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"Forget about it!"

por Nuno Castelo-Branco, em 27.06.16

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Nos últimos dias tudo tem servido para o normal parlapatório televisivo dos nossos comentadores políticos, desde o Dies Irae que se aproxima não se sabe como nem quando, até ao rebolar de desejo pelo rápido desaparecimento do Reino Unido. Apostam na total independência da Escócia e imediata integração do país na U.E. Em suma, uma das faces da vingança,  o argumento dos fracos e desesperados. Desunham-se por novas ideias, mas... 

...aqui estão dois pequenos detalhes:

1. Há que atender aos Tratados e por mais voltas que os nababos de Bruxelas lhes tentem dar, a conclusão é a mesma: qualquer adesão deverá ser sufragada pela unanimidade dos Estados, ou seja, pelos 27 remanescentes. Para agradar aos supracitados parlapatões que debitam sentenças em inglês, tal como os Tratados estão, "it's very unlikely".

2. A Espanha nunca o permitirá e a razão é conhecida. Quanto muito procurarão os espanhóis obter qualquer coisa a respeito de Gibraltar. Aceitar o ingresso de uma Escócia independente? Jamás, never! Ponto final.

Será mais fácil a 1º ministro escocesa pescar um cardume de esturjões à linha no Loch Ness, do que ver Madrid aquiescer aos seus apetites políticos. Contente-se então com as ovas. 

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publicado às 17:02

Reacções ibéricas

por Nuno Castelo-Branco, em 24.06.16

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Se excluirmos a sugestiva mensagem que as autoridades nacionais enviaram aos nossos concidadãos estabelecidos no Reino Unido e aqui postada pelo John, o que hoje se ouviu corresponde exactamente a um país que é aliado da Inglaterra desde o século XIV:

!. A reacção de Costa, logo, do governo: boa

2 A reacção de Passos Coelho, o chefe da oposição: boa

3. A reacção de Assunção Cristas: satisfatória

O resto não risca nem conta.

Passemos então a fronteira e atendamos apenas aos dois principais partidos que se têm revezado no exercício do poder a partir da Moncloa:

1. A reacção de Rajoy: boa

2. A reacção do antigo chefe do PSOE, ex-1º ministro - em Espanha designa-se Presidente do Conselho - que do poder saiu acumulando escândalos sobre escândalos:

- vergonhosa, péssima, radical e escumando ódio, dir-se-ia uma tirada que nem sequer o franquismo mais militante alguma vez terá ousado exprimir, apenas faltando a imediata reivindicação de Gibraltar. O apelo à mais descabelada revanche, a uma desforra que segundo o valetudinário político, não se compadece com "paninhos quentes". Em suma e sem tardança o saberemos, o que já se espera de toda a turbamulta de anafadíssimos  mangas de alpaca repimpados em Bruxelas. 

Bestial, este Felipe González. Perdoa-se-lhe, desde que se desculpe com a idade. 


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publicado às 23:49

Postal de Natal de António Costa

por John Wolf, em 26.12.15

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Não escutei a mensagem de Natal de António Costa. Nem precisava de o fazer, mas li as notas de rodapé coladas aqui e acolá. Já sei que o primeiro-ministro sublinha as virtudes da sua plataforma à Esquerda, mas não agradeceu a Direita "instransigente" que o PSD corporiza, pela ajuda dada na aprovação do orçamento rectificativo e da contribuição extraordinária de solidariedade. É apenas um pormenor, contudo revela que afinal António Costa não é o democrata de consensos alargados e entendimentos que tão vocalmente apregoa (para além de ser politicamente malcriado). António Costa repete vezes sem conta que vivemos um "novo tempo" em Portugal, ao que acrescenta que grandes dificuldades são de esperar no futuro que se avizinha. Então? No que ficamos? Vira a página ou reconhece que os portugueses ainda vão ter de suportar muitos (e mais) sacrifícios. Em vez de viver o presente, celebra antecipadamente os 30 anos de adesão à Comunidade Económica Europeia, os 40 anos da Constituição da República Portuguesa e os 20 anos dessa organização lírica conhecida por Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). E ainda tem tempo para enviar um abraço às comunidades portuguesas no estrangeiro e aos militares em comissões além-mar. O que discorre em ambiente festivo soa a paleio de velho jarreta, quando o que se lhe exige é uma visão pragmática e assertiva respeitante ao novo ciclo que se lhe escapa ao controlo, e em relação ao qual Portugal vai beneficiar sem que este governo faça a ponta de corno. Será o Banco Central Europeu (BCE) a evitar o descalabro deste governo-soma de ocasião. A continuação do programa de aquisição de títulos de dívida da parte do BCE está prevista até Março de 2017. Ou seja, até lá, eventuais e mais que certas anomalias de tesouraria serão camufladas por este mecanismo monetário da Zona Euro. Na mensagem de Natal António Costa referiu isto e agradeceu os senhores da gleba monetária? Se alguém souber, e puder confirmar, por favor envie-me um telegrama. E ainda, na mesma senda de omissões e irregularidades, o que está a suceder em Espanha foi referido na mesma missiva natalícia como factor de volatilidade na cena política-económica nacional pelo primeiro-ministro? Se alguém ouviu alguma coisa a esse propósito, queira fazer o favor de me enviar um postal, para que eu fique descansado que este governo tem mais do que mãos a medir para a TAP, e tudo o que permeia os céus e a terra. Afinal o Pai Natal é socialista de gema - tem tudo e dá a todos.

