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A falência técnica do PS

por John Wolf, em 03.01.18

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Sempre apreciei sátiras, mas sou mais fã de ironias do destino. Para esta rábula sirvo-me do falido Partido Socialista (PS), porque este assume-se como lider da pandilha, mas a ilustração pode servir de template para qualquer partido político. Pensavam eles que enquanto o português enchia o bucho com rabanadas faziam passar a Lei do Financiamento dos Partidos. Nada de mais errado. Venham de lá mais hérnias para endireitar as costas dos políticos. Bravo Marcelo. Mas adiante. Vamos ao Largo do Rato. Face à falência do PS, vejo alguns caminhos de salvação. Começemos pela austeridade doméstica; o corte nas despesas e mordomias dos dirigentes socialistas; o acesso a empréstimos bancários mediante a concessão de garantias imobiliárias; a angariação de receitas próprias, designadamente a transformação da sede do Rato em alojamento local com direito a tour político e a oferta de um brinde de campanha. Enfim, é absolutamente deplorável que os partidos estejam nesta situação. Para todos os efeitos, a Geringonça é como uma Troika, e eu esperava mais solidariedade e racionalidade na gestão de meios. O Partido Comunista Português, o grande capitalista imobiliário do panorama partidário, poderia, se fosse mesmo marxista, ceder um edifício ao PS ou conceder um empréstimo com juros bonificados aos seus camaradas de governação. Pensava eu que o Mário Centeno poderia ser um belo patrão das contas internas do PS, mas arranjaram mesmo um Patrão, um tal de Luís Patrão. Tecnicamente falido - dizem eles - uma expressão simpática. Faz lembrar a técnica da força ou a força da técnica. Não interessa. Estão falidos. Venha de lá uma execução fiscal, o arresto de bens, o congelamento de contas - aquilo a que está sujeito o zé ninguém, o cidadão anónimo, filiado na ilusão do fim da Austeridade, a fraude vendida por essa mesma casa arruinada. Marcelo devia aproveitar a deixa e propor a elaboração de uma Lei da Falência Técnica dos Partidos. Chega de perdões. Para magoar, tem de doer a todos. A ironia do destino é a Austeridade que o PS vai ter de administrar a si mesmo. Talvez seja boa ideia pedirem ajuda ao Passos Coelho, que sabe como se faz.

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publicado às 11:05

No Público:


«Vítor Gaspar afirmou que a extensão dos prazos para o reembolso dos empréstimos a Portugal e Irlanda será certamente inferior a 15 anos, acrescentando de seguida que basta uma solução “mais modesta”.

Em declarações prestadas no final do encontro do Ecofin desta terça-feira, o ministro das Finanças disse que a possível extensão de 15 anos “antecipada” na véspera pelo ministro das Finanças irlandês é “inconcebível” e que se trata apenas de “uma posição negocial, e não uma previsão do que será o resultado dessa negociação”.»


Quando os mais troikistas que a troika se acham no direito de espoliar toda uma nação e arrastá-la para a miséria, quando os governantes eleitos são mais "exigentes" que aqueles de quem dependemos externamente, já não sei ao certo o que isto é, mas certamente não será bem um regime de protectorado. Noutros contextos, noutras épocas, ocorre-me que uma posição destas era bem capaz de ser apelidada de traição. Mas como temos sido desgovernados por traidores, faz apenas parte do normal anormal estado a que chegámos.

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publicado às 16:30

PSD continua a dar tiros nos pés

por Samuel de Paiva Pires, em 02.04.11

Via Agência Financeira:

 

"Nos planos do PSD está ainda pôr o Estado a ajudar as famílias com dificuldades no cumprimento dos seus empréstimos bancários. «Boa parte já não tem dinheiro para pagar a casa. E se os juros aumentarem, como vão aumentar, estes casos vão aumentar. Ora bem, isto não pode ficar assim. É preciso apoiar as famílias que estão a perder a sua habitação», refere ao «i». 

A solução já está pensada: «Tem de se fazer uma vaquinha entre três entidades: as famílias, o Estado e os bancos. A situação de cada família tem de ser analisada, se for caso disso (se se provar que a família é viável, trabalha, está decidida, tem empenho) tem de ser apoiada. A dívida dessa família ao banco tem de ser reestruturada, tem de ser prolongada e o Estado tem de suportar uma parte dos custos. O Estado tem de assumir a sua responsabilidade pelo facto de ter colocado um certo número de famílias na insolvência pelo corte de ordenados e pelo aumento dos impostos», explica."

