Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Jornalismo e lavagens automáticas

por John Wolf, em 17.03.15

portable-camping-shower-bag.jpg

 

Nuno Roby Amorim tem toda a razão, e passo a citá-lo:

"Não estou a perceber uma coisa. O advogado do ex-Primeiro-ministro José Sócrates, João Araújo, virou-se esta manhã para uma jornalista à porta do Supremo Tribunal de Justiça em Lisboa e disse-lhe: “A senhora devia tomar banho. Cheira mal!”. Mais à frente ripostou “Desampare-me a loja!”. À hora dos jornais televisivos, ao fazer zapping, tirando o Correio da Manhã onde a jornalista trabalha, não vi nenhum discurso de indignação nem nenhuma reacção critica por parte das direcções de informação, colegas, Sindicato de Jornalistas, ERC - Entidade Reguladora para a Comunicação Social ou mesmo da Ordem dos Advogados. Na minha modesta opinião, este não é um tema para se fazer apenas uma noticia, mas uma altura para mostrar indignação e sobretudo pedir desculpas públicas. Todos os que se calam agora amanhã não venham fazer criticas ao jornalismo porque aceitar com normalidade a javardice e a selvajaria é meio caminho andado para a instauração de uma sociedade mais bruta, estúpida e irresponsável. A justiça não pode ser transformada na Casa dos Segredos..." (...)

 

Não tenho nada a acrescentar. Não nos deixemos distrair com isto.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 08:54

Barreto Xavier e a ópera de bufos

por John Wolf, em 15.12.14

sec-estado-jorge-barreto-xavier

 

Por que razão a Secretaria de Estado da Cultura exige o regresso de alguém que alegadamente viola, de um modo consciente, os termos de um contrato? O governo não pode ser o padrinho de prevaricações, o promotor de oportunistas. A mensagem que Jorge Barreto Xavier atira para o ar lesa muito mais do que o Estado. Lesa os princípios deontológicos que devem orientar a vida de qualquer indivíduo. Não é a empresa Opart (ou o raio que o parta!) que deve conhecer a lei espanhola. É Pinamonti que deve saber ou não se está a cometer uma infracção, a fazer jogo duplo. Em vez de ser sacudido do Teatro Nacional de São Carlos, Barreto Xavier quer dar um prémio de desempenho a este gestor público - uma recompensa pela ambiguidade cultural e poligamia artística? Será Pinamonti o único consultor lírico do mundo? Ou haverá outros a dever quantias à Segurança Social? As artes e letras, pela subjectividade questionável da sua natureza, têm sido poupadas a regimes de auditoria mais apertados. Os portugueses merecem saber de que forma o seu dinheiro é gasto em encenações e dramas,  revistas e óperas-bufa. Os bufos são mais que bem-vindos - se defenderem o interesse dos espectadores e a carteira dos contribuintes.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 09:54

Correio de manhosos

por John Wolf, em 21.08.14

Não é necessário chegarmos à situação que se vive em Ferguson nos EUA, mas o Correio da Manhã faz a sua parte para que se caminhe nessa direcção. Não se pode admitir que nesta bela peça de jornalismo a seguinte frase tenha sido publicada a propósito dos desacatos ocorridos no centro comercial Vasco da Gama: "A PSP impediu a entrada de jovens de raça africana no estabelecimento comercial." (...). Raça africana? Se existe uma comissão de ética  dos meios de comunicação social, esta já deveria ter notificado o pasquim da manhã e sancionado o seu desvio à deontologia que se exige no exercício da profissão. Não podemos aceitar alguma forma de insinuação ou distorção racial de qualquer meio de comunicação social e em relação a qualquer grupo étnico ou racial. Neste artigo sucede de um modo flagrante e intensamente condenável. Mais grave se torna a "gaffe" se tivermos em conta o passado colonial de Portugal. Neste mundo de guerras avulso, Palestina, Gaza, Israel, Muçulmanos, Católicos e Judeus, ao menos que haja correcção nos nomes que se chamam. A não ser que se tenham outras intenções.


Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 10:05

Encenações políticas do outro Costa

por John Wolf, em 28.05.14

Do mundo do espectáculo o que seria de esperar? Ilusões certamente. Ricardo Costa põe lugar à disposição. Que simpático, que nobre, que atitude carregada de princípios deontológicos. A administração do Grupo Impresa "obviamente" recusou. Nem valia a pena terem encenado o elogio da ética. Surpreendente e inovador seria Ricardo Costa rejeitar a decisão da administração do Expresso e arrumar a secretária e fazer-se à vida. Assim não passa de algo para inglês e português ver - de uma encenação. Ah, e foi promovido. A confiança no jornalista foi reforçada. Ou muito me engano, ou Balsemão e companhia já contaram as favas e dão como certa a eleição do próximo secretário-geral do Partido Socialista, e um pouquinho mais tarde a eleição do novo primeiro-ministro (ou seja, tudo farão que estiver ao seu alcance jornalístico e televisivo para derrubar Seguro). São "passos em falso" desta natureza que confirmam que a promiscuidade neste país é a norma - o mix de interesses e posições, uma condição permanente onde nada muda nem mudará. A relação de proximidade entre a política, os media, os opinion-makers, os blogs e seus bloggers e já agora a bola, também faz parte da matriz corrosiva, do sistema que está em curto-circuito há muito tempo. Desde sempre, e pelos vistos será para continuar.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:31

O rendimento do peixe e os Gatos Fedorentos

por John Wolf, em 15.12.13

Existe uma expressão portuguesa que encaixa que nem uma luva nas garras felinas: fazer render o peixe. Os Gatos Fedorentos, sendo gatos, apreciam o peixe. Contudo, desta vez demonstraram que existem limites ao se associarem a um anti-corpo sério, residente nos antípodas da paródia, mas disposto a prescindir da farda de trabalho em nome de não sei o quê - Rodrigo Guedes de Carvalho marcou o serão pela negativa - não estávamos à espera dessa. O combinado misto, jornalismo alegadamente sério - humor até cair para o lado, não funciona, e demonstra apenas que não existem escrúpulos ou deontologia no jornalismo quando o que está em causa são negócios, ou audiências, conforme lhes quisermos chamar. Os Gatos Fedorentos estão a chupar até ao tutano a sua faceta de cacheteiros, de mercadores dispostos a explorar todos os produtos de merchandising, como se o seu fim estivesse à vista e houvesse urgência em extrair dividendos de tudo e mais alguma coisa. Não sei se este oportunismo agressivo partiu das cúpulas da SIC, do Guedes ou de um dos Gatos, mas, quando associamos a parafernália do MEO e outras marcas, percebemos facilmente que os Gatos Farturentos querem lucrar o máximo possível em tantas e tão dísparas frentes. Rodrigo Guedes de Carvalho, tido como bom rapaz e responsável, que também aprecia a ficção na forma escrita, acaba de rasgar do seu uniforme alguns falos da alta patente de jornal das oito. Sem o desejar, e embora de um modo próprio, apimbalhou-se e aproximou-se do relax que define a Judite de Sousa ao seu melhor estilo domingueiro. Quanto ao piscadelas de olhos José Rodrigues dos Santos, irei poupá-lo porque ainda não li nenhuma das suas bíblias, nem lerei. Contudo, brincadeiras à parte, o lado mais cínico desta novela consubstancia-se na leviandade com que se trata a questão que realmente interessa ao país - a solução para a crise. Mas como demonstram os cinco amigos, qualquer pretexto serve para ganhar quota de mercado em horário prime - a crise pode ser embalada, distribuída e vendida ao desbarato como uma reles série de televisão.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:17






Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2009
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2008
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2007
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D

Links

Estados protegidos

  •  
  • Estados amigos

  •  
  • Estados soberanos

  •  
  • Estados soberanos de outras línguas

  •  
  • Monarquia

  •  
  • Monarquia em outras línguas

  •  
  • Think tanks e organizações nacionais

  •  
  • Think tanks e organizações estrangeiros

  •  
  • Informação nacional

  •  
  • Informação internacional

  •  
  • Revistas