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publicado às 16:48

Grécia, Espanha e embaixadas a Roma

por John Wolf, em 24.05.15

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Portugal é um caso à parte. Não é a Grécia nem é a Espanha. Mas os acontecimentos em curso naqueles países podem ter ou terão efeitos indesejados neste país. Tsipras acaba de anunciar antecipadamente aquilo que era expectável. No dia 5 de Junho teremos o primeiro de uma série de defaults gregos. Não existem meios para pagar o que é devido ao Fundo Monetário Internacional e não existe margem política para implementar medidas  adicionais de austeridade. Enquanto esse evento "excêntrico" decorre, em Espanha ainda sopram ventos promissores do Podemos e Ciudadanos. O centro da Europa observa com apreensão. Os dois fenómenos podem funcionar em tandem, emprestando força numa relação de reciprocidade, de engrandecimento e risco. A Troika sabe que não pode penalizar aqueles que cumpriram o seu ditado. Nessa medida, Portugal não será percepcionado como um caso extremo, mas certas condições terão de ser observadas. Já registámos o "baixar da bolinha" do Partido Socialista. O próprio António Costa já chamou "tonta" a abordagem do Syriza, e ele tem boas razões para o fazer. Quer ganhar as eleições, mas essa vitória depende de um acordo pré-nupcial com a Alemanha, a União Europeia, o Banco Central Europeu, assim como outras instituições europeias. Para cumprir as promessas de obras públicas, reposição de pensões e salários, Costa apenas o poderá fazer com meios financeiros adequados, de preferência a fundo perdido, como tem sido apanágio dos socialistas sempre que tomam o poder. As movimentações hispano-gregas devem ser acompanhadas com muito interesse. As semanas que se seguem serão determinantes para Portugal. Portugal é um caso à parte. Começa a dar sinais de ímpeto económico, mas não embarquemos em aventuras. À Embaixada a Roma, esplendorosa e reluzente, seguiram-se ciclos de marasmo e decadência. O Museu dos Coches serve para recordar que cavalos alados fazem parte de um mundo de sonho e fantasia - narrativas que emanam do Largo do Rato com excessiva facilidade.

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publicado às 21:46

Putin e Tsipras atiram o pau ao gato

por John Wolf, em 01.03.15

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Se Putin premiu o gatilho da pistola que abateu Boris Nemtsov não é a questão principal. Há outra mais importante que acaba de ser colocada aos russos: será que estão dispostos a colaborar com um regime repressivo que atenta à liberdade de expressão e a direitos e garantias fundamentais? Embora ainda faltem peças ao puzzle, o mar de gente que enche as ruas de Moscovo faz lembrar eventos mais ou menos recentes. Por exemplo Maidan ou até a Primavera Árabe. Sem dúvida que o aparato em torno do assassinato de Nemtsov serve para distrair das movimentações russas em solo ucraniano, mas Putin pode involuntariamente ter libertado  a força crítica e avassaladora do seu povo. Putin virou-se para a exterioridade da Crimeia e da Ucrânia porque há muito que sente o seu regime ameaçado - "lá fora" parece ser mais fácil justificar as acções e vendê-las de um modo glorioso no próprio país. Mas não é o único. Tsipras também aplicou o mesmo princípio que resulta de insuficiência interna, e atirou-se aos portugueses e espanhóis chamando-os de principais responsáveis pelas dificuldades negociais havidas entre a Grécia e os interlocutores europeus. São comportamentos enviesados e desta natureza que nos devem preocupar. As atitudes de políticos que atiram o pau para longe. A Grécia e a Rússia têm muito mais em comum do que possam imaginar. E não se quedarão por aqui. Já passámos a fase de meras sugestões. A Estónia e a Turquia parecem ser candidatos para serem arrastados para o já de si complexo mapa geopolítico. Isto não fica assim. Se as coisas não correrem de feição a Putin e Tsipras, estes são mais do que capazes de incendiar casas alheias.

