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Impostos emigrados de regresso a Portugal

por John Wolf, em 19.04.16

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Quantos portugueses emigraram? Não me refiro à vaga dos últimos 3 anos. Quantos portugueses efectivamente emigraram e vivem há décadas lá fora? 5 milhões? 6 milhões? Sei que em New Bedford, nos EUA, há perto de 400.000 portugueses. Mas há mais, muitos mais, espalhados por esse mundo. Não sei se estão a ver onde quero chegar. António Costa, à falta de receitas domésticas, com a torneira do dinheiro fácil do BCE a apertar, o orçamento a dar para o torto, e a economia a estagnar, é óbvio que assine de cruz a nova modalidade que aí vem. Uma coisa são offshores, outra coisa será tributar rendimentos de portugueses no estrangeiro. Não é nada que me espante. Tenho uma opinião esclarecida e cumpridora em relação à matéria. Os norte-americanos, onde quer que se encontrem e trabalhem, são obrigados a declarar rendimentos à Autoridade Tributária dos EUA. Há aqui um filão interessante a explorar pela autoridade tributária portuguesa. Ele é contas de enfermeiros portugueses no Reino Unido. Ele é contas de técnicos informáticos portugueses na Alemanha. Ele é contas de arquitectos portugueses na Bélgica. Enfim, a oferta é grande e diversificada. Vai ser um festival. Quando se refere o controlo das contas no estrangeiro não são apenas aquelas dos portugueses. São as de todos, ou de quase todos, nessa lógica recíproca e multilateral. Queriam a União Europeia? Pois bem. Agora terão a União Tributária, sem ser uma União Fiscal. Agora terão multilateralismo, sem haver uma ideia sequer de um mecanismo comum de segurança social europeu. Agora, como sempre, será oportunismo fiscal. Deitar a mão aos rendimentos gerados por trabalhadores nacionais que se encontram noutras paragens. Pensem nisto. Eu já penso nisto há décadas. Está a acontecer. Já não há para onde fugir. Impostos. Por essa razão assim se chamam. Até os gatos percebem.

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publicado às 11:33

Esfolar gatos gregos

por John Wolf, em 27.06.15

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Aproveitem bem. Pode ser um dos últimos fins de semana normais. Ide ao "coma como um bruto no piquenique do Continente" lá para os lados do Parque do Eduardo o sétimo, ou estiquem a banha toda na Praia da Caparica e vejam a bola logo à tarde. Está tudo bem - uma maravilha. Dia 5 de Julho veremos como é que elas são: se o povo grego tem amor à camisola do Euro e está disposto a aguentar com ainda mais Austeridade e a libertar Tsipras do ónus do desastre (o homem lava as mãozinhas com muita arte, e dizem que tem andado a ler o Príncipe de Maquíavel, enquanto Varoufakis revê Schelling). A Catarina Martins e a Esquerda, ilustradas por poetas e pragmáticos, pode voltar a tatuar no antebraço a estrofe: o povo é quem mais ordena. Teremos a expressão plena de Democracia na sua terra Natal. Hitler também foi eleito democraticamente, mas isso fica para depois dos estilhaços do Syriza serem varridos do Syntagma e aparecerem outros totalistas. O povo grego já foi exposto ao medo, mas ainda pode experimentar o terror. No dia 5 de Julho serão as massas a definir a relação de forças de um enredo intransigente: com ou sem Euros, com ou sem bailouts, com ou sem extensões, com ou sem perdões de dívida, com ou sem Austeridade, a odisseia grega não será editada, convertida em romance épico. Para todos os efeitos, os europeus encontram-se entre a espada e as espaldas aventuristas daqueles que prometem não arredar pé do sacrifício de um povo. Os rituais de autoflagelação, são isso mesmo, prerrogativas daqueles que juram ter o direito de esfolar o seu próprio gato. Tsipras também dirá que o seu povo está bem e "que só queimou um bocadinho o pêlo".

