 

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publicado às 10:46

António Costa sem bueiros orais

por Nuno Castelo-Branco, em 22.09.14

 

Rua das Pretas, Lisboa, 22 de Setembro de 2014, pelas 15.00H 

 

António Costa diz a António José Seguro:

 

"Quero levar a experiência do que fiz em Lisboa e ampliá-la ao resto do País"

 

Acreditamos piamente nesta ameaça.

 

Há 115 anos, a "vereação republicana" da Câmara Municipal de Lisboa proclamou exactamente a mesmíssima coisa. Conhecemos o resultado: o prometido foi dolorosamente cumprido, com os resultados que todos conhecemos.

 

Aproveitando a época revivalista com uma paródia relapsa e contumaz, o Sr. Marinho e Pinto - é Marinho ou MÁrinho como a SIC insiste em dizer? - anuncia a fundação da sua coisa para  o próximo dia do felizmente abolido coiso de Outubro. Para cúmulo, a coisa terá o mesmíssimo nome do coiso do Afonso Costa, ou seja, Partido Democrático Republicano. Está-se mesmo a ver a coisa

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publicado às 17:28

Tatuagens

por Nuno Castelo-Branco, em 13.09.14

Pelo formato do escudo nacional, este foi "um dos nossos"

 

Há mais de vinte anos, numa viagem a Bangkok, deparei com uma grande casa de tatuagens mesmo junto ao hotel onde me hospedei durante uns dias. A sala das picadas era uma never ending procession de turistas, sobressaindo os norte-americanos. Dali partiam com a pele cuidadosa e esmeradamente  bordada com flores, stars and stripes ou os já então inevitáveis dragões orientais. O angariador que permanecia horas a fio à porta do estabelecimento, perseguia os farang - estrangeiros - com um caderno de desenhos à escolha. Bastas vezes comigo tentou a sua sorte e sempre ciente da negativa, um dia deu tudo por tudo e exclamou:

- "Fô iu Sâ, uí héb niu dizáin"

 

Curioso pela proposta, quis ver o novo projecto indelével. Consistia ele num código de barras a tatuar onde me aprouvesse e nele se incluiria o meu grupo sanguíneo.

 

Era uma boa ideia, mas recusei-a da forma mais polida e sem o aventar de qualquer preconceito. Ainda estávamos longe da moda do século XXI.

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publicado às 08:29

Hindenburg

por Nuno Castelo-Branco, em 10.09.14

Numa cidade perto de si

 

 

...e apenas nos sonhos de Lenine

 

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publicado às 09:19

Direcção do BAD BANK

por Nuno Castelo-Branco, em 03.08.14

Proposta para uma eficiente gestão do velho novo Bad Bank:

 

José S. Cicuta, Armando Stick, Manuel Scrap, Duarte Lime, Garden González, Pedro Boiler, Ricardo Salty, Olivetree and Coast e Jorge Rabbit. Vão ver como a coisa se safa. 

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publicado às 23:24

Aqui está...

por Nuno Castelo-Branco, em 25.07.14

...mais um precioso contributo para as indignações de Pacheco Pereira, Lobo Xavier, Zé Carlos Vasconcelos, João Soares e outros bem instalados moraleireiros da nossa praça. Vá, aproveitem esta vergonhosa indecência e enviem um mail de protesto ao Departamento de Estado. No mínimo dos mínimos, façam uma moratória a possíveis férias em NYC. 

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publicado às 12:00

Mais coisa, menos coisa...

por Nuno Castelo-Branco, em 25.07.14

 

...andará pelos 40.000 milhões. É o que consta. 

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publicado às 09:00

Visitas e doutores

por Nuno Castelo-Branco, em 08.07.14

 

I

1. Enxurradas de banalidades e muita pata no chinelo, eis os comentários dos "pivôs" televisivos durante toda a visita dos reis de Espanha. Ignorância crassa - datas históricas e relações familiares, formas de tratamento, total desconhecimento das personalidades que iam surgindo  no decorrer das cerimónias - é a nota determinante de todas as reportagens protagonizadas pela nossa comunicação social, inevitavelmente acompanhada pelos remoques miserabilistas quanto a carros, protocolo e "gastos (g)astronómicos de uma Corte" que recebe um orçamento muito inferior àquele outorgado à grandiosa e merecedora presidência portuguesa. A propósito, em Espanha e ao contrário daquilo que temos em Portugal - a Corte de comendadores republicanos e três ex ainda à conta -, não existe Corte. Numa hora feliz, João Carlos I seguiu os conselhos da sua avó, a rainha Vitória Eugénia.