 

*os gatos são muitos populares na internet, mas não servem para grande coisa.

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publicado às 19:39

A grande ilusão europeia

por John Wolf, em 31.01.15

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Quando vejo a histeria a tomar conta dos povos, recordo-me dos filmes históricos dos anos 30 do século passado. Quando vejo povos derreados pela verga da indignidade económica e social, penso no sofrimento incomensurável de famílias inteiras. Quando vejo expressões de pura demagogia a tomar conta dos discursos de políticos, sinto que as nossas sociedades correm grandes perigos. Quando observo a bandeira da libertação ser hasteada, penso como será a nova ordem proposta pelos mercenários. Quando comprovo como nações inteiras podem ser postas ao serviço de interesses ideológicos, deixo de acreditar na pureza da Democracia. Quando testemunho a facilidade com que se arrebanha gente, penso em colunas militares. Quando sinto a prevalência do dinheiro na retórica inflamada, sei que a alma humana foi vendida. Quando registo a facilidade com que se desonra a palavra, conheço o valor de um aperto de mão. Quando nem preciso de olhar para ver, sei que já embarcaram num caminho de difícil retorno. 

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publicado às 20:02

Em 2014, os Espanhóis em Portugal.

por João Quaresma, em 01.12.14

 

Neste aniversário da Restauração da Independência, uma longa e interessante reportagem sobre os cidadãos espanhóis (no caso, madrilenos) residentes em Lisboa.
Uns mais recentes do que outros, conhecedores e apreciadores do país, boa parte trabalha em empresas espanholas aqui estabelecidas, que é a razão principal pelo grande crescimento da comunidade espanhola em Portugal nos últimos vinte anos. E alguns não pensam regressar ao país de origem.
 

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publicado às 20:03

Duche escocês em Barcelona

por Nuno Castelo-Branco, em 10.11.14

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Tal como se esperava, foi unânime o teatrinho prodigalizado pelas três estações televisivas portuguesas. Simulando não terem compreendido o que sucedeu, ou pior ainda, interpretando a realidade ao invés daquilo que as próprias sapiências pivotais declaravam vinte e quatro horas antes da paródia catalã, informaram como bem lhes aprouve, num daqueles contorcionismos interpretativos em que se especializaram.

A consulta obrigada pela ERC que mantém Mas sob tutela, falhou estrondosamente. Um povo que se sente agrilhoado e procura desembaraçar-se de uma - neste caso imaginária - tutela, acorre em massa às urnas, sejam elas verdadeiras ou como neste caso foram, meras caixas de cartão. Não existiu o direito ao voto secreto, não existiu um levantamento de eleitores que se coadune com as normas de um Estado de Direito. Pior ainda, o populismo bacoco chegou ao ponto da inovação futebolística da chamada dos maiores de dezasseis anos de idade, como se de um referendo liceal se tratasse.

Mesmo após anos infindos de pesado bombardeamento da propaganda mais abjecta, apenas um terço do eleitorado votou e mesmo entre os entusiasmados, 10% desse punhado de catalães preferem um Estado dentro de Espanha, enquanto 4% pura e simplesmente rejeitaram qualquer possibilidade estatal autónoma. Em casa ficou uma esmagadora maioria silenciosa que bem poderá, no caso de insistência da baderna ERC que maneja os cordelinhos da marioneta Mas, vir um dia enterrar da pior maneira os delírios dos sátrapas, para mais gente insuportável de pesporrente egoísmo roçando a xenofobia mais desbragada.

Podem os nossos pivôs de serviço dizerem o que bem lhes apetecer, mas ontem e em directo de Barcelona, receberam um copioso duche escocês. Sim, é isso mesmo, mas sem água quente. 

 

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publicado às 21:46

Como reagiria a califagem?

por Nuno Castelo-Branco, em 23.08.14

Os califeiros fartam-se de publicar mapas com ameaças de conquista, englobando todas as terras que de Bassorá a Lisboa, um dia obedeceram aos sátrapas muçulmanos. 

 

O mundo ocidental é perito no encaixe e devida resposta a provocações gratuitas, às bravatas que já custaram a liquidação de alguns impérios e potências expansionistas. Nos anos trinta, os agentes do Ahnenerbe andavam à cata de suásticas e runas, palmilhando toda a Europa do Minho à Finlândia e chegando a enviar expedições às alturas dos Himalaias. Lembram-se do filme Sete Anos no Tibete? Tratava esse tema. Onde cavocassem uma suástica virada fosse para que lado fosse, aí estava um marco susceptível de validar uma reivindicação ariana.