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publicado às 10:38

Putin e Tsipras atiram o pau ao gato

por John Wolf, em 01.03.15

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Se Putin premiu o gatilho da pistola que abateu Boris Nemtsov não é a questão principal. Há outra mais importante que acaba de ser colocada aos russos: será que estão dispostos a colaborar com um regime repressivo que atenta à liberdade de expressão e a direitos e garantias fundamentais? Embora ainda faltem peças ao puzzle, o mar de gente que enche as ruas de Moscovo faz lembrar eventos mais ou menos recentes. Por exemplo Maidan ou até a Primavera Árabe. Sem dúvida que o aparato em torno do assassinato de Nemtsov serve para distrair das movimentações russas em solo ucraniano, mas Putin pode involuntariamente ter libertado  a força crítica e avassaladora do seu povo. Putin virou-se para a exterioridade da Crimeia e da Ucrânia porque há muito que sente o seu regime ameaçado - "lá fora" parece ser mais fácil justificar as acções e vendê-las de um modo glorioso no próprio país. Mas não é o único. Tsipras também aplicou o mesmo princípio que resulta de insuficiência interna, e atirou-se aos portugueses e espanhóis chamando-os de principais responsáveis pelas dificuldades negociais havidas entre a Grécia e os interlocutores europeus. São comportamentos enviesados e desta natureza que nos devem preocupar. As atitudes de políticos que atiram o pau para longe. A Grécia e a Rússia têm muito mais em comum do que possam imaginar. E não se quedarão por aqui. Já passámos a fase de meras sugestões. A Estónia e a Turquia parecem ser candidatos para serem arrastados para o já de si complexo mapa geopolítico. Isto não fica assim. Se as coisas não correrem de feição a Putin e Tsipras, estes são mais do que capazes de incendiar casas alheias.

 

*os gatos são muitos populares na internet, mas não servem para grande coisa.

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publicado às 19:39

Politics is a bitch

por John Wolf, em 29.10.13

A política é uma cadela. Não consigo acreditar na caravana que passa diante de mim enquanto os cães ladram. Um país metido em graves sarilhos e as comadres entretidas com o caniche - se o Bóbi e o Piloto podem ficar no T2 ou se devem ser postos no olho da rua. Há tantas e tão boas expressões que servem para retratar esta novela pidesca que bate aos pontos a outra do filósofo das lutas greco-romanas. Abaixo de cão é onde nos encontramos. O regime de segurança social canino acaba de ser abatido, mas existe algo perversamente insensível na decisão de extrair os caninos à má fila. Basta passear pelo Facebook para perceber a importância dos bichinhos na vida de tanta gente metida no canil da solidão, perto da plena depressão. O animal de estimação é uma espécie de Prozac que ladra, uma medicação peluda para noites longas passadas em frente ao desespero. E os canários?E a piriquita? Não senhor, não bebo - é cadela mesmo. Minhas senhoras e meus senhores, entrámos no reino do absurdo, no enclave do surreal. Estamos encravados pelo dedo que passou a perna à unha. Não vamos arrastar para esta clínica veterinária as outras expressões de imodéstia - aqueles casos mentais de repúblicas de cães e gatos. Gente com pancada que colecciona lixo e tem na varanda amarquisada uma ninhada deles para juntar aos pardos. Nesses casos sou cristano como a Assunção - vinte cães é uma loucura. Venha de lá o fiscal do abate, o inspector das partes pudendas do podengo. Em suma - life is a bitch.

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publicado às 18:20

Vaidades felinas

por Nuno Castelo-Branco, em 25.03.12

As gatas dos meus amigos Olinda e Eugénio: Menina, Mocinha, Donzela e Mimi

 

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publicado às 14:43

Dois irmãos retirados do lixo

por Nuno Castelo-Branco, em 01.07.11

O nosso amigo e colega Carlos Velasco, encontrou ontem  um caixote de lixo, estes dois lindos irmãos. Isto demonstra bem a imperiosa necessidade de o novo Parlamento legislar quanto à protecção dos animais, penalizando os bípedes racionais capazes de crueldades contra seres indefesos.

 

O Carlos já tem dois gatos em casa e procura um lar para estas duas belezas. Haverá alguém carente de afecto que viva no norte de Portugal e os queira ter como companhia?

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publicado às 16:17

DAM

por Nuno Castelo-Branco, em 27.12.10

Dam, 1994 - 27 de Dezembro de 2010

 

Um triste final num dos anos mais terríveis de que tenho memória.

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publicado às 18:45

Prontos para a VOSSA casa (já tenho três!)

por Nuno Castelo-Branco, em 23.06.09

 

Não haverá alguém que queira uma boa companhia? Estes gatinhos ainda são pequenos, comem bem e estão habituados a pessoas.  O José Manuel Barbosa e o Miguel Netto já levaram três irmãs destes dois rapazes e ainda há algumas fêmeas para oferecer. Bem podiam fazer uma boa acção e ajudar-me!

Foto tirada no passado Domingo.

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publicado às 14:52

Urgente! Precisamos de donos!

por Nuno Castelo-Branco, em 04.06.09

 

Há pouco mais de um ano, apareceu um casal de gatos abandonados. Como sempre a minha mãe começou a alimentá-los no jardim e  foram-se fixando no local uns tantos mais. Como é natural, protegidos e com comida duas vezes por dia, iniciaram o ciclo da reprodução (acelerada!) e agora, a comunidade cresceu e já ronda a VINTENA! Já consegui oferecer uns, da ninhada passada, mas agora chegaram mais  OITO bebés. Não pode ser e assim, solicito a vossa ajuda para encontrarmos novos lares para estas crias. Aqui vos apresento estes gatinhos e um deles igual ao Kao. Branco e com olhos azuis.

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publicado às 23:50






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