 

Em Belém, a bagunçada do costume, com gente em contínuo flanar diante das câmeras de tv, "entras e sais" dos salões e semblantes atarantados, puxões pelo braço de fulano e sicrano, jornalistas apinhados e em confusão com as personalidades do Estado e a rampa de acesso ao pátio de recepção atravancada com very expensive indeed sucata a prazo.

 

A mulher do Sr. Cavaco Silva a languçar detrás do reposteiro, foi talvez a melhor imagem daquilo que o cerimonial republicano é: zero.

 

2. Em Queluz, mostraram-nos algumas imagens da coisinha que a televisão anunciou ser um "espectáculo equestre" - onde? Não vi! - protagonizado por alguns cavaleiros que se passeavam pelas áleas do jardim do palácio. Compondo o quadro, a mesma barafunda de gente que se atropelava diante dos soberanos e do casal presidencial, atestando aquele flagrante contraste com tudo o que ainda há poucos dias vimos na proclamação de Filipe VI. Na bicha para os cumprimentos  esteve o cada vez mais carcomido Balsemão, o tal amigo que aos seus moleques mediáticos permite todos os dislates no que respeita ao denegrir da Monarquia espanhola. A esposa - os pirosos assim chamam às respectivas mulheres - com nome de veículo alemão ao serviço do nosso regime, também lá foi. Curiosamente, ainda foi possível ver a filha presidencial, mas se o genro "do Pavilhão Atlântico"compareceu, isso foi um não-acontecimento que passou despercebido.

 

Para grande espanto de um galináceo que comentava em directo, D. Duarte e D. Isabel tiveram dos reis de Espanha um tratamento diferente, ..."com direito a beijinhos, pois a avó de D. Filipe era tia do Duque de Bragança". Era? Talvez dans ta tête, mas ficas à vontade para nos explicar, pequena. A menos que  estivesses a referir-te ao lato conceito que nalguns meios se tem da palavra tia. De qualquer forma, erraste por pouco, pois talvez pretendesses dizer primos (através de D. Manuel I, Filipe IV, Luís XIV e XV, Leopoldo I, Maria Teresa de Áustria, Carlos IV e Luís Filipe I, entre muitos outros antepassados).

 

Sintomática é a insistência dos nossos jornalistas em chamar pel'...o Filipe e pel'...a Letícia, para logo depois puxarem a atenção à D O U T O R A  (sobem os decibéis) Maria Cavaco Silva e ao facto de pela PRIMEIRA VEZ (sobem os decibéis) os espanhóis terem um monarca L I C E N C I A D O (sobem os decibéis) e COM ESTUDOS (sobem os decibéis). Incansavelmente repetiram licenciaturas e doutores uns quinhentos biliões de vezes, pois como se sabe, por regra todos os monarcas "foram ou ainda são" uns pobres cretinos e analfabetos. Mais abaixo (1) fica uma lista de alguns dos nossos reis licenciados e doutorados.

 

Salvou-se  o comentário televisivo de Cesário Borga na TVI24, um profissional que não perdeu tempo com parvoíces e condescendentemente mostrou bem o que deve ser um jornalista. 

 

Espantosa é a capacidade de estupidez demonstrada pelos alegados arautos da imprensa filmada, sempre muito insistentes quanto a gastos e luxos ..."quando tanta gente não tem nada para comer". Num país onde o vulgo não liga pevide aos escandalosos roubos, abusos, privilégios e mordomias da sua classe político-económico-financeira de pés de gesso, talvez fosse melhor o presidencial casal passar a receber os convidados estrangeiros numa barraquinha de cachorros quentes no Saldanha.

 

Falando em barraquinhas, também tivemos o prazer de rever o Sr. Sampaio e a alegada manequim Dª Maria José. Não sei se também é D O U T O R A, mas merece um beija-mão de cartoon

 

3. Em S. Bento, foram os monarcas recebidos pela presidenta, impante no seu uniforme de domadora de caniches do Circo Chen. 

 

Em resumo,  esta gente é incapaz de organizar uma cerimónia de Estado com um mínimo de dignidade. Para este tipo de serviços, contactem os monárquicos e/ou os comunistas. Ambos são peritos na matéria. 