Os califeiros afinam pelo mesmo diapasão. Agora, neste 23 de Agosto em que passam 75 anos da celebração do Pacto Germano-Soviético, imaginem qual seria a reacção dessa turbamulta de bandidos armados - vejam o video, se conseguirem -, se num dente por dente, os cristãos desatassem a reivindicar todos os antigos territórios vizinhos do Mediterrâneo e outrora pertencentes à cristandade. Para já, existe uma clara vantagem sobre o Ahnenerbe e sucessora califagem: não é necessário cavar buracos poeirentos na terreola "santa", nem peneirar ossinhos ou esgravatar em busca da inexistente "Arca da Aliança" de todas as prestidigitações. Os vestígios saltam à vista. A propósito, quanto à Hagia Sofia...

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* O ocidente não mostra. A net fervilha de imagens horrendas e só não acredita quem não quer inteirar-se do que está em causa. São estas, as bestas.

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publicado às 09:00

Esta manhã, em Liège

por Nuno Castelo-Branco, em 04.08.14

 

Foi a sensatez e sentido das proporções que para nossa desgraça, faltou aos Costas, Bernardinos e Camachos. Durante quatro anos  Afonso XIII tudo fez para manter a neutralidade espanhola, sendo por isso mesmo homenageado pelos seus compatriotas e pelos estrangeiros de ambos os campos em combate. O monarca desenvolveu um inestimável serviço junto dos prisioneiros de guerra, estabelecendo contactos, garantindo o correio, vigiando o tratamento ministrado pelos captores, distribuindo o precioso auxílio moral e  material. Quando após a sua deposição chegou a Paris e logo em seguida a Londres, foi recebido por multidões agradecidas pelo seu trabalho durante a tragédia que foi a Grande Guerra. 


No âmbito do centenário da eclosão da I Guerra Mundial, Filipe VI está hoje em Liège, não se entende bem a razão. Podemos considerar uma explicação para além deste insólito pro forma. Sendo um trineto do Kaiser Guilherme II, talvez a esse facto se deva a sua presença, juntando-se aos descendentes de Alberto I dos belgas e de Jorge V da Grã-Bretanha. Uma foto da família agora não desavinda. 

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publicado às 10:04

Negócios com caracóis, coiratos e canecas

por Nuno Castelo-Branco, em 22.06.14

Convidado para o televisivo substituto de degustação de caracóis, coiratos e canecas de cerveja, Bernardo Pires de Lima esteve no Eixo do Mal. Além dos sempre transcendentes e edificantes temas da ainda insucessiva sucessão no PS e do regalado aperto salgado no BES, o docente abordou ao de leve a situação em Espanha.

 

Entre os senhores do poder em Portugal, existem aqueles que embora não possam reconhecê-lo de forma politicamente correcta,nem por isso deixam de  pertencer às hostes da plutocracia pura e dura, vulgarmente disfarçada de liberal. Enfileiram-se normalmente entre os mais ferozes opositores de qualquer possibilidade de re-instauração daquela forma de representação do Estado que fez e consolidou Portugal ao longo de oito séculos. Dado tudo aquilo que temos observado no nosso país, entendemos facilmente a sua oposição à possibilidade de um cercear de uma importante parcela do exercício do poder total. Compreende-se, pois a presidência da República é um assunto exclusivo da oligarquia financeira que dita sobre os ombros dos seus súbditos da política. Quanto a este aspecto da ainda existente dicotomia Monarquia-República, batem os próprios comunistas quanto à aversão que a tradição representa. São assim os companheiros dilectos de outros convivas do banquete proporcionado pelo regime, os que patinados pelo discurso das boas causas, aparentemente são os irredutíveis adversários dos precedentes. Irredutíveis, apenas porque são candidatos concorrentes ao exercício da distribuição das benesses, neste bloco cabendo as diversas sensibilidades - bem traduzidas no actual Parlamento - do programa emitido pela empresa mediática do Sr. Balsemão. Nada de suspeito, portanto. 