 

Portanto, agora os meus impostos e os de todos os portugueses (extraídos coercivamente, como é óbvio) também têm que servir para pagar empréstimos contraídos pelas famílias (por sua opção), com a desculpa de que o Estado cortou ordenados - aos funcionários públicos - e aumentou impostos - a todos os portugueses -, logo reduzindo o poder de compra e a capacidade dessas famílias cumprirem as suas obrigações contratuais. Sem enveredar sequer pela brutal dificuldade de cálculo do que está em causa, obviamente apenas possível com uma pesada máquina burocrática que não conseguirá responder a curto prazo a estas dificuldades, e focando-me na injustiça em causa (dando alguns breves exemplos, porque deverá uma família que vive numa casa arrendada e com um baixo nível de rendimentos pagar o empréstimo à habitação de outra? Porque deverá uma família que vive numa casa arrendada, mesmo tendo possibilidades para comprar uma, pagar a ânsia que outra teve de contrair um empréstimo à habitação? E porque deverá um empregador pagar impostos para subsidiar o empréstimo à habitação de um trabalhador? Ou porque deverão os pensionistas e reformados ver os seus rendimentos congelados, depois de uma vida de trabalho, ao mesmo tempo que vêem outros a serem subsidiados no seu desejo - legítimo, mas não a expensas do Estado, vulgo, dinheiro dos contribuintes - de serem proprietários da própria habitação?) e que tal se se concentrassem em reduzir a gordura da máquina estatal e a enorme carga fiscal (o que seria mais justo, para todos)? Ah e acabar com a estapafúrdia lei das rendas, dinamizando o mercado de arrendamento, que a preços reais seria muito mais atractivo.

 

Se o PSD continuar a dar tiros nos pés deste calibre, é bom que o pessoal da S. Caetano se prepare para uma surpresa desagradável. 

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publicado às 22:27

Um conselho ao 1º ministro: pulso forte e já!

por Nuno Castelo-Branco, em 17.12.08

 

Os aforradores do Banco Privado Português (BPP) que investiram em depósitos a prazo receiam ter sido burlados. Ontem, após a reunião com a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, a Associação de Defesa dos Clientes do BPP comparou os investimentos do banco que era liderado por João Rendeiro ao esquema piramidal usado nos casos Dona Branca e Madoff. 

 

Os criadores de factos que preenchem a hora dos telejornais, entusiasmaram o areópago beneditino, com a ameaça do ministro Teixeira dos Santos em retirar o aval do Estado aos bancos. Consta que estas seríssimas e benfazejas entidades, têm sido bastante avaras e exigentes nos empréstimos a conceder a empresas em dificuldades de tesouraria. Esquecendo-se bem depressa do ruinoso papel que lhes coube na actual crise, vêm agora, recuperada a arrogância de  há bem pouco tempo, fechar os cordões à bolsa que nem sequer lhes pertence, pois na verdade, aquele manancial de dinheiro sai directamente dos bolsos dos cidadãos e dos cofres das empresas, via impostos directos e indirectos. O desplante não tem fim e até um responsável do BES veio à televisão e com ar de ameaça, foi dizendo que a posição do ministro não passa de um bluff! Mais, afirmou peremptoriamente que "não vê qualquer hipótese de o governo retirar a ajuda prestada à banca". Ipsis verbis.

 

Pois senhor conta-notas do BES, há quem não esteja pelos ajustes e imagine até uma forma bastante sucinta de aparar certas escapadas das habituais aves de arribação: aplique-se coercivamente a obrigatoriedade do controle de todas as actividades dos bancos que receberam dinheiros públicos, através de comissões de fiscalização in situ, ou em caso extremo, passemos à expropriação. O contribuinte agradece e não se perde coisa alguma. Mais, os principais accionistas de uma certa entidade bancária de milionários, deveriam, em caso de ajuda do Estado - já consumada -, ser obrigados a deixar património como caução de futuro ressarcimento do auxílio: num certo caso, a SIC  ou a Impresa serviam muito bem.

 

Quanto ao governo, as medidas de apoio às empresas são sempre positivas, mas seriam mais efectivas e rápidas, se o próprio executivo, através do ministério da tutela, criasse uma secretaria para proceder directamente a essas ajudas. Os bancos não merecem receber um único cêntimo de juros desse dinheiro que não lhes pertence, nem muito menos, beneficiar das habituais habilidades contratuais, destinadas a engordar o pecúlio nos balanços de contas anuais. 

 

Neste assunto, o governo muito tem a ganhar se possuir uma característica bastante apreciada pelos eleitores: pulso forte.

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publicado às 23:11






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