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Casa de loucos

por Nuno Castelo-Branco, em 03.02.17

9685389_133199795469.jpg   O_conselheiro_João_Franco,_último_presidente_do_

 

 Antes de empossar qualquer um dos seus Presidentes do Conselho de Ministros, D. Carlos I chamava-lhes sempre a atenção para algo que para ele, o monarca, era inamovível para os interesses de Portugal:


- Nunca percas de vista de podermos estar mal com todo o mundo, menos com a Inglaterra e o Brasil.

Tinha razão e o regime dos seus ostensivos e reconhecidos assassinos bem depressa veria esta evidência que nem à própria geografia escapa. Rapidamente esqueceram tudo aquilo que tinham berrado em correrias nas calçadas de Lisboa e "as torpes e ignominiosas baixezas" que apontaram ao penúltimo Rei de Portugal no que se refere a uma alegada subserviência aos interesses de Londres, foram multiplicados centos de vezes, algumas delas raiando a vergonha e o patético. Eis a realpolitik nacional.

Nada terá entretanto mudado, pois como nestas páginas já há uns anos foi escrito, o Brasil estendeu-se à CPLP e o Reino Unido - que deve mesmo continuar a ser o nosso aliado militar preferencial na Europa - é inevitavelmente acrescentado com os Estados Unidos da América, com quem, aliás, fazemos fronteira no meio do Atlântico. Gostemos ou não, esta é a realidade.

Portugal tem razões de queixa em relação aos americanos? Tem e muitas que nem sequer valerá a pena recordar, apenas tendo como baliza a história que invariavelmente muito nos prejudicou. Ora, isto não impede minimamente o sentido de compartilha do mesmo espaço em que um oceano tem servido como auto-estrada de segurança para quem vai cruzar os dois hemisférios em qualquer um dos sentidos. Dado aquilo que já é normal  na conjuntura europeia, o não beliscar destas relações até é uma oportunidade que Portugal deverá de imediato aproveitar. Nas relações internacionais não existem casamentos por amor. 

Faz algum sentido o que desde esta manhã tem ocorrido na sede da representação eleitoral do país? Não, nenhum sentido. O que por lá se tem dito, entremeia a dose cavalar de ignorante estupidez com a arrogância de quem diz o que não deve nem pode. Só lá falta aparecer o actual residente de Belém para o quadro ficar miseravelmente completo.

Uma tristeza sermos forçados a reconhecer que  aquela gente e o seu esquema vigente não têm remédio. 

 

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publicado às 12:51

Souvenirs sur la Reine Amélie

por Nuno Castelo-Branco, em 26.12.14

2014-12-26 11.31.09.jpg

 

 

Oferecida pelo meu amigo Jacques Fieschi, a obra de Lucien Corpechot tem servido de base a todas as outras biografias de D. Amélia. Este volume da edição de 1914, é dedicado pelo autor ..."A Monsieur le duc de Noailles et à Madame la duchesse de Noailles. Respectueux hommage

Lucien Corpechot"

"A la faveur d'une législation naïve, toutes sortes d'entreprises, de spéculations politiques sont nées et s'épanouissent scandaleusement, épuisant les revenus de la nation, l'entraînant à d'inévitables faillites. Deux partis, ou plutôt deux groupes d'hommes se succèdent au poivoir: les conservateurs et les libéraux. En réalité, il s'agit beaucoup moins d'une méthode governementale, d'une politique en remplaçant une autre, que d'appétits à satisfaire. C'est un véritable système destiné à gorger tour a tour tous les politiciens du parlement. Il est avoué. Il a un nom. On l'appelle le système rotatif

2014-12-26 11.31.34.jpg

 


En Portugal, il n'y eut pendant bien longtemps d'autre industrie que la politique. Elle offrait à peu près le seul moyen de parvenir et de s'enrichir. Chacun l'exploitait à son profit. "Certains parlementaires se sont faits, dit le Roi, une situation telle, et si semblable à celle de quelques féodaux du moyen-âge, ils se sont si bien élevés au-dessus des lois, qu'on n'ose pas leur faire payer des impôts, auxquels tous les citoyens sont soumis! On a parlé de pots-de-vin scandaleux, de corruption; ce n'est pas cela la plaie vive, et d'ailleurs les faits d corruption sont encore à prouver. Seulement aussitôt arrivé au pouvoir, un chef de parti ne songe qu'à explouter le pays au profit de sa clientèle, à créer des charges pour ses protégés, et l'Etat devient ainsi la proie, le butin, la depouille des politiciens. A ce jeu, les ressources de la plus riche nation seraient vite épuisées (...) La Constituition laisse le Roi spectateur impuissant de cette vaste curée! Je ne pis ien changer, dit dom Carlos, car aucun  ministre responsable, aucune Chambre ne se prête à un bouleversement qui mettrait fin à un tel scandale!"

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publicado às 11:37

Há 104 anos!

por Cristina Ribeiro, em 01.02.12

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publicado às 01:15






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