 

Dizia Bernardo Pires de Lima que a situação em Espanha merecerá alguma atenção, embora previamente tivesse julgado azado fazer a sua Made in USA profissão de fé, obviamente anti-monárquica. Iniciando o seu curto depoimento com a caracterização da proclamação de Filipe VI como algo próprio do "mundo das revistas cor de rosa", logo se embrenhou numa mais razoável justificação da necessidade da manutenção do actual regime no país vizinho. Nada de novo aventou, apontando aquilo que qualquer leitor de A Bola será capaz de lobrigar, ou seja, a conveniência da preservação de fronteiras estáveis num espaço compatilhado por Portugal e consequentemente, a paz e o status quo numa Europa dilacerada pelos consecutivos erros e pequenas ambições dos seus dirigentes. Previsivelmente, esses dirigentes entre os quais ele próprio encontra o seu campo político, aquele que gizou a catastrófica balbúrdia que é a União Europeia. Afinal, Pires de Lima acaba por contradizer-se, apontando a Monarquia como um factor imprescindível de coesão e daquilo que talvez mais lhe interesse: a prosperidade da economia e a paz social. O pensamento dos nossos liberais da viragem do século, infelizmente não consegue ir mais longe que o manusear do tradicional ábaco a que a nova tecnologia teve o condão de transformar em calculadora via ordenador.

 

Talvez será muito optimismo pensarmos que os ditos liberais tenham a perfeita consciência do perigo que representaria a queda da República em Portugal, dadas as iniludíveis consequências que isto teria na nossa política externa, no reordenamento da estrutura do poder político nacional e no inevitável cercear das tentativas de amalgamar a que os abusivos "tratados" europeus conduzem. 

 

Fique o Sr. Bernardo Pires de Lima ciente de algo que talvez até agora lhe tenha escapado. A Monarquia vizinha, consiste no derradeiro obstáculo erguido diante daqueles émulos espanhóis dos que por cá tomaram de assalto o Estado. Precisamente os que escudados por siglas de bancos e similares, de escritórios de diversas assessorias ou estudos de mercado, vivem obcecados pela cartelização do poder poder político totalmente subjugado pelo pulso forte do dinheiro virtual cuja posse não tem rosto ou assinatura que se veja. É risível, a sugestão de o monarca espanhol não passar de um simples autenticador de documentos enviados pelos sucessivos governos que se revezam na Moncloa. Todos sabemos que esta é uma daquelas mentiras que não resiste à mais superficial análise dos factos. 

 

A verdade é outra, apesar das aparências ditadas pela Constituição de 1978. A influência da Coroa - não "eleita", logo não controlável - estende-se muito para além da normal gestão dos assuntos correntes e tem sido essencial no tecer da trama que mantém a coesão do Estado, influência esta que também é decisiva quanto às Forças Armadas. Sendo estas muito diferentes do banal simulacro castrense que existe em Portugal, o detentor da Coroa é mesmo o elo mais forte para a manutenção do controlo civil sobre aqueles que desde o advento do Liberalismo, têm sido os nem sempre bem dispostos vigilantes de qualquer ameaça que eventualmente possa colocar em causa a unificadora obra de Isabel e Fernando. Neste nada desdenhável aspecto do destrinçar da realidade política existente em Espanha, parece existir a unanimidade entre os uniformizados do lado de lá da fronteira, sejam eles castelhanos, bascos, catalães, valencianos ou baleares. Se a isto juntarmos a impressionante carteira de contactos que o Rei de Espanha tem em praticamente todas as capitais mundiais, abrimos então aquele capítulo que se torna no principal ponto de interesse dos obcecados pelo neo-mercantilismo, mercantilismo este conceptualmente tão adulterado como o liberalismo que julgam defender. O Sr. Bernardo Pires de Lima que consulte o patronato e as cabeças do sindicalismo espanhol e logo concluirá acerca do que representa a Coroa na economia e logo, no trabalho, no essencial progresso material daquela sociedade. Não lhe pedimos mais e assim bem pode limitar-se ao que mais lhe interessa.

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publicado às 19:11

De Vasco Pulido Valente

por Nuno Castelo-Branco, em 22.06.14

"Apesar da comitiva e da segurança, não dei por que os reis de Espanha estivessem no hotel. Um Secretário de Estado português teria sido mais conspícuo. Não vi o rei Juan Carlos que não saiu do último andar, excepto no dia em que se foi embora. Mas vi a rainha na varanda comum, a tomar um chá e a discutir com um secretário com muitos papéis não sei que problema. Na mesa do lado, a ler um livro, nunca me distraíram ou incomodaram. Aquela monarquia despretensiosa e bem-educada não me pareceu um perigo para ninguém. De resto, não passa de um símbolo, com algumas funções de representação e, constitucionalmente, sem sombra de poder político. Como em Inglaterra, o rei nem sequer dissolve o parlamento e lê no parlamento os discursos que o governo lhe manda.