 

II

Lista de alguns licenciados e doutorados monarcas de Portugal

 

Afonso I, licenciado pela Academia Militar

Afonso III, licenciado pela Academia Militar

Dinis I, doutorado em Filologia Românica da FLL e engenheiro agrónomo pelo Instituto Superior de Agronomia

Afonso IV, licenciado pela Academia Militar

Fernando I, engenheiro agrónomo e engenheiro naval

João I, licenciado pela Academia Militar

Duarte I, doutorado pela Faculdade de Letras de Lisboa

Afonso V, licenciado pela Academia Militar

João II, licenciado em Geografia, engenheiro naval, doutorado em Relações Internacionais pelo ISCSP, doutorado em Direito pela FDL e em História pela FLL

Manuel I, licenciado em Gestão pelo ISEG

João III, licenciado em Gestão pelo ISEG

Henrique I, doutorado em Teologia pela Universidade Católica de Lisboa

Filipe I, doutorado em Relações Internacionais pelo ISCSP, presidente honorário do Instituto Cervantes de Lisboa

João IV, licenciado em Relações Internacionais pelo ISCSP, licenciado em Música pelo Conservatório Nacional

 

Afonso VI, mestrado pela "Escola da Vida" em pedradas e pancadarias nocturnas na Rua Nova d'El Rei (diploma passado pela Lusófona) e doutorado honoris causa em "engenharia social" pela mesma universidade, com diploma passado num domingo às cinco da tarde, hora do chá promovido por S.M. a rainha de Inglaterra, a sua irmã Catarina.

 

João V, presidente das Academias de Ciências e História, licenciado em Gestão, licenciado em História, licenciado em arquitectura pela ESBAL

José I, licenciado em Gestão, licenciado em Música pelo Conservatório Nacional, licenciado em arquitectura pela ESBAL

João VI, licenciado em Relações Internacionais pelo ISCSP

Pedro V, doutorado pela FLL

Luís I, doutorado pela FLL e pelo Coservatório Nacional

Carlos I, engenheiro agrónomo, doutorado em biologia marinha pela Faculdade de Ciências e Tecnologia, licenciado em Pintura pela ESBAL, doutorado em Relações Internacionais pelo ISCSP

Manuel II, doutorado pela FLL

 

 

 

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publicado às 10:35

Broncos e broncas

por Nuno Castelo-Branco, em 21.06.14

1. Cinco horas à chuva, ansiosamente esperando as vedetinhas que chegaram do outro lado do Atlântico. Uma eufórica multidão de brasileiros e de luso-descendentes, foi completa e sobranceiramente ignorada por Cronaldos e restantes broncos. Só visto.

 

Por quem é que esta gente se toma?

 

2. A bronca BES e respectiva famiglia, promete. A temível queda significa umas tantas desgraças a pagar por quem todos já adivinham, mas decerto também é portadora de algumas boas novas. O BES está na vereação da CML e este facto é por si elucidativo de tudo o que temos visto na capital portuguesa. Cerejinha em cima do bolo seria a saída de Costa da CML, consigo levando o primo do Sr. Salgado. A ver vamos se as ligações do candidato a líder do PS se limitam aos bons ofícios e desinteressadas amizades. A propósito, seria útil sabermos se o BES pende para Costa ou para Seguro. 

 

* Também a propósito, o 1º ministro agiu correctamente em não avalizar as pretensões do competente e benemérito grupo de banqueiros. 

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publicado às 21:29

356 anos depois...

por Nuno Castelo-Branco, em 21.06.14

 

 

...acasos da genética

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publicado às 15:54

Costa dos murmúrios

por Nuno Castelo-Branco, em 31.05.14

Está na TVI24 um tal Vítor Ramalho muito ancho e costeiro. Da sua aflita conversa acerca de empresas públicas e número de deputados, apenas há algo para retermos: jobs for the boys, neste caso, The Costa's Boys. Belo filme. 

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publicado às 22:45

Não há GPS que funcione...

por Nuno Castelo-Branco, em 29.05.14

...temos de nos guiar pelas estrelas

 

Atentem especialmente na parte em que Sua Excelência fala da reestruturação da dívida. Calote, disse ele. 

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publicado às 17:09

"Baixis" no Altis

por Nuno Castelo-Branco, em 26.05.14

Pouco há para recordar da noite de ontem no Hotel Altis, com militantes nada excitados pela mais "baixis" vitória de sempre. Pelos vistos, a engenharia do bife na Trindade teve repercussões no eleitorado e Soares fez um inestimável serviço ao PS, recusando-se a ameaçar ainda mais o score nas europeias. 

Fica algo que a ninguém passou despercebido: o Sr. Costa nem se dignou a aparecer nas comemorações da estrondosa vitória do seu partido. Isto diz muito acerca do tipo de gente que pontifica neste regime. 

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publicado às 10:29






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