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Dos conceitos básicos de economia

por Ana Rodrigues Bidarra, em 21.08.14

Ambrose Evans-Pritchard (via Pedro Arroja):

 

Professor Christopher Sims, a US expert on monetary policy, said EMU policy makers had not sorted out the basic design flaws in monetary union, and are driving Club Med nations into deeper trouble by imposing pro-cyclical austerity.

"If I were advising Greece, Portugal or even Spain, I would tell them to prepare contingency plans to leave the euro. There is no point being in EMU if all that happens when you are hit with a shock is that the shock gets worse," he said.

"It would be very costly to leave the euro, a form of default, but staying in the euro is also very costly for these countries. The Europeans have created a system that is worse than the Gold Standard. Countries are in the same position as Latin American states that borrowed in dollars," he said.

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publicado às 10:35

Os festejos da saída da recessão

por John Wolf, em 14.08.13

Quando a economia dos homens e mulheres não funciona, e é incapaz de gerar riqueza e bem-estar, entram em campo outras soluções. Uma delas é posta em prática de cima para baixo, pela via do estímulo às economias. A impressão de dinheiro e a compra de títulos de tesouro é um dos caminhos mais fáceis para virtualizar a recuperação. Os EUA, destemidos nesta abordagem, e pela mão da Reserva Federal (FED), têm vindo a comprar os Mortgage Backed-Securites (MBS) ao ritmo de 85 mil milhões de dólares por mês. Os MBS são títulos ligados directamente ao mercado imobiliário, entendido como o sector a partir do qual as retomas acontecem. A procura imobiliária serve a economia no sentido mais que transversal. Exige novas casas, materiais de construção, pintores, pedreiros, energia e o envolvimento da banca. Nos últimos meses, os "briefings" do FED tem oscilado entre a cautela e algum cuidado. Por um lado é sabido que se a torneira do estímulo fôr fechada prematuramente, os rebentos da retoma podem sentir o efeito da falta de rega e minguar. Por outro lado, a chuva excessiva de nutrientes pode provocar efeitos secundários, designadamente inflação. Basicamente o que separa a política Europeia da Americana tem a ver com esta doutrina de dinheiro. A Europa teve a experiência da hiperinflação nos anos 20 e os EUA uma versão menos aguda nos anos 70. A decisão pela austeridade na Europa está intimamente ligada a esta discussão e terá determinado na Eurozona uma abordagem que ignora a possibilidade de utilização da política monetária em larga escala. Os países da Eurozona entregaram a ferramenta monetária de mão beijada a uma centralidade europeia e foram apanhados nesta encruzilhada nefasta. As notícias que nos últimos dias têm feito manchete, respeitante à putativa saída europeia da recessão, não levam em conta os malefícios do tabaco. A haver "re-crescimento" na União Europeia, a inflação irá lentamente erguer a sua cabeça. O incremento gradual da procura funcionará como uma segunda austeridade. Os consumidores, ao sairem da sua longa hibernação, irão disputar a titularidade dos mesmos recursos. Os compradores irão exercer pressão sobre a máquina da oferta que não será capaz, de um dia para o seguinte, de aumentar a sua disponibilidade, pese embora a boa vontade dos mercados. Em suma, numa primeira fase da recuperação, sentiremos na pele o efeito inflacionário gerado em ambiente de quietude monetária. Ou seja, para além do actual decréscimo de rendimento disponível dos contribuintes (por via da tributação fiscal imposta pela austeridade/troika), os mesmos terão de se precaver para uma repentina subida de preços dos bens e serviços. Por esta e outras razões os festejos respeitantes à saída da recessão terão de ser comedidos. Pode ser que as economias europeias ainda venham a precisar de injecções directamente na veia das suas economias. Pode ser que não. Veremos o que o dealer Draghi pensa sobre o assunto. Veremos o que decide a troika. E deixemos que a economia dite as regras. Para bem ou para mal - infelizmente.

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publicado às 17:23






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