Agora, Juan Carlos resolveu abdicar e foi substituído por Felipe VI. Parece que Juan Carlos perdeu o prestígio por causa de uns tantos casos de infidelidade conjugal (que não se percebe como interessam ao Estado) e por causa de uma caçada ao elefante no Botswana, em que partiu uma perna (um genro vigarista no tribunal também não ajudou). Nas cerimónias de sucessão, uns vagos milhares de pessoas gritaram“España mañana será republicana”, provavelmente inconciliáveis da guerra civil (1936-1939) ou anti-franquistas que guardaram uma velha vontade de revanche. Esperemos que nunca aí se chegue por duas razões. Primeira, porque o rei é melhor garantia da unidade do país. E, segunda, porque a República tarde ou cedo criaria um tumulto em Espanha e na Europa.

Um presidente sairia por força de uma das nacionalidades de Espanha que se autodenominam “históricas” (Castela, Catalunha, o País Basco e a Galiza), sendo suspeito aos grupos que ficassem de fora: uma receita infalível para a desordem e o conflito. Pior ainda, a dissolução de Espanha iria inevitavelmente encorajar o separatismo da Escócia e do norte de Itália. De qualquer maneira, não se compreende a ansiedade de um pequeno povo para se fechar na sua pequenez (nós por aqui sabemos bem quanto ela custa) ou o desejo de falar uma língua que ninguém mais fala ou escreve. Esta perversão do paroquialismo, numa economia global e num mundo em que o inglês se tornou de facto a “língua franca”, leva fatalmente ao isolamento e à fraqueza, pelo prazer de uma glória “nacional” sem sentido. A Escócia, pelo menos, quer ficar com a rainha e, de caminho, com a libra."

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publicado às 10:16

Novo Rei, novo retrato e uma mensagem

por Nuno Castelo-Branco, em 20.06.14

1. Sendo um dado tão previsível como amanhã ser sábado, os canais televisivos têm demonstrado um misto de fascínio pelo que "cá também poderíamos ter", profunda inveja pelintreira de meia branca e irritação por tudo aquilo que ontem vimos em transmissão directa  de Madrid. Os duzentos e poucos símios que apenas não passaram despercebidos mercê dos bons ofícios das Judites de cá e de uma meia dúzia de outros preenche-horários de telejornal, não foram suficientes para estragar uma festa que afinal todos previam. Dizia há umas semanas que os espanhóis - os tais nefandos monárquicos -  não precisavam de organizar qualquer manifestação de desagravo, pois esta naturalmente surgiria no dia da proclamação. 

 

Filipe VI desfilou lentamente pelas principais avenidas e praças da sua capital, coisa que em Portugal é impossível desde aquela tarde de 1 de Fevereiro de 1908. De pé, em carro descoberto, não temeu, porque nada deveu ou deve. Estava entre os seus. Gostaríamos de um dia podermos verificar em Lisboa, um simulacro daquilo que o Rei de Espanha fez em Madrid, subitamente deparando com o Sr. ACS descendo a Avenida da Liberdade a bordo de uma viatura descapotável e em data comemorativa à escolha. Também seria interessante vermos o Sr. Soares a pé Chiado abaixo, previsivelmente nada ameaçado por qualquer retornado de boa memória ou um daqueles agora camaradas que há uns vinte e poucos anos lhe desferiram uns sopapos na Marinha Grande. Quanto a Sampaio, esse estará sempre à vontade, tão à vontade quanto qualquer vendedor de castanhas de desconhecida identidade. Saberá alguém distingui-lo num grupo de três peões?

 

2. O zapping permite-nos avaliar a perspicácia da gente da nossa informação. Claro que todos repararam no facto de Filipe VI ocupar hoje o gabinete ainda há dias pertencente ao seu pai e antecessor no trono. Pela esganiçada conversa das nossas várias Judites, o novo Rei mudou duas ou três fotos.

 

Também se tornou bastante nítida a mensagem que o Rei enviou ao mundo, mas que infelizmente passou totalmente despercebida aos nossos crânios da informação. Durante anos, João Carlos I trabalhou naquele gabinete onde pontificava o retrato de Filipe, o fundador dos Bourbon de Parma. 

 

Filipe VI já não precisa de a todos  indicar um início ou um recomeçar do que quer que seja. A ordem natural está estabelecida e escolheu como mudo vigilante do seu trabalho, aquele que foi o mais capaz dos Bourbon espanhóis. Esta manhã, o retrato de Filipe de Parma tinha sido substituído pelo do seu irmão, o muito feio, honesto, brilhante estadista, austero e grande monarca Carlos III. Esta é uma clara indicação daquilo que o novo Rei pretende ou gostaria de realizar durante um reinado que esperamos longo e frutuoso. Um reinado de profundas reformas, honradez e crescer do poder espanhol na Europa e no mundo.

