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A Europa dos eurocépticos

por Manuel Sousa Dias, em 02.06.14
“Os povos da Europa devem ser orientados para a criação de um “superestado”, mas de uma forma que eles não se apercebam da essência do que se está a passar. Isso pode ser alcançado por meio de passos consecutivos, cada um dos quais possa ser camuflado com a obtenção de resultados econômicos, mas cujo resultado final seja a formação inevitável de uma federação”.

O pensamento de Jean Monnet visto à luz do momento em que estas suas palavras foram ditas, um pós-guerra de enorme devastação e feridas profundíssimas, esteve na base da construção de uma Europa próspera e, acima de tudo, pacífica.

E a paz dentro da Europa comunitária durou, apesar de se ter assobiado para o alto quando, em plenos anos 90, na outra Europa, a carnificina da guerra civil na Jugoslávia tenha tardiamente obrigado a NATO e, em particular, os Estados Unidos, a uma intervenção militar para resolução do conflito, mostrando bem a total fragilidade da política de segurança da União.

A Europa é hoje bastante diferente da Europa de Jean Monnet. Apesar da paz interna parecer estar (enganadoramente) garantida, o crescimento, que antes permitiu construir o estado social, é hoje praticamente nulo e prenúncio da decadência do velho continente.

Não só já todos os europeus perceberam a falta de competitividade da Europa como também a ausência de soluções e projecto por parte dos senhores de Bruxelas que não seja mais integração política, mais alargamentos, mais países dentro desta Europa, numa fuçanga de novos tratados, reforço dos poderes de Bruxelas e desprezo dos referendos nos estados-membros - desprezo pelos Europeus. Não serão estes motivos suficientes para a rejeição de um projecto europeu que os eleitores não compreendem, e que, por isso, não querem? O voto em partidos anti-Europa terá sido apenas o enésimo sinal de alarme.

Mas os senhores de Bruxelas teimam em não perceber os sinais e já se atropelam com os argumentos da necessidade de "mais Europa", e, sempre inspirados por um descontextualizado Jean Monnet, sorrateiramente, com pequenos passos bem camuflados, vão construindo uma Europa cheia de boas intenções - mas que não queremos mesmo!

Não pode dar bom resultado.

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publicado às 04:45

Vítor-Vitória!

por Nuno Castelo-Branco, em 27.05.14

A minha assumida estupidez, impede a imediata percepção dos circunlóquios da alta política nacional. Anteontem, pelas 20.01h, escutei o Sr. Francisco Assis reclamar uma grandiosa vitória eleitoral para o seu partido. Tendo as projecções iniciado a contabilidade com 34%, saldou-se a mercadoria numa folgadíssima hegemonia nacional de 31,5% dos votos expressos, coisa capaz de ter entusiasmado o sr. Seguro a tirar "festivas ilações" do sucesso. Muitos gritos de mudança! - mudança!, vitória! vitória!, palmas ensurdecedoras, mas em eestranho e claro contraste com os semblantes a lembrar Napoleão a bordo do Bellerophon. 

 

Menos de quarenta e oito horas decorridas desde essa réplica da épica batalha de cerco de Viazma-Briansk, eis que surge o Sr. Costa pronto para alijar o actual secretário-geral de quem Sócrates disse ser intocável, porque vencedor. Como o PS é parecido com o PSD. Dir-se-ia mesmo serem gémeos separados à nascença. 

 

Que vtória tão estranha...

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publicado às 18:53

PC

por Nuno Castelo-Branco, em 26.05.14

Os sempre fiéis, aqueles que mesmo de maca vão às urnas. Se assim continua a ser, como explicar então os 441,852 votos de 2011 e os 552,690 nas autárquicas de 2012,  com o grande avanço e enorme vitória cobtida com 416.102 sufrágios de ontem à noite? Já entendi perfeitamente os porquês, mas como me apetece escutar uma rebuscada uma lição - podem recorrer aos argumentos da abstenção - , façam-me o favor.

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publicado às 17:51

Le frimaire

por João Quaresma, em 26.05.14

Sempre quero ver se, depois disto, ainda vamos continuar a ouvir o argumento que para resolver os problemas dos países europeus precisamos de «mais Europa».

Lindo serviço.

 

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publicado às 02:10

Pequena vitória, pequena derrota

por Nuno Castelo-Branco, em 25.05.14

Bem pode o Sr. Assis disfarçar como puder, bem pode Rangel suspirar de alívio. Apenas Marinho e Pinto e Jerónimo de Sousa ficam a rir. Tudo o mais é ruído de "vitória sem vencedor". 

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publicado às 20:08

O avião

por Nuno Castelo-Branco, em 22.05.14

 

Sempre quero ver se não largará abastecimentos e paraquedistas nas linhas ocupadas pelos adversários. 

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publicado às 09:48

A próxima festa é em Bruxelas!!!

por Manuel Sousa Dias, em 22.05.14

 

 

 

A palavra mais “desimaginativamente” repetida nos cartazes de qualquer campanha eleitoral é a palavra “mudança”.

 

Não esquecendo dois factos importantes, sendo o primeiro que, de acordo com a psicologia comportamental, o ser humano é naturalmente resistente à mudança, e o segundo, que o povo português está desde há muito ávido de mudanças na política, o cartaz do PS para as Eleições Europeias parece-me duplamente mal concebido.

 

Primeiro apela a uma “mudança com confiança” (provavelmente mais um poema de Manuel Alegre), que é algo contra-natura para o ser humano; depois a mudança consiste em eleger exactamente os mesmos em quem em quem se perdeu a confiança, o que pode ser considerado mau gosto.

 

A cereja em cima do bolo é a fotografia em jeito de “selfie” dos candidatos todos sorridentes, como se numa festa estivessem: “-A próxima festa é em Bruxelas!!...”, parecem eles dizer. Que mudança!! Que girassos!!!

 

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publicado às 04:01

A campanha europeia - II

por Pedro Quartin Graça, em 14.05.14


Nuno Melo festeja sacrifícios dos portugueses...

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publicado às 11:34

E quando é que se discute o futuro do projecto europeu?

por Samuel de Paiva Pires, em 06.05.14

Ainda não dei por qualquer debate digno desse nome no âmbito das eleições europeias. Mas convites para almoços e jantares com candidatos a Bruxelas chegam-me todos os dias. Diz que é isto uma campanha eleitoral.

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publicado às 23:18






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