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Maycron, e a nova Europa

por John Wolf, em 11.06.17

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Emmanuel Macron acaba de demonstrar que é possível reinventar a ordem política. La Republique en Marche, o partido inventado há pouco mais de um ano, está muito bem encaminhado para conceder ao presidente da República Francesa os poderes parlamentares necessários para governar sem sobressaltos. Theresa May, por seu turno, terá de encontrar o equilíbrio operacional para levar por diante o seu projecto "independentista". Para não cair fora da matriz europeia que começa a ganhar novos contornos nucleares, terá de ter algum cuidado na gestão da pasta Brexit. Uma abordagem excessivamente fundamentalista afastará o Reino Unido do "maior" mercado comum do mundo e permitirá à França uma reafirmação política no quadro do eixo repartido com a Alemanha. O calcanhar de Aquiles de May pode muito bem ser a ruptura que poderá vir a promover com a redifinição do conceito de globalismo britânico. A sua teimosia ideológica, que atinge um dos princípios basilares da União Europeia (UE)  - a liberdade de circulação de pessoas -, pode muito bem vir a derrubar a alegada "continentalidade europeia" dos britânicos: se forasteiros não entram em Londres, os britânicos também poderão ser barrados por Schengen. Enquanto processos eleitorais não decorrem na Alemanha, esta nação pode observar com atenção o fenómeno político nas suas mais diversas variantes europeias. A Merkel, que muitos davam como acabada, saberá ponderar os perfis de Macron e May. Muitas vezes a espera sintetiza a melhor das acções. A Europa, não nos esqueçamos, é mais sinónimo de atavismos do que de evoluções sistémicas. As revoluções políticas ainda não aconteceram em pleno no seio da UE, e parece que assim continuará a ser. É o burocratismo que domina os processos. Essa mentalidade, encravada na derme da UE, também contaminou os procedimentos internos dos seus países-membro. As negociações são a imagem de marca da Europa, mas os resultados são assimétricos. Não existem imitações nem replicações. Por mais que queiram aplicar a fórmula geringoncional à solução britânica, aquela não será bem sucedida. Conseguem imaginar uma geringonça-sombra do governo de sua majestade? Eu não consigo.

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publicado às 20:24





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