 

O Rei Filipe fez uma excelente escolha, este foi um sinal que em tela complementa aquilo que dele ontem ouvimos nas Cortes. Oxalá seja esta subliminar mensagem perfeitamente entendida em Espanha e também - o reinado de Carlos III em muito influiu em Portugal - para cá da fronteira. Neste caso, a periclitante república portuguesa que se cuide. 

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publicado às 21:36

A propósito da proclamação do Rei de Espanha

por Felipe de Araujo Ribeiro, em 18.06.14

"Felipe rejeitou a posterior celebração de uma missa para respeitar a natureza secular do Estado. Pela mesma razão a Coroa de prata de 1775 e o ceptro expostos sobre uma almofada em frente ao novo Rei não estarão acompanhados de um Crucifixo. Felipe quis também evitar a pompa ou qualquer sinal de ostentação

 

Um Rei, ao que parece, miserabilista cheio de complexos e que não tem a noção do que representa a instituição que vai encabeçar amanhã. Isto ficou aliás evidente a partir do momento em que foi anunciado o casamento.

 

Hoje, rejeitando a celebração de uma missa, dá mais um passo no sentido de destruir a monarquia, cedendo às pressões progressistas de uma sociedade que mais do que nunca precisa de alguém que a inspire, a lidere, e lhe sirva de referência. Escolheu abraçar os valores liberais, sacrificando para isso a honra e a integridade. Escolheu o efémero dos valores biodegradáveis para satisfazer os inimigos da monarquia e, fazendo-o, traiu a Espanha e traiu a Deus.

 

Já o disse, é-me evidente que a monarquia é sempre melhor do que a república, mas cada vez encontro mais razões para alertar para as diferenças essenciais entre a monarquia tradicionalista e a monarquia liberal – e para me distanciar tanto mais deste modelo quanto ele se vai distanciando da representação e do serviço à nação.

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publicado às 19:07

Querem comparar?

por Nuno Castelo-Branco, em 10.06.14

 

Desolador, o espectáculo esta manhã oferecido na inventada data nacional. Naquele terreno baldio, se excluirmos a apresentação das forças em uniforme de combate, tudo o mais foi de uma confrangedora miséria. Os oficiais de terra em fatinho cinza-rato, facilmente identificável com o dos antigos guardas nocturnos. Seguiam-se os da Força Aérea em similar vestimenta azul, bem própria para uma empresa de segurança de parques de estacionamento. Os terrestres e os aéreos de gravata, artefacto muito prático e de marcial balcão de atendimento. Salva-se a Marinha de colarinho fechado, mantendo a tradição e confundindo-se com as suas congéneres estrangeiras. Um alívio. 

Uma reportagem miserável, cheia de choros orçamentais e onde a entrevistadora facilmente soltou a língua dos representantes dos três ramos das F.A. Desta forma, ficámos a saber que a FAP faz a vez do Instituto de Socorro a Náufragos e que o Exército não passa de um ramo dos Bombeiros. Chachál conversa enquanto os militares tentavam movimentar-se em modo de marcha, coisa absolutamente diferente daquilo que há precisamente quarenta e um anos se via desfilando na Avenida D. Luís I, em Lourenço Marques. Não é a mesma gente e nem de longe são as mesmas Forças Armadas.

 

Quanto à esperada bagunça promovida pelos mesmos de sempre e com o bem visível não-professor que comanda a Frenprof, apenas uma questão: existindo a plena liberdade de expressão e de reunião, não é este último direito devidamente regulado pela Lei que exige um aviso de concentração e consequente autorização? Pois não parece que os senhores da CGTP-PC se tenham minimamente ralado com essas ninharias burocráticas. Também não parece que alguns militares e polícias bem visíveis durante o ultraje, algo tivessem feito para repor a compostura.

 

Uma "parada" cheia de barraquinhas de plástico. Música inaudível (1), péssimos uniformes (2), más e muito descoordenadas marchas (3), gritaria infernal e conversa televisiva constante, eis o espectáculo que bem representa aquilo que a República Portuguesa é e jamais deixará de ser.

 

É claro que nenhuma das nossas excelsas autoridades quererá aprender algo com aquilo que rotineiramente se passa em Madrid. Não querem nem podem. Espanha é uma Monarquia e apesar de todas as dificuldades, contradições e quezílias, uma Monarquia sempre será uma Monarquia. Nada de confusões, até porque hoje, ao pronunciar a palavra ...republicanas, o Sr. Cavaco Silva ficou visivelmente indisposto. Nós também.  

 

(1) Aprendam com os alemães

(2) Contratem um estilista militar chinês

(3) Contratem alguns instrutores do exército russo

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publicado às 19:05

Excitações balsemónicas

por Nuno Castelo-Branco, em 03.06.14

Os meias brancas da nossa informação especializada em mexericos, dramas, terrores, adenovírus urbi et orbi, pés chatos, naperons sobre a geleira e cachecol do clube emoldurando a TV, andam numa fona com o que nas últimas vinte e quatro horas se passou em Espanha. A gente de Balsemão - João Carlos I deveria ser mais selectivo quanto às amizades que por cá mantém - fala de uma "maré republicana", para logo depois depararmos com a visão de uma modestíssima praça que dá pelo nome del Sol, apinhada com 20.000 pessoas oriundas das sedes habituais. Em Barcelona, foi ainda menos evidente a reclamação da república, reunindo apenas 5.000 furibundos. Tão modestas reuniões, fazem-nos logo recordar a ainda muito recente festança da vitória do Real Madrid que em pouco mais de meia hora, arrebanhou um milhão de entusiastas de "bandeira monárquica" em riste. Perdão, há que chamar-lhe bandeira de Espanha. Por outras palavras, no nosso CRonaldo vale mais que todo o pagode visto nas Puertas del Sol, Ramblas e similares. 

 

Por cá os artifícios são sempre os mesmos vulcões de ranho espirrado por patetas pivotados apontando o dedo a quem para lá da fronteira, vive num país muito mais moderno, justo e progressivo que esta grotesca republica de falsários, incompetentes institucionais, reservistas mentais e reputados gatunos de comenda ao peito. Dir-se-ia que a gente da RTP, SIC e TVI jamais deu conta dos Limites Materiais da revisão constitucional, pecisamente no que estes apontam naquele infamante artigo que proibe os portugueses de reporem no devido lugar, a legalidade histórica e institucional roubada em 1910. Em Portugal, nada de referendos!, pois vigora o princípio do facto consumado, seja este quanto à república, "descolonização", adesão à CEE, Maastricht, adopção do Euro, Tratado de Lisboa, etc. Como a propósito de Maastricht disse um dia o Sr. Cavaco Silva, ..."os portugueses não estão preparados para este tipo de decisões". 

 

Quanto a Espanha, nada de preocupante. As entrevistas feitas in loco já demonstram a falta de convicção e de fibra daquela gente: já não se trata de João Carlos I o tal O Breve de quase quarenta anos de reinado. Já nenhum deles se ilude quanto à entronização de Filipe VI. Agora, a conversa é outra: ..."su hija jamás sera Reina!".


Já cá não estarei para comprovar ou não o dia da proclamação de Leonor I, mas tenho a certeza de que há coisas que dificilmente mudam. 

 

Adenda: no meio de tanta cretinice televisionada, aqui está alguém que merece a nossa atenção.

 

 

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publicado às 19:14

A pergunta que se impõe

por Pedro Quartin Graça, em 02.06.14

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publicado às 15:36

A abdicação de um grande Senhor

por Pedro Quartin Graça, em 02.06.14

 

A democracia espanhola deve-lhe muito. Quase tudo, diga-se. Nascido João Carlos Alfonso Víctor Maria de Bourbon e Bourbon-Duas Sicílias , no ano de 1938, em Itália, durante o exílio do seu avô, é filho de Juan de Borbón y Battenberg e de Maria das Mercedes de Bourbon e Orléans, Princesa das Duas Sicílias.

O seu avô Afonso XIII foi rei da Espanha até 1931, altura em que foi deposto pela Segunda República espanhola. Por expresso desejo de seu pai, a sua formação fundamental teve lugar em  Espanha, onde chegou pela primeira vez aos 10 anos, procedente de Portugal, país onde residiam os Condes de Barcelona, desde 1946, no Estoril.

Abdicou hoje a favor do seu filho Filipe. Honra a D. Juan Carlos e à Monarquia Espanhola.

 

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publicado às 09:45

Que tal?

por Nuno Castelo-Branco, em 05.05.14

"La Corona no tiene motivos para sentir zozobra, tras haber pasado un período de descrédito notable. Un 64% de los jóvenes encuestados responde que la monarquía está firmemente asentada y que la sucesión del Rey por el príncipe Felipe se producirá con toda normalidad."

 

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publicado às 15:33

Very, VERY BAD news:

por Nuno Castelo-Branco, em 02.05.14

...para a gente do costume. Ainda não será desta, ó Sr. Mário Soares. Como já se sabia, V. Exa. bem pode esperar até ao fim da sua next llife, mais ou menos daqui a uns cem anos. Aqui está uma notícia que não passa na RTP, TVI ou SICk.

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publicado às 20:33






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